Como mudou a forma humana de buscar prazer e emoção

Saúde e Espiritualidade Holística

Quando pensamos no Coliseu de Roma lotado para assistir pessoas sendo devoradas por leões, ou nas execuções públicas da Idade Média que atraíam multidões, surge inevitavelmente uma pergunta: o que realmente mudou no ser humano desde então?

À primeira vista, imaginamos que evoluímos moralmente. Afinal, não assistimos mais a mortes em praça pública. Porém, olhando com mais cuidado, percebemos que a violência nunca deixou de ser consumida — ela apenas mudou de formato.

Hoje, ela aparece nas telas, nos noticiários 24 horas, nos reality shows, nas discussões acaloradas das redes sociais, na curiosidade por tragédias e até na satisfação silenciosa diante do fracasso do outro. A psicanálise ajuda a entender por que isso acontece.


A visão da psicanálise: o impulso não desaparece, apenas se transforma: Freud e a agressividade humana

Sigmund Freud afirmava que carregamos uma força agressiva interna — uma parte primitiva que pertence à própria estrutura psíquica. A civilização tenta controlar esses impulsos, mas nunca os elimina por completo. Em vez disso, ela cria formas socialmente aceitáveis para que essa energia seja descarregada.

No passado, isso incluía espetáculos públicos de violência. Hoje, inclui consumo de dramas, conflitos, polêmicas e “quedas” alheias mediadas por telas e algoritmos.

Lacan e o gozo reconfigurado

Jacques Lacan aprofunda esse raciocínio ao explicar que o gozo — esse prazer que ultrapassa o limite — sempre busca se expressar. Ele não desaparece com o tempo; apenas se adapta ao discurso da época.

Se antes o gozo estava na arena romana, hoje ele se manifesta na violência simbólica, na disputa digital, no sensacionalismo midiático e até no vício em indignação.

A pergunta “O que mudou?” encontra uma resposta direta: mudou a forma, não a estrutura.


A espiritualidade como caminho de consciência

Se a psicanálise descreve o mecanismo interno, a espiritualidade oferece o caminho para transformar essa energia. Identificar por que nos atraímos pelo drama ou pela tragédia é um passo essencial para não sermos guiados automaticamente por nossos impulsos inconscientes.

Algumas perguntas ajudam nesse processo:
  • O que estou consumindo diariamente?

  • Isso me nutre ou me esgota?

  • Que energias eu reforço ao interagir nas redes?

  • Minha atenção alimenta sombra ou clareza?


A verdadeira evolução espiritual surge quando deixamos de ser plateia automática das sombras humanas — internas e externas — e passamos a escolher conscientemente aquilo que desejamos sustentar no mundo.


Conclusão: a mudança começa no olhar

A humanidade sempre buscou formas de descarregar sua agressividade. O que mudou foi apenas a embalagem desse processo. Compreender essa dinâmica — com apoio da psicanálise e da espiritualidade — nos permite enxergar com mais lucidez e caminhar para um modo de viver mais consciente, compassivo e alinhado com nossa verdadeira essência.

Não dá para largar os remos: o desafio do vínculo em tempos difíceis



Em muitas passagens da vida, temos a sensação de estar à deriva: cercados por emoções fortes, inseguranças e medos antigos que voltam à tona como ondas. Nessas horas, a metáfora de estar num barco em alto-mar ganha força — especialmente dentro do contexto psicanalítico.

Wilfred Bion, um dos principais pensadores da psicanálise de grupos, usava essa imagem para falar do processo terapêutico. Para ele, estar em grupo ou em uma relação analítica é como estar num barco com outras pessoas: todos precisam remar. E quando o mar das fantasias inconscientes — como a raiva, a culpa, a ansiedade primitiva — se agita, é justamente ali que o esforço conjunto se torna vital.

A frase que inspira esta reflexão é simples, mas profunda:

"Estamos no mesmo barco num mar um tanto bravio. Mas não dá para largar os remos."

Ela resume o compromisso mútuo necessário em qualquer vínculo terapêutico: o analista não abandona o paciente, o paciente é encorajado a não abandonar a si mesmo. No grupo, cada um tem sua parte na travessia. É um pacto silencioso de cuidado, presença e resistência.

Mesmo fora do setting analítico, essa metáfora toca a vida de todos nós. Em tempos difíceis — crises pessoais, familiares ou coletivas — é comum sentir vontade de parar, de se isolar, de “largar os remos”. Mas é justamente quando o mar se mostra mais agitado que precisamos seguir, com coragem e apoio mútuo.

Remar juntos não significa negar a dor. Significa reconhecê-la e não desistir. Significa confiar que, mesmo em mar bravio, há direção possível. E que ninguém precisa atravessar sozinho.

Envio de Reiki Solidário Morada Bem Estar

Saúde e Espiritualidade Holística

A Escola de Terapias Integrativas Morada Bem Estar realiza o envio de Reiki Solidário à distância para o Rio Grande do Sul, uma prática que promove o bem-estar e a harmonia.

