Explorando a Fronteira entre Saúde Mental e Espiritualidade Holística

Saúde e Espiritualidade Holística

A interseção entre saúde mental e espiritualidade holística é um tema intrigante e complexo, e o podcast "PSICANALISTA: DOENÇAS MENTAIS NÃO EXISTEM | Lutz Podcast" oferece uma perspectiva crítica sobre essa conexão. Neste artigo, exploraremos os principais insights apresentados, questionando conceitos tradicionais e destacando a importância de uma abordagem holística para compreender e tratar as questões de saúde mental.

1. Desafiando Conceitos Tradicionais: O podcast inicia provocando uma reflexão profunda sobre a natureza das doenças mentais, questionando se elas podem ser verdadeiras doenças. Desafia a concepção convencional de doenças como processos biológicos com início, meio e fim, sugerindo que essa definição pode não ser aplicável aos transtornos mentais.

2. Marcadores Biológicos e a Subjetividade dos Transtornos Mentais: Uma distinção crucial é feita entre doenças tradicionais, com marcadores biológicos identificáveis, e transtornos mentais, que carecem de testes definitivos. Destaca-se a subjetividade desses transtornos, onde os diagnósticos não dependem da descrição, diferentemente das doenças biológicas.

3. Evolução dos Diagnósticos Psiquiátricos: O podcast aborda a evolução histórica dos diagnósticos psiquiátricos, destacando o DSM-5 e a adoção de convenções para padronizar diagnósticos em diferentes contextos culturais. Levanta questionamentos sobre a validade de categorizar transtornos com base em critérios convencionais.

4. Sofrimento Psicológico e Convenções de Nomenclatura: Explora-se o impacto das convenções de nomenclatura no sofrimento psicológico, ressaltando a influência da interpretação e rótulos nas experiências individuais. Questiona-se a prática de rotular condições mentais como transtornos e enfatiza a importância de informar sobre a natureza arbitrária dessas convenções.

5. Crítica à Medicalização e Abordagens de Tratamento: Uma crítica contundente é direcionada à medicalização da saúde mental e ao uso excessivo de medicamentos, sem considerar o contexto mais amplo da vida dos indivíduos. Destaca-se a necessidade de uma abordagem holística, considerando não apenas os sintomas, mas também as formas de vida, relações e a espiritualidade.

O podcast oferece uma visão desafiadora e crítica sobre a relação entre saúde mental e espiritualidade holística. Ao questionar conceitos tradicionais, destacar a importância das convenções de nomenclatura e criticar abordagens excessivamente medicalizadas, ele instiga uma reflexão profunda sobre como compreendemos e tratamos as questões de saúde mental. Em um mundo onde a espiritualidade e a saúde mental se entrelaçam, a abordagem holística proposta no podcast pode oferecer novas perspectivas e caminhos para o bem-estar integral.

Para mais insights sobre saúde mental e espiritualidade holística, xxplore as fronteiras do entendimento tradicional e embarque em uma jornada de reflexão sobre o equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

Ascensão Espiritual e o Ciclo da Transformação: Uma Jornada de Desconstrução e Reconstrução

Saúde e Espiritualidade Holística

Neste artigo, exploraremos as profundas reflexões compartilhadas por Vital Frosi em seu áudio datado de 13 de janeiro de 2024. Conduzindo-nos por um caminho de espiritualidade holística, o palestrante aborda temas como desconstrução, reconstrução e a transição energética em andamento, oferecendo insights valiosos sobre o despertar da consciência.

Desconstrução e Reconstrução:
Desde 2016, Frosi discute a importância da desconstrução, um processo de deixar para trás padrões antigos e abraçar uma nova fase de existência. Utilizando a metáfora de uma "gincana," ele destaca a superação de obstáculos como parte fundamental desta jornada espiritual.

Separação de Energias e Níveis de Consciência:
Ao abordar a separação de energias, o palestrante destaca a mudança de foco da terceira dimensão para a quinta dimensão. A analogia de "joio e trigo" é utilizada para ilustrar a diferenciação entre níveis de consciência, visando uma evolução coletiva.

Cooperação em Vez de Competição:
Um aspecto crucial abordado é a transição de uma mentalidade competitiva para uma mentalidade cooperativa. Frosi destaca a importância de cultivar amor incondicional, compaixão e respeito, enfatizando que a cooperação é a nova energia impulsionadora.

Antecipando Mudanças e Responsabilidades:
Ao esboçar as fases da transição terrestre, o palestrante antecipa eventos significativos nos próximos anos, indicando a conclusão desejada até 2025. Ele incentiva os ouvintes a reconhecerem seu papel na ascensão, confiando em suas habilidades e enfrentando desafios com confiança.

Prazo para a Transição e Discernimento:
Frosi destaca a expectativa de que a transição da Terra se conclua em torno de 2050-2060. Adverte sobre a importância de discernir ao ajudar outros na jornada, comparando a escolha de onde plantar sementes para garantir um impacto significativo.

Conclusão - Abraçando a Transformação:
Em conclusão, o palestrante reforça a necessidade de abraçar responsabilidades na jornada de ascensão. Encoraja os ouvintes a confiar em si mesmos, reconhecendo o apoio espiritual abundante disponível. Esta visão holística da saúde espiritual oferece um guia inspirador para aqueles buscando equilíbrio e evolução.

Reiki Celta: Uma Jornada Holística para a Saúde Mental Equilibrada

Saúde e Espiritualidade Holística

A busca por métodos holísticos que promovam o equilíbrio entre corpo e mente tem ganhado destaque na sociedade contemporânea. Nesse cenário, o Reiki Celta emerge como uma prática única, unindo a sabedoria ancestral celta com as técnicas de cura energética do Reiki.

Neste artigo, exploraremos os benefícios que o Reiki Celta oferece para a saúde mental, destacando seus efeitos positivos na busca por um bem-estar holístico.

  • Equilíbrio Energético e Estabilidade Mental: A base do Reiki Celta reside na busca pelo equilíbrio energético interno. Essa prática visa harmonizar as energias do corpo, proporcionando uma sensação de estabilidade mental. Ao canalizar a energia vital universal, o Reiki Celta oferece uma abordagem suave para restaurar o equilíbrio emocional e mental.
  • Relaxamento Profundo e Alívio do Estresse: Um dos aspectos mais notáveis do Reiki Celta é a capacidade de promover um estado profundo de relaxamento. A energia canalizada durante a prática contribui para aliviar o estresse e a tensão mental, proporcionando um refúgio tranquilo em meio às demandas diárias.
  • Liberação de Bloqueios Emocionais e Clareza Mental: A sabedoria celta incorporada no Reiki Celta revela-se eficaz na liberação de bloqueios emocionais. Essa liberação permite um fluxo mais livre de emoções e pensamentos, contribuindo diretamente para a clareza mental. Ao desbloquear essas energias estagnadas, o Reiki Celta abre espaço para uma mente mais nítida e focada.
  • Bem-Estar Resiliente e Conexão Integral: A prática regular do Reiki Celta fortalece a conexão entre corpo, mente e espírito. Esse fortalecimento promove um bem-estar resiliente, essencial para a manutenção de uma saúde mental duradoura. Ao integrar aspectos espirituais e energéticos, o Reiki Celta oferece uma abordagem holística para a saúde mental, indo além dos métodos convencionais.

