A meditação pode ajudá-lo a detectar erros mentais

meditação
Se você quiser cometer menos erros mentais, tente a meditação, sugere um estudo publicado na edição de setembro de 2019 da Brain Sciences .


Os pesquisadores recrutaram 200 pessoas que nunca haviam meditado e as conduziram a uma meditação guiada de 20 minutos chamada monitoramento aberto. Enquanto muitos estilos de meditação focam em um único objeto, como a respiração ou uma imagem visual, o objetivo da monitoração aberta da meditação é prestar mais atenção aos seus sentimentos e sensações corporais.

Após a meditação, os participantes fizeram testes computadorizados nos quais tiveram que concluir tarefas enquanto expostos a distrações regulares. Sua atividade cerebral foi medida por eletroencefalografia (EEG) durante a meditação e a realização de testes.

Os pesquisadores descobriram que quando os meditadores cometeram um erro no teste e o reconheceram, o EEG mostrou um aumento em sinais neurais específicos, conhecidos como reconhecimento consciente de erros - representando a capacidade do cérebro em identificar erros.

Embora o estudo não tenha constatado que a meditação reduziu o número de erros cometidos pelas pessoas durante o teste, a prática aumentou a percepção de erros. E um passo crucial para cometer menos erros é reconhecer erros, para que você possa impedir que eles aconteçam novamente.

Fonte: HHP

A busca e apreensao da dentadura


Um cidadão de boa aparência, mas trajar humilde, se apresenta no Serviço de Assistência Jurídica da PUC, em Porto Alegre. Atendido por um dos estagiários, ele revela - tímido - o motivo da sua busca por justiça: "Preciso que seja feita a apreensão da minha dentadura".

O uso da mão para proteger a fala revela o quão constrangido o homem está, por apresentar-se com a boca desdentada.

Ante o olhar atônito do estagiário - que logo convoca dois colegas para que conhecessem o caso - o visitante dá mais detalhes: ele havia abandonado a mulher e ela - ninguém sabe como - tirou-lhe a dentadura e disse que só a devolveria se ele voltasse para casa.

O prejudicado estivera, na noite anterior, no plantão do Foro Central, onde lhe sugeriram que procurasse a PUC, desde então já lhe acenando que a solução seria uma "ação de busca e apreensão", anotação que o homem, tinha feito cuidadosamente num papelucho que trazia no bolso.

Chegaram mais seis estagiários e o professor de Direito Civil foi chamado para ajudar no impasse: qual seria, mesmo, o tipo de ação a exercer?

Por sugestão do mestre, o caso foi passado para a assistente social. Esta, habilmente, na semana seguinte reconciliou o casal. O cidadão voltou para casa e, como recompensa, teve a dentadura de volta.

A morte do político

A História até que é bem conhecida, mas vale a pena pena rir de novo:

Na escola superior, um aluno pergunta ao professor (desembargador aposentado, ex-integrante do tribunal eleitoral) sobre foro privilegiado, lista suja etc. Respostas dadas, final da aula, o mestre pede dois minutos de prorrogação para contar uma historinha interessante.

Relata então que um político vencido pelo estresse do estafante trabalho - sete dias por semana na capital federal - sofre um infarto e morre. A alma dele chega ao paraíso, sendo recebida por São Pedro.

- Bem-vindo! - diz o santo. Mas antes que ingresse, temos um pequeno problema a resolver. Como raramente vemos políticos por aqui, não sabemos bem o que fazer com você.

- Não vejo problema, é só me deixar entrar - diz o recém finado.

- Por mim eu concordaria, mas me submeto a ordens superiores. Assim, você passará um dia no inferno e um dia no paraíso. Depois poderá escolher onde quer passar a eternidade.

- Não preciso fazer o test-drive. Como sempre fui um homem convicto, de posições definidas e decisões rápidas, já resolvi: quero ficar no paraíso!

São Pedro atalha:

- Impossível. Aqui temos as nossas regras e a nossa jurisprudência.

Assim, São Pedro acompanha o político até o elevador - e este desce, desce, desce até  o  inferno. A porta se abre e o visitante se vê no meio de um lindo campo de golfe.  Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos (vereadores, prefeitos, deputados, senadores e presidentes) com os quais havia trabalhado - todos vitimados por estresse - mas, ali, muito felizes em traje social.

O recém chegado é cumprimentado, abraçado e todos começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.

Também está presente o amigável diabo, que fica o tempo todo dançando e contando piadas. Vinte e quatro horas se passam e antes que o político perceba já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.

Ele sobe, sobe, sobe e a porta se abre outra vez. São Pedro está esperando. Agora é a vez de visitar o paraíso: há um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.

Tudo vai muito bem e, antes que o visitante perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

- E aí ? Você passou um dia no inferno e um dia no paraíso. Agora escolha a sua casa eterna.

O político pensa um minuto e responde:

- Olha, eu nunca imaginei que isso fosse ocorrer... O paraíso é muito bom, mas concluí que vou ficar melhor no inferno. Afinal, o povo vai ficar sabendo, pelo horário político, que estou passando sérias privações e provações.

Então São Pedro leva o político de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o inferno. A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio, sem esgoto, cheio de lixo. Todos os amigos estão com as roupas rasgadas e sujas, catando entulhos.

O diabo vai ao encontro e passa o braço pelo ombro do político, dando-lhe votos de "boas-vindas definitivas".

- Não estou entendendo - gagueja o político falecido menos de três dias antes.

- Há pouco mais de um dia eu mesmo estive aqui  e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!...

O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:

- Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto...