Promessas de Ano Novo, Saúde Emocional e Realidade Diária: um Diálogo entre Psicanálise e Filosofia Grega

Pessoa em postura contemplativa ao amanhecer, segurando um pergaminho simbólico com anotações, cenário minimalista com elementos da filosofia grega (colunas, mármore) e símbolos de reflexão interior

Promessas de Ano Novo como ritos de passagem simbólicos

A virada do ano é vivida, em muitas culturas, como um rito de passagem. É o momento em que o tempo simbólico se renova e o desejo de mudança ganha força. No entanto, poucas semanas depois, a rotina diária frequentemente dissolve essas promessas, gerando frustração e desgaste emocional.

Do ponto de vista da saúde emocional e espiritual, esse fracasso não deve ser visto como fraqueza pessoal, mas como um sinal de desalinhamento entre ideal, desejo e realidade concreta. A psicanálise e a filosofia grega ajudam a compreender esse processo de forma mais compassiva e consciente.


O desejo inconsciente e o cuidado com a saúde emocional

Na psicanálise, o desejo não se reduz à vontade consciente. Sigmund Freud mostrou que grande parte de nossas decisões é atravessada pelo inconsciente. Jacques Lacan aprofunda essa compreensão ao afirmar que o desejo humano é estruturado pela linguagem e pelas expectativas do Outro — família, cultura e sociedade.

Muitas promessas de Ano Novo surgem como respostas a ideais externos: sucesso, produtividade, autocontrole excessivo. Quando essas promessas não se sustentam, o sujeito tende a adoecer emocionalmente, sentindo culpa, inadequação ou fracasso.

Do ponto de vista da espiritualidade, escutar o próprio desejo — e não apenas repetir expectativas coletivas — é um ato profundo de autocuidado e reconexão interior.


Aristóteles: virtude, hábito e equilíbrio interior

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles ensina que a virtude (areté) não nasce de decisões isoladas, mas da prática contínua. O caráter humano se forma pelo hábito (ethos), e a verdadeira felicidade (eudaimonia) é consequência de uma vida vivida com equilíbrio.

Aplicado à saúde emocional, esse ensinamento mostra que mudanças profundas não acontecem por meio de promessas rígidas, mas por pequenos gestos cotidianos de cuidado: pausas, práticas corporais, momentos de silêncio e atenção.

Promessas mais saudáveis são aquelas que respeitam o ritmo do corpo, da mente e da vida.


O estoicismo e a serenidade diante do que não controlamos

O estoicismo, com Epicteto e Sêneca, oferece uma sabedoria valiosa para o cuidado emocional: distinguir entre aquilo que está sob nosso controle e aquilo que não está. Essa consciência reduz a ansiedade e fortalece a estabilidade interior.

Muitas promessas de Ano Novo adoecem porque estão focadas em resultados externos — reconhecimento, sucesso imediato, aprovação. O caminho estoico propõe direcionar a atenção para atitudes internas, escolhas diárias e presença consciente.

Essa postura se aproxima de práticas espirituais que valorizam a aceitação, a entrega e o alinhamento com o fluxo da vida.


Integrando psicanálise, filosofia e espiritualidade

Quando psicanálise, filosofia grega e espiritualidade dialogam, surge uma visão mais integral do ser humano:

  • A psicanálise ajuda a escutar o desejo profundo;
  • Aristóteles ensina a importância do hábito e da constância;
  • O estoicismo oferece serenidade diante dos limites;
  • A espiritualidade resgata o sentido e a reconexão interior.

Assim, as promessas deixam de ser exigências rígidas e se tornam intenções conscientes de cuidado e presença.


Orientações práticas para promessas mais conscientes

Como transformar promessas de Ano Novo em práticas de saúde emocional?

  • Troque metas idealizadas por práticas simples e sustentáveis;
  • Respeite seus limites físicos, emocionais e energéticos;
  • Revise suas promessas sem culpa — ajuste faz parte do caminho;
  • Pergunte-se se essa promessa nutre ou apenas cobra;
  • Inclua momentos de silêncio, respiração e presença no cotidiano.