Conclusão: Em um mundo onde a saúde mental torna-se uma prioridade, o Reiki Celta destaca-se como uma jornada holística em direção ao equilíbrio e à serenidade. Seja na busca por relaxamento, liberação emocional ou clareza mental, esta prática ancestral oferece uma experiência transformadora. Ao incorporar o Reiki Celta em sua rotina, é possível trilhar um caminho de bem-estar integral, promovendo uma saúde mental equilibrada e duradoura. Deixe-se envolver pela energia positiva do Reiki Celta e embarque nessa jornada única rumo à harmonia interior.


 

Espiritualidade versus Religião: Uma Perspectiva de Eckhart Tolle

Espiritualidade versus Religião - Eckart Tolle

Na busca pela compreensão do eu interior e da conexão com algo maior que nós mesmos, surgem duas vertentes que frequentemente geram discussões e reflexões: espiritualidade e religião. Eckhart Tolle, renomado autor e guia espiritual contemporâneo, oferece uma perspectiva única sobre essa dicotomia, destacando diferenças fundamentais entre esses conceitos.

A Essência da Espiritualidade

Para Tolle, a espiritualidade é um chamado à exploração da dimensão interior do ser humano. Ela se manifesta como uma jornada pessoal em direção à consciência, presença e paz interior. Centralizada na experiência direta do momento presente, a espiritualidade convida à transcendência do ego e à busca por uma compreensão mais profunda do eu interior. É um caminho que valoriza a experiência individual de conexão com algo maior, independente de estruturas externas.

O Contexto Religioso

Por outro lado, Tolle destaca a religião como uma estrutura externa que frequentemente abriga dogmas, rituais, crenças estabelecidas e organizações institucionais. Embora muitas religiões ofereçam orientações e práticas para alcançar a espiritualidade, elas também podem criar divisões, impor regras rígidas e estabelecer identidades fixas. Para Tolle, a religião pode servir como um meio para a espiritualidade, mas suas estruturas formais podem restringir a liberdade interior e a busca direta pela verdade.

A Distinção Fundamental

A distinção fundamental entre espiritualidade e religião, conforme delineada por Tolle, reside na natureza da jornada interior versus a estrutura externa oferecida. A espiritualidade se concentra na experiência direta, na busca individual pela verdade interior e na conexão com o momento presente, enquanto a religião muitas vezes fornece um conjunto de diretrizes e práticas que podem facilitar essa jornada, mas também pode limitar a exploração pessoal.

A Importância da Compreensão

É vital reconhecer que Tolle não desvaloriza a importância da religião para muitas pessoas em todo o mundo. Ele destaca que a religião desempenha um papel significativo na vida de muitos, oferecendo comunidade, orientação moral e um caminho para a espiritualidade. No entanto, ele convida as pessoas a separarem a experiência direta da espiritualidade das estruturas religiosas, incentivando a busca pela verdade interior além de quaisquer crenças ou práticas estabelecidas.

Conclusão

A abordagem de Eckhart Tolle sobre a diferença entre espiritualidade e religião ressoa com aqueles que buscam uma jornada mais pessoal em direção à verdade interior e à conexão com algo além de si mesmos. Ele destaca a importância de uma busca direta e individual pela espiritualidade, convidando cada um a encontrar sua própria verdade, enquanto reconhece o valor e a influência das instituições religiosas na vida das pessoas ao redor do mundo.

O entendimento dessas diferenças pode abrir um espaço de reflexão e crescimento pessoal, permitindo que indivíduos abracem sua jornada espiritual de maneira mais autêntica, independente de suas afiliações religiosas. A busca pela verdade interior e pela paz de espírito continua sendo uma jornada individual, e Tolle nos lembra da importância de permanecermos abertos à nossa própria experiência, além das estruturas estabelecidas.

Este artigo procura destacar a perspectiva de Eckhart Tolle sobre a espiritualidade e a religião, enfatizando a importância da busca individual pela verdade interior, além das estruturas religiosas estabelecidas. A busca pela nossa saúde e nossa espiritualidade holistica estão nesta procura por novas perpectivas de vida.

Contribuindo para a Limpeza da Psicosfera Terrestre


O áudio recente de Vital Frosi, datado de 23 de dezembro de 2023, trouxe reflexões profundas sobre o estado atual do tempo e da consciência coletiva. Ele provocativamente comparou o ano que passou a um meteoro, deslizando rapidamente e passando despercebido pela maioria. Frosi, conhecido por seu trabalho voluntário na produção de conteúdo, enfatizou sua dedicação desinteressada, afirmando que seus áudios e textos visam apenas ajudar, sem buscar lucro ou popularidade.

Uma das questões centrais abordadas foi a culpa atribuída às consciências humanas na criação e acumulação de energias negativas na Terra. Frosi destacou a importância dos fenômenos climáticos e naturais como recursos vitais na limpeza da psicosfera terrestre, enfatizando a transmutação das energias acumuladas.

A mensagem chave foi a chamada à ação individual na purificação do ambiente terrestre. Frosi encorajou fortemente a visualização de luz e a emissão de pensamentos positivos como forma de contribuir para a limpeza da psicosfera terrestre, enfatizando o impacto direto das energias negativas nos eventos climáticos extremos.

Refletindo sobre o significado do Natal, ele convidou à reflexão sobre um novo ciclo, ressaltando a oportunidade de nascer algo novo e positivo em meio às controvérsias atuais. O áudio encerrou com um apelo à responsabilidade coletiva na contribuição para a purificação da Terra.

Em tempos de grandes mudanças climáticas e turbulências sociais, as palavras de Vital Frosi ecoam como um lembrete importante da responsabilidade individual e coletiva na preservação e cura do nosso ambiente. Sejamos agentes de luz e positividade para ajudar na limpeza da psicosfera terrestre, pois, como Frosi ressalta, essa é não apenas uma obrigação, mas uma contribuição essencial para um futuro melhor para todos nós.


A Jornada da Evolução Espiritual: Lições dos 'Exilados da Capela

Exilados da Capela

A jornada da evolução espiritual abrange uma gama ampla de tópicos e implicações profundas para a humanidade, dentro da espiritualidade holísitca . Além dos aspectos discutidos na trilogia de livros "Exilados da Capela, há outros pontos relevantes a considerar.

1. Consciência e Despertar Espiritual: A evolução espiritual frequentemente começa com um despertar de consciência, uma compreensão mais profunda do eu interior e da conexão com algo maior que a vida cotidiana. Esse despertar pode ser desencadeado por eventos significativos na vida de uma pessoa ou por uma busca ativa por significado e propósito.

