A Terceira Pílula: Silêncio, Desejo e Liberdade

 

Saúde e Espiritualidade Holística

Entre Matrix, Pluribus e a vida cotidiana

O filme Matrix marcou uma geração ao apresentar a famosa escolha entre a pílula azul e a pílula vermelha. De um lado, o conforto da ilusão; de outro, o choque da verdade. Anos depois, a série Pluribus atualiza essa questão ao mostrar um mundo onde a escolha já não é individual, mas regulada pelo próprio sistema.

Entre essas duas narrativas, surge uma pergunta essencial para o nosso tempo: a escolha é realmente livre ou apenas permitida dentro de limites invisíveis? A psicanálise e a espiritualidade oferecem uma resposta menos espetacular, porém mais profunda.


A pílula azul: adaptação e pertencimento

A pílula azul simboliza a adaptação confortável. Ela não é apenas engano, mas um pacto silencioso: abrir mão da singularidade em troca de pertencimento. No cotidiano, essa escolha se manifesta em pequenos gestos — sorrir sem vontade, participar por obrigação, silenciar o próprio desconforto.

Freud mostrou que toda vida em sociedade exige renúncia pulsional. O problema começa quando essa renúncia deixa de ser pontual e se torna permanente, produzindo o mal-estar moderno.


A pílula vermelha: ruptura e angústia

A pílula vermelha promete liberdade, mas cobra um preço alto: perda de garantias, isolamento e confronto com o real. Lacan lembra que o encontro com a verdade nunca é neutro; ele gera angústia.

Mesmo a rebeldia pode ser capturada pelo sistema, transformando-se em nova forma de pertencimento. Em Pluribus, até essa ruptura tende a ser neutralizada, pois o sistema não tolera aquilo que ameaça sua harmonia.


O limite da escolha segundo a psicanálise

Para a psicanálise, não existe escolha totalmente livre. Toda decisão ocorre dentro da linguagem, da cultura e do desejo do Outro. O supereu contemporâneo não proíbe: ele ordena que sejamos felizes, produtivos e integrados.

Assim, a verdadeira questão não é qual pílula escolher, mas quanto de si o sujeito está disposto a perder para sustentar sua escolha.


A terceira pílula: o silêncio

Entre a adaptação cega e a ruptura heroica, existe uma terceira via pouco celebrada: o silêncio consciente. Não se trata de fuga, mas de recolhimento. Não é negação do mundo, mas suspensão do excesso.

Na espiritualidade druídica, o recolhimento é parte do ciclo natural. Há tempos de expansão e tempos de retorno ao centro. O silêncio ritual protege o desejo do sujeito contra a captura total pelo coletivo.


Silêncio como ato ético

Lacan define o ato ético como fidelidade ao próprio desejo, mesmo quando ele não coincide com o ideal social. Nesse sentido, recolher-se, sair da festa ou recusar a performance constante pode ser um gesto profundamente ético.

Esse silêncio não apaga o sujeito; ao contrário, preserva sua singularidade.


Liberdade possível

A liberdade não está em escolher entre duas pílulas oferecidas pelo sistema, mas em reconhecer seus limites e criar espaços de respiro. A terceira pílula não promete conforto nem revelação total. Ela oferece algo mais simples e mais raro: presença consciente.


Conclusão

Em tempos que exigem adaptação permanente ou rebeldia espetacular, o recolhimento surge como uma forma silenciosa de resistência. Talvez a verdadeira liberdade não esteja em romper ou se conformar, mas em saber quando parar, silenciar e escutar.


Artigo para o blog Saúde e Espiritualidade Holística

Como mudou a forma humana de buscar prazer e emoção

Saúde e Espiritualidade Holística

Quando pensamos no Coliseu de Roma lotado para assistir pessoas sendo devoradas por leões, ou nas execuções públicas da Idade Média que atraíam multidões, surge inevitavelmente uma pergunta: o que realmente mudou no ser humano desde então?

À primeira vista, imaginamos que evoluímos moralmente. Afinal, não assistimos mais a mortes em praça pública. Porém, olhando com mais cuidado, percebemos que a violência nunca deixou de ser consumida — ela apenas mudou de formato.

