Seriados Inesqueciveis - Os Waltons



Quem assistiu à série Os Waltons, na hora de dormir deve se lembrar do "Boa Noite John Boy"; "Boa noite Mary Ellen". Essa foi a frase que marcou esse outro grande sucesso dos seriados de Tv, uma bem sucedida série dramática dos anos 70 que chegava na época para contrastar com os sitcoms que mostravam famílias urbanas e seus problemas de uma grande metrópole. 


A série Os Waltons, ao contrário das suas concorrentes, se passava nos Estados Unidos durante a longa depressão na década de 1930. A história, baseada nas escritas semi-autobiográficas de Earl Hamner Jr., Spencer's Mountain, já havia chegado a CBS em 1971 num filme especial para tevê intitulado The Homecoming: A Christmas Story. Depois do sucesso alcançado pelo longa-metragem, a Lorimar Television não pensou duas vezes em transformá-lo em um seriado e em setembro de 1972 estreava o seriado Os Waltons.


O programa narrava, sob a ótica do filho mais velho (17 anos) John Boy (Richard Thomas), as aventuras e desventuras da família do título, formada pelo patriarca Sr. John Walton (Ralph Waite), sua esposa Olivia `Livie´ Walton (Michael Learned) e seus sete filhos: John Boy, Jason (Jon Walmsley), Mary Ellen (Judy Norton-Taylor), Erin (Mary Beth), Ben (Eric Scott), Jim Bob (David W. Harper) e Elizabeth (Kami Cotler), que sobreviviam apenas com o dinheiro ganho na serraria localizada na Montanha Walton em Virginia, mantida por John Walton, Vovó Esther e Vovô Zeb.


Mesmo com toda a pobreza e as dificuldades que a família encontrava ao longo dos episódios, eles lutavam com muita união e conservavam grandes sonhos. John Boy, por exemplo, desejava ir para a faculdade e se tornar um grande romancista. Além dos personagens principais a série era recheada de outros bem carismáticos como Ike Godsey (Joe Conley) o proprietário do armazém local, o Xerife Bridges (John Crawford) e as Senhoritas Mamie (Helen Kleeb) e Emily Baldwin (Mary Jackson), duas irmãs completamente excêntricas.


Os executivos da Lorimar Television trabalharam para enfatizar dois pontos na série: o local onde a história se passava (as montanhas Blue Ridge) e o período em que ela ocorria (a grande depressão), com isso, eles conseguiram transmitir ao público exatamente o clima que buscavam, uma nostalgia e sentimentalismo muito fortes, apoiados pela trilha sonora sempre exuberante de Jerry Goldsmith. Dessa forma, foi possível tratar de assuntos como crescimento dos filhos, namoro, casamento, escola, universidade, emprego, nascimento, envelhecimento, doença e morte, com mais seriedade e dramaticidade.


Uma das coisas tristes da série, principalmente para os fãs, é que o elenco principal mudou muito ou esteve ausente durante a exibição de Os Waltons. John Boy, por exemplo, que era um personagem chave dentro da série, foi interpretado até 1977 pelo ator Richard Thomas, quando foi substituído por Robert Wightman; Elle Corby foi obrigada a sair da série em 1979 depois que sofreu um acidente; já o ator Will Geer faleceu em 1978, com isso seu personagem, o Vovô Zeb, também teve que morrer na série; John Ritter que interpretava o personagem do Reverendo Matthew Fordwick também deixou o programa mais cedo, sua ausência foi explicada com a ida do Reverendo para o exército.





No Brasil a série também teve uma excelente repercussão quando passou aos sábados a noite na Rede Globo durante a década de 1980. Sua dublagem por aqui foi realizada pela Herbert Richers, abaixo o tema de abertura. Para quem quiser ver o tema de abertura clique aqui





Fonte :  http://www.infantv.com.br/waltons.htm




















Hoje, mais uma vez, cumprindo promessa... graças a comentários do oestrondo, Aninha, Alcione e Sandra, estou criando  a seção fixa das sextas-feiras : Por Onde Anda? que será destinado a localizar infomações sobre as pessoas que fizeram história nos anos 80 ( com pitadas nos anos 70 e 90 ). O escolhido para a estréia foi um dos maiores vilões das histórias das séries : J. R. Ewing, interpretado por Larry Hagman.
















