Diagnóstico de câncer aumenta em pessoas com menos de 50 anos, afirma estudo

Tipos de câncer mais fatais foram o de mama, traqueia, pulmão, intestino e estômago


O número de pessoas com menos de 50 anos diagnosticadas com câncer aumentou em todo o mundo nas últimas três décadas, segundo um amplo estudo publicado no dia seis de setembro, mas as causas ainda não foram completamente compreendidas.

Os casos de câncer entre pessoas com idades de 14 a 49 anos aumentaram quase 80%, de 1,82 milhão para 3,26 milhões, entre 1990 e 2019, afirma o estudo publicado na revista britânica BMJ Oncology.

Os especialistas afirmam que parte do aumento é explicado pelo crescimento da população, mas estudos anteriores também detectaram diagnósticos de câncer cada vez mais frequentes entre pessoas com menos de 50 anos.

A equipe internacional que realizou o novo estudo apontou a má alimentação, o tabagismo e as bebidas alcoólicas como principais fatores de risco subjacentes para esta faixa etária.

Mas a causa do crescimento do câncer precoce "ainda não está clara".

Pouco mais de um milhão de pessoas com menos de 50 anos morreram vítimas de câncer em 2019 (28% a mais que em 1990), segundo o estudo.

Os tipos de câncer mais fatais foram o de mama, traqueia, pulmão, intestino e estômago. O câncer de mama foi o mais diagnosticado nas últimas três décadas.

Mas os casos que registraram altas mais expressivas foram os de nasofaringe - a área onde a parte posterior do nariz encontra a parte superior da garganta - e de próstata.

Do outro lado, o câncer de fígado registrou queda de 2,9% em ritmo anual.

Os cientistas utilizaram dados do estudo 'Global Burden of Disease Study' de 2019, com análises das taxas de 29 tipos de câncer em 204 países.

O estudo mostra que, quanto mais desenvolvido o país, maior a taxa de câncer entre pessoas com menos de 50 anos. Isto poderia sugerir que os países mais ricos - com melhores sistemas de saúde - podem detectar o câncer antes.

Mas apenas alguns países realizam exames de detecção de alguns tipos de câncer em pessoa com menos de 50 anos, destacam os pesquisadores.

Além da alimentação ruim, do tabagismo e do consumo de álcool, os fatores genéticos, o sedentarismo e a obesidade também poderiam contribuir para a tendência, segundo estudo.

O número de casos de câncer em todo mundo entre pessoas com menos de 50 anos deve aumentar 31% até 2030, principalmente entre o grupo de 40 a 49 anos, segundo um modelo de cálculos dos pesquisadores.

Os cientistas, no entanto, reconhecem que os dados sobre o câncer variam consideravelmente de um país para o outro e que as nações em desenvolvimento potencialmente subnotificam os casos e mortes.


Estudo revela interações entre câncer e células imunológicas


Foram analisadas milhares de amostras em 32 tipos de câncer

Imagem: Christoph Burgstedt/Adobe Stock

Pesquisadores do Francis Crick Institute e do King’s College London revelaram as complexas interações entre o câncer e as células imunológicas que cercam um tumor, com o potencial de informar como os pacientes responderão à imunoterapia.

No estudo, publicado na revista Genome Medicine, os pesquisadores analisaram milhares de amostras em 32 tipos de câncer para examinar a maneira como a doença interage dinamicamente com o microambiente imunológico do tumor (TIME), permitindo que a enfermidade floresça.

O câncer evolui dentro do TIME, esculpido pelas células cancerígenas e, por sua vez, esculpe o genoma do câncer.

Essas interações dinâmicas têm impacto significativo sobre como o câncer se desenvolve e responde a tratamentos, como a imunoterapia.

Obter maior compreensão da interação câncer-sistema imunológico é, portanto, crucial para entender a biologia do câncer.

Etapas da pesquisa
  • Os pesquisadores se concentraram em classe de genes chamados de condutores de câncer, porque, quando alterados, eles ajudam a conduzir a doença;
  • Eles identificaram 477 desses condutores que interagem com vários recursos do TIME, sugerindo que eles impulsionam a formação do câncer interrompendo os processos biológicos dentro da célula, bem como interferindo no sistema imunológico;
  • O estudo também delineou a maneira como duas classes distintas de condutores de câncer, supressores de tumor e oncogenes, operam dentro do TIME;
  • Os supressores tumorais são genes que, quando inativados, auxiliam no desenvolvimento do câncer, enquanto os oncogenes precisam ser ativados para promover o câncer.

Descobertas
  • O estudo revelou que as alterações nos supressores de tumor são prevalentes em tumores com alta infiltração imune (quando as células imunes entram no tumor), provavelmente ajudando o tumor a escapar do sistema imunológico.
  • Os oncogenes são predominantes em tumores com baixa infiltração imune, sugerindo um efeito oposto no TIME.
  • Como os tumores com altos níveis de infiltração imunológica respondem bem à imunoterapia, esta pesquisa mostra que a carga de fatores alterados do câncer pode ser usada como biomarcador preditivo da resposta à imunoterapia.
Nosso estudo revela como as alterações genéticas impulsionam a evolução do câncer, interferindo não apenas nos processos dentro das células cancerígenas, mas, também, no sistema imunológico. Podemos explorar esse conhecimento para prever quem responderá à imunoterapia contra o câncer e interferir diretamente com esses genes para aumentar a resposta imune.Francesca Ciccarelli, professora, principal líder do grupo do Laboratório de Biologia de Sistemas de Câncer no Crick e autora sênior do estudo

Os pesquisadores também reconstruíram toda a cascata de eventos que ligam as alterações genéticas de fatores específicos do câncer às modificações do TIME a jusante.

Eles se concentraram no câncer de cabeça e pescoço, tipo de tumor que não responde bem à imunoterapia. Desenvolveram abordagem computacional baseada na biologia de sistemas, que lhes permitiu explicar os mecanismos pelos quais os condutores genéticos do câncer de cabeça e pescoço modificam o sistema imunológico.

Nossa análise descobriu ligações entre as causas do câncer e as alterações imunológicas nos cânceres de cabeça e pescoço. O mecanismo que impulsiona a alta infiltração imunológica em subconjunto de cânceres de cabeça e pescoço pode ser direcionado para o tratamento de imunoterapia. Hrvoje Misetic, cientista visitante do Crick e primeiro autor do estudo

Com informações de Medical Xpress

É preciso entender e prevenir o câncer de cólon

 

Um dos tratamentos disponíveis

O câncer colorretal é um tipo de câncer que se origina no intestino grosso (cólon) ou no reto.