Hoje, ela aparece nas telas, nos noticiários 24 horas, nos reality shows, nas discussões acaloradas das redes sociais, na curiosidade por tragédias e até na satisfação silenciosa diante do fracasso do outro. A psicanálise ajuda a entender por que isso acontece.


A visão da psicanálise: o impulso não desaparece, apenas se transforma: Freud e a agressividade humana

Sigmund Freud afirmava que carregamos uma força agressiva interna — uma parte primitiva que pertence à própria estrutura psíquica. A civilização tenta controlar esses impulsos, mas nunca os elimina por completo. Em vez disso, ela cria formas socialmente aceitáveis para que essa energia seja descarregada.

No passado, isso incluía espetáculos públicos de violência. Hoje, inclui consumo de dramas, conflitos, polêmicas e “quedas” alheias mediadas por telas e algoritmos.

Lacan e o gozo reconfigurado

Jacques Lacan aprofunda esse raciocínio ao explicar que o gozo — esse prazer que ultrapassa o limite — sempre busca se expressar. Ele não desaparece com o tempo; apenas se adapta ao discurso da época.

Se antes o gozo estava na arena romana, hoje ele se manifesta na violência simbólica, na disputa digital, no sensacionalismo midiático e até no vício em indignação.

A pergunta “O que mudou?” encontra uma resposta direta: mudou a forma, não a estrutura.


A espiritualidade como caminho de consciência

Se a psicanálise descreve o mecanismo interno, a espiritualidade oferece o caminho para transformar essa energia. Identificar por que nos atraímos pelo drama ou pela tragédia é um passo essencial para não sermos guiados automaticamente por nossos impulsos inconscientes.

Algumas perguntas ajudam nesse processo:
  • O que estou consumindo diariamente?

  • Isso me nutre ou me esgota?

  • Que energias eu reforço ao interagir nas redes?

  • Minha atenção alimenta sombra ou clareza?


A verdadeira evolução espiritual surge quando deixamos de ser plateia automática das sombras humanas — internas e externas — e passamos a escolher conscientemente aquilo que desejamos sustentar no mundo.


Conclusão: a mudança começa no olhar

A humanidade sempre buscou formas de descarregar sua agressividade. O que mudou foi apenas a embalagem desse processo. Compreender essa dinâmica — com apoio da psicanálise e da espiritualidade — nos permite enxergar com mais lucidez e caminhar para um modo de viver mais consciente, compassivo e alinhado com nossa verdadeira essência.

Carcassonne a Compostela: Quo Vadis em Caminho


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O chamado da jornada

Carcassonne, cidade medieval marcada por muralhas e enigmas, sempre foi um ponto de partida simbólico para peregrinos rumo a Santiago de Compostela. Mais do que uma rota, ela representa uma pergunta essencial: Quo Vadis? Para onde vais?

Assim como a estrada que se abre diante dos viajantes, a vida nos coloca diante de escolhas. A peregrinação, real ou interior, se torna um espelho dessas decisões.

Caminho, escolha e provação

O percurso entre Carcassonne e Compostela não é dos mais fáceis. São cerca de 900 km, com trechos de montanhas, vales e desafios físicos. Mas cada passo contém uma lição: superar limites, enfrentar o desconhecido, seguir apesar do peso.

Essa dificuldade é o que conecta a jornada ao dilema simbólico do Quo Vadis. Cada subida é uma pergunta, cada descida uma resposta parcial. O viajante aprende que a estrada seleciona, ensina e revela o que está oculto dentro de si.

O Cebreiro: o portal celta

No coração do trajeto, encontra-se O Cebreiro, aldeia celta nas montanhas da Galícia. Ali, muitos peregrinos sentem que estão entrando em um limiar sagrado: o portal entre o humano e o divino.

O Cebreiro, com suas pallozas (casas de pedra e palha) e lendas milagrosas, simboliza o ponto de transformação do caminho. É como se a pergunta “Quo Vadis?” se tornasse ainda mais profunda: não é apenas para onde vais, mas quem te tornas ao caminhar.

Quo Vadis? Uma escolha diária

A expressão latina não é apenas histórica, mas também psíquica e espiritual. Perguntar-se “Quo Vadis?” é reconhecer que cada decisão, cada passo, molda o destino.

