Seriados Inesqueciveis - As Panteras

 
 
 
Charlie's Angels (Anjos de Charlie em Portugal e As Panteras no Brasil) é uma série de TV norte-americana produzida por Aaron Spelling e Leonard Goldberg para a Rede ABC, levada ao ar em cinco temporadas de 1976 a 1981. Foi criada por Spelling, Goldberg, Ivan Coff e Ben Roberts e possui 115 episódios no total.


Trama

O seriado traz três belas, corajosas e inteligentes mulheres que trabalham na Agência de Detetives Charles Townsend, comandada pelo misterioso chefe que jamais aparece, apenas passa as orientações por meio de um viva-voz. Seu homem de confiança, John Bosley, é quem trata pessoalmente com as moças, de nomes Sabrina Duncan, Kelly Garrett e Jill Munroe.

Elenco

    * Kate Jackson - Sabrina Duncan (as três primeiras temporadas)
    * Jaclyn Smith - Kelly Garrett (as cinco temporadas)
    * Farrah Fawcett - Jill Munroe (apenas a primeira temporada)
    * David Doyle - John Bosley
    * Cheryl Ladd - Kris Munroe (da segunda temporada em diante)
    * Shelley Hack - Tiffany Welles (apenas a quarta temporada)
    * Tanya Roberts - Julie Rogers (em substituição a Shelley, até o fim da série)
    * John Forsythe - Charlie Townsend (apenas a voz do ator)

Curiosidades

    * O misterioso chefe das Panteras, Charlie Townsend, atravessou as cinco temporadas da série sem aparecer, revelando-se para as detetives e para o público apenas no último episódio. Era o ator John Forsythe, que depois interpretaria o principal personagem da série Dinastia (Dinasty), concorrente de Dallas.

    * A atriz Farrah Fawcett, na época casada com Lee Majors, astro da série O Homem de Seis Milhões de Dólares (também conhecida no Brasil pelo título Cyborg), abandonou As Panteras ao final da primeira temporada, rompendo o contrato. Foi então inserida na trama uma irmã de Jill Munroe, Kris, vivida pela cantora Cheryl Ladd, que estreava como atriz. Posteriormente, Farrah faria participações em alguns episódios da série, mas como convidada.   
 
* Já Kate Jackson, ressentida pelo fato de seu contrato com a série tê-la feito perder o papel de Joanna Kramer para Meryl Streep no filme Kramer Versus Kramer - que ganharia o Oscar de 1979 nas categorias de filme, ator (para Dustin Hoffman), atriz coadjuvante (para Meryl) e ator coadjuvante (Justin Henry), além de roteiro adaptado -, resolveu sair ao final da terceira temporada. Na quarta, entrou em lugar de Sabrina Duncan a detetive Tiffany Welles, vivida por Shelley Hack. Mas o desempenho de Shelley não agradou e, poucos episódios depois entrou, em seu lugar a atriz Tanya Roberts como Julie Rogers, permanecendo até o final ao lado de Cheryl e Jaclyn Smith (Kelly Garrett), a única Pantera a participar de toda a série.    
 
* No Brasil, a série foi exibida primeiro pela Rede Globo, em faixas como Quarta Nobre, e depois, já em reprise, na Sessão Aventura, no horário da tarde. Ainda, no início dos anos 90 foi exibida pela TV Gazeta. Depois de mais de dez anos fora da TV aberta brasileira, As Panteras retornaria em 2004 através da Rede 21 (que fazia a chamada como "o cérebro, o corpo e o cabelo", ao mostrar cenas do trio original. "O cabelo", obviamente, se referia a Farrah). Nesse meio tempo, durante os anos 90 a série foi apresentada no Brasil pelo canal por assinatura Fox.  
 
  * No ano 2000, foi lançado o filme As Panteras, trazendo as atrizes Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu na pele das detetives e Bill Murray como Bosley. Mais uma vez, John Forsythe dava voz a Charlie. três anos depois, chegou aos cinemas uma seqüência com participação de Demi Moore e do brasileiro Rodrigo Santoro.




Por Onde Anda? Élida L’Astorina

Sucesso nos anos 80, a atriz está há 16 anos longe do vídeo, hoje é dubladora e empresta a voz a novela mexicana no SBT.

Foto: Leandro Pimentel

São 16 anos longe da tevê: “Fico contente e surpresa porque as pessoas ainda se lembram de mim depois de tanto tempo”, diz Élida

A primeira impressão de quem encontra Élida L’Astorina é a de que a atriz parou no tempo. Aos 42 anos, ela mantém o mesmo jeito jovial que conquistou o público ao interpretar a romântica Duda da novelaPão, Pão, Beijo, Beijo, exibida na Rede Globo em 1983, seu maior sucesso na tevê. Longe da telinha há 16 anos, Élida conta que até hoje é parada nas ruas por fãs inconformados com seu sumiço. Basta a atriz colocar os pés no calçadão da praia da Barra da Tijuca, onde mora, no Rio, para ser abordada por curiosos em saber porque ela deixou a tevê. “Fico contente e surpresa porque as pessoas ainda se lembram de mim depois de tanto tempo”, diz ela.