2. Ciclos de Vida e Reencarnação: A crença na reencarnação é comum em várias tradições espirituais. A ideia de que a alma passa por múltiplas encarnações para aprender, evoluir e progredir espiritualmente é central em muitas filosofias espirituais.

3. Leis Universais e Evolução: A compreensão das leis espirituais, como a lei do karma (causa e efeito) e a lei da atração, desempenha um papel crucial na evolução espiritual. Viver em harmonia com essas leis pode permitir o crescimento pessoal e a transformação interior.

4. Desenvolvimento da Consciência Coletiva: Além da evolução individual, a consciência coletiva desempenha um papel fundamental na evolução espiritual da humanidade. A maneira como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo ao nosso redor impacta diretamente nossa jornada espiritual conjunta.

5. Compaixão, Amor e Serviço: A medida em que expandimos nossa consciência, a compaixão, o amor altruísta e o serviço desinteressado tornam-se valores centrais. Esses aspectos não apenas beneficiam o indivíduo, mas também contribuem para o progresso espiritual da sociedade como um todo.

6. Mudanças Planetárias e Transições Globais: O despertar espiritual também está intimamente ligado às mudanças planetárias. Com a crescente consciência sobre questões ambientais, sociais e humanitárias, a busca por uma nova maneira de viver está em ascensão, impulsionando a necessidade de uma transformação global.

7. A Importância da Autenticidade e Integridade: A jornada espiritual muitas vezes envolve a busca pela autenticidade e integridade pessoal. Isso inclui viver de acordo com nossos valores mais elevados e viver uma vida alinhada com nossa verdadeira essência.

A evolução espiritual é um processo contínuo e individualizado. Embora a conversa sobre os "Exilados da Capela" tenha proporcionado uma visão ampla, cada pessoa pode ter uma experiência única em sua jornada espiritual, buscando compreender sua própria verdade e expandir sua consciência de maneira pessoal e significativa.

A expansão desses pontos destaca a profundidade e a complexidade da evolução espiritual, enfatizando que cada indivíduo tem sua própria jornada, única e significativa.

Convidamos a todos que gostaram deste assunto a lerem as obras, compostas por Exilados da Capela, Na Cortina do Tempo e Almas Afins.

Descubra o Equilíbrio para o Fim de Ano: Saúde e Espiritualidade Holística

Saúde e Espiritualidade Holística

À medida que nos aproximamos do final de mais um ano, é essencial reservar um momento para nutrir não apenas nosso corpo, mas também nossa mente e espírito. A espiritualidade holística oferece uma abordagem completa para o bem-estar, unindo aspectos físicos, emocionais e espirituais para alcançar o equilíbrio necessário. Neste fim de ano, buscar a harmonia entre saúde e espiritualidade holística pode ser a chave para iniciar o próximo ciclo com energia renovada e clareza de propósito.

Saúde Física: Fundamento da Espiritualidade Holística


A saúde física é o alicerce sobre o qual a espiritualidade holística se apoia. Cuidar do corpo é um ato sagrado que impacta profundamente o nosso ser interior. Incorporar práticas como alimentação consciente, exercícios físicos e sono adequado não apenas fortalece o corpo, mas também abre caminho para uma conexão mais profunda com a espiritualidade. Este fim de ano, reserve um tempo para se movimentar, escolher alimentos nutritivos e descansar, permitindo que seu corpo se fortaleça e se alinhe com o seu eu interior.

Explorando a Espiritualidade Holística para o Bem-Estar Integral


A espiritualidade holística abraça a diversidade de práticas, desde meditação e yoga até terapias de energia e conexões com a natureza. Integrar essas práticas em sua rotina diária pode elevar não apenas seu bem-estar físico, mas também sua saúde mental e espiritual. Ao meditar regularmente, você pode cultivar paz interior e clareza mental, enquanto o contato com a natureza permite reconectar-se com algo maior do que nós mesmos. Este período de final de ano é ideal para explorar e integrar novas práticas espirituais que ressoem com você.


O Caminho para o Próximo Ano: Integração de Saúde e Espiritualidade


À medida que nos aproximamos do próximo ano, a integração contínua entre saúde e espiritualidade holística pode servir como um farol, guiando-nos em direção a um futuro mais equilibrado e consciente. Ao estabelecer metas para o novo ciclo, considere como a manutenção desse equilíbrio pode ser incorporada em sua jornada. Ao cuidar do seu ser integralmente, você estará preparado para enfrentar os desafios e celebrar as alegrias que o novo ano trará.

A saúde e a espiritualidade holística andam de mãos dadas, oferecendo um caminho para o equilíbrio e a realização pessoal. Ao finalizar este ano, reserve um tempo para cuidar do seu corpo, mente e espírito, permitindo-se integrar práticas holísticas que nutram seu ser por completo. Este é o momento ideal para começar uma jornada rumo ao próximo ano com vitalidade e consciência elevada.

Seu bem-estar holístico é fundamental para uma vida plena. Experimente incorporar essas práticas em sua rotina e permita-se florescer em todos os níveis de sua existência.

 

Diagnóstico de câncer aumenta em pessoas com menos de 50 anos, afirma estudo

Tipos de câncer mais fatais foram o de mama, traqueia, pulmão, intestino e estômago


O número de pessoas com menos de 50 anos diagnosticadas com câncer aumentou em todo o mundo nas últimas três décadas, segundo um amplo estudo publicado no dia seis de setembro, mas as causas ainda não foram completamente compreendidas.

Os casos de câncer entre pessoas com idades de 14 a 49 anos aumentaram quase 80%, de 1,82 milhão para 3,26 milhões, entre 1990 e 2019, afirma o estudo publicado na revista britânica BMJ Oncology.

Os especialistas afirmam que parte do aumento é explicado pelo crescimento da população, mas estudos anteriores também detectaram diagnósticos de câncer cada vez mais frequentes entre pessoas com menos de 50 anos.

A equipe internacional que realizou o novo estudo apontou a má alimentação, o tabagismo e as bebidas alcoólicas como principais fatores de risco subjacentes para esta faixa etária.

Mas a causa do crescimento do câncer precoce "ainda não está clara".

Pouco mais de um milhão de pessoas com menos de 50 anos morreram vítimas de câncer em 2019 (28% a mais que em 1990), segundo o estudo.

Os tipos de câncer mais fatais foram o de mama, traqueia, pulmão, intestino e estômago. O câncer de mama foi o mais diagnosticado nas últimas três décadas.

Mas os casos que registraram altas mais expressivas foram os de nasofaringe - a área onde a parte posterior do nariz encontra a parte superior da garganta - e de próstata.

Do outro lado, o câncer de fígado registrou queda de 2,9% em ritmo anual.

Os cientistas utilizaram dados do estudo 'Global Burden of Disease Study' de 2019, com análises das taxas de 29 tipos de câncer em 204 países.

O estudo mostra que, quanto mais desenvolvido o país, maior a taxa de câncer entre pessoas com menos de 50 anos. Isto poderia sugerir que os países mais ricos - com melhores sistemas de saúde - podem detectar o câncer antes.