É uma doença grave, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. No entanto, quando detectado precocemente, o câncer colorretal tem uma alta taxa de cura. Por isso, é importante que as pessoas estejam conscientes dos fatores de risco, dos sintomas e das opções de tratamento disponíveis.

As estatísticas sobre o câncer colorretal são alarmantes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, são estimados mais de 40 mil novos casos de câncer colorretal por ano. Nos Estados Unidos, segundo a American Cancer Society, são esperados cerca de 104.270 novos casos de câncer colorretal em 2021. Na Europa, de acordo com a European Colorectal Cancer Association, o câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum e causa mais de 250.000 mortes a cada ano. Felizmente, o tratamento para o câncer colorretal tem evoluído nos últimos anos.

Os tratamentos disponíveis para o câncer colorretal incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia, isoladamente ou em combinação. A escolha do tratamento depende do estágio do câncer, da idade do paciente, do estado geral de saúde e de outros fatores. Eme Além disso, a pesquisa sobre o câncer colorretal continua avançando. Novas terapias, como a imunoterapia, estão sendo desenvolvidas e podem oferecer mais opções de tratamento para pacientes com câncer colorretal avançado. Um imunoter Em resumo, o câncer colorretal é uma doença grave, mas é possível preveni-la ou detectá-la precocemente por meio de exames de rastreamento.

O tratamento para o câncer colorretal tem evoluído e as opções de tratamento estão cada vez mais personalizadas. Um consciente Por isso, é importante que as pessoas adotem hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física. Além disso, é essencial que os indivíduos estejam cientes dos fatores de risco para o câncer colorretal, como o histórico familiar da doença, a idade avançada, a obesidade, o sedentarismo, o consumo excessivo de álcool e tabaco, e fatores genéticos. Outra medida importante é a realização de exames de rastreamento a partir dos 50 anos de idade, ou antes, se houver fatores de risco adicionais.

A colonoscopia é o exame mais comum e eficaz para detectar o câncer colorretal, pois permite a visualização direta do cólon e a remoção de pólipos que podem se tornar cancerosos. É importante destacar que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura do câncer colorretal. Por isso, é fundamental que as pessoas estejam atentas aos sintomas da doença, como alterações no hábito intestinal, sangramento nas fezes, dor abdominal e perda de peso inexplicável. Caso apresente algum desses sintomas, é importante procurar um médico para avaliação e diagnóstico. Em resumo, a conscientização sobre o câncer colorretal é fundamental para prevenir e detectar a doença precocemente.

Entenda melhor o câncer metastático de cérebro vitimou a jornalista Gloria Maria



Câncer e Saúde

O câncer metastático no cérebro é uma condição na qual células cancerosas se espalham para o cérebro a partir de uma localização primária em outra parte do corpo. O tratamento para o câncer metastático no cérebro pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias dirigidas. O prognóstico depende de vários fatores, incluindo a saúde geral do paciente, a localização e a extensão das metástases cerebrais e a resposta à terapia. É importante procurar atendimento médico precoce e regular para melhorar as chances de sucesso no tratamento.

É importante destacar que o tratamento precoce e o acompanhamento regular com um oncologista são fundamentais para o sucesso no tratamento do câncer metastático no cérebro. O tratamento pode incluir a combinação de diferentes modalidades terapêuticas, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias dirigidas, e deve ser individualizado para cada paciente, de acordo com suas necessidades e condições médicas.

A fim de determinar o tratamento mais adequado, os médicos normalmente realizam uma série de testes, incluindo exames de imagem, biópsias e avaliações clínicas. A cirurgia pode ser realizada para remover as lesões visíveis no cérebro, enquanto a radioterapia e a quimioterapia são utilizadas para destruir as células cancerosas. As terapias dirigidas são medicamentos que atuam especificamente nas células cancerosas, impedindo o seu crescimento e proliferação.

Além disso, é importante que os pacientes e suas famílias estejam informados e envolvidos no processo de tratamento, trabalhando em estreita colaboração com o time de cuidados de saúde. A equipe de saúde também deve estar atenta aos efeitos colaterais do tratamento e ajudar o paciente a lidar com eles de maneira adequada.

Em suma, o câncer metastático no cérebro é uma doença complexa que requer uma abordagem multidisciplinar e um time de cuidados de saúde altamente treinado. [

Além disso, é importante que o paciente siga uma rotina de cuidados de saúde, incluindo uma dieta saudável, exercícios físicos regulares e descanso adequado, a fim de ajudar a gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode ser difícil e desafiador, mas existem suportes disponíveis, incluindo grupos de apoio, terapias psicológicas e acompanhamento médico de perto, para ajudar os pacientes a lidar com a doença.

O risco maior de câncer avançado em mulher negras

Câncer e Saúde

Quando o câncer é diagnosticado, os médicos realizam exames para determinar o tamanho do tumor e se ele se espalhou para outros tecidos ou partes do corpo.

Uma vez que eles conheçam essa informação, eles podem atribuir um estágio ao câncer .

Normalmente, isso varia do estágio 1, o que significa que o câncer é pequeno e não se espalhou além de onde começou, até o estágio 4, o que significa que o câncer se espalhou de onde começou para outro órgão do corpo.

Os cânceres diagnosticados em um estágio inicial, antes de terem a chance de crescer e se espalhar, têm maior probabilidade de serem tratados com sucesso. Portanto, minimizar quaisquer atrasos na detecção de cânceres e, portanto, capturá-los o mais cedo possível, é fundamental para melhorar a sobrevida do câncer.

No entanto, pesquisas anteriores sugeriram que existem desigualdades entre alguns grupos quando se trata de ser diagnosticado com câncer em estágios posteriores.

A pesquisa sobre o câncer de mama, em particular, sugeriu que existem diferenças nas proporções de pacientes diagnosticados em diferentes estágios por grupo étnico.

E embora saibamos que a incidência do câncer difere entre alguns grupos étnicos, por exemplo, homens negros correm maior risco de desenvolver câncer de próstata, os dados sobre o estágio no momento do diagnóstico entre os grupos étnicos na Inglaterra não foram robustos o suficiente para permitir uma análise que nos dão uma visão sobre quaisquer diferenças existentes, deixando uma lacuna em nosso conhecimento.

Agora, uma nova pesquisa da Cancer Research UK e do NHS Digital preencheu essa lacuna.