Atriz de sucesso nos anos 80, Élida L’Astorina fez apenas cinco novelas. A primeira, Pecado Rasgado, de Sílvio de Abreu, de 1978, lhe abriu as portas na Globo. Élida ficou conhecida por papéis de mocinha no horário das 18h e 19h. Também participou de programas como Geração 80, ao lado de Kadu Moliterno. Hoje passa boa parte de seu tempo em estúdios fazendo dublagens. Contratada da Herbert Richers, a atriz já deu vida a Willow, amiga de Buffy, a Caça Vampiros, e a Rachel, do seriado Friends. No momento, empresta a voz a Tia Peruca na novela mexicana Carinha de Anjo, do SBT. “Gosto muito de dublar a Nora Salinas”, diz, referindo-se à atriz que faz a personagem.

Casada há 13 anos com o advogado Alexandre Seixas, com quem tem uma filha, Sabrina, de dois anos e meio, Élida mora há um ano numa confortável cobertura de 400 metros quadrados, com churrasqueira, sauna e piscina, na Barra. A menina é o orgulho dos pais. Sabrina nasceu depois de quatro tentativas frustradas da atriz de ter um bebê. “Das vezes anteriores sempre tive a gravidez interrompida sem uma explicação lógica. Os médicos me diziam que o jeito era tentar de novo”, conta. “A emoção foi muito maior porque ela foi muito esperada”, completa Alexandre.

No trabalho, não são só as dublagens que ocupam o tempo da atriz. No momento, Élida encena a comédia Um Pijama para Seis, no Rio. Ela ressalta que nunca parou de atuar, embora não esteja na tevê. “Recentemente fiz dois musicais,Band-Age e Splish Splash.” Élida demorou a entender porque teve sua carreira interrompida no auge do sucesso. “Somente depois de anos descobri que tinha um diretor da Globo que era ótimo não só em cortar cenas como também atores”, afirma, sem dar detalhes. “A verdade é que nunca tive padrinho.” Sem disfarçar uma certa mágoa, ela conta que hoje vive do salário de dubladora e das temporadas teatrais. Ganha por uma hora de filmagem R$ 33. “Nunca sei o valor exato do salário porque oscila muito”, explica. E não esconde que gostaria de voltar às novelas. “Adoraria retornar fazendo um bom papel”, sonha.


Seriados Inesqueciveis - Casal 20

Casal 20 é mais uma das inúmeras produções inspiradas em "The Thin Man" do escritor Dashiell Hammett (de O  Falcão Maltês), e chegou a televisão pelas mãos do escritor Sidney Sheldon, com roteiro de Tom Mankiewicz, alcançando um grande sucesso no mundo todo. A série estreou nos EUA em 25 de agosto de 1979 e após 110 episódios foi cancelada em 1984.

Dono de um conglomerado de empresas, Jonathan Hart (Robert Wagner)  encontrou em Jennifer (Stefanie Powers) o par ideal: alegre, bonita e  assim como ele adorava deixar o trabalho de lado e de forma amadora investigar crimes, ajudando pessoas que necessitavam. Por isso o  milionário Jonathan não pensou duas vezes antes de pedir a jornalista e  escritora Jennifer em casamento. 

O casal era tão perfeito que Jonathan  também brincava que escolheu Jennifer para não ter de mudar os monogramos da casa, já que ambos tinham as mesmas iniciais. A união dos dois criou um  casal rico, charmoso, bem sucedido profissionalmente, que levava uma vida excitante morando numa mansão em Bervely Hills. Junto com o casal Hart, morava o fiel e bem humorado mordomo Max, embora  seu sobrenome seja um mistério, sabemos que o seu nome é “Maxwell”. Ele  costumava chamar os patrões de "senhor e a senhora H" e não pensava duas vezes antes de ajudá-los em suas aventuras. Além de Max o casal 20 contava com a companhia do cachorrinho Freeway, que foi encontrado ao lado de uma rodovia e por isso recebeu esse nome.

O combustível do romance de Jonathan e Jennifer era a aventura e o interesse pelo perigo. Nas horas vagas eles trabalhavam como detetives por puro prazer. O apaixonado casal estava  sempre viajando pelo mundo, freqüentando lugares glamurosos e buscando fortes emoções ao investigar e solucionar os mais misteriosos e intrigantes crimes. Ao longo da série os Hart enfrentaram diversas ameaças, incluindo uma enfermeira que dizia ter tido um caso com Jonathan. No Brasil, a série Casal 20 tornou-se sucesso desde a primeira temporada, quando foi exibida na década de 1980. Com média de 65 pontos de audiência, a série era transmitida pela Rede Globo todas as terças, às 23:00 hs. Em 1993 a série retornou com o primeiro longa-metragem com 2 horas de duração. Seriam rodados 8 filmes em 4 anos. A nova série chamou-se A Volta do Casal 20 (Hart to Hart - The New Generation). Infelizmente  Lionel Stander, o Max, morreu após o quinto filme. No sexto filme os atores fizeram uma homenagem a Lionel Stander e Max, seu personagem, também morre no enredo.