 

A luz contra a agressão feminina

Ao longo dos meus artigos no blog, tento sempre mostrar o lado nefasto e doentio das agressões contra as mulheres, sejam elas físicas e/ou psicológicas. A luz agora vem da mais alta corte de justiça do país.

A Justiça by Alfredo Ceschiatti. Seated, blind...
Estátua em frente ao prédio do STF
O STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu que a Lei Maria da Penha está de acordo com a Constituição ao impedir benefícios para agressores, como a suspensão do processo. Durante o julgamento, os ministros afirmaram que os crimes praticados no ambiente doméstico contra a mulher são gravíssimos, têm repercussão em toda a família e, por este motivo, precisam ser combatidos.

Os integrantes do STF observaram que as agressões não se resumem à parte física, mas também atingem o lado psicológico.

Que a luz não se apague e nem se reduza, trazendo assim novas esperanças para coibir esta prática tão vil e desproporcional.
Fonte: STF

Educação, lixo e politica

Voltamos para falar do lixo, da educação e da política, tudo se encaixa como se você um, são coexistentes. Por que lixo é resto de consumo da sociedade, seja a atividade que for, educação é ter consciência que o lixo tem que ser tratado, separado e coletado em locais específico, não jogando no chão, nas estradas, terrenos baldios. É efetuando a separação para reciclagem e reaproveitamento que estaremos dando uma correta destinação para este grave problema ambiental.

Se você não acha importante, esta semana foi demonstrado que lixo mata e não é mera preocupação de ambientalistas, situação já denunciada várias vezes na imprensa. A diferença entre um aterro sanitário e um lixão clandestino foi a tragédia ocorrida em Niterói, onde um deles, desativado há mais de 20 anos, foi ocupado irregularmente, urbanizado pela prefeitura (instalando lá água e luz), o resultado está ai, centenas de desaparecidos no meio da lama e do lixo. 

Engenheiros sanitaristas já tinham alertado que aquele local era impróprio para as moradias, mas nenhuma ação ou politica de reacomodação das pessoas foi efetivado pelos politicos locais. Talvez isto não os qualificaria para conseguir o apoio e voto daquela população, hoje chorando os mortos e desaparecidos. 

Enquanto isto em um bairro de Tóquio recicla quase 100% do lixo é algo meio futurista. O que está dentro das nossas possibilidades é tratar melhor o lixo. O lixo não tratado mata. Lixo separado, bem tratado, vira energia e matéria-prima. Isso o Brasil pode fazer.

Mas somente se  uma lei de resíduos sólidos no Congresso  que há 19 anos "dorme"  nas gavetas for aprovada, essa lei estabelece formas de tratar o lixo.

Vejam o vídeo do programa Bom Dia Brasil sobre o bairro de Tóquio que recicla quase 100% do seu lixo, contando inclusive com o testemunho de um brasileiro lá residente.

Construindo Pontes

Vou utilizar a metáfora do Construindo Pontes para começar este artigo, "Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro."  Pois bem vamos transportar para a vida digital, utilizando exemplo das redes sociais e outras ferramentas que nos conectam na internet.

A não ser que você seja alguém famoso em sua área de atuação, você vai  precisar  no  início  construir uma imagem, um produto ou uma relevância que mostra quem é você, mesmo que digitalmente, mas isto por si só não basta, como disse ser famoso ou relevante eva tempo, muito tempo. Claro que você quer compartilhar suas idéias, pensamentos e ações com as pessoas, o mais certo seria procurar criar grupos de relação antes de "forçar a barra" e ficar com aquela impressão: eu quero o comentário das pessoas, mas eu próprio não comentada nada fora em sites, blogs ou redes sociais do outros. Mas o que você tem a oferecer, que valha a visita aos seus endereços virtuais?
É muito chato você querer ser relevante ou apenas visível se não compartilhamos e colabora mos com as pessoas que estão com os mesmos objetivos que almejas.

Naquela posição egoística de que eu sigo quem me segue, comento só nos locais de pessoas que comentam nos meus espaços. Descobrimos a duras penas que a teia mundial tem lugar para todos os tipos de comportamento, mas os colaborativos são muito mais representativos que os "chorões", "gritões" e similares. Afinal, quem constroi pontes, fica emocionado com o retorno de seus esforços em fazer seu "mundo" melhor.

E você, o que está esperando para construir novas pontes por ai? Vamos lá, se precisar eu ajudo.

Sinto Vergonha de mim

 


A poesia de Rui Barbosa, transcrita a seguir, poderia ter sido escrita hoje, sem mudar uma palavra... (Rui Barbosa deixou de ser senador em 1892 e faleceu em 1923)



Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser  e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-Mater da sociedade, a demasiada preocupação com o 'eu' feliz a qualquer custo, buscando a tal 'felicidade' em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos 'floreios' para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre 'contestar',voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra,das minhas desilusões e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
'De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça,  de tanto ver agigantarem- se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, A rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto'
Rui Barbosa