Do Mal-Estar ao Excesso na Vida Contemporânea

Freud, Lacan e a contemporaneidade

Vivemos em uma época marcada pela velocidade, produtividade e estímulos constantes. Café, bebidas energéticas, redes sociais, exercícios, trabalho e tecnologias podem ajudar a enfrentar a rotina, mas também podem se transformar em hábitos repetitivos quando sentimos que não conseguimos mais parar.

Em O Mal-Estar na Civilização, Sigmund Freud mostrou que a busca pela satisfação convive permanentemente com limites, frustrações e sofrimentos. O ser humano procura prazer e tenta evitar o desprazer, mas nunca consegue eliminar completamente o mal-estar.

Na contemporaneidade, essa questão ganha uma nova aparência: muitas vezes, em vez de perguntarmos "como posso descansar?", procuramos saber "o que posso fazer para continuar?"

É nesse ponto que podemos aproximar a reflexão de Jacques Lacan. O conceito de gozo (jouissance) não significa simplesmente prazer. Está relacionado a uma forma mais complexa de satisfação, que pode envolver desejo, repetição e excesso. Portanto, não seria correto afirmar que consumir energéticos, utilizar redes sociais ou trabalhar excessivamente seja, por si só, uma manifestação do gozo lacaniano.

A pergunta mais interessante é outra:

Por que repetimos determinados comportamentos mesmo quando percebemos que eles podem estar ultrapassando nossos próprios limites?

Um energético pode ser apenas uma bebida. O café pode ser apenas café. O celular pode ser apenas uma ferramenta. O exercício pode ser uma prática saudável. O trabalho pode proporcionar realização.

O problema não está necessariamente no objeto, mas na relação que estabelecemos com ele.

Existe uma diferença entre:

"Eu escolho utilizar isso."

e

"Sinto que não consigo funcionar sem isso."

Essa diferença nos permite observar a contemporaneidade sem transformar hábitos em diagnósticos ou fazer condenações sociais.

Freud → mal-estar e busca de satisfação

Lacan → desejo, repetição e gozo

Contemporaneidade → desempenho, estímulo e excesso

Assim, energéticos, café, redes sociais, trabalho, exercícios e outras práticas podem ser estudados como diferentes objetos dentro de circuitos contemporâneos de demanda, satisfação e repetição, sem afirmar que sejam equivalentes ou necessariamente problemáticos.

Talvez a questão mais atual não seja consumir menos, mas recuperar a capacidade de perceber quando estamos utilizando algo para viver melhor e quando estamos utilizando algo apenas para conseguir continuar.

Entre o prazer, o desejo e o excesso existe um limite. Reconhecê-lo pode ser uma forma de cuidado.

Perguntas Frequentes

1. Tomar energético, café ou usar redes sociais significa estar em busca de gozo?

Não necessariamente. Esses comportamentos fazem parte da vida cotidiana. A questão psicanalítica surge quando perguntamos se existe uma repetição que ultrapassa a necessidade ou o prazer imediato. Em Lacan, gozo não significa simplesmente prazer, mas uma forma mais complexa de satisfação que pode envolver repetição e excesso.

2. Freud e Lacan estão dizendo a mesma coisa sobre o excesso?

Não exatamente. Freud ajuda a compreender o mal-estar e a busca de satisfação diante dos limites da vida. Lacan amplia essa discussão ao investigar desejo, repetição e gozo. A contemporaneidade acrescenta uma nova dimensão: a pressão para produzir, consumir e continuar.

3. Então o problema está no consumo?

Não necessariamente. Café, energético, exercício, trabalho ou redes sociais não são problemas por si mesmos. O ponto está na relação que estabelecemos com eles. Uma pergunta simples pode ajudar: “Eu escolho utilizar isso ou sinto que não consigo mais funcionar sem isso?” Essa diferença pode revelar quando um recurso começa a ultrapassar nossos próprios limites.



Neuropsicologia: como o cérebro influencia comportamento e emoções


Como a neuropsicologia explica a relação entre cérebro, comportamento e emoções?

A neuropsicologia estuda a relação entre o funcionamento do cérebro e o comportamento humano, buscando compreender como processos cerebrais estão relacionados à memória, aprendizagem, linguagem, emoções, personalidade, atenção e tomada de decisões.

Mais do que analisar regiões isoladas, a neuropsicologia procura compreender como diferentes estruturas e redes do sistema nervoso trabalham juntas. Afinal, aquilo que pensamos, sentimos e fazemos resulta de uma complexa interação entre cérebro, corpo, experiências, aprendizagem e ambiente.