Conclusão: mais consciência, menos cobrança

Promessas de Ano Novo não precisam ser fontes de sofrimento. Quando vistas como rituais simbólicos de intenção — e não como cobranças absolutas — elas podem se transformar em caminhos de cuidado, autoconhecimento e equilíbrio.

Entre o desejo inconsciente, o hábito consciente e a aceitação dos limites, nasce uma forma mais saudável e espiritualizada de viver o tempo, o corpo e a própria história.



Como mudou a forma humana de buscar prazer e emoção

Saúde e Espiritualidade Holística

Quando pensamos no Coliseu de Roma lotado para assistir pessoas sendo devoradas por leões, ou nas execuções públicas da Idade Média que atraíam multidões, surge inevitavelmente uma pergunta: o que realmente mudou no ser humano desde então?

À primeira vista, imaginamos que evoluímos moralmente. Afinal, não assistimos mais a mortes em praça pública. Porém, olhando com mais cuidado, percebemos que a violência nunca deixou de ser consumida — ela apenas mudou de formato.

Hoje, ela aparece nas telas, nos noticiários 24 horas, nos reality shows, nas discussões acaloradas das redes sociais, na curiosidade por tragédias e até na satisfação silenciosa diante do fracasso do outro. A psicanálise ajuda a entender por que isso acontece.


A visão da psicanálise: o impulso não desaparece, apenas se transforma: Freud e a agressividade humana

Sigmund Freud afirmava que carregamos uma força agressiva interna — uma parte primitiva que pertence à própria estrutura psíquica. A civilização tenta controlar esses impulsos, mas nunca os elimina por completo. Em vez disso, ela cria formas socialmente aceitáveis para que essa energia seja descarregada.

No passado, isso incluía espetáculos públicos de violência. Hoje, inclui consumo de dramas, conflitos, polêmicas e “quedas” alheias mediadas por telas e algoritmos.

Lacan e o gozo reconfigurado

Jacques Lacan aprofunda esse raciocínio ao explicar que o gozo — esse prazer que ultrapassa o limite — sempre busca se expressar. Ele não desaparece com o tempo; apenas se adapta ao discurso da época.

Se antes o gozo estava na arena romana, hoje ele se manifesta na violência simbólica, na disputa digital, no sensacionalismo midiático e até no vício em indignação.

A pergunta “O que mudou?” encontra uma resposta direta: mudou a forma, não a estrutura.


A espiritualidade como caminho de consciência

Se a psicanálise descreve o mecanismo interno, a espiritualidade oferece o caminho para transformar essa energia. Identificar por que nos atraímos pelo drama ou pela tragédia é um passo essencial para não sermos guiados automaticamente por nossos impulsos inconscientes.

Algumas perguntas ajudam nesse processo:
  • O que estou consumindo diariamente?

  • Isso me nutre ou me esgota?

  • Que energias eu reforço ao interagir nas redes?

  • Minha atenção alimenta sombra ou clareza?


A verdadeira evolução espiritual surge quando deixamos de ser plateia automática das sombras humanas — internas e externas — e passamos a escolher conscientemente aquilo que desejamos sustentar no mundo.


Conclusão: a mudança começa no olhar

A humanidade sempre buscou formas de descarregar sua agressividade. O que mudou foi apenas a embalagem desse processo. Compreender essa dinâmica — com apoio da psicanálise e da espiritualidade — nos permite enxergar com mais lucidez e caminhar para um modo de viver mais consciente, compassivo e alinhado com nossa verdadeira essência.

Sabedoria Perdida: Druidas e Sábios Védicos


Introdução: Quando o Ocidente e o Oriente falavam a mesma língua espiritual

Muito antes das fronteiras culturais, a Terra era percebida como viva e sagrada. Nesse cenário, druidas e sábios védicos caminhavam por trilhas semelhantes — guardiões da natureza, poetas da alma e intérpretes das forças invisíveis. Ambos acreditavam numa consciência viva, manifestada na harmonia entre elementos, no som do verbo e na ordem natural das coisas.