O estudo, publicado hoje no BMJ Open , revelou que mulheres negras de origens caribenhas e africanas têm maior probabilidade de serem diagnosticadas com certos tipos de câncer em estágios posteriores (3 ou 4), quando o tratamento tem menos probabilidade de ser bem-sucedido.

Este estudo é o primeiro a mostrar que a etnia é um fator significativo no diagnóstico em estágio avançado para mulheres com câncer de mama, ovário, útero, câncer de pulmão de células não pequenas e câncer de cólon, e para homens com câncer de próstata.

Se as pessoas não conseguirem consultas que funcionem para elas, não forem encaminhadas para exames em tempo hábil ou estiverem definhando em listas de espera, não verão os benefícios do diagnóstico precoce. E corremos o risco de exacerbar essas desigualdades.

Jon Shelton

Uma imagem preocupante

O estudo incluiu quase 700.000 diagnósticos de 6 tipos de câncer: mama, cólon, pulmão de células não pequenas (NSCLC), ovário, próstata e útero, em pessoas de cinco grupos étnicos na Inglaterra de 2012 a 2016. Esses grupos eram britânicos brancos, caribenhos, africanos, chineses e asiáticos.

Descobriu-se que as mulheres caribenhas são mais propensas a receber um diagnóstico em estágio avançado do que as mulheres brancas para todos os seis tipos de câncer incluídos no estudo, enquanto as mulheres africanas têm maiores chances de serem diagnosticadas com câncer de mama, útero, cólon e ovário em estágio avançado. cânceres.

No caso específico do câncer uterino, tanto as mulheres caribenhas quanto as africanas são significativamente mais propensas a serem diagnosticadas nos estágios 3 e 4 do que as mulheres brancas.

Além disso, as mulheres do sul da Ásia, que incluem as de origem indiana, de Bangladesh e do Paquistão, têm maior probabilidade de serem diagnosticadas com câncer de mama e ovário em estágio avançado.

“Todo mundo merece o melhor tratamento contra o câncer, desde o diagnóstico até o tratamento. O fato de mulheres negras e do sul da Ásia serem mais propensas a serem diagnosticadas com câncer em estágio avançado, quando o tratamento tem menos chances de sucesso, é profundamente preocupante ”, diz Michelle Mitchell, nossa diretora executiva.


Por que a desigualdade?


Saber que as mulheres de alguns grupos étnicos podem ser diagnosticadas em estágios posteriores é uma coisa, mas o que realmente precisamos saber é por que isso acontece para reduzir, ou idealmente eliminar, essa desigualdade.


O problema é que não há uma única razão para essas diferenças.

Dito isto, temos evidências de outras pesquisas anteriores que nos dão uma ideia mais clara de quais são alguns dos motivos.

Uma pesquisa realizada pela YouGov para Cancer Research UK descobriu que mulheres de minorias étnicas eram mais propensas a relatar que não conheciam nenhum sinal de alerta e sintomas de câncer em comparação com mulheres brancas (23% vs 12%).

Quando questionadas sobre o que anteriormente as desencorajava ou adiava falar com um profissional médico sobre sua saúde, as mulheres de origem étnica minoritária eram mais propensas a relatar que achavam embaraçoso e não se sentiam confiantes em falar sobre seus sintomas do que as mulheres brancas.

Eles também eram mais propensos a relatar estarem preocupados sobre como seu salário ou ganhos seriam afetados se precisassem de mais exames ou tratamento (5% vs 1%) e antecipar dificuldades com consultas remotas (10% vs 6%).

Embora as taxas de câncer sejam geralmente mais baixas para a maioria dos locais de câncer em grupos étnicos minoritários na Inglaterra, espera-se que essa lacuna diminua com o tempo.

Evidências sugerem que fatores como obesidade e tabagismo em pessoas de etnia negra, asiática ou mista podem se tornar semelhantes aos de pessoas brancas no futuro – levando a taxas mais altas de câncer em alguns grupos.

“Um diagnóstico de câncer é uma coisa assustadora. Mas quanto mais cedo for detectado, maiores serão suas chances de sobrevivência”, diz Jon Shelton, chefe de inteligência do câncer na Cancer Research UK e autor do estudo.

“É por isso que enfrentar as barreiras conhecidas para procurar ajuda, seja medo ou dificuldade de acesso a um clínico geral, é tão importante – para que mais pessoas apresentem sintomas.”

“Mas também precisamos que o governo garanta que os cuidados primários e os serviços de diagnóstico tenham os recursos adequados. Se as pessoas não conseguirem consultas que funcionem para elas, não forem encaminhadas para exames em tempo hábil ou estiverem definhando em listas de espera, não verão os benefícios do diagnóstico precoce. E corremos o risco de exacerbar essas desigualdades”.


O que são cânceres ginecológicos e como prevenir

Câncer e Saúde

Os cânceres ginecológicos incluem câncer de ovário, câncer de endométrio, câncer de colo do útero e câncer de vulva. A prevenção inclui o uso de preservativos durante as relações sexuais, vacinação contra o HPV, exames regulares como o Papanicolaou e a tomografia de raio-x, e ter uma dieta saudável e fazer exercícios regularmente. Além disso, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool também pode ajudar a prevenir o câncer ginecológico. Se você tem fatores de risco, como histórico familiar de câncer ginecológico ou ter tido câncer anteriormente, é importante discutir com o seu médico quais medidas adicionais você pode tomar para prevenir o câncer ginecológico.

Além das medidas de prevenção mencionadas anteriormente, também é importante estar atento aos sinais e sintomas do câncer ginecológico. Os sinais e sintomas incluem sangramento vaginal anormal, dor abdominal ou pélvica, dor durante as relações sexuais, dificuldade para urinar, e inchaço ou sensação de peso na pelve. Se você tem algum desses sinais ou sintomas, é importante consultar o seu médico para avaliar e descartar qualquer problema de saúde.

É importante destacar que o diagnóstico precoce é crucial para o tratamento do câncer ginecológico. Quanto mais cedo o câncer é detectado, maiores são as chances de cura. Se o câncer for diagnosticado e tratado em suas etapas iniciais, as chances de sobrevida são muito maiores do que se o câncer for diagnosticado em estágios avançados.