Mas apenas alguns países realizam exames de detecção de alguns tipos de câncer em pessoa com menos de 50 anos, destacam os pesquisadores.

Além da alimentação ruim, do tabagismo e do consumo de álcool, os fatores genéticos, o sedentarismo e a obesidade também poderiam contribuir para a tendência, segundo estudo.

O número de casos de câncer em todo mundo entre pessoas com menos de 50 anos deve aumentar 31% até 2030, principalmente entre o grupo de 40 a 49 anos, segundo um modelo de cálculos dos pesquisadores.

Os cientistas, no entanto, reconhecem que os dados sobre o câncer variam consideravelmente de um país para o outro e que as nações em desenvolvimento potencialmente subnotificam os casos e mortes.


Transístor que mede glicose na saliva evita picada para diabéticos

A equipe já está trabalhando para ampliar a técnica para medir outros biomarcadores na saliva.


 Detector de glicose na saliva

Um sensor que mede os níveis de glicose na saliva traz a esperança de uma maneira mais simples, rápida e indolor para as pessoas monitorarem seu diabetes.

Pessoas com diabetes tradicionalmente monitoram a glicemia usando dispositivos que analisam uma gota de sangue picando um dedo várias vezes ao dia. Mais recentemente, sensores implantados podem fornecer monitoramento contínuo da glicose sem picadas desagradáveis, mas esses dispositivos podem ser menos precisos para níveis mais baixos de glicose e não são aprovados para crianças.

É muito mais conveniente monitorar a glicose pela saliva, que está correlacionada com os níveis de glicose no sangue. Ocorre que as concentrações de glicose são muito mais baixas na saliva do que no sangue, o que restringe essas medições a equipamentos laboratoriais sofisticados.

Abhinav Sharma e colegas da Universidade Rei Abdullah de Ciência e Tecnologia, na Arábia Saudita, superaram esse gargalo da sensibilidade criando um sensor de glicose miniaturizado usando um transístor de filme fino. Como o componente tem dimensões na casa dos nanômetros, ele mostrou-se altamente sensível a quantidades ínfimas de glicose.

Esses componentes pequenos, leves e de baixo consumo de energia são adequados para produção em massa, na forma de sensores descartáveis de baixo custo.

Transístor que mede glicose

O transístor contém finas camadas dos semicondutores óxido de índio e óxido de zinco, cobertas com a enzima glicose oxidase.

Quando uma amostra de saliva é colocada no sensor, a enzima oxida qualquer glicose presente para produzir D-gluconolactona e peróxido de hidrogênio. A oxidação do peróxido de hidrogênio produz então elétrons que entram nas camadas semicondutoras. Isso altera a corrente que flui através dos semicondutores, e a magnitude desse efeito indica a concentração de glicose na amostra de saliva.

O dispositivo mediu corretamente uma ampla faixa de concentrações de glicose em menos de um minuto. Mais importante, o sensor não foi enganado por outras moléculas da saliva, incluindo derivados de açúcar, como frutose e sacarose.

Embora a sensibilidade do dispositivo tenha diminuído com o tempo, ele ainda ofereceu bom desempenho após ser armazenado por duas semanas em temperatura ambiente.

A equipe está agora ampliando o uso da técnica, desenvolvendo uma matriz de sensores transistorizados que possam detectar simultaneamente vários metabólitos na saliva. "O desenvolvimento de conjuntos de sensores portáteis que possam ser integrados a um celular é uma possível direção futura para a pesquisa," disse o professor Thomas Anthopoulos, líder da equipe.

Bibliografia:

Artigo: Non-invasive, ultrasensitive detection of glucose in saliva using metal oxide transistors
Autores: Abhinav Sharma, Wejdan S. AlGhamdi, Hendrik Faber, Yen-Hung Lin, Chien-Hao Liu, En-Kai Hsu, Wei-Zhi Lin, Dipti Naphade, Suman Mandal, Martin Heeney, Thomas D. Anthopoulos
Revista: Biosensors and Bioelectronics
Vol.: 237, 115448
DOI: 10.1016/j.bios.2023.115448

Por que você está tossindo à noite?

Causa
Gotejamento pós-nasal, doença do refluxo gastroesofágico e outros problemas de saúde podem desencadear crises de tosse noturna.

Algumas pessoas não tossem durante o dia, mas depois começam a hackear quando estão na cama. Várias condições podem causar isso, e algumas têm um culpado comum: a gravidade.

Gatilhos comuns


Vários problemas de saúde estão associados à tosse noturna. Estes são alguns dos mais comuns:

Gotejamento pós-nasal. 

O gotejamento pós-nasal descreve um gotejamento constante de muco das vias aéreas superiores - os seios da face e a garganta. "Durante o dia, quando você está em pé, esses líquidos drenam naturalmente com a ajuda da gravidade, e você os engole e limpa. Quando você se deita, você perde a ajuda da gravidade, e o muco se acumula na parte de trás da garganta. Se o muco cai nas cordas vocais na garganta, ou se você inala algum muco e ele entra nos pulmões, ele desencadeia uma tosse úmida que produz catarro ou muco", explica o Dr. Neil Bhattacharyya, especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) da Massachusetts Eye and Ear, afiliada a Harvard.

Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). 

O ácido estomacal geralmente é espremido para baixo no intestino quando o estômago se contrai, ou é puxado para baixo pela gravidade. No entanto, quando o músculo circular entre o estômago e o esôfago (o tubo que leva o alimento da boca para o estômago) não aperta corretamente, o ácido pode esguichar de volta, irritando o revestimento do esôfago e estruturas na garganta. Essa retrolavagem é chamada de refluxo. Quando você se deita, o ácido não flui naturalmente para o intestino e pode refluir ainda mais facilmente. "Quando o ácido entra nas cordas vocais, você começa a tossir. Em casos graves, o ácido entra na traqueia e causa chiado", diz o Dr. Bhattacharyya. A DRGE pode causar uma tosse seca que pode ou não ser acompanhada por uma sensação de queimação (azia) ou dor no peito.

Efeitos colaterais de medicamentos. 

Alguns medicamentos — por exemplo, inibidores da ECA como lisinopril (Prinivil, Zestril, outros) ou enalapril (Vasotec), que são usados para tratar pressão alta e doenças cardíacas — podem causar tosse seca e frequente como efeito colateral. "Durante o dia, pode parecer mais uma necessidade de limpar a garganta. À noite, é muito pior", diz Bhattacharyya.

Insuficiência cardíaca. 

Insuficiência cardíaca é o termo para um declínio gradual na capacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. "Quando o coração não está bombeando bem, o líquido volta e se infiltra em outros tecidos. Durante o dia, quando você está ereto, a gravidade força o fluido para as extremidades inferiores. Quando você se deita, algum líquido se acumula nos pulmões, o que faz você tossir", diz Bhattacharyya. "Uma tosse seca à noite pode ser um dos primeiros sinais de insuficiência cardíaca."

