Cézanne e os Campos de Lavanda: Arte, Cura e Espiritualidade



Saúde e Espiritualidade Holística

A pintura de Paul Cézanne, especialmente sua série de paisagens da Provença, revela muito mais do que simples cenários naturais. Quando olhamos os campos de lavanda retratados pelo artista, percebemos que existe um diálogo entre cor, memória, psique e espiritualidade.

Este artigo é uma leitura simbólica e psicanalítica da obra, explorando o que ela pode nos ensinar sobre o caminho da cura e da contemplação interior.

A força simbólica da lavanda

A lavanda é conhecida há séculos como planta de cura, tranquilidade e purificação. No campo da espiritualidade, ela representa:

Equilíbrio emocional – suaviza ansiedades e inquietações.

Purificação energética – limpa e renova ambientes internos e externos.

Conexão espiritual – desperta estados de calma e recolhimento.

Nos quadros de Cézanne, a lavanda surge como paisagem viva que traduz esta força: um campo que não só é belo, mas também medicinal e espiritual.

A pintura como espelho da alma

A repetição das fileiras de lavanda lembra a necessidade humana de organizar o caos interno. No olhar psicanalítico, cada pincelada funciona como uma tentativa de simbolizar emoções, dar forma ao que antes era apenas pulsão e ansiedade.

O horizonte ao fundo, com suas montanhas, pode ser visto como símbolo do transcendente: um convite para olhar além da rotina, alcançar níveis mais altos de consciência.

Espiritualidade e contemplação

Ao contemplar os campos de lavanda de Cézanne, somos levados a três movimentos interiores:

Respiração e presença – como se o olhar respirasse junto às pinceladas.

Memória e afeto – o violeta desperta lembranças e sensações sutis, quase olfativas.

Elevação espiritual – das flores ao céu, o quadro nos conduz de baixo para cima, da terra ao espírito.

Assim, a obra deixa de ser apenas uma paisagem para se tornar um campo de meditação pictórica.

Cézanne como terapeuta da forma

Mais do que pintor, Cézanne foi alguém que tratava a própria angústia com a pintura. Cada obra é um testemunho de como a arte pode ser sublimação: converter dor em beleza, ansiedade em harmonia, fragmento em totalidade.

Esse gesto nos ensina que todos podemos transformar nossa vida em obra de arte — seja com pincéis, palavras, gestos ou escolhas diárias.

Os Campos de Lavanda em Provence, na visão de Cézanne, não são apenas um registro naturalista: são um mapa simbólico para quem busca cura interior e reconexão espiritual.

Ao contemplar essas cores, somos convidados a respirar mais devagar, organizar nossos próprios “campos internos” e, finalmente, subir a montanha invisível que liga nossa humanidade ao eterno.

O caminho na floresta e a celebração do Awen


Eu caminho na floresta sagrada, onde o tempo não existe, buscando o Awen, a inspiração divina que conecta tudo. Com o coração aberto, sinto a terra sob meus pés, o vento em meu rosto, e sei que estou no lugar certo. Ao erguer minhas mãos ao céu, invoco o Awen com cantos e silêncio. A energia flui através de mim, como um rio de sabedoria e luz. Sinto a presença dos antigos, suas vozes em mim, e o Archdruid me guia, transmitindo seu saber. Quando o fogo sagrado crepita, sei que o Awen está dentro de mim. A viagem não termina; ela apenas começa, renovada a cada amanhecer.

Vento Minuano: A Alma do Pampa Gaúcho

Saúde e Espiritualidade Holística


Vento Minuano: A Alma do Pampa Gaúcho

A música representa uma das mais potentes formas de expressão cultural de um povo. No Rio Grande do Sul, sul do Brasil, a música gaúcha tradicional é particularmente proeminente. O grupo Os Serranos, destacado representante deste estilo, captura em suas músicas a alma do pampa gaúcho. "Vento Minuano" é uma dessas obras-primas. Este artigo visa explorar a riqueza cultural e poética desta canção, enfatizando sua relevância para a identidade do povo gaúcho.

A canção "Vento Minuano" presta tributo ao vento gelado e distintivo que sopra no sul do Brasil, particularmente durante o inverno. A letra é um poema que louva a beleza e o vigor da natureza do Rio Grande do Sul. Analisaremos alguns versos para apreciar mais profundamente essa obra-prima:

Verso 1:
"Vento minuano que corta a coxilha, traz a saudade de um tempo que foi."