Assim, a peregrinação Carcassonne – Compostela não é só um deslocamento geográfico, mas uma metáfora da vida. Caminhar é escolher. E escolher é assumir a própria jornada.

Conclusão: o convite da estrada

Carcassonne e Santiago de Compostela estão ligados não apenas por trilhas antigas, mas pelo mistério do caminhar. Entre muralhas medievais e catedrais, montanhas e vales, a pergunta ressoa: Quo Vadis?

Talvez a resposta esteja não no destino final, mas no ato de seguir adiante, passo após passo.

✨ E você? Quo Vadis? Qual caminho está escolhendo trilhar agora?

Cézanne e os Campos de Lavanda: Arte, Cura e Espiritualidade



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A pintura de Paul Cézanne, especialmente sua série de paisagens da Provença, revela muito mais do que simples cenários naturais. Quando olhamos os campos de lavanda retratados pelo artista, percebemos que existe um diálogo entre cor, memória, psique e espiritualidade.

Este artigo é uma leitura simbólica e psicanalítica da obra, explorando o que ela pode nos ensinar sobre o caminho da cura e da contemplação interior.

A força simbólica da lavanda

A lavanda é conhecida há séculos como planta de cura, tranquilidade e purificação. No campo da espiritualidade, ela representa:

Equilíbrio emocional – suaviza ansiedades e inquietações.

Purificação energética – limpa e renova ambientes internos e externos.

Conexão espiritual – desperta estados de calma e recolhimento.

Nos quadros de Cézanne, a lavanda surge como paisagem viva que traduz esta força: um campo que não só é belo, mas também medicinal e espiritual.

A pintura como espelho da alma

A repetição das fileiras de lavanda lembra a necessidade humana de organizar o caos interno. No olhar psicanalítico, cada pincelada funciona como uma tentativa de simbolizar emoções, dar forma ao que antes era apenas pulsão e ansiedade.

O horizonte ao fundo, com suas montanhas, pode ser visto como símbolo do transcendente: um convite para olhar além da rotina, alcançar níveis mais altos de consciência.

Espiritualidade e contemplação

Ao contemplar os campos de lavanda de Cézanne, somos levados a três movimentos interiores:

Respiração e presença – como se o olhar respirasse junto às pinceladas.

Memória e afeto – o violeta desperta lembranças e sensações sutis, quase olfativas.

Elevação espiritual – das flores ao céu, o quadro nos conduz de baixo para cima, da terra ao espírito.

Assim, a obra deixa de ser apenas uma paisagem para se tornar um campo de meditação pictórica.

Cézanne como terapeuta da forma

Mais do que pintor, Cézanne foi alguém que tratava a própria angústia com a pintura. Cada obra é um testemunho de como a arte pode ser sublimação: converter dor em beleza, ansiedade em harmonia, fragmento em totalidade.

Esse gesto nos ensina que todos podemos transformar nossa vida em obra de arte — seja com pincéis, palavras, gestos ou escolhas diárias.

Os Campos de Lavanda em Provence, na visão de Cézanne, não são apenas um registro naturalista: são um mapa simbólico para quem busca cura interior e reconexão espiritual.

Ao contemplar essas cores, somos convidados a respirar mais devagar, organizar nossos próprios “campos internos” e, finalmente, subir a montanha invisível que liga nossa humanidade ao eterno.

Método Viridian: Uma Perspectiva Holística para Saúde e Espiritualidade

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No cenário dinâmico do século 21, enfrentamos desafios únicos que demandam uma abordagem inovadora para saúde e espiritualidade. O episódio revelador "Embracing Chaos: Navigating 21st Century Life with the Viridian Method" traz à tona reflexões profundas sobre a interseção entre a vida contemporânea, a tecnologia e o bem-estar.

1. Desafios da Era Digital: O podcast destaca a desconexão crescente com a realidade, impulsionada pelo uso excessivo de telas. O impacto disso em nossa saúde mental e física é evidenciado em casos chocantes, como o incidente no metrô de Nova York, onde um homem é empurrado para os trilhos e morre enquanto os espectadores, mais preocupados com suas telas, não oferecem ajuda.

2. Selfies e Cultura Digital: A cultura das selfies é explorada como um sintoma da sociedade contemporânea, onde arriscar a vida por uma foto se torna uma narrativa perturbadora. A obsessão por likes e compartilhamentos é uma manifestação da nossa desconexão crescente com a realidade.