O que você deve fazer


Quando uma nova tosse noturna dura mais do que algumas semanas, consulte seu médico para descartar as causas mais perigosas, como insuficiência cardíaca. Seu médico também pode rever suas prescrições para efeitos colaterais potenciais que podem levar a uma tosse, e trocar um medicamento, se necessário.

Essas causas não são muito difíceis de serem desvendadas. "Mas pode ser preciso um pouco de tentativa e erro para descobrir se a DRGE ou o gotejamento pós-nasal estão causando tosse noturna. Normalmente, recomendo um mês de tratamento para um ou outro, dependendo dos sintomas, e vejo se a pessoa melhora", diz Bhattacharyya. "Se uma avenida não funcionar, podemos tentar a outra. É melhor do que fazer um teste diagnóstico caro que requer anestesia."

O tratamento da DRGE envolve modificações dietéticas (evitando alimentos e bebidas que parecem piorar os sintomas da DRGE) além de medicamentos que suprimem o ácido, como o omeprazol (Prilosec).

Para o gotejamento pós-nasal, o tratamento envolve medicamentos que afinam as secreções de muco (para que fluam mais facilmente e não vão em lugares errados) ou ressecam a produção de muco (para diminuir o volume de secreções).
Outras coisas que você pode fazer

Além do tratamento médico, essas estratégias podem ajudar a reduzir a tosse noturna:

Durma em um travesseiro de cunha. A elevação ajuda a engolir melhor as secreções e dificulta o refluxo do ácido estomacal.

Use um umidificador de ambiente. "Isso é especialmente útil no inverno, quando o ar seco torna as secreções mais espessas. Um umidificador pode quebrá-los e emagrecê-los", diz Bhattacharyya.

Mantenha-se ereto depois de comer. Espere uma ou duas horas antes de se deitar.

Mantenha as gotas de tosse à mão. Se você acordar tossindo, sente-se e (quando possível) chupe uma gota de tosse para acalmar uma garganta irritada.

Experimente um pouco de mel. Tenha uma colher de chá de mel, ou coloque um pouco em uma xícara de chá descafeinado. Algumas pessoas acham que o mel pode aliviar uma dor de garganta e suprimir uma tosse. E, no mínimo, pode ser um deleite reconfortante.

Fonte: HHP

Mais de 15% dos brasileiros se sentem infelizes, mas só 5% fazem terapia

Sem auxilio de terapia

Renda, situação profissional, orientação sexual, gênero e relações familiares são os fatores que mais influenciam a saúde mental dos brasileiros, de acordo com uma pesquisa inédita divulgada em 04 de Agosto de 2023.  
O estudo, realizado pelo Instituto Cactus e pela Atlas Intel, contou com a participação de 2.248 indivíduos acima de 16 anos, de todas as regiões do país. Os participantes responderam questionários online entre janeiro e fevereiro de 2023.

Do total, 62% não usam serviços de apoio à saúde mental e só 5% fazem psicoterapia. Entretanto, cerca de 16% da população relatou estar tomando medicação para problemas emocionais, comportamentais ou relacionado ao uso de substâncias. A grande maioria (77,7%) faz esse uso há mais de um ano. O trabalho apresenta um novo índice de saúde mental, o iCASM. É uma espécie de nota, que vai de zero a 1.000 pontos, considerando diversos aspectos que influenciam na saúde mental e na qualidade de vida de uma pessoa.

Em sua primeira edição, o resultado geral ficou em 635 pontos. Entre os públicos com piores notas, estão os desempregados (com 494 pontos), mulheres (600), jovens (534), pessoas trans (445), gays (576).

Método para medir a saúde mental

O novo indicador, batizado de Índice Instituto Cactus-Atlas de Saúde Mental (iCASM), analisa aspectos, hábitos e situações da vida, como renda, nível de atividade física, relacionamentos interpessoais, entre outros.Para calculá-lo, os especialistas aplicaram um questionário usado internacionalmente em avaliações de saúde mental, em uma amostra da sociedade considerada representativa.

As respostas foram então agrupadas em três dimensões: confiança, vitalidade e foco.

Confiança reflete a autoestima e a segurança do indivíduo sobre seu papel na sociedade. Vitalidade diz respeito à disposição e à capacidade de ação para superar desafios e adversidades. Por fim, foco consiste na habilidade de se relacionar com o entorno de forma produtiva: conseguir se concentrar, tomar decisões e realizar as atividades rotineiras.

O novo índice considera uma escala que vai de zero a 1.000 pontos, sendo calculado a partir da média dos resultados obtidos em cada uma das três dimensões anteriores.

Por exemplo: um participante ou um segmento de avaliados que tenham recebido um resultado próximo a mil seria associado ao máximo de foco, vitalidade e confiança possível de se declarar no contexto do questionário de saúde geral. Na outra ponta, um indicador próximo a zero, por exemplo, descreveria um abalo muito significativo na saúde mental e na qualide de vida.

A gerente-executiva do Instituto Cactus, Luciana Barrancos, explica que a nova metodologia permite um acompanhamento sistemático e global da saúde mental da população.

“O número representa um ponto de referência para acompanhar e comparar diferentes demografias e hábitos de vida ao longo do tempo. O iCASM não é um diagnóstico, não é um índice de felicidade e não substitui uma avaliação clínica. A ideia é usar esses três eixos para conseguir chegar a um número único, como o da inflação, por exemplo, que seja simples e fácil de entender”, diz Luciana. Os pesquisadores estabeleceram estes primeiros resultados como o início de uma série histórica inédita, que será reproduzida a cada seis meses.

Brasileiros sob tensão

Em sua primeira edição, o resultado do iCASM ficou em 635 pontos para o 1º trimestre de 2023.  Em geral, os brasileiros se declaram confiantes, com 60% afirmando ter segurança em si mesmo. No entanto, uma parcela significativa da população relata ter perdido a confiança em si (17%) e até se considera uma pessoa inútil (17%).

Quase um quarto dos respondentes se sentem constantemente esgotado e sob pressão acima do costume. Um quinto deles (21%) afirmou perder o sono frequentemente e ter a sensação de que não podem superar suas dificuldades.

Enquanto isso, 17% disseram ter se sentido muito mais infeliz e deprimido do que usualmente. Um quarto dos participantes acima de 16 anos relatou perda de concentração nas semanas anteriores ao levantamento.

Indivíduos que afirmaram ter relações saudáveis com familiares e amigos se saíram melhor no índice. Por outro lado, aqueles que relataram brigas nas semanas anteriores à pesquisa tiveram uma das piores pontuações (370 pontos) entre todas as categorias analisadas.

Outro fator observado foi a prática de esportes. O índice de quem não pratica atividade física ficou em 580, chegando até 722 para o grupo que se exercita três ou mais vezes por semana.

No recorte por faixa etária, os mais jovens têm pontuações mais baixas, sendo que os indivíduos até 24 anos apresentam um iCASM de 534 pontos, 105 pontos abaixo da média entre as faixas etárias.