Verso 2:

"Sopra no campo, retalha a paisagem, leva com ele lembranças de amor."

Refrão:

"Vento minuano, companheiro do sol, testemunha das histórias do meu pampa."

Significado Cultural

O vento Minuano transcende um mero fenômeno climático; ele simboliza a resistência e a tenacidade do povo gaúcho. A música encapsula essa essência, personificando o vento como um ente que dialoga com a paisagem e com o cotidiano dos gaúchos. Tal personificação estabelece uma conexão emocional entre a melodia e quem a escuta, consolidando a identidade cultural da região.

Importância para a Identidade Gaúcha

A música "Vento Minuano" vai além de ser apenas uma bela melodia. Ela é um reflexo da alma gaúcha, representando a dureza e a beleza do pampa. A canção reforça a ligação dos gaúchos com sua terra, suas tradições e seu modo de vida. Em um mundo cada vez mais globalizado, onde as identidades regionais podem se diluir, músicas como esta são essenciais para manter viva a cultura local.

"Vento Minuano" de Os Serranos é uma celebração da cultura gaúcha em forma de música. Sua letra poética e sua melodia envolvente capturam a essência do pampa e a força do povo gaúcho. Ao ouvir essa canção, somos transportados para as coxilhas, sentindo o vento frio e admirando a paisagem única do sul do Brasil. É uma lembrança constante da riqueza cultural que define a identidade do Rio Grande do Sul.

Se você é apaixonado pela cultura gaúcha ou está interessado em conhecer mais sobre ela, "Vento Minuano" é uma música que não pode faltar na sua playlist.

Afinal, Guaíba é rio ou lago?

Saúde e Espiritualidade

Não existe consenso científico em torno da definição do Guaíba como rio ou lago, porque este tem comportamento dual, afirmou nesta quinta-feira (16) o professor Joel Avruch Goldenfum, diretor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS). "As margens se comportam bem como lago, principalmente envolvendo questões de recirculação, baixa profundidade, sendo basicamente bidimensional, ou seja, não existe direção predominante. O rio tem uma direção como se fosse uma linha.

No lago, a água fica girando", exemplifica. De acordo com Goldenfum, no meio do Guaíba passa um canal grande, de onde vêm águas do Rio Jacuí, que drena 80 mil quilômetros quadrados, ou um terço das águas do estado. "É muita água; então, tem uma corrente importante. Por isso, pessoas argumentam que um lago pode ter um rio passando por ali. Só que, muitas vezes, o comportamento é predominante como rio e, outras vezes, pode ser predominante como um lago", detalha. 

Para ele, em termos de modelagem, de variação de níveis, de como o Guaíba enche ou esvazia, pouco importa se vão chamá-lo de lago ou de rio. O que importa é modelar os processos. "Porque, na verdade, vou modelar o sistema considerando todas as influências que ele tem, considerando o que acontece quando ele sobe, onde ele recircula etc", disse Goldenfum que também ressaltou, contudo, que existem outras questões envolvidas que são mais de questão legal e que mudam o problema.

Interpretações


De acordo com a legislação, se o Guaíba for um rio, tem de ter um recuo não edificado muito grande que, dependendo do local, pode variar de 100 metros a 500 metros. Ninguém tiraria o que já existe, mas não poderia edificar novas construções. Se for considerado lago, a área não edificada varia entre 10 metros e 30 metros, dependendo das interpretações. "Existem interpretações distintas sob o ponto de vista científico, sem se preocupar com a questão legal, e pessoas que dizem que o Guaíba se comporta predominantemente como rio, ou predominantemente como lago. Quem chega primeiro dá o nome", afirma o professor. Goldenfum lembrou que o nome dos biomas aquáticos é dado pela população. "A população sempre chamou de rio Guaíba. De repente, houve essa movimentação, que pode ter tido motivação técnica, no sentido de que o Guaíba seria predominantemente lago, ou pode ter outras motivações. O consenso não existe, por isto Guaíba tem comportamento dual", reafirmou o professor.

Por outro lado, existe um movimento legal, capitaneado pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais, para que o Guaíba tenha uma faixa de proteção permanente. Há também uma ação civil pública questionando a definição do Guaíba como lago. "Quem vai decidir isso, no final das contas, vai ser a Justiça, e não a ciência", disse Goldenfum. Até os anos de 1990, o Guaíba foi considerado rio. A partir daí, passou a ser definido como lago.