A Visão de Philip Carr-Gomm

Philip Carr-Gomm propõe que existiu uma matriz espiritual comum, da qual emergiram tanto as tradições celtas quanto as védicas. Para ele, o Awen e o Om são expressões de uma mesma vibração universal — um sopro que anima todas as coisas.

"O Awen dos celtas e o Om dos vedas são duas expressões da mesma vibração universal — o sopro divino que anima todas as coisas."

Cosmogonia e linguagem sagrada

Nos Vedas, o universo nasce do som primordial — Om. Entre os druidas, o princípio se manifesta no Awen, a inspiração que concede visão e poesia. Ambas tradições veem a linguagem como poder: entoar, cantar e invocar são atos que moldam a realidade.

A Tríplice Estrutura

A visão tripla do universo é recorrente: nos Vedas, os Triloka (terra, atmosfera, céu); no Druidismo, tríades equivalentes que descrevem planos da existência. Essa tríade repercute também no ser humano — corpo, mente e espírito — mostrando a ligação entre microcosmo e macrocosmo.

A Natureza como Livro da Revelação

Para druidas e rishis, a floresta, o rio e a montanha eram templos vivos. O carvalho druídico e a figueira/ashvattha védica simbolizam o eixo do mundo, ensinando que toda prática sagrada nasce da contemplação atenta da natureza.

Prática: Meditação Integrativa

Sente-se em silêncio. Inspire profundamente e imagine o fogo sagrado aceso no centro do peito. Ao expirar, pronuncie mentalmente o som Awen. Ao inspirar, ouça o som Om. Visualize raízes que conectam seu corpo à terra e um lótus que se abre no seu coração.

Conclusão

Ao reconhecer as afinidades entre druidas e sábios védicos, percebemos que a alma humana não está presa a geografia. Existe um centro luminoso onde todas as tradições convergem — uma canção que ressoa em diferentes vozes, mas brota do mesmo sopro divino.

Carcassonne a Compostela: Quo Vadis em Caminho


Saúde e Espiritualidade Holística

O chamado da jornada

Carcassonne, cidade medieval marcada por muralhas e enigmas, sempre foi um ponto de partida simbólico para peregrinos rumo a Santiago de Compostela. Mais do que uma rota, ela representa uma pergunta essencial: Quo Vadis? Para onde vais?

Assim como a estrada que se abre diante dos viajantes, a vida nos coloca diante de escolhas. A peregrinação, real ou interior, se torna um espelho dessas decisões.

Caminho, escolha e provação

O percurso entre Carcassonne e Compostela não é dos mais fáceis. São cerca de 900 km, com trechos de montanhas, vales e desafios físicos. Mas cada passo contém uma lição: superar limites, enfrentar o desconhecido, seguir apesar do peso.

Essa dificuldade é o que conecta a jornada ao dilema simbólico do Quo Vadis. Cada subida é uma pergunta, cada descida uma resposta parcial. O viajante aprende que a estrada seleciona, ensina e revela o que está oculto dentro de si.

O Cebreiro: o portal celta

No coração do trajeto, encontra-se O Cebreiro, aldeia celta nas montanhas da Galícia. Ali, muitos peregrinos sentem que estão entrando em um limiar sagrado: o portal entre o humano e o divino.

O Cebreiro, com suas pallozas (casas de pedra e palha) e lendas milagrosas, simboliza o ponto de transformação do caminho. É como se a pergunta “Quo Vadis?” se tornasse ainda mais profunda: não é apenas para onde vais, mas quem te tornas ao caminhar.

Quo Vadis? Uma escolha diária

A expressão latina não é apenas histórica, mas também psíquica e espiritual. Perguntar-se “Quo Vadis?” é reconhecer que cada decisão, cada passo, molda o destino.

Assim, a peregrinação Carcassonne – Compostela não é só um deslocamento geográfico, mas uma metáfora da vida. Caminhar é escolher. E escolher é assumir a própria jornada.