Desigualdade social

Quase 9 em cada 10 respondentes se preocuparam com a sua situação financeira ao longo das últimas duas semanas à pesquisa. A análise mostrou ainda pontuações mais baixas entre desempregados (494 pontos), 186 pontos abaixo dos assalariados. Da mesma forma, a renda fez diferença. Indivíduos com rendimentos acima de R$10 mil ao mês alcançam 737 pontos, enquanto aqueles que ganham até R$2 mil marcam 576 pontos.
Questões de gênero e orientação sexual

Os homens tiveram um desempenho melhor do que o das mulheres no levantamento, com iCASM médio de 672 pontos, frente aos 600 pontos delas. Contudo, a psicóloga Karen Scavacini, da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS), pontua que a comparação entre gêneros deve ser feita com cautela.

Segundo a especialista, os achados não necessariamente indicam que os homens tenham mais saúde mental, mas que, em grande parte dos casos, eles deixam de manifestar ou de buscar ajuda especializada devido a questões culturais.  “O resultado pode apontar questões sobre o cuidado masculino com a saúde como um todo e também sobre a consciência do próprio sofrimento emocional”, diz Karen.

Por outro lado, a psicóloga enfatiza que a forma como a sociedade brasileira se estrutura favorece o desenvolvimento de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, por mulheres. “Os homens recebem salários maiores e não vivem a tripla jornada da mulher. Além disso, eles têm mais acesso a empregos e uma série de facilidades. São menos expostos à violência marital e têm uma menor consciência sobre a saúde mental”, afirma.

A opinião é compartilhada pelo diretor regional sudeste da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Eduardo Birman. “Por mais que nós tenhamos avançado muito na questão da igualdade de gênero, o Brasil ainda é um país de características bastante machistas”, afirma o psiquiatra, que também atua como diretor técnico na Clínica Revitalis.

“Mulheres tendem a ser mais sinceras quando falam das suas emoções e problemas. Os homens tentam resistir mais às questões psíquicas, achando que não devem compartilhá-las”, completa Birman. O estudo apontou ainda que pessoas trans, gays e bissexuais apresentam pontuam menos em fatores ligados à qualidade de vida quando comparadas a indivíduos cisgêneros e heterossexuais.

O indicador da população trans ficou em 445 — um dos mais baixos entre todos os grupos demográficos — frente aos 638 pontos do grupo cis (que se identifica com o sexo designado no nascimento). Os que se declaram heterossexuais alcançaram 665 pontos frente a 576 do grupo que se identifica como homossexual. Pessoas identificadas com outras orientações sexuais tiveram pontuações ainda mais baixas.

“Diversos fatores influenciam a saúde mental dessa população, como a violência, o espaço de trabalho, os relacionamentos sociais, o local de pertencimento dentro de uma sociedade e o acesso aos serviços de saúde, incluindo os de saúde mental”, diz Karen.

Só 5% fazem terapia

Chama a atenção dos especialistas o dado de que, apesar de 16% dos respondentes tomarem medicação psiquiátricas de uso contínuo, sendo a grande maioria há mais de um ano (77,7%), somente 5% relatem fazer fazer psicoterapia.

“O índice é baixo. Existe ainda na sociedade um preconceito sobre o sofrimento psíquico. A sociedade ainda olha para os profissionais de saúde mental como pessoas às quais só vamos recorrer se estivermos doentes, com fraqueza de caráter ou pouca força de vontade”, diz Birman.  O psiquiatra destaca que os riscos do negligenciamento do cuidado com a saúde mental incluem o agravamento de condições que podem ser tratadas e o desenvolvimento de novos transtornos.

“Ninguém tem problema de fazer check-up clínico. Eu me pergunto por que as pessoas, em um momento de dificuldade emocional, não buscam uma avaliação para saber o que podem fazer para melhorar aquela situação antes que aconteça a doença em si”, afirma o psiquiatra.

Estudo contínuo

A expectativa dos pesquisadores é de que os dados sejam utilizados como referência para a formulação de políticas públicas em busca de melhorias para a área da saúde mental. E que os dados sejam atualizados com edições periódicas, permitindo o acompanhamento de longo prazo dos brasileiros.

“Desde o início do projeto, fiquei entusiasmado com a possibilidade de iniciarmos um monitoramento periódico, sistemático e exaustivo da saúde mental dos brasileiros, que possa ancorar políticas públicas e o trabalho das autoridades e do terceiro setor em dados e evidências científicas com atualização semestral”, diz Andrei Roman, CEO da AtlasIntel.

O estudo contou com a supervisão de um comitê científico independente e a aprovação de um comitê de ética.

Beber café ligado a corações mais saudáveis e vidas mais longas

Cardiovascular

O seu café da manhã oferece mais do que uma sacudida de boas-vindas? Em um estudo observacional recente publicado online em 27 de setembro de 2022 pelo European Journal of Preventive Cardiology, pesquisadores descobriram que as pessoas que bebiam de duas a três xícaras de café por dia tinham um risco menor de doenças cardiovasculares e morte precoce do que aquelas que evitavam a bebida. 

O estudo incluiu quase 450.000 pessoas (idade média de 58 anos) que não tinham batimentos cardíacos irregulares (como fibrilação atrial) ou doenças cardiovasculares (como doenças cardíacas, insuficiência cardíaca ou derrame) no início. 

Os participantes relataram quantas xícaras de café bebiam por dia e sua escolha de café preferida. Os pesquisadores os categorizaram com base em seu consumo diário, de zero a mais de cinco xícaras. Após 12 anos, as incidências de batimentos cardíacos irregulares, doenças cardiovasculares, mortes relacionadas ao coração e mortes por qualquer causa foram menores entre os bebedores de café em comparação com aqueles que não bebiam café. 

Pessoas que bebiam de duas a três xícaras diariamente tinham o menor risco de doença cardiovascular e morte. Para batimentos cardíacos irregulares, o menor risco estava entre aqueles que bebiam de quatro a cinco xícaras diariamente. Todos os tipos de café foram associados a menos doenças cardiovasculares. No entanto, beber café descafeinado não foi associado com riscos reduzidos de batimentos cardíacos irregulares. Qual é a conexão entre o café e um coração saudável? Uma explicação plausível (não comprovada) pode ser que o café contém altas quantidades de polifenóis, que ajudam a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação.

Fonte: HHP

Planta brasileira produz canabidiol, mas sem substância psicoativa da cannabis

Imagem: Alex Popovkin/CC-BY-2.0

Uma planta brasileira nativa que consegue produzir canabidiol (CBD) nas flores e frutas sem nenhum traço de tetrahidrocanabinol (THC) foi descoberta por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O THC, presente na Cannabis sativa, é uma substância psicoativa mais conhecida pela sua presença na droga maconha, o que leva à proibição do plantio de cannabis no Brasil.

A nova planta, chamada Trema micrantha blume, possui apenas a substância utilizada no tratamento de condições como a epilepsia, o CBD, o que deve ajudar no uso medicinal sem maiores restrições. No país, ela é conhecida pelos nomes de pau pólvora, periquiteiro, candiúva, candiúba, taleira, motamba, gurindiba, curindiba, seriúva ou mesmo o nome de seu gênero, trema.