Oficialmente, a prefeitura de Porto Alegre assumiu recentemente o Guaíba como lago. Inclusive, existe o Comitê da Bacia do Lago Guaíba. O coordenador-geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre e também da UFRGS, Rualdo Menegat, afirma que a polêmica geográfica em torno do rio ou lago Guaíba e da lagoa ou laguna dos Patos não se justifica. Menegat afirmou que, do ponto de vista da ciência, o correto é chamar de lago Guaíba. "Não temos dúvida sobre isso. Mas há também o nome mais popular, que é rio Guaíba", contextualiza.

Segundo o geólogo, nos últimos 20 anos, o nome lago Guaíba tem sido mais usado porque as pessoas foram se convencendo que ele, na verdade, funciona como um lago. "Também é importante que as pessoas se conscientizem pelo nome correto, porque aquilo que a gente joga em um lago fica ali. Aquilo que se joga no rio, as pessoas pensam que é um problema do vizinho de baixo", relata. Por isso, insistiu que do ponto de vista da gestão ambiental, é importante que se usem conceitos corretos porque estes são os que os professores vão ensinar na sala de aula. O Guaíba é definido como um lago aberto que recebe água da rede fluvial, formada por quatro rios [Jacuí, do Sinos, Caí e Gravataí] que afluem para o lago Guaíba, que, por sua vez, também escoa essa água para a laguna dos Patos, pois está conectado com ela.

Fonte: Amanhã


Contribuindo para a Limpeza da Psicosfera Terrestre


O áudio recente de Vital Frosi, datado de 23 de dezembro de 2023, trouxe reflexões profundas sobre o estado atual do tempo e da consciência coletiva. Ele provocativamente comparou o ano que passou a um meteoro, deslizando rapidamente e passando despercebido pela maioria. Frosi, conhecido por seu trabalho voluntário na produção de conteúdo, enfatizou sua dedicação desinteressada, afirmando que seus áudios e textos visam apenas ajudar, sem buscar lucro ou popularidade.

Uma das questões centrais abordadas foi a culpa atribuída às consciências humanas na criação e acumulação de energias negativas na Terra. Frosi destacou a importância dos fenômenos climáticos e naturais como recursos vitais na limpeza da psicosfera terrestre, enfatizando a transmutação das energias acumuladas.

A mensagem chave foi a chamada à ação individual na purificação do ambiente terrestre. Frosi encorajou fortemente a visualização de luz e a emissão de pensamentos positivos como forma de contribuir para a limpeza da psicosfera terrestre, enfatizando o impacto direto das energias negativas nos eventos climáticos extremos.

Refletindo sobre o significado do Natal, ele convidou à reflexão sobre um novo ciclo, ressaltando a oportunidade de nascer algo novo e positivo em meio às controvérsias atuais. O áudio encerrou com um apelo à responsabilidade coletiva na contribuição para a purificação da Terra.

Em tempos de grandes mudanças climáticas e turbulências sociais, as palavras de Vital Frosi ecoam como um lembrete importante da responsabilidade individual e coletiva na preservação e cura do nosso ambiente. Sejamos agentes de luz e positividade para ajudar na limpeza da psicosfera terrestre, pois, como Frosi ressalta, essa é não apenas uma obrigação, mas uma contribuição essencial para um futuro melhor para todos nós.


O real e o imaginário sugador de sangue alheio

Esta semana ia escrever sobre o horário político, até tinha pesquisado quando isto ia custar ao contribuinte (sim, você paga pelo candidato que inunda de fantasias e lorotas a sua televisão e seu rádio). A estimativa do valor é enorme : quase um bilhão de reais em indenizações  (via renúncias fiscais como indenizações aos espaços utilizados em rádio e televisões).
 
Mas prefiro falar de outro "sugador" do sangue alheio: o mosquito.  Lendo o artigo da revista Nature : Ecology: A world without mosquitoes  (Ecologia sem mosquitos) : Erradicar a qualquer organismo teria graves consequências para os ecossistemas - não seria? Não quando se trata de mosquitos, relata Janet Fang .   A malária infecta cerca de 247 milhões de pessoas no mundo a cada ano e mata quase um milhão. Os mosquitos causam uma enorme carga de trabalho adicional médicos e financeiros, espalhando a febre amarela, dengue, encefalite japonesa, febre do vale do Rift, o vírus Chikungunya e vírus do Nilo Ocidental.