O que é neuropsicologia?

A neuropsicologia investiga a relação entre o cérebro e diferentes funções psicológicas e cognitivas. Entre elas estão memória, atenção, percepção, linguagem, aprendizagem, emoções e comportamento.

Esse conhecimento é especialmente importante para compreender como alterações neurológicas podem provocar mudanças cognitivas, emocionais ou comportamentais.

Entretanto, é importante evitar uma visão simplista. Uma função complexa, como a personalidade ou a memória, não depende necessariamente de uma única região cerebral. Diferentes áreas formam redes que trabalham de maneira integrada.

O cerebelo e a coordenação dos movimentos

O cerebelo é conhecido principalmente por sua participação no equilíbrio, na postura e na coordenação dos movimentos. Ele ajuda o organismo a realizar movimentos precisos, coordenando a atuação de diferentes grupos musculares.

Mas suas funções podem ir além do controle motor. Pesquisas também investigam sua participação em processos cognitivos e emocionais, reforçando a ideia de que o funcionamento cerebral é integrado.

Pessoas que praticam atividades que exigem grande precisão, como determinados esportes, música ou atividades circenses, podem desenvolver adaptações nas redes neurais envolvidas nessas habilidades.

O que é neuroplasticidade?

Neuroplasticidade é a capacidade do sistema nervoso de modificar suas conexões e seu funcionamento em resposta às experiências, aprendizagem e estímulos.

É graças a essa capacidade que conseguimos aprender novas habilidades, aperfeiçoar conhecimentos e, em determinadas situações, favorecer a recuperação de funções após lesões neurológicas.

Quando praticamos repetidamente uma atividade, as redes neurais envolvidas podem sofrer adaptações. O cérebro, portanto, não é uma estrutura completamente estática.

A neuroplasticidade não deve ser confundida com neurogênese, que corresponde à formação de novos neurônios. O hipocampo, estrutura profundamente relacionada à memória e à aprendizagem, possui particular importância nos estudos sobre esses processos.

Como os neurônios se comunicam?

O sistema nervoso depende de uma complexa comunicação entre suas células. Os neurotransmissores participam da comunicação entre neurônios por meio das sinapses, enquanto os hormônios são mensageiros químicos liberados na corrente sanguínea.

Essas substâncias podem estimular, inibir ou modificar determinadas atividades do organismo. Por isso, a comunicação química está envolvida em processos que vão desde movimentos e percepção até memória, emoções e comportamento.

Quais são os principais lobos do cérebro?

Tradicionalmente, o cérebro é dividido em lobo frontal, parietal, temporal e occipital, além da ínsula, localizada em uma região mais profunda.

Cada região possui funções predominantes, mas elas não trabalham de forma independente.

O lobo frontal, por exemplo, participa do controle dos movimentos voluntários e também está relacionado ao planejamento, atenção, tomada de decisões, comportamento, personalidade e funções executivas.

O caso de Phineas Gage e o comportamento

Um dos exemplos históricos mais conhecidos da relação entre cérebro e comportamento é o caso de Phineas Gage. Ele sofreu uma grave lesão na região frontal do cérebro e apresentou posteriormente mudanças importantes em seu comportamento.

O caso contribuiu para o desenvolvimento das pesquisas sobre a relação entre determinadas regiões cerebrais e o comportamento humano.

Atualmente, porém, sabemos que personalidade, emoções e comportamento não estão localizados em uma única região cerebral. Esses fenômenos dependem da interação entre diferentes estruturas, redes neurais e também das experiências vividas.

Qual é a função da área de Broca?

A área de Broca, geralmente localizada no hemisfério esquerdo, está relacionada principalmente à produção da linguagem.

Lesões nessa região podem provocar dificuldades para falar e organizar a expressão verbal, condição conhecida como afasia de Broca.

A linguagem, entretanto, é um processo complexo que depende da comunicação entre diferentes áreas cerebrais.

Qual é a função da área de Wernicke?

A área de Wernicke é tradicionalmente associada à compreensão da linguagem, especialmente no hemisfério esquerdo.

Uma alteração nessa região pode dificultar a compreensão de determinadas informações linguísticas, mesmo quando a pessoa consegue ouvir normalmente.

Isso ajuda a diferenciar duas capacidades: ouvir e compreender não são exatamente a mesma coisa. O cérebro precisa interpretar e integrar aquilo que os sentidos recebem.

Qual é a relação entre o lobo temporal e a memória?

