Os Anéis de Achnabreck: Portais Espirituais na Tradição Celta

Saúde e Espiritualidade Holística


Os anéis de Achnabreck, localizados na Escócia, são mais do que simples marcas na rocha. Eles representam um legado ancestral envolto em mistério, espiritualidade e profunda conexão com a Terra. Embora sejam anteriores à civilização celta histórica, sua simbologia ecoa diretamente nos fundamentos do Druidismo e das práticas espirituais celtas modernas, como o Reiki Celta e o Sistema Integrativo de Energias Celtas (SIEC).

O Simbolismo Celta do Círculo e da Espiral


Na espiritualidade celta, o círculo é o símbolo da eternidade, do equilíbrio e da unidade entre os mundos. Já a espiral representa a jornada da alma, a expansão da consciência e os ciclos da vida, da morte e do renascimento.

Os anéis concêntricos de Achnabreck refletem essa sabedoria ancestral. São vistos como portais, espelhos da alma e registros etéricos de uma espiritualidade antiga que se comunica ainda hoje com os buscadores do caminho celta.

Um Lugar de Poder: O uso sagrado da paisagem

Os celtas, especialmente os druidas, reconheciam certos locais como portadores de energia telúrica. Locais com arte rupestre, como Achnabreck, eram (e ainda são) vistos como pontos de conexão entre o visível e o invisível.
  • São considerados lugares de passagem entre os mundos.
  • Potenciais pontos de contato com os sídhe (seres espirituais).
  • Espaços para rituais, invocações e cura com as energias da Terra.


Achnabreck como Espelho da Cosmologia Celta

As marcas podem representar, simbolicamente:
  • Os três mundos célticos: Céu (espiritual), Terra (humano) e Submundo (ancestral).
  • As tríades druidas: corpo-mente-espírito; nascimento-vida-morte; espírito-alma-ser.
Essa estrutura ecoa profundamente nos princípios do Reiki Celta, onde os símbolos, as árvores e os ciclos da Lua são caminhos para a reconexão com o Sagrado.

Achnabreck no SIEC e no Reiki Celta

No contexto do Sistema Integrativo de Energias Celtas (SIEC) e do Reiki Celta, os anéis de Achnabreck podem ser utilizados como:
  • Mapas de meditação energética (visualizações em espiral).
  • Símbolos de expansão da consciência e da aura.
  • Representações dos ciclos de iniciação druídica e dos níveis espirituais.
Podem também ser associados a certas árvores do Ogham e às ervas etéricas, sendo usados como ferramentas visuais para sintonização energética.

Os anéis de Achnabreck são testemunhos silenciosos de uma espiritualidade que fala através da pedra, do símbolo e da energia. Ao resgatar seus significados sob a ótica celta, relembramos que a Terra guarda registros sagrados para aqueles que sabem ouvir — e sentir.

Que possamos, como celtas modernos, reencontrar nesses anéis a memória viva da espiritualidade ancestral.

Nos sussurros do vento nos bosques de carvalhos

 


Uma canção celta para ouvir e viajar pelos sons dos sussurros do vento

 

Nas selvas de antigamente, onde os espíritos dançam
Vento sussurrante, enquanto as folhas levantavam voo (ooh-yes)
Pelos bosques antigos, onde o riacho fazia reflexos prateados
Uma canção celta de antigamente, deixe-a encher a noite (encher a noite)

Ouvir o vento, levantando folhas no ar (ar) Farfalhar, cair, dançar entre as árvores (através das árvores) Ouça de perto, o fluxo canta uma melodia (melodia) Uma melodia assombrosa que deixa o coração à vontade (coração à vontade) O vento carrega histórias de tempos passados Através das terras celtas, continua (continua) O córrego murmura, flui suavemente
Uma melodia escondida que só o coração sabe (só o coração sabe)

As Cronicas de um amor louco

Bruhild no funeral de Siegfried
Tenho ocupado meus espaço aqui no blog para falar sobre filmes e documentários que tenho visto, feito uma resenha com opinião. Não será diferente desta vez, porém com alguns questionamentos. Trata-se de um dos filme que mais gosto, principalmente pela temática, A Maldição do Anel, baseia-se no conto Anel dos Nibelungos . Tem tudo que podemos esperar de uma grande história de amor entre Siegfried e Bruhild. O heroismo de Siegfried que sobreviveu ao massacre de seus pais Sigmund e Sieglind, quando o castelo dos pais foi invandido. 