Conclusão: o convite da estrada

Carcassonne e Santiago de Compostela estão ligados não apenas por trilhas antigas, mas pelo mistério do caminhar. Entre muralhas medievais e catedrais, montanhas e vales, a pergunta ressoa: Quo Vadis?

Talvez a resposta esteja não no destino final, mas no ato de seguir adiante, passo após passo.

✨ E você? Quo Vadis? Qual caminho está escolhendo trilhar agora?

Autoconhecimento: Sócrates, Freud e a Superação da Ignorância

Saúde e Espiritualidade Holística

A busca pelo autoconhecimento sempre foi um dos grandes desafios da humanidade. Desde os tempos antigos, filósofos e pensadores tentam compreender os mistérios da mente e da alma. Dois nomes se destacam nessa jornada: Sócrates, o sábio da Grécia Antiga, e Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Embora separados por séculos, ambos compartilharam uma visão essencial: o ser humano ignora muito sobre si mesmo. Mas de que maneira essa ignorância nos afeta? E como podemos superá-la?
 
O Que Sócrates e Freud Nos Ensinam Sobre a Ignorância?

Sócrates, famoso por sua frase "Só sei que nada sei", acreditava que a ignorância era um dos maiores obstáculos para uma vida virtuosa. Para ele, muitas pessoas vivem sem questionar suas crenças, agindo com base em pressupostos falsos. Seu método de ensino, chamado maiêutica, consistia em fazer perguntas profundas para ajudar as pessoas a refletirem e reconhecerem seus próprios equívocos.

Já Freud trouxe uma nova dimensão à ignorância: o inconsciente. Segundo ele, grande parte do que sentimos e fazemos não é controlado pela razão, mas por desejos reprimidos e traumas ocultos. Essa ignorância psíquica pode causar ansiedade, medos inexplicáveis e padrões de comportamento destrutivos. Para Freud, a terapia psicanalítica era um caminho para iluminar essas sombras internas e trazer mais consciência ao indivíduo.
 
Como Aplicar Esses Conceitos à Nossa Vida?

Ambos os pensadores nos ensinam que o autoconhecimento é fundamental para uma vida equilibrada. Sócrates nos convida a questionar nossas certezas e buscar a verdade através da razão. Freud nos alerta para os mistérios da mente e a importância de compreender nossas emoções.

Hoje, podemos aplicar esses ensinamentos praticando a reflexão diária, o autoconhecimento emocional e, quando necessário, buscando terapias que nos ajudem a compreender melhor nosso inconsciente. A espiritualidade, assim como a filosofia e a psicologia, também pode ser um caminho poderoso para essa jornada.
 
Amplie Sua Jornada de Autoconhecimento

A ignorância sobre nós mesmos nos impede de crescer. Mas a boa notícia é que sempre há caminhos para a iluminação e o despertar interior. Aqui no Saúde e Espiritualidade Holística, exploramos temas que unem filosofia, espiritualidade e psicologia para ajudá-lo nessa jornada.

Se você gostou deste artigo, continue navegando pelo blog e descubra mais reflexões sobre autoconhecimento e bem-estar. Afinal, conhecer a si mesmo é dar o primeiro passo para uma vida mais plena e consciente!

Pinhão, Bergamota e Chimarrão: Sabores do Inverno Gaúcho


O inverno no Rio Grande do Sul é uma estação que traz consigo uma série de tradições e costumes culinários que aquecem os corações dos gaúchos. Entre esses costumes, destacam-se o pinhão, a bergamota e o chimarrão, três elementos que são a cara do inverno no estado. Vamos explorar a preferência do gaúcho por esses sabores tão característicos.

Pinhão: Um Tesouro da Araucária


O pinhão é a semente da Araucária, árvore símbolo do sul do Brasil. Com a chegada do frio, os pinhões começam a cair, anunciando a temporada de um dos alimentos mais apreciados pelos gaúchos. Rico em nutrientes como proteínas, fibras e vitaminas, o pinhão pode ser consumido de diversas maneiras: cozido, assado, ou até mesmo em pratos mais elaborados como sopas e farofas.
Curiosidade: A colheita do pinhão é regulada por lei para garantir a preservação das araucárias e o equilíbrio ecológico da região.