O lobo temporal participa do processamento auditivo, linguagem, aprendizagem e memória. Ele mantém uma importante relação com o hipocampo, estrutura fundamental para diversos processos relacionados à formação e recuperação das memórias.

Por isso, alterações nessa região podem afetar aspectos da compreensão da linguagem, aprendizagem e memória.

Existem diferenças funcionais entre os hemisférios cerebrais, mas eles trabalham de maneira integrada. O hemisfério esquerdo apresenta maior participação em determinados aspectos da linguagem, enquanto o direito possui importante papel no processamento de sons, música e outras informações não verbais.

O que a neuropsicologia tem a ver com a psicopatologia?

A relação entre cérebro e psicopatologia é complexa. Alterações no funcionamento cerebral podem estar associadas a mudanças cognitivas, emocionais e comportamentais, mas os fenômenos psicológicos não devem ser explicados exclusivamente por uma região cerebral.

O comportamento humano resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais.

Por isso, compreender a neuropsicologia não significa reduzir a mente ao cérebro. Significa reconhecer que processos biológicos e psicológicos estão profundamente relacionados.

Por que estudar neuropsicologia?

Estudar neuropsicologia ajuda a compreender melhor atividades que fazem parte da nossa vida cotidiana: aprender, lembrar, falar, tomar decisões, controlar movimentos, reconhecer pessoas, interpretar informações e reagir emocionalmente.

Também permite compreender melhor alterações cognitivas e comportamentais relacionadas a diferentes condições neurológicas e psicológicas.

Além disso, a neuroplasticidade mostra que o cérebro possui capacidade de adaptação e que experiências, aprendizagem e treinamento podem modificar o funcionamento de determinadas redes neurais.

Conclusão

A neuropsicologia nos ajuda a compreender a profunda relação entre cérebro, mente e comportamento.

O cerebelo participa da coordenação dos movimentos; o lobo frontal está relacionado ao planejamento, comportamento e funções executivas; o lobo temporal participa da linguagem, audição e memória; e o hipocampo possui papel fundamental nos processos relacionados à formação e recuperação das memórias.

Entretanto, nenhuma dessas funções deve ser vista de maneira isolada. O cérebro funciona como uma rede integrada, na qual diferentes estruturas se comunicam continuamente.

Essa perspectiva é importante para compreender tanto o funcionamento saudável quanto as alterações psicológicas e neurológicas. Somos influenciados por nossa biologia, mas também pelas experiências, aprendizagem, relações e pelo ambiente em que vivemos.

Compreender o cérebro, portanto, não significa reduzir a complexidade da mente à biologia. Significa ampliar nossa percepção sobre como corpo, cérebro, emoções, experiências e comportamento participam juntos da construção da experiência humana.


Perguntas frequentes sobre neuropsicologia

O que é neuropsicologia?

É a área que estuda a relação entre o funcionamento cerebral e processos como memória, atenção, linguagem, aprendizagem, emoções e comportamento.

O cérebro pode mudar ao longo da vida?

Sim. A neuroplasticidade permite que o sistema nervoso modifique suas conexões e seu funcionamento em resposta a experiências, aprendizagem e treinamento.

Qual é a função do cerebelo?

O cerebelo participa principalmente do equilíbrio, postura e coordenação dos movimentos, além de apresentar possíveis funções relacionadas a processos cognitivos e emocionais.

Qual é a função do lobo frontal?

O lobo frontal participa do controle motor e de funções como planejamento, atenção, tomada de decisões, comportamento, personalidade e funções executivas.

Qual é a diferença entre Broca e Wernicke?

De maneira simplificada, a área de Broca está mais relacionada à produção da linguagem, enquanto a área de Wernicke está associada à compreensão da linguagem.

Neuroplasticidade e neurogênese são a mesma coisa?

Não. Neuroplasticidade é a capacidade de modificar conexões e funcionamento das redes neurais. Neurogênese é a formação de novos neurônios.



Nunca nos ensinaram a habitar o próprio sistema nervoso

 

Por que a cultura da produtividade nos ensinou a silenciar o sistema nervoso

Nunca nos ensinaram a viver dentro do nosso sistema nervoso. Ensinaram-nos, ao contrário, a anulá-lo.

Desde cedo aprendemos a perseverar, continuar, suportar. A atravessar o cansaço como se fosse virtude. A chamar o colapso de fraqueza e a tensão constante de produtividade. Fomos educados a admirar a resistência — mesmo quando o corpo gritava em silêncio, numa língua que ninguém parecia disposto a aprender.