Em resumo, a prevenção do câncer ginecológico inclui medidas como a vacinação contra o HPV, exames regulares, uma dieta saudável e atividade física regular, evitando o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, estar atento aos sinais e sintomas e consultar o médico regularmente. Lembre-se de que quanto mais cedo o câncer é detectado, maiores são as chances de cura

O câncer de colo do útero, o que é e como prevenir

Câncer e Saúde

O câncer de colo do útero é um tipo de câncer que ocorre no colo do útero, a parte inferior do útero que se conecta com a vagina. Ele é causado pela infecção pelo vírus HPV e é mais comum em mulheres com mais de 50 anos.
  • A prevenção do câncer de colo do útero inclui:Vacinação contra o HPV, que é recomendada para meninas e meninos antes da idade sexual ativa.
  • Exames regulares de Papanicolaou, também conhecido como "exame de citologia oncótica", é uma forma de rastreamento do câncer do colo do útero e é recomendado para mulheres com idade entre 25 e 65 anos.
  • Exame ginecológico regular, que inclui um exame físico e uma inspeção do colo do útero.
  • Evitando o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
  • Manter uma dieta saudável e praticar atividade física regular.
É importante lembrar que o câncer de colo do útero geralmente se desenvolve lentamente e tem sinais precoces, então o rastreamento regular é crucial para detectá-lo precocemente e tratá-lo com sucesso.

Outra forma de prevenir o câncer de colo do útero é o uso de anticoncepcionais orais, que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver câncer de colo do útero. No entanto, esses medicamentos não são recomendados para mulheres com histórico de trombose venosa profunda ou outros problemas de saúde.

É importante notar que mesmo seguindo todas as recomendações de prevenção, ainda há um risco de desenvolver câncer de colo do útero. Por isso, é importante estar ciente dos sinais e sintomas do câncer de colo do útero e procurar atendimento médico imediatamente se houver qualquer preocupação. Os sinais e sintomas incluem sangramento vaginal anormal, dor ou desconforto durante a relação sexual, dor pélvica ou abdominal, e secreção vaginal anormal.

Em resumo, a prevenção do câncer de colo do útero inclui vacinação contra o HPV, exames regulares de Papanicolaou, exames ginecológicos regulares, evitando tabagismo e consumo excessivo de álcool, manter uma dieta saudável e praticar atividade física regular. É importante lembrar que o rastreamento regular é crucial para detectar o câncer precocemente e tratá-lo com sucesso.


Câncer como um problema de saúde mental e espiritual

Doença como Linguagem da Alma" é um livro escrito pelo médico alemão Rudiger Dahlke. O livro discute a ideia de que as doenças mentais e físicas são formas que o corpo usa para se comunicar com a alma , e que a compreensão desses sinais pode ajudar as pessoas a curar suas doenças e atingir um estado de saúde mais completo. 

Doença como Linguagem da Alma

Rudiger Dahlke e autor best-seller, postula que a doença é uma linguagem da alma. Ele acredita que serve como um chamado à ação – uma maneira de nosso eu interior nos alertar sobre questões subjacentes e desequilíbrios em nossas vidas. Como ele escreve: "A doença tem sua própria lógica; ela se comunica através de metáforas" e, portanto, devemos estar atentos não apenas aos sintomas físicos, mas também a como eles correspondem aos estados psicológicos. 

Embora desafiador, abordar a doença a partir dessa perspectiva produz maior compreensão e leva a soluções mais holísticas, em vez de apenas tratar as manifestações externas. Ao adotar a visão de Dahlke sobre a saúde, pode-se descobrir que, ao abordar emoções, necessidades e desejos pessoais, pode-se progredir para se tornar livre de sintomas. O câncer é uma doença que pode ser física e emocionalmente devastadora, para causar estragos na vida de um indivíduo. 

Apesar dos avanços no tratamento e na pesquisa, continua a ser uma das principais causas de morte em todo o mundo. 

Como alguém que testemunhou pessoalmente os efeitos do câncer, entendo o quão devastadora essa condição pode ser. Vi em primeira mão os custos que o câncer cobra aos indivíduos e às suas famílias - desde os encargos financeiros devidos às contas médicas e aos salários perdidos, até à dor incomensurável por se despedir dos entes queridos demasiado cedo.

A montanha-russa emocional de medo, esperança, tristeza e incerteza associada ao enfrentamento de um diagnóstico de câncer muitas vezes deixa os afetados se sentindo impotentes e isolados. Na pior das hipóteses, o câncer rouba das pessoas um tempo precioso que elas poderiam ter gasto vivendo vidas gratificantes, perseguindo suas paixões e fazendo memórias duradouras com seus entes queridos. Também afeta inúmeros outros indiretamente - membros da família, amigos, profissionais de saúde, colegas e até mesmo completos estranhos que são movidos pela história de uma pessoa.

Acredito que devemos nos unir como uma comunidade para nos unirmos contra o câncer. Temos de defender melhores tratamentos, um maior acesso aos cuidados de saúde e uma maior consciencialização sobre a importância da detecção precoce. Embora essa batalha possa parecer intransponível às vezes, é somente através de nossa força e determinação coletivas que podemos fazer progressos reais na derrota do câncer de uma vez por todas.

Embora desafiador, abordar a doença a partir dessa perspectiva produz maior compreensão e leva a soluções mais holísticas, em vez de apenas tratar as manifestações externas. Ao adotar a visão de Dahlke sobre a saúde, pode-se descobrir que, ao abordar emoções, necessidades e desejos pessoais, pode-se progredir para se tornar livre de sintomas.

Bibliografia recomendada: Doença como Linguagem da Alma, Rudiger Dahlke, Editora Cultrix.


O tipo de cancer coloretal que afetou a cantora Preta Gil


A cantora Preta Gil foi diagnosticada com câncer colorretal, uma doença crônica que pode ter complicações graves e custo alto para o tratamento. Fatores de risco associados e tipo de câncer incluem fatores genéticos hereditários, exposição à radiação, obesidade, hábitos alimentares inadequados e falta de exercício regular. A boa notícia é que a melhoria dos cuidados médicos tem permitido identificar esta forma precocemente de câncer coloretal, levando a um resultado favorável segundo as recomendações corretas forem seguidas.

Vamos agora falar abaixo sobre os tipos e também tratamentos disponíveis no Brasil para este tipo de câncer

Existem dois tipos principais de câncer colorretal: câncer colorretal adenocarcinoma e câncer colorretal e escamocelular.

Câncer e Saúde

O câncer colorretal adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer colorretal e é causado pela formação de tumores malignos na camada interna do cólon e do reto. Ele pode se espalhar para outras partes do corpo, como os linfonodos e os órgãos vizinhos.

