South Summit Brazil 2024: O Epicentro Global da Inovação em Porto Alegre


A partir desta quarta-feira (20), Porto Alegre se torna o epicentro global da tecnologia e da inovação com a realização do South Summit Brazil, que chega à sua terceira edição consecutiva na capital dos gaúchos. Este evento, que reúne mentes brilhantes, investidores visionários e empreendedores audaciosos, está gerando grande expectativa e entusiasmo devido aos números impressionantes que vem apresentando.

Uma das métricas mais impactantes desta edição é o aumento substancial no número de investidores. Comparando com o ano anterior, o South Summit Brazil quase dobrou a presença de investidores, ultrapassando a marca de 1 mil participantes, um salto significativo em relação aos 600 do ano anterior. Esse aumento demonstra a crescente relevância do evento como um ponto de encontro crucial para a comunidade global de tecnologia e inovação.

Além disso, os fundos de investimento também estão seguindo essa tendência ascendente, registrando um crescimento de 40%. O número de fundos participantes passou de 100 para 140, evidenciando a confiança e o interesse dos investidores em apoiar iniciativas inovadoras e disruptivas.

Em termos financeiros, o impacto é igualmente notável. O montante total levantado para a execução da agenda do evento ultrapassou a impressionante marca de US$ 200 bilhões. Esse valor representa não apenas um aumento substancial em relação aos US$ 123 bilhões do ano anterior, mas também reflete o potencial e a atratividade do mercado brasileiro de tecnologia e inovação para investidores globais.

O local escolhido para sediar esse encontro, o Cais Mauá, está pulsando com energia e ideias inovadoras até sexta-feira. É um espaço onde se cruzam oportunidades, conhecimento e capital, impulsionando o desenvolvimento de soluções e projetos que impactam positivamente o cenário global da tecnologia e da inovação. O South Summit Brazil se consolida assim como um catalisador de transformação e progresso, conectando talentos e recursos para construir um futuro cada vez mais inovador e promissor.


http://dlvr.it/T5Lmmp

Transístor que mede glicose na saliva evita picada para diabéticos

A equipe já está trabalhando para ampliar a técnica para medir outros biomarcadores na saliva.


 Detector de glicose na saliva

Um sensor que mede os níveis de glicose na saliva traz a esperança de uma maneira mais simples, rápida e indolor para as pessoas monitorarem seu diabetes.

Pessoas com diabetes tradicionalmente monitoram a glicemia usando dispositivos que analisam uma gota de sangue picando um dedo várias vezes ao dia. Mais recentemente, sensores implantados podem fornecer monitoramento contínuo da glicose sem picadas desagradáveis, mas esses dispositivos podem ser menos precisos para níveis mais baixos de glicose e não são aprovados para crianças.

É muito mais conveniente monitorar a glicose pela saliva, que está correlacionada com os níveis de glicose no sangue. Ocorre que as concentrações de glicose são muito mais baixas na saliva do que no sangue, o que restringe essas medições a equipamentos laboratoriais sofisticados.

Abhinav Sharma e colegas da Universidade Rei Abdullah de Ciência e Tecnologia, na Arábia Saudita, superaram esse gargalo da sensibilidade criando um sensor de glicose miniaturizado usando um transístor de filme fino. Como o componente tem dimensões na casa dos nanômetros, ele mostrou-se altamente sensível a quantidades ínfimas de glicose.

Esses componentes pequenos, leves e de baixo consumo de energia são adequados para produção em massa, na forma de sensores descartáveis de baixo custo.

Transístor que mede glicose

O transístor contém finas camadas dos semicondutores óxido de índio e óxido de zinco, cobertas com a enzima glicose oxidase.

Quando uma amostra de saliva é colocada no sensor, a enzima oxida qualquer glicose presente para produzir D-gluconolactona e peróxido de hidrogênio. A oxidação do peróxido de hidrogênio produz então elétrons que entram nas camadas semicondutoras. Isso altera a corrente que flui através dos semicondutores, e a magnitude desse efeito indica a concentração de glicose na amostra de saliva.

O dispositivo mediu corretamente uma ampla faixa de concentrações de glicose em menos de um minuto. Mais importante, o sensor não foi enganado por outras moléculas da saliva, incluindo derivados de açúcar, como frutose e sacarose.

Embora a sensibilidade do dispositivo tenha diminuído com o tempo, ele ainda ofereceu bom desempenho após ser armazenado por duas semanas em temperatura ambiente.

A equipe está agora ampliando o uso da técnica, desenvolvendo uma matriz de sensores transistorizados que possam detectar simultaneamente vários metabólitos na saliva. "O desenvolvimento de conjuntos de sensores portáteis que possam ser integrados a um celular é uma possível direção futura para a pesquisa," disse o professor Thomas Anthopoulos, líder da equipe.