Aqui o mosquito da dengue faz festa na incompetência do governo em erradicar-lo com política pífias de combate aos seus focos. É melhor investir em programas que possam mostrar em horário nobre na televisão e no rádio. Afinal os eleitores não são tratados como "gado" apenas na época da eleição, depois voltam a seu papel irrelevante diário. 

É que no nosso imaginário político, povo deve ser mantido longe dos políticos, para não cobrar recursos em saneamento básico (que diminui mortes por diarréia, por exemplo) nem cobrar melhor iluminação pública (que é um direito básico e diminui a sensação de insegurança). 

Mas você está reclamando porque ? Na propaganda política não estão prometendo trem bala, comida, saúde, educação para todos? Então fique na frente da televisão e do rádio, lá é o mundo real. Estou aqui no mundo virtual reclamando a toa, afinal sou ingrato com este país de todos.                                 

Petrosal e os possiveis riscos ambientais

O Brasil foi destaque com as descobertas de petróleo na camada pré-sal no litoral do sudeste, notícias boas que colocavam-nos com muita ênfase nos países produtores desta importante fonte de energia. 

Durante muito tempo, nenhuma notícia coloca o risco de perigo ambiental decorrente da prospecção do petróleo. Não quero dar uma de alarmista, mas o problema que aconteceu com a British Petroleum não poderia aconteceu aqui?

Olhem só esta reportagem : " Quanto vai custar o desastre de petróleo no Golfo do México? "

Petróleo polui praia em Port Fourchon, Louisiana
A BP está gastando milhões na limpeza de águas e praias e em campanhas de marketing e concordou com a criação de um fundo de 20 bilhões de dólares para ressarcir prejuízos. Se a conta vai parar por aí, ninguém sabe. 

Foi uma declaração delicada a que o presidente da BP América, Lamar McKay, deu em maio passado diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos: "A BP pagará todos os trabalhos de limpeza que se mostrarem necessários. E iremos, também, honrar todos os pedidos de compensação legítimos."

Nem McKay nem ninguém sabe o quanto isso de fato vai custar. Mesmo que não flua mais uma gota de petróleo no mar do Golfo do México, a região já está contaminada e todas as tentativas de atenuar os impactos causados custarão caro. (Fonte: Deutsche Welle)

Confesso que não estou muito tranquilo com esta notícia e com todos os envolvimentos paralelos que possam ocorrer. Pode ser apenas uma preocupação demasiada minha, decorrência de fato ocorrido nos EUA, tomara que isto seja apenas um fato isolado e que, nunca, possa de fato acontecer aqui, em águas brasileiras, esta tragédia ambiental.

Terra absorve mais gás carbônico do que se pensava


Matéria publicada no site BBC Brasil  sobre os efeitos do gás carbônico na composição do efeito estufa e o consequente aumento da temperatura na atmosfera coloca mais uma opinião para as discussões em Copenhagen sobre o meio ambiente. Segue a transcrição do artigo sobre o estudo da Universidade de Bristol, na Grã Bretanha:


 
Equilíbrio entre gás em suspensão e absorvido não se alterou, dizem cientistas

Um estudo realizado na Grã-Bretanha sugere que os ecossistemas e oceanos da terra têm uma capacidade muito maior de absorver gás carbônico do que se imaginava anteriormente.

A pesquisa da Universidade de Bristol mostra que o equilíbrio entre a quantidade do gás em suspensão na atmosfera e a que é absorvida se manteve praticamente constante desde 1850, apesar de as emissões terem saltado de 2 bilhões de toneladas anuais naquela época para 35 bilhões de toneladas anuais hoje em dia.

O resultado do estudo, publicado no site especializado Geophysical Research Letters, confronta com várias pesquisas recentes, que previam que a capacidade de absorção pelos ecossistemas e oceanos cairia conforme as emissões aumentassem, fazendo disparar o nível de gases causadores do efeito estufa na atmosfera. 

Mas segundo o principal autor do estudo, Wolfgang Knorr, seu ponto forte é que ele se baseia apenas em dados de medidas e estatísticas, e não em modelos de clima computadorizados.

Copenhague

Os pesquisadores de Bristol descobriram que o aumento dos gases em suspensão na atmosfera tem sido um valor entre 0,7% e 1,4% a cada década, desde 1850, o que, para os cientistas é muito perto de zero.