Ao site O Globo, o coordenador da pesquisa, Rodrigo Soares Moura Neto, comenta que a T. m. blume poderia esquivar das barreiras legais atualmente impostas à cannabis medicinal — atualmente, o CBD só pode ser prescrevido para o tratamento de epilepsia em crianças e adolescentes, segundo resolução do Conselho Federal de Medicina publicada no ano passado.

Há, ainda, discussões no Congresso Nacional acerca da liberação do cultivo de cannabis para uso medicinal industrialmente, como é feito no Canadá, Estados Unidos e Portugal.

Canabidiol no Brasil e a nova planta


Quanto à comercialização do canabidiol, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringe a fórmula a 0,2% de THC, no máximo, evitando efeitos psicoativos. No caso da planta brasileira, esse risco não existe, já que o THC não está presente em concentração alguma. Isso libera o seu plantio sem qualquer restrição — ela, na verdade, já está presente em todo o país, apenas não no cultivo com o objetivo de obter canabidiol. A T. m. blume poderia ser uma maneira mais fácil e barata de obter o CBD.

Agora, os métodos mais eficazes de análise e extração do canabidiol da planta estão sendo estudados por botânicos, biólogos, geneticistas e químicos, e dentro de 6 meses devem ser iniciados testes in vitro. Quando isso for feito, saberemos se o CBD da planta consegue gerar a mesma atividade, no corpo humano, que o canabidiol extraído de C. sativa gera.

A pesquisa conta com fundos obtidos por meio do edital de Ciências Agrárias da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), que tem ligação com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo estadual. São R$ 500 mil em recursos sendo utilizados para o estudo da planta.

Para que serve o CBD?


Como já comentamos, a Anvisa autorizou o uso terapêutico de cannabis medicinal em maio de 2015, por meio da RDC 17/2015. Segundo a resolução, qualquer médico ou mesmo profissional de odontologia pode prescrever o canabidiol — embora a recomendação oficial seja apenas para casos de epilepsia.

Quando recomendado pelo profissional, o paciente pode comprar o CDB diretamente em estabelecimentos nacionais (segundo regimento pela RDC 327/2019) ou através de importação legalizada (regimento pela RDC 660/2022).

Pesquisas já mostraram benefícios do CBD no alívio de condições como anorexia, ansiedade, autismo, câncer, náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia, dor crônica, depressão, distonia, insuficiênia cardíaca, epilepsia, síndromes intestinais, fibromialgia, enxaquecas, dores neuropáticas, dependência de opioides, cuidados paliativos, doenças neurodegenerativas, polimialgia reumática e muitas outras. Alternativamente, alguns atletas usam o produto para alívio das dores advindas do seu treinamento.

Fonte: O Globo

Aspirina e saúde óssea: há conexão?

Os resultados de um novo estudo que analisou quedas e fraturas entre usuários de aspirina são decepcionantes.

Câncer e Saúde

Por décadas, a aspirina foi chamada de droga maravilha. É fácil perceber porquê; É um analgésico. Pode baixar a febre. Pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco em pessoas com alto risco de problemas cardiovasculares, e reduz o risco de alguns tipos de câncer. É barato, fácil de produzir e amplamente disponível sem receita médica.

Nos últimos anos, pesquisas também associaram o uso de aspirina a uma melhor saúde óssea e a um menor risco de fraturas ósseas após quedas (o que pode ter consequências devastadoras, especialmente entre adultos mais velhos). Agora, um novo estudo analisa mais de perto o potencial benefício para os ossos.

Por que a aspirina seria boa para os ossos, afinal?


Pode parecer surpreendente que a aspirina tenha algum efeito sobre a saúde óssea, ou sobre o risco de fraturas. Mas a aspirina pode incentivar o desenvolvimento e a sobrevivência das células da medula óssea envolvidas na formação óssea. Também pode inibir as células que quebram o osso. Além disso, ao prevenir doenças cardiovasculares e derrames, a aspirina pode reduzir a fragilidade e melhorar a saúde geral. Isso poderia levar a menos quedas e fraturas ósseas.

Uma revisão de vários estudos descobriu que o uso de aspirina reduziu o risco de fratura em 17%. Mas os estudos incluídos nessa revisão foram observacionais, o que significa que só puderam mostrar uma ligação entre o uso de aspirina e menor risco de fratura. Tais estudos não podem provar que o uso de aspirina foi a verdadeira razão para menos fraturas.

Melhores estudos são necessários para comprovar ou refutar essa possibilidade. Felizmente, um acaba de ser publicado – e coloca em dúvida se a aspirina tem algum impacto na saúde óssea.

Obtendo uma melhor compreensão da aspirina e da saúde óssea

Publicado no JAMA, o novo estudo é o primeiro ensaio randomizado e controlado a explorar uma possível conexão entre o uso de aspirina e o risco de fratura. Esse tipo de estudo é mais poderoso do que um estudo observacional e pode ajudar a provar se o uso de aspirina tem efeito sobre o risco de fratura.

Quase 17.000 adultos mais velhos foram aleatoriamente designados para tomar uma dose baixa de aspirina (100 mg) ou um placebo idêntico diariamente. Eles foram então monitorados para fraturas ou quedas graves durante um período de quase cinco anos. Queda grave foi definida como aquela que levou a uma visita ao pronto-socorro ou admissão hospitalar. A média de idade dos participantes do estudo foi de 74 anos; Mais da metade (55%) eram mulheres e a maioria era branca.

Os pesquisadores encontraram: 
  • Quedas graves e fraturas foram comuns, experimentadas por 8,6% dos que tomaram aspirina e 9,5% dos que tomaram placebo.
  • Não houve diferença no risco de fratura entre os grupos aspirina e placebo.
  • Usuários de aspirina tiveram uma taxa significativamente maior de quedas graves. Isso pode ser devido ao efeito de afinamento do sangue da aspirina: uma lesão que normalmente causaria apenas pequenos hematomas ou sangramento pode exigir atenção médica se uma pessoa estiver tomando aspirina.
Ao contrário dos estudos observacionais anteriores, esses achados não apoiam o uso de aspirina em baixas doses para melhorar a saúde óssea ou reduzir fraturas relacionadas a quedas.

O que mais é importante saber sobre a aspirina?

Embora possa parecer que a aspirina é um tratamento seguro, há desvantagens para os adultos considerarem, incluindo uma taxa mais alta de quedas graves, como observado nesta nova pesquisa. Além disso:
  • A aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroidais são uma das principais causas de úlceras estomacais e sangramento gastrointestinal.
  • As reações à aspirina podem ser graves; Estes incluem reações alérgicas e agravamento de condições respiratórias, como sinusite ou asma.
  • O efeito de afinamento do sangue da aspirina pode causar sangramento grave em uma pessoa com certos distúrbios sanguíneos (como hemofilia), ou em alguém que já tomou outro anticoagulante.
  • A terapia com aspirina para prevenir doenças cardiovasculares tem sido popular há décadas. No entanto, pesquisas e diretrizes recentes agora sugerem que as pessoas não devem tomar aspirina rotineiramente, a menos que tenham tido um ataque cardíaco ou derrame, ou tenham outros riscos importantes para problemas cardiovasculares.