Bibliografia:

Artigo: Non-invasive, ultrasensitive detection of glucose in saliva using metal oxide transistors
Autores: Abhinav Sharma, Wejdan S. AlGhamdi, Hendrik Faber, Yen-Hung Lin, Chien-Hao Liu, En-Kai Hsu, Wei-Zhi Lin, Dipti Naphade, Suman Mandal, Martin Heeney, Thomas D. Anthopoulos
Revista: Biosensors and Bioelectronics
Vol.: 237, 115448
DOI: 10.1016/j.bios.2023.115448

Cientistas inventam novo scanner capaz de detectar câncer de pele

Créditos: Shutterstock

Pesquisadores do Stevens Institute of Technology, nos
Estados Unidos, inventaram um novo dispositivo scanner capaz de detectar o câncer de pele. De acordo com o estudo, a ferramenta apresentou uma eficácia de 97% na detecção de tecido canceroso.

O novo dispositivo utiliza uma tecnologia de imagem de onda milimétricas de alta resolução, esse tipo de tecnologia é parecido com aquela utilizada nos sistemas de varredura utilizados para imagens de segurança de corpo inteiro em aeroportos.

O dispositivo já havia sido testado anteriormente, mas apenas em tecidos cancerosos de laboratórios. O novo estudo comprovou a capacidade do scanner reconhecer tecido saudável em seres humanos.

Durante os testes, o dispositivo disponibilizou resultados para a detecção de câncer de pele em até 20 segundos. Agora, os pesquisadores buscam uma maneira de miniaturizar a ferramenta e transformá-la em um produto portátil de baixo custo.

“Estamos criando um dispositivo de baixo custo que é tão pequeno e fácil de usar quanto um celular, para que possamos trazer diagnósticos avançados ao alcance de todos”, disse Negar Tavassolian, pesquisador do projeto. “Isso significa que os médicos podem integrar diagnósticos precisos em exames de rotina e em última análise, tratar mais pacientes.”

Foram analisados 71 pacientes com 136 lesões cutâneas suspeitas, após as avaliações por imagem, os tecidos passaram por biópsia. O aparelho apresentou 98% de eficácia na identificação de lesões benignas ou malignas, e 97% de sensibilidade.

Robô eleva adesão a cirurgia de próstata

Quando chegaram ao Brasil, há uma década, os três robôs utilizados em cirurgias eram uma aposta para procedimentos cardiológicos. 

Com o passar dos anos, eles se expandiram – hoje somam 45 – e acabaram ganhando mais destaque na área urológica, principalmente para casos de câncer de próstata. Segundo médicos, os robôs ajudam na adesão do paciente ao tratamento: por serem mais precisos, reduzem o tempo de internação e os efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.

“O paciente aceita melhor o tratamento cirúrgico (com robô) e, embora os riscos não sejam zero, são menores”, diz José Roberto Colombo Júnior, urologista e especialista em cirurgia robótica urológica do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo o médico, o risco de incontinência após a cirurgia robótica varia de 2% a 3%. Já na convencional, é de 5%. Em relação à disfunção erétil, influenciam fatores como a própria função erétil antes da cirurgia, idade e condição de saúde – pacientes obesos e com diabete têm mais chance. “Com a operação robótica, a possibilidade de preservar (a função) é de 80%.”

Segundo Flavio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a cirurgia robótica cresceu no País especialmente nos últimos dois anos. Em vez um médico segurar a pinça, fazer os “furinhos” e extrair o tumor, é o robô quem executa os movimentos. “A recuperação é mais rápida e o tempo de internação cai pela metade – um ou dois dias no hospital.”

São Paulo é o Estado com maior número de equipamentos. Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Paraná, Brasília, Pernambuco, Ceará e Pará também têm aparelhos, segundo a empresa H. Strattner, especializada em cirurgia minimamente invasiva e responsável pela distribuição dos robôs no País. Ainda de acordo com a companhia, os robôs em operação no Brasil devem realizar ao longo deste ano 8,5 mil cirurgias, sendo 5 mil urológicas e 90% delas, de próstata.

A tecnologia está disponível nas redes privada e pública, em instituições como o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), o Hospital de Amor (antigo Hospital de Câncer de Barretos) e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Ao saber do diagnóstico de câncer de próstata de um dos irmãos, em 2011, o administrador Jorge Miguel Rebane Neto, de 54 anos, resolveu fazer o exame periódico. Estava com 47 anos e fazia o monitoramento desde os 45, pois o pai havia tido a doença, mas naquele ano atrasara o retorno ao médico. Foi sua sorte. “Eu também estava com câncer de próstata.”

Rebane Neto foi submetido à cirurgia num domingo, na segunda-feira estava andando e na terça, saiu do hospital “Passei pela operação em novembro e em fevereiro já tinha voltado a correr. Só tive surpresas boas e meu grau de satisfação é de 100%”, relata o administrador.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.