Para os cientistas, o trabalho é extremamente importante no debate de políticas para o controle das mudanças climáticas, já que as metas de emissão que devem ser negociadas em Copenhague, em dezembro, se baseiam em projeções que já levam em conta a capacidade de absorção da Terra.

Mas Knorr alerta que não necessariamente o estudo vai afetar as decisões dos líderes mundiais.

"Como todos os estudos deste tipo, há algumas imprecisões nos dados", admitiu. "Portanto, em vez de confiar na natureza para oferecer um serviço gratuito, absorvendo nosso gás carbônico, precisamos nos certificar dos motivos pelos quais a parcela absorvida não mudou."
O estudo também descobriu que as emissões vindas do desmatamento podem ter sido superestimadas em valores entre 18% e 75%
 

A rota para sustentabilidade do planeta



Há cerca de um mês da COP-15 - 15ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas (uma tentativa de firmar um acordo global para controlar as mudanças climáticas), o assunto está cada vez mais em alta. É claro que, com interesses de 192 países em jogo, a grande preocupação é: decisões concretas do encontro de Copenhague saem ou não saem?

Conciliar tantos pontos de vista vai demandar um esforço imenso para decidir o que será feito contra o aquecimento global e, talvez, para dar um empurrãozinho em tamanha boa vontade, seja preciso pressionar.

Partindo do pressuposto de que “when people lead, leaders follow” (quando as pessoas conduzem, os governos acompanham), Hopenhagen surge para envolver os cidadãos nesse processo e mostrar a força da coletividade.

O site explica o que é preciso saber sobre o encontro, além de organizar uma espécie de abaixo-assinado que será apresentado por lá. Como o próprio nome sugere, a ideia é transmitir uma mensagem de esperança (hope) e sensibilizar sobre a urgência do que será definido em Copenhague.

Logo na página inicial, um mapa mostra as mensagens deixadas por pessoas do mundo todo, respondendo à pergunta “o que te dá esperança para um planeta melhor?”. Você saberia responder?

Fonte : Super - Blog Planeta Sustentável  baseado  no site da *Hopenhagen


TicTacTicTac

Por um acordo global de clima justo e eficiente

Você pode fazer parte do maior movimento mundial para pedir decisões concretas no combate ao aquecimento global e amenizar os efeitos das mudanças climáticas.

Unir a opinião pública mundial para persuadir os líderes internacionais pela assinatura de um novo acordo global de clima justo e eficiente é o principal foco da campanha TicTacTicTac.

O WWF-Brasil faz parte dessa mobilização, coordenada pela Campanha Global de Ações pelas Mudanças Climáticas (GCCA, na sigla em inglês), junto com diversas outras organizações da sociedade civil, como Greenpeace, Oxfam e Vitae Civilis, além de lideranças sindicais, empresariais e religiosas. Você também pode participar.

Como participar?

Basta assinar o manifesto de campanha TicTacTicTac e mostrar aos líderes mundiais que você também quer frear as mudanças climáticas e amenizar seus efeitos. Assine o manifesto

Você também pode ajudar a coletar assinaturas de seus amigos e familiares. Baixe uma cópia do manifesto e mostre para todos que você está preocupado com o nosso futuro no planeta.

Uma boa dica para coletar assinaturas é organizar em sua cidade, eventos e ações para contribuir com a campanha TicTacTicTac.

Divulgue sua iniciativa e receba sugestões e material de apoio. Escreva para contato@tictactictac.org.br . Não deixe de informar dia, hora, local e dados para contato.
 
 
 

Nasa registra desastres ambientais da Amazônia

Fumaça toma conta da Amazônia na divisa entre o Brasil e a Bolívia. (Foto: Observatório da Terra/Nasa)

 

Tanto em sua beleza quanto nos seus piores desastres, a Amazônia é continuamente vigiada do espaço por satélites e astronautas. O Observatório da Terra, banco de imagens ligado à Nasa, é especializado em reunir retratos das grandes mudanças que ocorrem na superfície terrestre, e a maior floresta tropical do mundo é um dos principais focos de suas lentes.
São queimadas, “tapetes” de florestas, estradas clandestinas e emaranhados de rios vistos do espaço e documentados em imagens marcantes.