Filho da famosa atriz Mary Martin e do advogado Benjamin Jack Hagman. Em 1945, com apenas catorze anos, Hagman começou a beber fortemente, o que o conduziria a graves problemas de saúde para o resto da vida. Hagman desenvolveu uma reputação como um talentoso intérprete na escola, ao passo que em 1949 - quando graduou-se -, sua mãe sugeriu que experimentasse a carreira de ator. Começou sua carreira em Dallas, Texas, trabalhando como assistente de produção e agindo em pequenos papéis no teatro de Margo Jones.






Em 1952, Hagman foi convocado pela Força Aérea dos Estados Unidos, durante a guerra da Coréia. Parados em Londres, ele passou a maior parte do seu serviço divertindo tropas do Reino Unido e em bases militares na Europa. Depois de deixar a Força Aérea em 1956, regressou a Nova York - onde morou por um tempo - e recebeu excelentes críticas por suas atuações.




Apesar de seu sucesso, sua carreira foi assombrada pela fama de sua mãe, que estava em ascensão, devido ao seu papel na TV estrelando Peter Pan. A estréia de Larry Hagman na Broadway ocorreu em 1958, em Comes a Day. Durante este período, apareceu em numerosos programas de televisão. Juntou-se ao elenco de The Edge of Night, onde permaneceu por dois anos.


Em 1964, fez sua estréia no cinema, em Ensign Pulver, em que também estava o então jovem desconhecido, Jack Nicholson.






Jeannie é um Gênio





Depois de anos co-estrelando várias séries e de estrelar uma menos bem-sucedida no ano anterior, Hagman acertou em cheio em 1965, com o papel que caiu em suas mãos, depois de ser escolhido dentre vários atores em testes: o Major Anthony Nelson em Jeannie é um Gênio, ao lado de Barbara Eden.





Em seu primeiro ano, os executivos da NBC decidiram que a série não deveria ser filmada em cores, devido ao alto custo dessa técnica na época. Mas a partir da segunda temporada, ganhou cores e segui-se até 1970, onde terminou em sua quinta temporada, com o major finalmente se casando com Jeannie. É uma das séries mais lembradas na história da televisão mundial até hoje, e trouxe reconhecimento a Hagman, Barbara Eden e Bill Daily. A serie de tv voltou a passar nas telinhas no canal Nickloden a noite, em uma nova programação chamada nick at night a partir das 22:30h





 Dallas





No fim de 1977, depois de recusar o papel do Dr. Davi Banner em O Incrível Hulk, Hagman optou por abandonar a imagem de bom rapaz e assumiu o papel do vilão J.R. Ewing em uma das séries de maior sucesso em audiência e repercussão de todos os tempos: Dallas, produzida de 1978 a 1991 (um recorde de tempo, quatorze anos).





Depois de ler o script e escutar a sugestão de sua esposa, Hagman concluiu que o papel era perfeito para ele. Viveria J.R. Ewing, um homem poderoso a quem todos amaram e odiaram. Também estrelando o show, estavam atores experientes - Jim Davis, Barbara Bel Geddes -, promissores desconhecidos - Patrick Duffy, Victoria Principal - e Linda Gray, como a esposa de J.R., Sue Ellen, onde viviam uma relação de ódio e poder.





Globalmente, o elenco começou muito bem. A química entre Hagman e Duffy como irmãos foi convincente, e a rivalidade existente entre ambos proporcionou emocionantes momentos e uma igual notoriedade a Duffy, algo a que Hagman não tinha objeções.





Observados em mais de 90 países, o show foi um sucesso mundial e Hagman tornou-se uma das estrelas mais confiáveis e de suporte da rede. Como a estrela do show, Hagman se apoiou em muitas das experiências da sua juventude, por crescer no Texas, e trouxe uma irrascível profundidade a seu personagem. Embora J.R. tivesse relacionamento complexo de amor e ódio com sua família, Hagman desfrutavam de um descontraído e caloroso relacionamento com seus colegas de elenco, freqüentemente contando piadas para diminuir a tensão causada pelos apertados horários de filmagem e cenas altamente carregadas emocionalmente. Dallas consagrou-se como uma série nunca vista igualmente na televisão.