Bergamota: A Fruta do Inverno


A bergamota, também conhecida como tangerina ou mexerica em outras regiões do Brasil, é outra grande protagonista do inverno gaúcho. Seu sabor doce e levemente ácido, combinado com o aroma cítrico, faz dela uma fruta refrescante e revigorante, ideal para os dias frios.
Benefícios para a saúde: Além de ser deliciosa, a bergamota é rica em vitamina C, que fortalece o sistema imunológico, ajudando a prevenir gripes e resfriados comuns nessa época do ano.

Chimarrão: A Bebida que Une


Nenhuma conversa sobre tradições gaúchas estaria completa sem mencionar o chimarrão. Esta bebida, feita com erva-mate e água quente, é um símbolo de hospitalidade e amizade no sul do Brasil. No inverno, o chimarrão ganha um papel ainda mais especial, pois ajuda a espantar o frio e reúne as pessoas em torno de uma roda de mate.
Cultura e tradição: Preparar e compartilhar o chimarrão é um ritual que envolve respeito e tradição. A roda de chimarrão é um momento de confraternização, onde as pessoas compartilham histórias e fortalecem seus laços.

A Conexão com a Identidade Gaúcha


Pinhão, bergamota e chimarrão são mais do que apenas alimentos ou bebidas; eles são parte integrante da identidade cultural do Rio Grande do Sul. No inverno, esses elementos se destacam ainda mais, trazendo à tona memórias afetivas e fortalecendo a sensação de pertencimento e tradição.


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O Mistério dos Dogon, Sirius e a Criação do Universo

Saúde e Espiritualidade Holística

A civilização Dogon, localizada em Mali, na África Ocidental, guarda segredos milenares que intrigam antropólogos e astrônomos. Com uma cosmologia rica e detalhada, os Dogon possuem um conhecimento surpreendente sobre a estrela Sirius, particularmente Sirius B, uma anã branca invisível a olho nu. Vamos explorar os mistérios dessa cultura fascinante e sua ligação com o universo.

Quem São os Dogon?

Os Dogon são um povo étnico conhecido por sua complexa arquitetura, máscaras cerimoniais e tradições culturais únicas. Suas práticas espirituais e conhecimentos astronômicos têm sido transmitidos através de gerações por meio de tradições orais.

A Conexão com Sirius

A estrela Sirius, também conhecida como a Estrela do Cão, é a estrela mais brilhante no céu noturno. A cosmologia Dogon descreve Sirius como um sistema estelar binário, composto por Sirius A e Sirius B. Sirius B, uma anã branca, foi descoberta pela astronomia ocidental apenas no século 19, mas os Dogon já tinham conhecimento detalhado sobre essa estrela.

Conhecimento Dogon sobre Sirius
  1. Sistema Binário: Os Dogon sabiam que Sirius era composto por duas estrelas.
  2. Órbita e Período Orbital: Eles conheciam o período orbital de Sirius B ao redor de Sirius A, que é de cerca de 50 anos.
  3. Natureza de Sirius B: Descreveram Sirius B como uma estrela extremamente densa, uma característica que coincide com as anãs brancas.

Como os Dogon Obtiveram Esse Conhecimento?

Existem várias teorias sobre como os Dogon adquiriram esse conhecimento avançado:

  1. Contato Europeu: Alguns sugerem que os Dogon foram influenciados por exploradores ou missionários europeus.
  2. Tradições Orais Antigas: Outra teoria é que os Dogon possuem tradições orais antigas que preservaram esse conhecimento.
  3. Contato Extraterrestre: Uma hipótese mais especulativa é que os Dogon foram visitados por seres extraterrestres que lhes transmitiram essas informações.

A Mitologia Dogon e a Criação do Universo

Na cosmologia Dogon, Sirius tem um papel central na criação do universo. Eles acreditam que seres anfíbios chamados Nommo vieram de um planeta orbitando Sirius e trouxeram conhecimento e civilização à Terra.