O câncer colorretal escamocelular é um tipo menos comum de câncer colorretal e é caracterizado pela formação de tumores malignos na camada externa do cólon e do reto. Ele tende a se espalhar para outras partes do corpo, como os linfonodos e os órgãos vizinhos, em um estágio menos avançado do que o câncer colorretal adenocarcinoma.

Há outros tipos de câncer de cólon menos comuns, como o carcinoma neuroendócrino, o câncer linfoide e câncer do tipo sarcoma

Em geral, quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores serão as chances de sucesso no tratamento. Por isso é importante fazer exames de rotina de detecção, principalmente após os 50 anos.

Os tratamentos disponíveis hoje no Brasil

Os tratamentos para câncer colorretal variam dependendo do estádio da doença, da localização do tumor e do estado geral de saúde do paciente. Alguns dos tratamentos mais comuns incluem:

  • Cirurgia: a cirurgia é a forma mais comum de tratamento para câncer colorretal. O objetivo é remover o tumor e as áreas de tecido circundantes afetadas. Dependendo da localização e extensão do tumor, pode ser necessário retirar uma parte do cólon ou do reto.
  • Quimioterapia: A quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para matar as células cancerígenas. Isso é feito por via intravenosa ou por via oral, e pode ser usado antes ou depois da cirurgia para ajudar a reduzir o tamanho do tumor.
  • Radioterapia: A radioterapia utiliza raios de alta energia para destruir as células cancerígenas. Pode ser usado antes ou depois da cirurgia para ajudar a reduzir o tamanho do tumor.
  • Imunoterapia: é um tipo de tratamento que ajuda o sistema imunológico do corpo a combater o câncer. Existem vários tipos diferentes de imunoterapia disponíveis, e elas geralmente são administradas por via intravenosa.
  • Terapia alvo : Utilização de medicamentos que atacam especificamente proteínas que estão presentes nas células cancerígenas e não nas saudáveis.
É importante notar que o tratamento ideal varia de paciente para paciente, e é sempre recomendado seguir as orientações do seu médico e equipe de tratamento.


Depressão de final de ano para paciente de câncer

Câncer e Saúde, a prevenção é o melhor remédio

O final do ano pode ser um momento especialmente difícil para os pacientes com câncer. A temporada de férias, com suas expectativas e emoções elevadas, pode amplificar a depressão existente e levar a sentimentos de isolamento e tristeza. 

Como alguém que tem uma experiência pessoal nesta área, posso atestar que é importante procurar recursos adequados para garantir uma saúde mental equilibrada durante este período.

Por exemplo, envolver-se em conversas ou atividades significativas com amigos ou familiares de apoio pode proporcionar uma oportunidade de conforto e alívio. 

Além disso, participar de reuniões de grupo com colegas que também estão lidando com questões semelhantes pode criar um senso de camaradagem e ajudar a combater a solidão.

Ao tomar medidas proativas para se manter mentalmente bem, você pode melhorar significativamente suas chances de evitar episódios depressivos prolongados durante esta temporada festiva.



 

Pacientes de câncer: como comemorar as festas de fim de ano


Câncer e Saúde, prevenção é o melhor remédio

Para os pacientes com câncer, celebrar as festividades de fim de ano pode ser assustador e alegre.

Para garantir que as celebrações sejam seguras, mas especiais, há algumas coisas a ter em mente.

Certifique-se de limitar o seu tempo gasto ao ar livre se você tem pele clara ou ter sido previamente diagnosticado com câncer de pele; usar roupas de proteção, incluindo chapéus, óculos de sol e camisas de manga comprida para reduzir suas chances de exposição à radiação UV; opte por atividades ao ar livre, como nadar em piscinas ou lagos, em vez de se deitar na praia; usar protetor solar com FPS de pelo menos 30; e examine quaisquer pintas ou manchas regularmente para que possam ser monitoradas quanto a mudanças.

Seguindo essas dicas, os pacientes com câncer podem celebrar as festas de fim de ano com segurança enquanto ainda desfrutam do espírito da estação!


Por que o protetor solar é importante na prevenção do câncer


O protetor solar é um dos produtos mais importantes para prevenir o câncer de pele. Isso porque os raios UV do sol são uma das principais causas de câncer de pele. O protetor solar bloqueia os raios UV e ajuda a proteger a pele desses danos.

Além disso, o protetor solar também ajuda a prevenir o envelhecimento da pele prematuro, manchas escuras e outros danos causados pelo sol. Portanto, é importante usar protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados ou quando você estiver em casa.

Como escolher o protetor solar certo para sua pele

Existem muitos tipos de protetor solar no mercado, e escolher o certo pode ser uma tarefa difícil. Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a escolher o protetor solar certo para sua pele:

  • Escolha um protetor solar com amplo espectro de proteção contra os raios UVB e UVA.
  • Procure um protetor solar com fator de proteção solar (FPS) alto, preferencialmente acima de 30.
  • Escolha um protetor solar resistente à água se você planeja se exercitar ou passar muito tempo na água.
  • Se você tem pele sensível ou propensa a alergias, opte por um protetor solar sem fragrância e sem ingredientes irritantes.
Estamos aqui para ajudá-lo a prevenir o câncer de pele. Informe-se e aprenda sobre a importância de proteger a sua pele. A prevenção é o melhor tratamento


Câncer de pele: conheça os tipos mais comuns e como preveni-los

câncer mais frequente no Brasil

O câncer de pele é um dos tipos mais comuns de câncer, e pode aparecer em qualquer parte do corpo. Existem diferentes tipos de câncer de pele, a doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer.

Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele e registra 8,4 mil casos anualmente. .

Para prevenir o câncer de pele, é importante tomar medidas como usar protetor solar, evitar exposição excessiva ao sol, usar roupas protetoras e manter a pele hidratada. Além disso, é importante examinar regularmente a pele para detectar quaisquer sinais de problemas, como manchas escuras, feridas que não cicatrizam ou mudanças no tamanho ou forma de um sinal.

Câncer de pele


O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém seus números são muito altos.

Fonte: SBD

O que é o câncer de cólon? Entenda o tipo de câncer que afeta o ex-jogador Pelé

O ex-jogador Pelé, de 82 anos, segue internado, em São Paulo, para uma reavaliação de seu tratamento contra um câncer de cólon, detectado em setembro de 2021.

Adenocarcinoma de cólon

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor de intestino é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil e que abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus.


O câncer de cólon é tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

A maior parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

O que aumenta o risco?


Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação não saudável (ou seja, pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras). O consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e a ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) também aumentam o risco para este tipo de câncer.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são história familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama, além de tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC). Pacientes com essas doenças devem ter acompanhamento individualizado.