3. O Viridian Method como Filosofia Holística: Introduzindo o Método Viridian como uma resposta inovadora, o texto explora como essa filosofia holística propõe abraçar a complexidade, compreender o caos e descobrir a "veridia" como caminho para uma vida mais plena.
 
4. Adaptação às Mudanças Contemporâneas :Destaca-se a necessidade de adaptação diante dos desafios do século 21, onde paradigmas ultrapassados não são mais eficazes. O Viridian Method propõe uma mudança de perspectiva para enfrentar as complexidades da vida moderna.

5. Saúde e Espiritualidade Integradas: O artigo explora a interligação entre saúde e espiritualidade, ressaltando como o Método Viridian oferece uma abordagem integrada, reconhecendo a importância de cuidar tanto do corpo quanto da mente.

Nesta jornada para o Bem-Estar Integral, destaca-se a relevância do Método Viridian como uma ferramenta para alcançar o equilíbrio holístico em meio aos desafios do século 21.

Navegar na complexidade da vida moderna exige uma perspectiva única, e o Viridian Method oferece uma bússola para aqueles que buscam uma jornada de saúde e espiritualidade integral.

Em um mundo onde a tecnologia molda nossa realidade, o Método Viridian surge como um guia essencial para uma vida saudável e espiritualmente equilibrada. Ao abraçar a complexidade e compreender nosso papel no caos moderno, podemos encontrar a "veridia" necessária para uma jornada significativa no século 21.


Oração pela paz no mundo


"Que a paz prevaleça na Terra, que a paz prevaleça em nossos lares e em nossos países. Possam nossas missões ser cumpridas. Agradecemos a ti, Deus, aos espíritos guardiões e às deidades protetoras pela paz. Enquanto a febre do dia se acalma em direção ao crepúsculo, que tudo o que está tenso em nós encontre alívio. Oramos por todos que sofrem. Que essa prece pela paz ecoe como uma canção suave. Amém." por Eimear Burke, chefe da Ordem dos Bardos, Ovates e Druidas.

Bate-papo Fireside com Eimear 134

Ascensão Espiritual e o Ciclo da Transformação: Uma Jornada de Desconstrução e Reconstrução

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Neste artigo, exploraremos as profundas reflexões compartilhadas por Vital Frosi em seu áudio datado de 13 de janeiro de 2024. Conduzindo-nos por um caminho de espiritualidade holística, o palestrante aborda temas como desconstrução, reconstrução e a transição energética em andamento, oferecendo insights valiosos sobre o despertar da consciência.

Desconstrução e Reconstrução:
Desde 2016, Frosi discute a importância da desconstrução, um processo de deixar para trás padrões antigos e abraçar uma nova fase de existência. Utilizando a metáfora de uma "gincana," ele destaca a superação de obstáculos como parte fundamental desta jornada espiritual.

Separação de Energias e Níveis de Consciência:
Ao abordar a separação de energias, o palestrante destaca a mudança de foco da terceira dimensão para a quinta dimensão. A analogia de "joio e trigo" é utilizada para ilustrar a diferenciação entre níveis de consciência, visando uma evolução coletiva.

Cooperação em Vez de Competição:
Um aspecto crucial abordado é a transição de uma mentalidade competitiva para uma mentalidade cooperativa. Frosi destaca a importância de cultivar amor incondicional, compaixão e respeito, enfatizando que a cooperação é a nova energia impulsionadora.

Antecipando Mudanças e Responsabilidades:
Ao esboçar as fases da transição terrestre, o palestrante antecipa eventos significativos nos próximos anos, indicando a conclusão desejada até 2025. Ele incentiva os ouvintes a reconhecerem seu papel na ascensão, confiando em suas habilidades e enfrentando desafios com confiança.

Prazo para a Transição e Discernimento:
Frosi destaca a expectativa de que a transição da Terra se conclua em torno de 2050-2060. Adverte sobre a importância de discernir ao ajudar outros na jornada, comparando a escolha de onde plantar sementes para garantir um impacto significativo.