Elementos Chave da Mitologia Dogon
  • Os Nommo: Seres espirituais associados à água, considerados professores e guias.
  • O Ovo do Mundo: A criação do universo é descrita como um ovo cósmico que se abriu para formar todas as coisas, ecoando mitos de criação de outras culturas.

Novas Fontes de Pesquisa

Para aprofundar o entendimento sobre os Dogon e sua cosmologia, é essencial consultar novas fontes de pesquisa:

  1. Artigos Acadêmicos: Pesquise em bases de dados como JSTOR e Google Scholar.
  2. Livros Recentes: Consulte livros como "Conversations with Ogotemmêli" de Marcel Griaule e "The Sirius Mystery" de Robert K.G. Temple.
  3. Astronomia Moderna: Informações da NASA e ESO oferecem contextos atualizados sobre Sirius.
  4. Documentários e Entrevistas: Assista documentários no YouTube e National Geographic.

Conclusão

O mistério dos Dogon e sua relação com Sirius continua a fascinar estudiosos e entusiastas da espiritualidade e ciência. Independentemente da origem desse conhecimento, a cosmologia Dogon oferece uma janela intrigante para a interseção entre mito, cultura e astronomia. Explore essas fontes e aprofunde-se nos mistérios desse povo fascinante.

Para mais artigos sobre espiritualidade e culturas antigas, continue acompanhando nosso blog Saúde e Espiritualidade Holística.

O cinismo e os efeitos na busca da verdade

DiogenesImage via Wikipedia
Cada vez mais, no mundo real e virtual, a existência de pessoas ou grupos de pessoas que se julgam donos da "verdade" absoluta. Sejam elas na politica, na religião, nos esportes, músicas, ciências e assuntos em geral.

Alguns "donos" da verdade comportam-se de maneira tão violenta que acabam gerando reações negativas até entre seus simpatizantes.

Fatos lamentáveis na história mundial comprovam isto, seja pela inquisição que forçou a crença cristã a ferro e fogo na Europa e América, histórias lamentáveis como A Noite de São Bartolomeu na França e as fogueiras queimaram milhares de pessoas. 

Hoje já não queimam mais pessoas (pelo menos não literalmente), mas querem matar suas ideias, conhecimentos e conquistas.

Tudo isto me leva a lembrar da atitude do filosofo grego Diógenes, que em sua ideia cínica de auto-suficiência: uma vida que fosse natural e não dependesse das luxúrias da civilização. Por acreditar que a virtude era melhor revelada na ação e não na teoria, sua vida consistiu duma campanha incansável para desbancar as instituições e valores sociais do que ele via como uma sociedade corrupta.
 
Diógenes levou ao extremo os preceitos cínicos de seu mestre Antístenes. Foi o exemplo vivo que perpetuou a indiferença cínica perante os valores da sociedade da qual fazia parte. Desprezava a opinião pública e parece ter vivido em uma pipa ou barril.
A felicidade - entendida como autodomínio e liberdade - era a verdadeira realização de uma vida. Sua filosofia combatia o prazer, o desejo e a luxúria pois isto impedia a auto-suficiência. A virtude - como em Aristóteles - deveria ser praticada e isto era mais importante que teorias sobre a virtude.
 
É famosa, por exemplo, a história de que ele saía em plena luz do dia com uma lanterna acesa procurando por homens verdadeiros (ou seja, homens auto-suficientes e virtuosos).

Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para a Alexandre, disse: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixe-me ao meu sol").

Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes."

Outra história famosa é a de que, tendo sido repreendido por estar se masturbando em público, simplesmente exclamou: "Oh! Mas que pena que não se possa viver apenas esfregando a barriga!"

Outra história ainda é a de que um dia Diógenes foi visto pedindo esmola a uma estátua. Quando lhe perguntaram o motivo de tal conduta ele respondeu "por dois motivos: primeiro é que ela é cega e não me vê, e segundo é que eu me acostumo a não receber algo de alguém e nem depender de alguém."