Fonte: G1

 

Aquecimento ameaça 18% da produtividade rural no Brasil, diz Bird

O Brasil vai perder 18% da sua produtividade agrícola até 2050 em conseqüência do aquecimento global, de acordo com um relatório do Banco Mundial (Bird) divulgado nesta quarta-feira na reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Poznan, na Polônia. 
No estudo entitulado “Baixas Emissões de Carbono, Alto Crescimento”, os pesquisadores listam os efeitos do aquecimento global sobre os países da América Latina e do Caribe e apresentam recomendações para reduzir os impactos negativos. 

A queda de 18% na produtividade, prevista pelo modelo de computação usado pelos economistas, poderia aumentar a pobreza nas zonas rurais brasileiras entre 2% e 3,2%, dependendo da possibilidade de migração das famílias afetadas. 

Pelo lado positivo, o Banco Mundial também destaca que, caso invista em mudanças, “a região pode liderar os países de renda média na redução das emissões de carbono causadas pelo desmatamento, no desenvolvimento de energia hidrelétrica, na ampliação da eficiência energética e na reforma do transporte urbano”. 

“Essa abordagem poderia apoiar simultaneamente a recuperação econômica e estimular o crescimento nas áreas que atenuam o impacto das mudanças climáticas”, afirmou Pamela Cox, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. 

Leia a reportagem completa na BBC Brasil clicando no aqui

Meio-ambiente: Mudança climática é mais rápida e grave do que se temia

A mudança climática é mais rápida e profunda do que se previa até agora, diz uma recompilação das últimas pesquisas sobre o tema publicada neste domingo pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

Após a divulgação do documento, a organização fez um apelo para que a União Européia (UE) assuma suas responsabilidades e aumente de 20% para 30% a redução de gases do efeito estufa para 2020.

No ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), ganhador do Prêmio Nobel da Paz, publicou um relatório com opiniões de 4.000 cientistas de 150 países que alertavam para uma "nova época climática" na qual a temperatura global poderia subir até 6 graus até 2099.

Um ano depois os avanços na pesquisa indicam um panorama ainda mais preocupante.  Os novos estudos, no entanto, mostram que o aumento do nível do mar, previsto pelo IPCC em 59 cm para o final do século, poderia atingir o dobro desta elevação.

Na região mediterrânea, temperaturas extremamente altas como as experimentadas em 2003 (que causaram 35 mil mortes em toda a Europa, segundo o relatório), serão três vezes mais freqüentes no final de século, diz o relatório.

Na mesma época, os pesquisadores prevêem que haverá um "notável aumento" das secas de longa duração e das secas das terras de cultivo.

O degelo do Oceano Ártico foi antecipado pelas previsões e poderá ser uma realidade 30 anos antes do que o previsto. Pela primeira vez em um milhão de anos, isso poderia acontecer entre 2013 e 2040.

Ainda segundo o relatório, o aquecimento global também fará com que os níveis das chuvas e inundações aumentem em quase toda a Europa.

Os estudos mais recentes falam de um aumento no número e na intensidade dos ciclones sobre as Ilhas Britânicas e o Mar do Norte, que se transformarão em furacões e tempestades no oeste e no centro da Europa, enquanto as geleiras nos alpes suíços continuarão desaparecendo.

"Está claro que a mudança climática está tendo um impacto maior que o que a maioria dos cientistas tinham previsto, por isso é vital que a resposta internacional seja ainda mais ambiciosa", afirma o vice-presidente do IPCC e o professor de Climatologia da Universidade Católica de Louvain, Jean-Pascal van Ypersele.

Ele considera que a redução de 20% das emissões prevista pela UE é "insuficiente" para conter os danos do aquecimento global.

Nesta segunda-feira (20), os ministros de Meio Ambiente da UE devem debater em Luxemburgo algu ns dos pontos mais complicados do plano europeu contra a mudança climática, pressionados pela necessidade de resolver o mais rápido possível as diferenças entre os países para poder chegar a um acordo em dezembro deste ano.

A crise financeira ameaça frear as medidas projetadas, como revelou a reunião de cúpula que os líderes da UE realizaram na semana passada. No encontro, cerca de dez países pediram uma redução destes compromissos.  

Aquecimento global fará animais migrarem

O aquecimento global obrigará plantas e insetos da floresta tropical a migrar para partes mais elevadas na busca de temperaturas mais baixas, segundo estudo realizado na Costa Rica e publicado pela revista "Science".