Conclusão - Abraçando a Transformação:
Em conclusão, o palestrante reforça a necessidade de abraçar responsabilidades na jornada de ascensão. Encoraja os ouvintes a confiar em si mesmos, reconhecendo o apoio espiritual abundante disponível. Esta visão holística da saúde espiritual oferece um guia inspirador para aqueles buscando equilíbrio e evolução.

Contribuindo para a Limpeza da Psicosfera Terrestre


O áudio recente de Vital Frosi, datado de 23 de dezembro de 2023, trouxe reflexões profundas sobre o estado atual do tempo e da consciência coletiva. Ele provocativamente comparou o ano que passou a um meteoro, deslizando rapidamente e passando despercebido pela maioria. Frosi, conhecido por seu trabalho voluntário na produção de conteúdo, enfatizou sua dedicação desinteressada, afirmando que seus áudios e textos visam apenas ajudar, sem buscar lucro ou popularidade.

Uma das questões centrais abordadas foi a culpa atribuída às consciências humanas na criação e acumulação de energias negativas na Terra. Frosi destacou a importância dos fenômenos climáticos e naturais como recursos vitais na limpeza da psicosfera terrestre, enfatizando a transmutação das energias acumuladas.

A mensagem chave foi a chamada à ação individual na purificação do ambiente terrestre. Frosi encorajou fortemente a visualização de luz e a emissão de pensamentos positivos como forma de contribuir para a limpeza da psicosfera terrestre, enfatizando o impacto direto das energias negativas nos eventos climáticos extremos.

Refletindo sobre o significado do Natal, ele convidou à reflexão sobre um novo ciclo, ressaltando a oportunidade de nascer algo novo e positivo em meio às controvérsias atuais. O áudio encerrou com um apelo à responsabilidade coletiva na contribuição para a purificação da Terra.

Em tempos de grandes mudanças climáticas e turbulências sociais, as palavras de Vital Frosi ecoam como um lembrete importante da responsabilidade individual e coletiva na preservação e cura do nosso ambiente. Sejamos agentes de luz e positividade para ajudar na limpeza da psicosfera terrestre, pois, como Frosi ressalta, essa é não apenas uma obrigação, mas uma contribuição essencial para um futuro melhor para todos nós.


Pesquisadores detectam dois casos da nova variante no Brasil

Cepa B.1.1.7, identificada primeiramente no Reino Unido, foi encontrada em São Paulo, por meio de sequenciamento genético

Foto: Lizabeth Menzies / AFP / CP

Pesquisadores do laboratório de diagnóstico Dasa confirmaram, nesta quinta-feira, a identificação de dois casos em São Paulo da nova variante. Trata-se da cepa B.1.1.7, a mesma detectada no Reino Unido e em diversos países do mundo. A nova mutação foi detectada pela primeira vez no sudeste da Inglaterra em setembro e está rapidamente se tornando a cepa dominante em Londres e outras regiões do país. Especialistas disseram, no entanto, que não parece mais mortal ou mais resistente às vacinas. No entanto, ela é 56% mais contagiosa.

A confirmação da cepa em dois pacientes foi feita por meio de sequenciamento genético realizado em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IMT-FMUSP). "O sequenciamento confirmou que a nova cepa do vírus chegou ao Brasil, como estamos observando em outros países. Dado seu alto poder de transmissão, esse resultado reforça a importância da quarentena, e de manter o isolamento de 10 dias, especialmente para quem estiver vindo ou acabado de chegar da Europa", informou Ester Sabino, pesquisadora do IMT-FMUSP.

A mutação não é mais letal do que outras cepas dominantes, mas pode ser mais transmissível. No Reino Unido, ela já representa mais de 50% dos novos casos diagnosticados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. "A prevenção ainda é o método mais eficaz para barrar a propagação do vírus: lavar as mãos, intensificar o distanciamento físico, usar máscaras e deixar os ambientes sempre ventilados. Apesar das festas de fim de ano e das férias que se aproximam, é imperativo reforçar os cuidados", explica o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana.