A exposição ocupacional à radiação ionizante, como aos raios X e gama, pode aumentar o risco para câncer de cólon. Assim, profissionais do ramo da radiologia (industrial e médica) devem estar mais atentos.

Fonte: INCA

Vírus destrói câncer e pode revolucionar tratamento de tumores avançados


Um novo tipo de tratamento contra o câncer que usa um vírus comum para infectar e destruir células nocivas está se mostrando bastante promissor nos primeiros testes em humanos, dizem cientistas do Reino Unido.

O câncer de um paciente desapareceu, enquanto outros viram seus tumores encolherem.

A droga é uma forma enfraquecida do vírus da herpes — herpes simplex — que foi modificado para matar tumores.

Estudos maiores e mais prolongados são necessários, mas especialistas dizem que a injeção pode, por fim, oferecer uma tábua de salvação para mais pacientes com câncer avançado.

Krzysztof Wojkowski, um construtor de 39 anos do oeste de Londres, é um dos pacientes que participaram da fase 1 do teste de segurança em andamento, administrado pelo Instituto de Pesquisa do Câncer do Royal Marsden NHS Foundation Trust.

Ele foi diagnosticado em 2017 com câncer nas glândulas salivares, perto da boca. Apesar da cirurgia e de outros tratamentos na época, seu câncer continuou a crescer.

"Me disseram que não havia mais opções para mim, e que eu estava recebendo cuidados de fim de vida. Foi devastador, então foi incrível ter a chance de participar do estudo".
Um curto curso da terapia baseada no vírus — que é uma versão especialmente modificada do vírus da herpes que normalmente causa herpes labial — parece ter eliminado o tumor.

"Tomei injeções a cada duas semanas durante cinco semanas que erradicaram completamente meu câncer. Estou livre do câncer há dois anos."

As injeções, aplicadas diretamente no tumor, atacam o câncer de duas maneiras — invadindo as células cancerosas e fazendo-as romper, e ativando o sistema imunológico.

Cerca de 40 pacientes tentaram o tratamento como parte do estudo. Alguns tomaram apenas a injeção de vírus, chamada RP2. Outros tomaram ainda outro medicamento contra o câncer — chamado nivolumab.

Os resultados, apresentados em uma conferência médica em Paris, na França, mostram que:Três em cada nove pacientes que tomaram apenas RP2, incluindo Krzysztof, viram seus tumores encolherem;
Sete em cada 30 que receberam tratamento combinado também pareceram se beneficiar;
Os efeitos colaterais, como cansaço, foram leves em geral.

O principal pesquisador do estudo, Kevin Harrington, disse à BBC que as respostas ao tratamento observadas foram "verdadeiramente impressionantes" em uma variedade de cânceres avançados, incluindo câncer de esôfago e um tipo raro de câncer de olho.

"É raro ver taxas de resposta tão boas no estágio inicial de ensaios clínicos, pois seu objetivo principal é testar a segurança do tratamento, e envolve pacientes com câncer muito avançado para os quais os tratamentos atuais pararam de funcionar", afirmou.

"Estou ansioso para ver se vamos continuar a ver benefícios à medida que tratamos um número maior de pacientes".

Não é a primeira vez que cientistas usam um vírus para combater o câncer. O NHS, sistema de saúde público do Reino Unido, aprovou um tratamento baseado no vírus do resfriado, chamado T-Vec, para câncer de pele avançado há alguns anos.

Harrington chama o RP2 de uma versão turbinada do T-Vec.

"Teve outras modificações no vírus para que, ao entrar nas células cancerígenas, efetivamente assine sua sentença de morte".

Marianne Baker, da organização Cancer Research UK, disse que as descobertas encorajadoras podem mudar o curso do tratamento do câncer.

"Os cientistas descobriram que os vírus podem ajudar a tratar o câncer há 100 anos, mas tem sido um desafio aproveitá-los com segurança e eficácia."

"Esta nova terapia viral se mostrou promissora em um teste inicial de pequena escala — agora precisamos de mais estudos para descobrir como funciona."

"A pesquisa sugere que combinar vários tratamentos é uma estratégia poderosa, e terapias de vírus como esta podem se tornar parte do nosso kit de ferramentas para vencer o câncer".

Fonte: G1

Células do câncer são neutralizadas por privação de oxigênio

Células neutralizadas


Devido às condições de uma célula cancerosa, as moléculas - desenhadas aqui em verde claro - podem se unir para formar longos "cabelos", que então interrompem a conversão de oxigênio em energia, que a célula precisa para crescer. Resultado: a célula cancerosa morre.

O tratamento do câncer é um processo de longo prazo porque células cancerígenas vivas geralmente evoluem para formas agressivas, espalham-se pelo corpo e se tornam intratáveis.

Essas células têm uma altíssima capacidade de adaptação, sendo capazes de desenvolver mecanismos para evitar os efeitos do tratamento. Isso exige quimioterapias cada vez mais fortes, com inúmeros efeitos colaterais graves, sem garantia de que o câncer será totalmente exterminado.

Agora, cientistas tiveram uma ideia para uma nova abordagem de tratamento: Eles querem literalmente sufocar as células cancerígenas.

"Queremos evitar essa adaptação invadindo o principal pilar da vida celular, como as células respiram - o que significa absorver oxigênio - e, assim, produzir energia química para o crescimento," disse o professor David Ng, líder da equipe no Instituto Max Planck para Pesquisas de Polímeros (Alemanha).

Impedindo a respiração normal


A equipe produziu uma droga sintética que viaja para dentro das células, onde reage conforme as condições encontradas para desencadear um processo químico. Esse processo faz com que as moléculas da droga se unam e formem minúsculos "cabelos", que são mil vezes mais finos que o cabelo humano.

"Esses pelos são fluorescentes, então você pode vê-los diretamente com um microscópio enquanto eles se formam," contou o pesquisador Zhixuan Zhou.

Ao monitorar o consumo de oxigênio em diferentes tipos de células, os pesquisadores descobriram que os pelos impedem todas elas de converter oxigênio em ATP, a molécula responsável pela entrega de energia nas células. O processo funcionou mesmo para as células derivadas de câncer metastático intratável.

Como resultado, as células morrem rapidamente - em quatro horas. Os cientistas esperam usar este mecanismo para desenvolver um novo método para tratar o câncer, incluindo cânceres até agora intratáveis.

A equipe também acredita que essa mesma abordagem poderá ser ajustada para controlar outros processos celulares, para tratar outras doenças.