Essa pedagogia do excesso não nasce do indivíduo. Não se trata de falta de força de vontade, nem de incapacidade pessoal. Trata-se de um condicionamento cultural profundo, inscrito no modo como organizamos o trabalho, o tempo, o sucesso e até a ideia contemporânea de saúde mental.

O corpo fala antes do sujeito

Na lógica dominante, sentir demais é um problema. Pausar é suspeito. O corpo só é bem-vindo quando obedece.

A psicanálise nos lembra de algo fundamental: o sujeito não começa no pensamento racional. Antes da palavra, antes do discurso consciente, há o corpo. Há tensão, descarga, defesa, colapso. Há sistema nervoso.

O sistema nervoso não é uma abstração teórica. Ele é feito de sal, água e eletricidade. Ele se manifesta no modo como a mandíbula se contrai antes que a mente reconheça o medo. No aperto no peito que surge antes que uma lembrança encontre palavras. Na respiração que encurta antes mesmo de sabermos por quê.

Freud já apontava que o sintoma é uma forma de linguagem. Winnicott mostrou que o corpo guarda a memória do ambiente. Lacan radicaliza essa ideia ao afirmar que o inconsciente não pensa — ele insiste.

O corpo reage antes que o “eu” consiga organizar uma narrativa.

Antes da lógica, antes da crença

O sistema nervoso é ancestral. Mais antigo que a lógica. Mais antigo que a moral. Mais antigo até que a crença religiosa. Ele não responde a discursos motivacionais, nem a ordens internas como “seja forte”, “aguente mais um pouco” ou “não sinta isso agora”.

Quando ignorado por muito tempo, ele encontra outras vias de expressão: ansiedade difusa, fadiga crônica, insônia, irritabilidade, dissociação, sintomas psicossomáticos. Não como falha, mas como tentativa de sobrevivência.

Aquilo que chamamos de “descontrole” muitas vezes é o corpo tentando restaurar um limite que nunca foi respeitado.

Habitar o próprio sistema nervoso

Aprender a viver dentro do próprio sistema nervoso não é fraqueza. É um gesto profundamente ético. Significa reconhecer que não somos apenas sujeitos de desempenho, mas organismos sensíveis, atravessados por história, afeto e memória.

Na clínica, isso aparece quando o sujeito começa a escutar o corpo sem imediatamente silenciá-lo. Quando a tensão deixa de ser interpretada como defeito moral e passa a ser compreendida como mensagem. Quando o sofrimento deixa de ser tratado como inimigo e passa a ser reconhecido como sinal.

Talvez o verdadeiro trabalho psíquico do nosso tempo seja este: reaprender a escutar o que sempre esteve falando.

Não para romantizar a dor.
Mas para interromper o ciclo que transforma exaustão em virtude e adoecimento em fracasso pessoal.

Habitar o próprio sistema nervoso é, no fundo, reaprender a existir com mais verdade.

Explorando a Ocitocina: O Hormônio do Amor

Saúde e Espiritualidade Holística

Ocitocina é um hormônio vital no corpo humano, promovendo sensações reconfortantes durante interações sociais e físicas.

Também conhecida como o "hormônio do amor", a ocitocina, em conjunto com outros neurotransmissores, reduz os níveis de ansiedade e estresse em interações sociais. Além disso, está associada ao desenvolvimento de confiança, generosidade e empatia, contribuindo para a satisfação sexual tanto em homens quanto em mulheres.

Além de seu papel nas interações sociais, a ocitocina desempenha funções essenciais na reprodução, como a secreção do leite materno e a facilitação das contrações uterinas durante o parto.

Uma pesquisa recente publicada na revista iScience revelou que este hormônio é fundamental na formação de laços sociais. Durante o estudo, a ocitocina foi administrada a leões, resultando em comportamentos mais amigáveis entre os animais.

Isso ocorre porque a ocitocina regula a expressão de comportamentos sociais e emocionais, sendo proposta como tratamento farmacológico para doenças psiquiátricas, como autismo e esquizofrenia.

Hormônios e Comportamento: Uma Perspectiva Integral


Os hormônios produzidos pelo corpo desempenham funções vitais nos processos biológicos e influenciam diretamente o comportamento e o humor.

Essas substâncias químicas atuam como mensageiros no organismo, regulando diversos processos metabólicos. Viajando pela corrente sanguínea, controlam o desenvolvimento, equilíbrio interno e bem-estar. No entanto, alterações hormonais podem ter impactos significativos na saúde e no comportamento.