O laboratório informou por meio de nota que o estudo para descoberta desta cepa foi iniciado em meados de dezembro, quando o Reino Unido publicou as primeiras informações científicas sobre a variante, que se caracteriza por apresentar grande número de mutações, oito delas ocorrendo na proteína da espícula viral (spike). Foram analisadas 400 amostras de RT-PCR de saliva e duas amostras apresentaram a linhagem B.1.1.7. "A spike é a proteína que o vírus usa para se ligar à célula humana e, portanto, alterações nela podem tornar o vírus mais infeccioso. Os cientistas ingleses acreditam que seja esta a base de sua maior transmissibilidade", explica o virologista da Dasa, José Eduardo Levi

Petrosal e os possiveis riscos ambientais

O Brasil foi destaque com as descobertas de petróleo na camada pré-sal no litoral do sudeste, notícias boas que colocavam-nos com muita ênfase nos países produtores desta importante fonte de energia. 

Durante muito tempo, nenhuma notícia coloca o risco de perigo ambiental decorrente da prospecção do petróleo. Não quero dar uma de alarmista, mas o problema que aconteceu com a British Petroleum não poderia aconteceu aqui?

Olhem só esta reportagem : " Quanto vai custar o desastre de petróleo no Golfo do México? "

Petróleo polui praia em Port Fourchon, Louisiana
A BP está gastando milhões na limpeza de águas e praias e em campanhas de marketing e concordou com a criação de um fundo de 20 bilhões de dólares para ressarcir prejuízos. Se a conta vai parar por aí, ninguém sabe. 

Foi uma declaração delicada a que o presidente da BP América, Lamar McKay, deu em maio passado diante de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos: "A BP pagará todos os trabalhos de limpeza que se mostrarem necessários. E iremos, também, honrar todos os pedidos de compensação legítimos."

Nem McKay nem ninguém sabe o quanto isso de fato vai custar. Mesmo que não flua mais uma gota de petróleo no mar do Golfo do México, a região já está contaminada e todas as tentativas de atenuar os impactos causados custarão caro. (Fonte: Deutsche Welle)

Confesso que não estou muito tranquilo com esta notícia e com todos os envolvimentos paralelos que possam ocorrer. Pode ser apenas uma preocupação demasiada minha, decorrência de fato ocorrido nos EUA, tomara que isto seja apenas um fato isolado e que, nunca, possa de fato acontecer aqui, em águas brasileiras, esta tragédia ambiental.

Violência contra a mulher, cultura diferente justifica?

Eu não gosto muito do assunto, já que ele me revolta profundamente, fui criado em um ambiente onde o respeito era fundamental, independente de ser homem ou mulher, reverenciava meus parentes mais velhos e um carinho muito grande ainda me é caro com minhas tias, senhoras de uma certa idade.

Agora falar da violência contra a mulher, seja ela física, moral, espiritual ou psicológica revolta qualquer pessoa coerente com seus valores morais. Não gosto da falácia dos extremos, seja ele machismo ou feminismo, lembrar que a mulher já foi tratada (em casos e lugares ainda é) como mercadoria e artigo de segunda classe faz-me duvidar do futuro da humanidade. Getúlio Vargas, presidente (e também ditador) do Brasil deu o direito de a mulher expressar-se politicamente (votar e ser votada) em 1932. Criou-se o Dia Internacional da Mulher para comemorar atos que libertassem o sexo feminino do jugo milenar.

Criou-se a Lei Maria da Penha para colocar um freio nos desmandos (e violências) dos homens contra as mulheres, mas a dura realidade ainda é de que, muitas sem acesso a justiça e segurança acabam perecendo. 

Bom estou falando tudo isto depois que leio no site da CNN : "Ativista dos direitos humanos tenta impedir a morte por apedrejamento para a mulher iraniana.  Um veterano ativista dos direitos humanos iraniano advertiu que Sakineh Mohammadie Ashtiani , mãe de dois filhos , poderia ser apedrejada até a morte a qualquer momento , nos termos de uma sentença de morte proferida por autoridades iranianas. Apenas uma campanha internacional para pressionar o regime de Teerã pode salvar sua vida , de acordo com Mina Ahadi , chefe da Comissão Internacional contra a lapidação e da Pena de Morte"

Respeitando as diferenças culturais que impedem-me de opiniar sobre a cultura religiosa de outro país, porém não acredito que a inteligência suprema do universo, seja lá o nome que tiver : Deus, Alá, Jeová concorde com esta crueldade.

Posso até respeitar outras crenças, mas rituais cruéis contra pessoas não consigo entender, aceitar ou concordar.