Câncer de pulmão: a importância da prevenção e diagnóstico precoce


O câncer de pulmão é um dos mais incidentes do mundo, ocupando a primeira posição entre os homens e a terceira entre as mulheres.¹ No Brasil, a doença foi responsável por 28 620 mortes em 2020. No fim do século 20, a enfermidade se tornou uma das principais causas de morte evitáveis.² Justamente com foco na prevenção, o Agosto Branco, instituído há cinco anos, tem como objetivo levar informação e conscientizar a população.

Isso porque o cigarro é, de longe, o maior fator de risco para a doença – cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão diagnosticados estão associados ao consumo de derivados de tabaco. De acordo com o dr. William William (CRM-SP 104421), diretor de oncologia e hematologia do Hospital BP e professor adjunto associado do MD Anderson Cancer Center, outros fatores, como exposição a substâncias nocivas e até mesmo a poluição, também levam ao risco de contrair a doença. Mas nada chega perto do cigarro. Segundo ele, é preciso lembrar que o tabagismo também é considerado uma doença.

Câncer de pulmão e o tabagismo


Um levantamento da Global Lung Cancer Coalition (GLCC), feito em 2017, mostrava que havia um grande estigma em torno da doença relacionado ao tabagismo. Na época, 21% dos entrevistados de 25 países afirmavam ter menos simpatia por indivíduos com câncer de pulmão do que em relação a pacientes com outras neoplasias. No Brasil, o percentual foi acima da média mundial, chegando a 29%. Esse preconceito, que ainda existe, pode ter impacto negativo nas pessoas que vivem com câncer de pulmão e em seus familiares, além de gerar desinformação.³

“É muito cruel e não é correto colocar um estigma em um paciente que fumou e adoeceu. Ninguém fuma porque quer, há circunstâncias que levam a pessoa a fumar. Constitui-se um vício químico, há alterações cerebrais que fazem com que as pessoas fiquem dependentes daquela substância. É uma enfermidade que precisa ser tratada com planos de ação, suporte psicológico e, por vezes, com medicamentos”, diz o dr. William William.

A oncologista clínica e coordenadora regional de São Paulo do Hospital Nove de Julho/Dasa, dra. Carolina Kawamura (CRM-SP 119713), afirma, ainda, que a vergonha que os pacientes tabagistas sentem, associada ao medo do preconceito, pode dificultar também o diagnóstico precoce. “Se o paciente conta para o seu médico que é tabagista, já fica definido ali um risco maior de ter câncer de pulmão. Assim, o profissional pode incluir no check-up anual, por exemplo, exames complementares que favoreçam o diagnóstico da condição ainda no seu início”, afirma.

Exames e diagnóstico


O exame citado pela dra. Carolina é a tomografia computadorizada com baixa dose de radiação (TCBD), uma modalidade de radiografia especializada para rastreamento de câncer de pulmão que pode ser comparada ao papel da mamografia para o câncer de mama.⁴

Não há ainda uma diretriz oficial no país, mas a recomendação da TCBD, como conta o dr. William William, baseada em estudos, é para pacientes acima de 50 anos que tiveram exposição ao cigarro por 20 anos ou mais. Esse tipo de rastreamento é importante principalmente porque o câncer de pulmão costuma ser silencioso e apresenta sintomas – como tosse, dor no peito, falta de ar, falta de apetite, emagrecimento e fadiga – geralmente quando já se disseminou, dificultando, inclusive, o tratamento.⁵

“Apresentada alguma alteração no exame, o diagnóstico de certeza é feito por meio da biópsia. O patologista vai nos dizer o subtipo do câncer. Quando diagnosticado em estágio inicial, muitas vezes a cirurgia e algum tratamento complementar, conhecido como tratamento adjuvante, já resolvem o problema e as chances de cura são grandes. Quando em estágios mais avançados, temos que olhar para outros tipos de tratamento”, ressalta o diretor.

Medicina de precisão e tratamentos personalizados


A dra. Carolina explica que o câncer de pulmão primário – aquele que se desenvolve no pulmão – pode ter alguns diferentes tipos: de pequenas células e de não pequenas células e, dentro desse último, podem ser divididos entre adenocarcinoma, carcinoma escamoso e de grandes células. Hoje, com a ajuda da medicina de precisão, que alia os dados já convencionalmente utilizados para diagnóstico e tratamento ao perfil genético do indivíduo,6 é possível entender o tumor em nível celular e, assim, definir o melhor tratamento para cada caso.

“Vários tipos de testes, que antigamente só eram feitos no exterior, agora estão disponíveis em laboratórios de qualidade no Brasil. Inclusive, há a possibilidade de ter acesso a eles sem custo, por meio de um consórcio de empresas da indústria farmacêutica. É uma tecnologia que analisa o DNA da célula tumoral e, assim, conseguimos entender o comportamento daquele câncer”.

O diagnóstico mais refinado leva a um tratamento também mais personalizado, que hoje conta com a ajuda de importantes inovações, como a imunoterapia e a terapia-alvo. “A imunoterapia tem mudado a história natural da doença. Tem a capacidade de fazer com que o sistema imunológico consiga combater o tumor. É uma das estratégias mais modernas dos últimos anos. E a terapia-alvo, que teve a maior parte de seus medicamentos aprovados nos últimos cinco anos e é indicada quando o paciente tem apresentação tumoral com mutação genética, age especificamente na molécula alterada”, explica a oncologista. “Dez anos atrás, não tínhamos um décimo da tecnologia de hoje, que melhora a qualidade de vida, a sobrevida e as chances de cura.”

Doença não é sentença de morte


Com os avanços da ciência e as campanhas antitabagistas, hoje é possível afirmar que o diagnóstico de câncer de pulmão não é uma sentença de morte. Além da prevenção e da detecção precoce da doença, o dr. William William ressalta a importância de uma equipe multidisciplinar atuando conjuntamente para o bem-estar e saúde de cada paciente.

“O câncer de pulmão é tão complexo que são necessários vários profissionais para chegar aos melhores resultados. Desde o exame inicial, passando pelo diagnóstico: o cirurgião, o patologista, fisioterapeutas, oncologistas, enfermeiros. É uma jornada que requer sintonia e é recomendado também que o paciente busque um centro de referência que tenha todos esses profissionais concentrados em um só lugar”, indica. Em locais onde os centros de referência não concentram todos os profissionais, a livre comunicação entre eles é fundamental para a busca desses melhores resultados de tratamento.