Embora muitos acreditem ter controle total sobre suas ações e pensamentos, somos influenciados pelos níveis hormonais do corpo. Desequilíbrios hormonais podem levar a condições como depressão e alterações na percepção da realidade.

Principais Hormônios e suas FunçõesTestosterona (hormônio masculino)
  • Progesterona (hormônio feminino)
  • Adrenalina (estimula o sistema nervoso simpático)
  • Dopamina (responsável por sensações de motivação e prazer)
  • Insulina (regula a absorção de glicose pelas células)
  • Melatonina (regula os ritmos do corpo, principalmente o sono)
  • Serotonina (regula o apetite e a atividade sexual)

A Molécula da Moralidade


Paul Zak, pós-doutor em Neuroimagem pela Universidade Harvard e autor do livro "A Molécula da Moralidade", argumenta que existe uma base biológica para as ações morais.

Conhecido como Dr. Amor, Zak apresenta resultados de seus estudos, que destacam o papel da ocitocina na promoção de comportamentos morais, como confiabilidade, sacrifício, generosidade e empatia, bem como o respeito às leis. Assim, a molécula da ocitocina contribui para o debate sobre a natureza humana.

Em seu TED Talk, Zak descreve como descobriu essa "molécula moral", examinando as decisões das pessoas em relação ao dinheiro para entender sua tomada de decisões, um campo que ele chama de neuroeconomia.

Por meio de seus estudos, Zak demonstrou que a manipulação da química cerebral pode tornar as pessoas mais moralmente inclinadas.


Explorando a Fronteira entre Saúde Mental e Espiritualidade Holística

Saúde e Espiritualidade Holística

A interseção entre saúde mental e espiritualidade holística é um tema intrigante e complexo, e o podcast "PSICANALISTA: DOENÇAS MENTAIS NÃO EXISTEM | Lutz Podcast" oferece uma perspectiva crítica sobre essa conexão. Neste artigo, exploraremos os principais insights apresentados, questionando conceitos tradicionais e destacando a importância de uma abordagem holística para compreender e tratar as questões de saúde mental.

1. Desafiando Conceitos Tradicionais: O podcast inicia provocando uma reflexão profunda sobre a natureza das doenças mentais, questionando se elas podem ser verdadeiras doenças. Desafia a concepção convencional de doenças como processos biológicos com início, meio e fim, sugerindo que essa definição pode não ser aplicável aos transtornos mentais.

2. Marcadores Biológicos e a Subjetividade dos Transtornos Mentais: Uma distinção crucial é feita entre doenças tradicionais, com marcadores biológicos identificáveis, e transtornos mentais, que carecem de testes definitivos. Destaca-se a subjetividade desses transtornos, onde os diagnósticos não dependem da descrição, diferentemente das doenças biológicas.

3. Evolução dos Diagnósticos Psiquiátricos: O podcast aborda a evolução histórica dos diagnósticos psiquiátricos, destacando o DSM-5 e a adoção de convenções para padronizar diagnósticos em diferentes contextos culturais. Levanta questionamentos sobre a validade de categorizar transtornos com base em critérios convencionais.

4. Sofrimento Psicológico e Convenções de Nomenclatura: Explora-se o impacto das convenções de nomenclatura no sofrimento psicológico, ressaltando a influência da interpretação e rótulos nas experiências individuais. Questiona-se a prática de rotular condições mentais como transtornos e enfatiza a importância de informar sobre a natureza arbitrária dessas convenções.

5. Crítica à Medicalização e Abordagens de Tratamento: Uma crítica contundente é direcionada à medicalização da saúde mental e ao uso excessivo de medicamentos, sem considerar o contexto mais amplo da vida dos indivíduos. Destaca-se a necessidade de uma abordagem holística, considerando não apenas os sintomas, mas também as formas de vida, relações e a espiritualidade.

O podcast oferece uma visão desafiadora e crítica sobre a relação entre saúde mental e espiritualidade holística. Ao questionar conceitos tradicionais, destacar a importância das convenções de nomenclatura e criticar abordagens excessivamente medicalizadas, ele instiga uma reflexão profunda sobre como compreendemos e tratamos as questões de saúde mental. Em um mundo onde a espiritualidade e a saúde mental se entrelaçam, a abordagem holística proposta no podcast pode oferecer novas perspectivas e caminhos para o bem-estar integral.