Incrível como algumas pessoas comportam-se como Diógenes, lixando-se para a opinião público e para a sociedade em que está inserida, talvez considere a sociedade indigna de conviver com toda a sua auto-suficiência.
 
A aqueles que se acham "donos da verdade" , cuidado! você pode acabar morando dentro de um barril!!

Fonte : Wikipedia
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O perfectivo de Platão

Esta semana, naqueles momentos em que as lembranças batem mais forte, recordei de minha formação no curriculo básico do curso de Administração de Empresas na PUC/RS, desconheço como está estruturado hoje já que conclui o curso há mais de 20 anos. Na época tinhamos  aulas de Sociologia e Filosofia em dois semestres, foi lá que conheci um grego chamado Sócrates e também um discípulo chamado Platão.

Qual seria a importância deles para mim? o conceito do perfectivo nunca saiu do meu pensamento e talvez por isto nunca tenha esquecido de tão precioso ensinamento.  

Platão
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A famosa "teoria das formas" — com frequência erradamente traduzida por teoria das idéias — é a mais importante contribuição platônica à filosofia. Segundo Platão, o mundo sensível (o que se apreende pelos sentidos), variado e mutável, é apenas um aspecto do mundo real, constituído por formas puras, fixas e imutáveis que só podem ser conhecidas intelectualmente, através da razão pura.      

Platão, como os pitagóricos, acreditava que a alma já existia antes do corpo, continuava a existir após a morte e posteriormente entrava em novo corpo prestes a nascer. Em estado puro, era a alma capaz de contemplar sem obstáculos o Mundo das Formas; ao adentrar um novo corpo, porém, ocorria um choque e produzia-se o esquecimento. Mas, traços dessa contemplação permaneciam no espírito e podiam ser eventualmente reativados. Para conhecer, portanto, era preciso relembrar.

Platão foi um dos principais difusores do pensamento de Sócrates que, como Jesus, nada escreveu. O que sabemos hoje do pensamento socrático foi aqueles transcritos por Platão.  

Em de seus pensamentos Sócrates o bem e a virtude eram consequências naturais do saber. Assim, se o conhecimento levava à sabedoria, a prática da injustiça e da maldade era apenas o resultado da ignorância; o mal nada mais era que a falta de conhecimento do bem...     


O amor segundo poema de Alvares de Azevedo


Esta semana, aqui no blog, foi dedicado a louvação do amor, hoje é dia de fazer a recitação dele em versos, no belo poema de Alvares de Azevedo (vídeo abaixo), extraido da Lira do Vinte Anos.

AMOR

Quand la mort est si belle,
Il est doux de mourir.
V. HUGO

Amemos! quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!

Quero em teus lábios beber
Os teus amores do céu!
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança!
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!

Vem, anjo, minha donzela,
Minh’alma, meu coração...
Que noite! que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento,
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

Aquisição do conhecimento, uma palavra nunca é demais

Eu considero a aquisição do conhecimento um processo muito individual, quase íntimo, alguns não vai adquirir conhecimentos, seja por vontade própria ou por despreparo dos agentes públicos, inertes em oferecer políticas educacionais que façam a correta inclusão no mundo do conhecimento, seja ele alfabetizando com qualidade, respeito e cidadania. Pude observar isto com minha formação, feito no ensino fundamental (antigo primário/ginásio) e médio em um colégio luterano, de rígida disciplina. Lá aprendi um novo universo, a leitura de livros,  um novo local ,a biblioteca. 

As escolhas são nossas, perante as opções oferecidas, eu virei um amante dos livros, da boa música e dos bons filmes. Não entro no critério do que acho boa música e bons filmes, afinal são minhas definições. Então vou colocar aqui um assunto que já reparti com alguns amigos e hoje amplio neste espaço: a Cultura Celta.