A dra. Carolina concorda e complementa: “Essa é uma doença desafiadora e cheia de detalhes, e vemos com satisfação a melhora da abordagem. Estudos demonstram que um paciente que é manejado dentro de um time multidisciplinar tem mais sucesso no tratamento e maior chance de cura e sobrevida com qualidade. E é exatamente isso que buscamos fazer”, conclui.

Referências:

  1. Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ministério da Saúde. Câncer de Pulmão. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pulmao. Acesso em: 20 ago 2022.
  2. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Pesquisa aponta estigma contra pacientes com câncer de pulmão. Disponível em: https://www.sboc.org.br/noticias/item/1129-pesquisa-aponta-estigma-contra-pacientes-com-cancer-de-pulmao. Acesso em: 20 ago 2022.
  3. Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP). Tomografia computadorizada de baixa dose – Uma arma eficiente no diagnóstico precoce do câncer de pulmão. Disponível em: https://www.anahp.com.br/noticias/noticias-hospitais-membros/tomografia-computadorizada-de-baixa-dose-uma-arma-eficiente-no-diagnostico-precoce-do-cancer-de-pulmao/. Acesso em: 20 ago 2022.
  4. Oncoguia. Sinais e sintomas do câncer de pulmão. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-pulmao/1576/197/. Acesso em: 20 ago 2022.
  5. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Medicina de precisão: o que é e que benefícios traz? Disponível em: https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/95-medicina-de-precisao-o-que-e-e-que-beneficios-traz. Acesso em: 20 ago 2022.

O que é câncer de cabeça e como isso afeta seu cérebro


A maioria dos cânceres de cabeça e pescoço se inicia nas células escamosas que revestem as superfícies úmidas da região, como dentro da boca, do nariz e da garganta. Conheça aqui um dos subtipos desses cânceres, fatores de risco, sintomas e tratamentos.

Os tipos de câncer de laringe e hipofaringe são:

  • Carcinoma de células escamosas

Quase todos os cânceres de laringe ou hipofaringe se desenvolvem a partir das células escamosas do epitélio, ou seja, a camada interna de revestimento dessas duas estruturas. Esse tipo de câncer é denominado carcinoma ou câncer de células escamosas.

Carcinoma in situ. É a forma mais precoce de câncer. No carcinoma in situ, as células cancerígenas são vistas apenas nas células que revestem a laringe ou hipofaringe. Eles não invadem as mais profundas, nem se disseminam para outros órgãos. A maioria dos casos desse tipo de câncer pode ser curada, mas se não for tratada, pode evoluir para um câncer invasivo de células escamosas invasivo, podendo se disseminar para outros órgãos.

Outros tipos de câncer


Outros tipos raros de câncer, também, podem se iniciar na laringe ou hipofaringe:Câncer de glândula salivar menor. Algumas áreas da laringe e hipofaringe têm pequenas glândulas conhecidas como glândulas salivares menores sob sua camada de revestimento. Essas glândulas produzem muco e saliva para lubrificar e umedecer a área. O câncer raramente se desenvolve a partir das células dessas glândulas.
Sarcomas. Cânceres como condrossarcomas ou sarcomas sinoviais podem se desenvolver a partir do tecido conjuntivo da laringe ou hipofaringe, mas são extremamente raros.

Outros tipos raros de câncer de laringe incluem linfomas, tumores neuroendócrinos e plasmocitomas.

Tratamento do câncer de boca e orofaringe


Após o diagnóstico e estadiamento do câncer, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. É importante ter tempo e poder avaliar todas as possibilidades terapêuticas. A decisão por determinado tipo de tratamento leva em conta o estado de saúde geral do paciente, o tipo de tumor, o estadiamento, as chances de cura da doença, e do eventual impacto do tratamento sobre importantes funções como fala, mastigação e deglutição.

As principais opções de tratamento para o câncer de boca e orofaringe são cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo, imunoterapia e tratamento paliativo, que podem ser realizados isoladamente ou em combinação, dependendo do estágio e da localização do tumor. Em geral, a cirurgia é o primeiro tratamento para o câncer de boca e pode ser seguido por radioterapia ou quimioterapia, que podem ser administradas de forma isolada ou combinadas. Os cânceres de orofaringe são geralmente tratados com uma combinação de quimioterapia e radioterapia.

Com base no estadiamento e localização do tumor, uma equipe multidisciplinar pode ser necessária, incluindo oncologista, otorrinolaringologista, cirurgião de cabeça e pescoço e radio-oncologista. Mas, muitos outros profissionais de saúde podem estar envolvidos no seu atendimento, como enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, psicólogos, dentistas, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde.

Tomando decisões sobre o tratamento. É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte a suas necessidades. Alguns itens devem ser considerados, como idade e expectativa de vida, outras condições de saúde, estadiamento da doença, se a cirurgia pode (ou não) retirar todo o tumor, e, probabilidade de cura da doença. Se possível, procure uma segunda opinião. Isso pode lhe trazer mais informações e ajudá-lo a se sentir mais confiante sobre o tratamento que escolher.

Pensando em participar de um estudo clínico. Em alguns casos, pode ser a única maneira para ter acesso a novos tratamentos. Ainda assim, estudos clínicos podem não ser adequados para todos. Se você quiser saber mais sobre aqueles que podem ser apropriados para você, converse com seu médico.

Considerando métodos complementares e alternativos. Os métodos complementares se referem a tratamentos usados ​​junto com seu atendimento médico regular. Já os tratamentos alternativos são usados ​​em vez do tratamento médico. Alguns exemplos são vitaminas, ervas e dietas especiais, ou acupuntura ou massagem. Embora alguns destes métodos possam ser úteis para aliviar os sintomas ou ajudar você a se sentir melhor, muitos não foram comprovados cientificamente e não são recomendados. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer terapia alternativa.

Escolhendo interromper o tratamento. Para algumas pessoas, quando os tratamentos não estão mais controlando o câncer, pode ser hora de pesar os benefícios e riscos de continuar a tentar novos tratamentos. Se você continuar (ou não) o tratamento, ainda há coisas que você pode fazer para ajudar a manter ou melhorar a sua qualidade de vida. Algumas pessoas, especialmente se a doença está avançada, podem não querer serem tratadas. Existem muitas razões pelas quais você pode decidir interromper o tratamento, mas o mais importante é conversar com seus médicos antes de tomar essa decisão. Lembre-se de que mesmo se você optar por não tratar o câncer, você ainda pode receber cuidados de suporte para ajudar com a dor ou outros sintomas.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 23/03/2021, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.