Criado por um ferreiro que o encontrou em um galho no meio do rio, Siegfried aprendeu com  o pai adotivo a fabricação de espadas. Em suas idas ao rio, ele cruza com o navio da rainha da Islândia, Bruhild.  Após a queda de meteorito na floresta, o primeiro encontro amoroso entre Siegfried e Bruhild acontece, para não alongar muito a história, o herói segue após para sua vida e a rainha para sua corte. 

Mas o amor seguiu firme e forte, porém vários eventos aconteceram, inclusive o combate entre o dragão Fafnir e Siegfried, quando finalmente ele vence a criatura e toma posse do tesouros dos Nibelungos, o povo da névoa. A cobiça perante tamanho volume de recurso, acaba por levar a nosso herói a maldição de quem usurpar este tesouro.

Para quem quiser fazer uma analogia sobre os poderes das cobiça, do orgulho, da raiva e da traição na destruição do amor, terá aqui um prato cheio. 

No mesmo moldes de Romeu e Julieta, mas muito mais trágico, o amor de Siegfried e Bruhild encerra-se com a morte, não sem antes várias outras mortes e destruições deixarem suas marcas.

Talvez ai esteja o nome do filme se justifique: A maldição do Anel.

Existem vários livros falando sobre este conto, com suas versões, já que ele é do século XIII, Richard Wagner tem uma de suas obras primas em sua opera Die Ring des Nibelung. Aprecie sem moderação esta fantástica história de amor louco.

Abaixo um trecho do filme "A Maldição do Anel".


Aquisição do conhecimento, uma palavra nunca é demais

Eu considero a aquisição do conhecimento um processo muito individual, quase íntimo, alguns não vai adquirir conhecimentos, seja por vontade própria ou por despreparo dos agentes públicos, inertes em oferecer políticas educacionais que façam a correta inclusão no mundo do conhecimento, seja ele alfabetizando com qualidade, respeito e cidadania. Pude observar isto com minha formação, feito no ensino fundamental (antigo primário/ginásio) e médio em um colégio luterano, de rígida disciplina. Lá aprendi um novo universo, a leitura de livros,  um novo local ,a biblioteca. 

As escolhas são nossas, perante as opções oferecidas, eu virei um amante dos livros, da boa música e dos bons filmes. Não entro no critério do que acho boa música e bons filmes, afinal são minhas definições. Então vou colocar aqui um assunto que já reparti com alguns amigos e hoje amplio neste espaço: a Cultura Celta.

Para quem quiser se aprofundar mais nesta cultura, recomendo uma visita a blog Celtas Today de quem sou visitante assíduo. Ontem terminei de assistir o excelente documentário da BBC "Em Busca de Mitos e Heróis - Rei Arthur (In Search Myths Heroes - King Arthur (no original) " , segundo o resumo do episódio:

Todo ano, na Cornualha, reúnem-se para comemorar a última batalha do maior de todos os heróis britânicos. As histórias de Artur tem de tudo, amor e coragem, traição, e busca espiritual maior. Esta é a busca da Lenda do rei Artur, uma viagem sobre a Grã-Bretanha, Celta, França e Irlanda. É uma história de alquimia antiga e misticismo medieval. A história da idade dourada perdida, que um dia voltará. E, mais que isso, a história de Artur, como os poetas celtas diziam, era a "substância da Grã-Bretanha."

Para complementar meu artigo, vai aqui uma música da Loreena McKennitt: The Lady of Shalott (legendado em português)