Nas últimas décadas, foram realizadas numerosas pesquisas que constataram como pássaros, borboletas e plantas nos Estados Unidos e Europa mudaram seu habitat para o norte rumo às montanhas, onde puderam encontrar temperaturas mais favoráveis a suas necessidades.

No entanto, as florestas tropicais, até agora, não haviam recebido muita atenção no que diz respeito à mudança climática. As regiões ocupadas pela selva, especialmente as que se encontram ao nível do mar, são as mais quentes da Terra, mas também sentirão os efeitos do aquecimento global.

O estudo, dirigido pelo ecologista Robert K. Colwell da Universidade de Connecticut, mostra que desde 1975 a temperatura média nas selvas da América Central e do Sul aumentou mais de 0,75 graus centígrados, e a previsão é que dentro de 100 anos o termômetro marque três graus mais.

Uma diferença que equivale a 600 metros em altitude. Desta forma, no final de século, será necessário subir a esta mesma distância para encontrar a mesma temperatura de hoje.

A equipe de Colwell se propôs a investigar as conseqüências dessa mudança nas encostas do extinto vulcão Barva, no Parque Nacional de Braulio Carrillo e coberto por uma espessa floresta, com uma altitude próxima aos três mil metros, onde colheram dados de quase 2 mil espécies de plantas e insetos em diferentes altitudes.

Os resultados revelaram que mais da metade destas espécies estão confinadas a faixas estreitas.

Com isso, uma mudança de temperatura como a prevista, que as obrigasse a escalar o vulcão, seria um risco para sua sobrevivência, pois plantas e animais encontrariam uma temperatura confortável, mas não um ambiente os mesmos nutrientes a que estavam habituados.

Os pesquisadores afirmam, no entanto, que o desgaste da floresta tropical poderia ser menor do previsto caso estas espécies preservem a capacidade de suportar temperaturas muito altas.

"É preciso fazer um inventário em grande escala das florestas hoje e programas de acompanhamento que registrem as mudanças nestes ecossistemas", afirma Gunnar Brehm, co-autor do estudo pesquisador da Universidade Friedrich-Schiller em Jena, na Alemanha, em declarações à Agência Efe.

Além disso, ele lamenta que a soma de dinheiro gasta em pesquisa sobre a floresta seja "ridícula" em comparação com o que se investiu no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), que fez o acelerador de partículas LHC na Suíça, ou nos programas espaciais.

Fonte: G1

 


José Lutzenberger formou-se em agronomia, mas ganhou notoriedade pela intransigente defesa da ecologia. O professor era gaúcho, descendente de alemães e tinha gênio forte. Depois de trabalhar por mais de uma década para empresas fabricantes de agrotóxicos, demitiu-se e denunciou a aplicação desmedida dos adubos químicos nas plantações de seu estado.
Entregou-se de corpo e alma à questão ambiental. Escreveu livros, desenvolveu pesquisas, participou da criação de parques naturais. Ganhou respeito, recebeu prêmios internacionais e acabou ministro do Meio Ambiente do governo Fernando Collor. Foi um dos idealizadores da Conferência Rio-92, defensor da demarcação do território dos índios Yanomami, consultor do Tratado da Antártida e tinha na preservação da Amazônia, para onde viajou várias vezes, outra de suas preocupações. 




O professor Lutz foi ecologista até morrer, em 2002, aos 75 anos. Foi enterrado como sempre pediu, sem contribuir com a degradação da natureza: sem roupas, envolto por um lençol de linho artesanal e sem caixão, à sombra de uma árvore frondosa em um parque perto de Porto Alegre. A foto é de Orlando Brito



China mantém posto de maior poluidor do planeta em 2007, segundo estudo

A China foi responsável, em 2007, por dois terços do aumento da poluição por dióxido de carbono (CO2) no mundo e poluiu muito mais que os Estados Unidos, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (13) pela Agência Holandesa de Avaliação do Meio Ambiente (PBL).

Com suas emissões de CO2 em alta de 8%, a China foi responsável em 2007 por dois terços do aumento desse tipo de poluição, que subiu 3,1% no total, segundo o estudo holandês.

"Estima-se que as emissões de CO2 chinesas sejam 14% superiores às dos Estados Unidos", indicou o texto.