Para mais insights sobre saúde mental e espiritualidade holística, xxplore as fronteiras do entendimento tradicional e embarque em uma jornada de reflexão sobre o equilíbrio entre corpo, mente e espírito.

Perdoar os outros para ajudar a melhorar sua saúde

Guardar rancor é como beber veneno e esperar a outra pessoa morrer. 

De certa forma, isso não está longe da verdade. Como uma história da Stanford Magazine explica, deixar de lado as mágoas e sentimentos vingativos causados ​​por outras pessoas (ou até por você) pode beneficiar sua saúde mental e física.

Fred Luskin , PhD, estuda o perdão e como isso afeta a saúde humana há décadas. Como ele explica na história de Charity Ferreira, quando uma mágoa passada não é resolvida, pensar nela desencadeia substâncias químicas de estresse que causam sofrimento físico.

"Quando você se lembra com frequência, está estressando seu corpo de forma crônica", diz Luskin. "Isso tem um custo físico", que se multiplica quanto mais você pensar nele.

O perdão é essencial em relacionamentos de longo prazo, como casamentos, famílias, relacionamentos comerciais e amizades, diz Luskin. Aqui estão algumas das oito dicas de Luskin para promover o perdão nos relacionamentos com os outros.

Não se preocupe, você não está dizendo que o "crime" foi bom. O perdão não tolera ou dá a alguém um passe por mau comportamento.

"Você não dá desculpas pelo comportamento", diz Luskin. "Você simplesmente aceita e faz as pazes. Isso é muito diferente."

Lembre-se de por que você quer essa pessoa em sua vida. Isso se aplica apenas a relacionamentos saudáveis, enfatiza Luskin. Para relacionamentos saudáveis ​​em que você deseja permanecer, tempere a mágoa que uma pessoa lhe causou, lembrando-se das coisas boas que elas fizeram.

Definir limites. Aprenda a dizer gentilmente, mas com firmeza: "O que você fez não está bem", diz Luskin.

Reconheça que você está contando a si mesmo uma história que pode ser alterada. Considere explicações alternativas. Se você está dizendo a si mesmo que seu amigo, parceiro, parente ou colega o machucou deliberadamente, pergunte se isso é verdade. Talvez eles estivessem fazendo o melhor que podiam na época.

Faça de você o herói. O perdão pode capacitá-lo. "Quando você diz a si mesmo: 'O único que vai me resgatar sou eu', isso cria um tipo de eficácia heróica", diz Luskin. "Em vez de ser limitado ou com medo, você tem uma sensação de 'eu sei que posso lidar com as dificuldades'".

É importante lembrar que "as pessoas não são substituíveis", diz Luskin. "Praticamente todo relacionamento em que você já conheceu exige perdão para se manter."

Fonte: Scope

O que faz com que meus pés fiquem repentinamente entorpecidos?

P. Meus pés formigam ou ficam dormentes como se estivessem dormindo às vezes, principalmente quando estou na cama ou com as pernas elevadas. O que causa isso?
R. Os sintomas que você descreve podem estar relacionados à neuropatia periférica, que é um dano neural que afeta vários nervos que levam da medula espinhal aos braços e pernas. Os sintomas costumam ser iguais nos dois pés. Se apenas um pé ou parte de um pé for afetado, isso sugere a compressão de um nervo individual.
Outra possibilidade de formigamento ou dormência nos pés com a elevação das pernas é a má circulação, mas isso geralmente é acompanhado por cãibras nas pernas durante a caminhada e mudanças de cor nos pés (pálido ou branco quando elevado, e vermelho quando abaixado).
Verifique com seu médico, pois a neuropatia periférica pode ser causada por muitas condições médicas, incluindo diabetes, consumo excessivo de álcool e deficiências nutricionais. Certos medicamentos, como alguns antibióticos e quimioterápicos, também podem levar à neuropatia. Às vezes, as polineuropatias são hereditárias. Cerca de um em cada quatro casos não tem uma explicação clara.
Seu médico pode suspeitar de neuropatia após fazer um exame neurológico e determinar que você tem perda de sensibilidade em seus pés. Se necessário, o diagnóstico pode ser confirmado com testes adicionais (velocidade de condução nervosa e eletromiografia). O seu médico procurará uma causa subjacente tratável para a neuropatia. Quer seja encontrado ou não, existem vários medicamentos disponíveis que podem ajudar a melhorar os sintomas. Eles muitas vezes podem aliviar a dor, mas podem não aliviar a dormência ou formigamento.
por William Kormos, MD, Editor chefe, Harvard Men's Health Watch