Ponto-chave

Apesar da reputação da aspirina como uma droga maravilha, esta última pesquisa é um lembrete de que a aspirina não é boa para todos ou todas as condições - até mesmo drogas maravilha têm suas limitações. E esta nova pesquisa é apenas o exemplo mais recente de como resultados impressionantes de estudos observacionais podem não ser confiáveis e podem não se sustentar na esteira de estudos mais poderosos.

Tenha isso em mente na próxima vez que ler notícias sobre um tratamento médico, seja um medicamento recém-descoberto ou um medicamento antigo e sem receita que já esteja em seu armário de medicam

Fonte: HHP

Câncer como um problema de saúde mental e espiritual

Doença como Linguagem da Alma" é um livro escrito pelo médico alemão Rudiger Dahlke. O livro discute a ideia de que as doenças mentais e físicas são formas que o corpo usa para se comunicar com a alma , e que a compreensão desses sinais pode ajudar as pessoas a curar suas doenças e atingir um estado de saúde mais completo. 

Doença como Linguagem da Alma

Rudiger Dahlke e autor best-seller, postula que a doença é uma linguagem da alma. Ele acredita que serve como um chamado à ação – uma maneira de nosso eu interior nos alertar sobre questões subjacentes e desequilíbrios em nossas vidas. Como ele escreve: "A doença tem sua própria lógica; ela se comunica através de metáforas" e, portanto, devemos estar atentos não apenas aos sintomas físicos, mas também a como eles correspondem aos estados psicológicos. 

Embora desafiador, abordar a doença a partir dessa perspectiva produz maior compreensão e leva a soluções mais holísticas, em vez de apenas tratar as manifestações externas. Ao adotar a visão de Dahlke sobre a saúde, pode-se descobrir que, ao abordar emoções, necessidades e desejos pessoais, pode-se progredir para se tornar livre de sintomas. O câncer é uma doença que pode ser física e emocionalmente devastadora, para causar estragos na vida de um indivíduo. 

Apesar dos avanços no tratamento e na pesquisa, continua a ser uma das principais causas de morte em todo o mundo. 

Como alguém que testemunhou pessoalmente os efeitos do câncer, entendo o quão devastadora essa condição pode ser. Vi em primeira mão os custos que o câncer cobra aos indivíduos e às suas famílias - desde os encargos financeiros devidos às contas médicas e aos salários perdidos, até à dor incomensurável por se despedir dos entes queridos demasiado cedo.

A montanha-russa emocional de medo, esperança, tristeza e incerteza associada ao enfrentamento de um diagnóstico de câncer muitas vezes deixa os afetados se sentindo impotentes e isolados. Na pior das hipóteses, o câncer rouba das pessoas um tempo precioso que elas poderiam ter gasto vivendo vidas gratificantes, perseguindo suas paixões e fazendo memórias duradouras com seus entes queridos. Também afeta inúmeros outros indiretamente - membros da família, amigos, profissionais de saúde, colegas e até mesmo completos estranhos que são movidos pela história de uma pessoa.

Acredito que devemos nos unir como uma comunidade para nos unirmos contra o câncer. Temos de defender melhores tratamentos, um maior acesso aos cuidados de saúde e uma maior consciencialização sobre a importância da detecção precoce. Embora essa batalha possa parecer intransponível às vezes, é somente através de nossa força e determinação coletivas que podemos fazer progressos reais na derrota do câncer de uma vez por todas.

Embora desafiador, abordar a doença a partir dessa perspectiva produz maior compreensão e leva a soluções mais holísticas, em vez de apenas tratar as manifestações externas. Ao adotar a visão de Dahlke sobre a saúde, pode-se descobrir que, ao abordar emoções, necessidades e desejos pessoais, pode-se progredir para se tornar livre de sintomas.

Bibliografia recomendada: Doença como Linguagem da Alma, Rudiger Dahlke, Editora Cultrix.


A importância da saúde mental para paciente de câncer


A saúde mental é muitas vezes negligenciada durante o processo de tratamento do câncer, mas pode ser um dos aspectos mais importantes para garantir o bem-estar geral de um paciente. Embora os sintomas físicos do câncer e seus tratamentos sejam bem documentados e discutidos abertamente, muitas pessoas permanecem inconscientes do impacto que a saúde mental pode ter na jornada através do diagnóstico e além.

O estado mental de um paciente com câncer tem um efeito direto em sua capacidade de lidar com os desafios físicos e emocionais apresentados por essa doença que muda a vida. Como tal, tomar medidas para garantir que sua saúde mental seja levada em consideração, tanto quanto possível, durante todo o tratamento deve ser visto como tão importante quanto gerenciar qualquer outro sintoma ou condição associada.

Felizmente, há uma variedade de estratégias disponíveis para ajudá-lo a manter uma atitude positiva durante o tratamento do câncer, permitindo que você se concentre em melhorar seu bem-estar físico e psicológico simultaneamente. Tirar algum tempo todos os dias para refletir sobre o que importa para você e como você quer gastar sua energia limitada é uma parte essencial da promoção de hábitos mentais saudáveis. Mesmo que pareça muito trabalhoso, comprometer-se com atividades como diário, yoga, meditação ou arteterapia pode fazer toda a diferença no combate a sentimentos de depressão ou ansiedade. Além disso, dormir o suficiente – um desafio para muitos pacientes – reduzirá significativamente os níveis de estresse e melhorará o humor ao longo do tempo.

Outra tática a considerar é a utilização de serviços de aconselhamento prestados por um profissional qualificado. Trabalhar com um psicoterapeuta pode fornecer aos pacientes com câncer ferramentas valiosas para lidar com emoções difíceis e gerenciar o medo ou a tristeza de forma mais eficaz. Eles também podem oferecer conselhos objetivos e assistência no desenvolvimento de mecanismos de enfrentamento personalizados para usar quando as coisas se tornam especialmente desafiadoras. Falar sobre suas experiências com alguém que entende pode ser uma fonte inestimável de conforto e alívio.

Finalmente, envolver-se em relacionamentos de apoio com membros da família e amigos pode ser essencial para manter uma boa saúde mental durante o tratamento. Embora a doença em si possa ser isolante, encontrar maneiras de se conectar e promover conversas significativas pode percorrer um longo caminho para criar felicidade duradoura, mesmo em circunstâncias difíceis. Em última análise, manter-se conectado permitirá que os pacientes com câncer tenham acesso a apoio extra daqueles que os rodeiam e ajudarão a fortalecer os relacionamentos, mesmo após o término do tratamento.

Câncer é, sem dúvida, uma batalha difícil para qualquer um suportar, mas lembre-se de que cuidar de si mesmo