Com 24% das emissões mundiais de CO2, a China lidera a lista dos países mais poluidores do planeta, seguida por Estados Unidos (21%), por um grupo de quinze países membros da União Européia (12%), pela Índia (8%) e pela Rússia (6%), segundo o estudo, baseado nas estatísticas do grupo petroleiro BP e da indústria do cimento.

A fabricação de cimento, a principal fonte de emissões de CO2 depois da combustão de hidrocarbonetos (5% das emissões totais), aumentou 10% na China em 2007, para representar 51% da produção mundial, segundo a PBL.

A agência ressaltou que o recente terremoto na província chinesa de Sichuan (sudoeste) -que causou a destruição de cidades inteiras- leva a crer que a demanda por cimento seguirá aumentando.

A agência holandesa indicou também que o último inverno no hemisfério norte relativamente ameno e o aumento do preço do petróleo fizeram com que a poluição com CO2 tenha permanecido estável em um conjunto de quinze países da UE.

Pelo contrário, nos Estados Unidos aumentou 1,8% entre 2006 e 2007 devido a um inverno relativamente intenso. (Fonte: Yahoo!)

Fonte: Ambiente Brasil, Brasília, DF – 14 05 2008
Site: www.ambientebrasil.com.br

Alemanha aprova leis para reduzir emissões de carbono em 36% até 2020

O Parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira (6) um pacote de leis para a proteção ao clima com as quais pretende reduzir as emissões de gases que intensificam o efeito estufa em 36% até 2020, em comparação com os níveis de 1990, seis pontos acima das metas da União Européia (UE).

Para isso, será aumentado o percentual das energias renováveis na produção de energia elétrica dos atuais 13% para cerca de 25% e 30% em 2020.

A parcela das energias renováveis nos sistemas de calefação aumentará para até 14%.

O uso de energias renováveis será obrigatório nos novos edifícios e dará auxílio às casas já existentes.

No pacote de quatro leis está incluído também o aumento à alimentação das redes de abastecimento de gás com um maior percentual de biogás, com o objetivo de alcançar 10% até 2030.

O Governo destinará este ano aproximadamente 3,3 bilhões de euros para incentivar o conjunto de medidas, e indica que nos próximos anos o valor será similar.

As leis, aprovadas pelo Governo em dezembro, tiveram o respaldo dos partidos de coalizão - democrata-cristãos e social-democratas. Os liberais e verdes votaram contra e a legenda A Esquerda se absteve. (Fonte: G1)

Saiba mais sobre tipos de ventos e tempestades

da Folha Online

Conheça o significado e a forma utilizada pelos meteorologistas para classificar os ventos e fenômenos meteorológicos de acordo com sua intensidade:

Vento: termo genérico que identifica o ar em movimento, independente da velocidade.

Brisa: é um vento de pouca intensidade, que geralmente não ultrapassa os 50 km/h.

Monção: começa no início de junho no sul da Índia. São ventos periódicos, típicos do sul e do sudeste da Ásia, que no verão sopram do mar para o continente. A monção geralmente termina em setembro, caracterizando-se por forte chuva associada a ventos.

Ciclone: Caracteriza-se por uma tempestade violenta que ocorre em regiões tropicais ou subtropicais, produzida por grandes massas de ar em alta velocidade de rotação. Evidencia-se quando ventos superam os 50 km/h.

Furacão: vento circular forte, com velocidade igual ou superior a 119 km/h. Os furacões são os ciclones que surgem no mar do Caribe (oceano Atlântico) ou nos Estados Unidos. Giram no sentido horário (no hemisfério sul) ou anti-horário (no hemisfério norte) e medem de 200 km a 400 km de diâmetro. Sua curva se assemelha a uma parabólica.

Tufão: é o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na parte ocidental do oceano Índico, entre julho e outubro. É o mesmo que furacão, só que na região equatorial do Oceano Pacífico. Os tufões surgem no mar da China e atingem o leste asiático.

Tornado: é o mais forte dos fenômenos meteorológicos, menor e mais intenso que os demais. Com alto poder de destruição, seus ventos atingem até 500 km/h. O tornado ocorre geralmente em zonas temperadas do hemisfério norte.

Vendaval: vento forte com um grande poder de destruição, que chega a atingir até 150 km/h. Ocorre geralmente de madrugada e sua duração pode ser de até cinco horas.

Willy-willy: nome que os ciclones recebem na Austrália e demais países do sul da Oceania.

Com Centro Nacional de Furacões dos EUA