Para quem quiser se aprofundar mais nesta cultura, recomendo uma visita a blog Celtas Today de quem sou visitante assíduo. Ontem terminei de assistir o excelente documentário da BBC "Em Busca de Mitos e Heróis - Rei Arthur (In Search Myths Heroes - King Arthur (no original) " , segundo o resumo do episódio:

Todo ano, na Cornualha, reúnem-se para comemorar a última batalha do maior de todos os heróis britânicos. As histórias de Artur tem de tudo, amor e coragem, traição, e busca espiritual maior. Esta é a busca da Lenda do rei Artur, uma viagem sobre a Grã-Bretanha, Celta, França e Irlanda. É uma história de alquimia antiga e misticismo medieval. A história da idade dourada perdida, que um dia voltará. E, mais que isso, a história de Artur, como os poetas celtas diziam, era a "substância da Grã-Bretanha."

Para complementar meu artigo, vai aqui uma música da Loreena McKennitt: The Lady of Shalott (legendado em português)


Poesia, vida e morte na obra de Alvares de Azevedo

A boa educação, fundamento básico para formação do cidadão, começa pela escola e segue pela casa e vida. Apreciar a boa literatura, lendo e comentando sobre os autores que deixaram obras imortais levam-nos muito além do podemos supor. Lá pelo fim dos anos 70, a Literatura embriagou-me com um período de grande autores do Romantismo, entre eles, Castro Alves, Casimiro de Abreu e claro o meu preferido, Alvares de Azevedo.  

Dele extraio aqui a biografia e minha poesia preferida, musicada no vídeo abaixo, com trilha sonora de fundo, Listen to Rain, do Evanescence.

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu na cidade de São Paulo em 12 de setembro de 1831, filho do doutor Inácio Manuel Álvares de Azevedo e dona Luísa Azevedo. Ainda criança transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, onde fez o curso primário. 

Em 1848, retornou a São Paulo e matriculou-se no curso de Direito.

Nessa cidade não se sabe ao certo como foi sua vida. Alguns dizem que viveu uma intensa e tumultuada vida boêmia, já outros falam que sua vida foi calma e serena. O que sabemos ao certo é que durante esse período sua produção poética foi muito intensa.

A partir de 1851 o poeta passa a ter fixação pela idéia da morte. Isso fica claro nas cartas destinadas à mãe e à irmã.
Pertenceu à chamada segunda geração do Romantismo brasileiro, influenciada pelo poeta Byron
e Musset. 

Sua poesia é marcada pelo subjetivismo, melancolia e um forte sarcasmo. Os temas mais comuns são o desejo de amor e a busca pela morte. O amor é sempre idealizado, povoado por virgens misteriosas, que nunca se transformam em realidade, causando assim a dor e a frustração que são acalmadas pela presença da mãe e da irmã, cuja poesia se caracterizou pelo ultra-romantismo, subjetividade e pessimismo frente à vida.

Em todo o mundo, os integrantes dessa tendência romântica olhavam com desencanto para a vida e consideravam o sentimento do tédio como o "mal do século" e
Álvares de Azevedo, o seu representante brasileiro mais legítimo. Levavam vidas boêmias e desregradas, o que levou grande parte deles a contrair tuberculose.  

O paradoxo é que sendo ele o poeta dos versos sombrios e cinzentos, foi também quem introduziu o humorismo na poesia brasileira, devido à irreverente ironia de alguns dos seus poemas, como o famoso "Namoro a cavalo" ou "A lagartixa" que começa com os seguintes versos:

"A lagartixa ao sol ardente vive/ E fazendo verão o corpo espicha:/ O clarão de teus olhos me dá vida/ Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Em 25 Abril de 1852, quando tinha apenas 20 anos, Álvares de Azevedo morreu vítima de tuberculose, deixando uma obra relativamente extensa, para quem viveu tão pouco.    

De sua obra, toda ela publicada postumamente, destacam-se os contos do livro "Noite na Taverna" (1855), a peça de teatro "Macário" (1855) e o livro de poesias "Lira dos Vinte Anos" (1853).

Álvares de Azevedo é a patrono da Cadeira no 2 da Academia Brasileira de Letras.

(Com informações do Mundo Cultural   e da  UOL Educação)