Fonte: InfanTV 

Seriados Inesqueciveis - A Gata e o Rato





A Gata e o Rato (Moonlighting) é um seriado de detetives. Ou não? Maddie Hayes é uma bem-sucedida (e linda, glamurosa, independente, trabalhadora e sexy) modelo. Roubada pelo empresário, ela perde todo o dinheiro e só fica com uma agência de detetives quase falida: a Blue Moon. A moça estava decidida a fechá-la, mas... eis que aparece David Addison, um charmoso (e desencanado, divertido, folgado e cínico) detetive que a convence a manter a agência.









De cara os dois, ahn... se estranham, numa mistura de atração e antipatia. Oposto se atraem? Podem ficar juntos? É claro, mas só depois de muita briga. E assim começa a história de “guerra dos sexos” que mais fez sucesso na TV dos anos 80. O segredo? Pegue dois personagens carismáticos e charmosos, junte os dois com muita química e tempere com uma pergunta intrigante: eles vão ficar juntos ou não vão?









O jogo de gata e rato (trocadilho mais do que adequado) durou 2 temporadas. Todo mundo ficava em frente à TV roendo as unhas para saber quando é que o casa briguento ia, enfim, partir para os finalmentes. E o dia D veio em 31 de março de 1987. Numa cena polêmica violenta de briga (com muitos tapas!), David e Maddie finalmente vão para a cama, encerrando a expectativa de milhões de expectadores americanos – e, algum tempo depois, dos brasileiros que acompanharam a série por aqui.


A cena foi assunto de alguns dos maiores jornais dos Estados Unidos, como o Chicago Tribune, Los Angeles Times e o New York Times (“Maddie Hayes e David Addison se tornarão amantes hoje à nove da noite, e a ABC quer ter certeza de que todos saibam disso”). Graças à estratégia do canal, à propaganda nos guias de TV e à ansiedade dos fãs, todo mundo ficou sabendo, mesmo: o episódio teve 44% de audiência nos Estados Unidos em pleno horário nobre. 60 milhões de pessoas assistiram ao tão esperado, ahn... namoro.

Mas... e depois do fatídico episódio? Final feliz? Que nada. Depois que o casal briguento levou suas desavenças para embaixo dos lençóis, o seriado começou a perder audiência e a ter problemas de produção, com muitos atrasos e brigas entre a equipe. Os atores-protagonistas ficavam cada vez menos disponíveis para a série: Cybill estava grávida e Bruce Willis começou a aventurar-se no cinema - o primeiro filme da série "Duro de Matar" seria lançado em 1988 (em um dos episódios de “A Gata e o Rato”, David aparece em frente a um pôster do filme).

Mas teria sido a consumação da expectativa dos telespectadores que minou o interesse pela história? Foi o que disse grande parte da crítica. Os fãs defendem o seriado, dizendo que o que causou o seu declínio foi o casal protagonista não ter tido, ahn... um final muito feliz.

Em 1989, foi ao ar o último episódio da série: “Lunar Eclipse”. Nele, Bert Viola (Curtis Armstrong, aquele do arroto astronômico em "A Vingança dos Nerds"), o divertido aprendiz de detetive, casa-se com Agnes Di Pesto, e... bom, chega de contar o final

Em seu auge, “A Gata e o Rato” conquistou picos de audiência e a simpatia da crítica. Ao todo, foram 39 indicações ao Emmy e 7 prêmios. Bruce Willis levou um Emmy e um Globo de Ouro de melhor ator. Cybill Shepherd, 2 Globos de Ouro (até nisso eles brigam!). A música-tema da abertura (“Moonlighting Theme”, de Al Jareau) foi indicada ao Grammy de 1988. Maddie e David foram escalados várias vezes entre os “melhores casais da TV”.

Depois de Maddie, Cybill Shepperd fez alguns filmes pouco conhecidos e vários trabalhos para a TV. Do seriado, Bruce Willis saltou para a telona pra virar um workaholic cinematográfico: só em 2005, ele estrela quatro novos filmes. Se deu bem, o moço.

Por Onde Anda? Jonas Torres


'Eu não sou o Bacana, eu fiz o Bacana', diz Jonas Torres

Ator quer se desvincular do personagem de 'Armação Ilimitada'. 

Apesar na notoriedade conquistada ainda na infância, Jonas Torres abandonou a carreira de ator, virou piloto de avião e foi viver nos Estados Unidos. Há um ano de volta ao Brasil, ele tem dado aulas de teatro, mas ainda tenta se desvincular de Bacana, o “menor abandonado” vivido por ele no seriado “Armação Ilimitada”.

“Agradeço muito o interesse, mas estou tentando me desvencilhar disso. Eu tenho muito amor pelo Bacana, acho que foi um personagem muito legal, dentro de um programa muito legal, mas faz vinte e poucos anos”, disse o ator, quando procurado pelo G1 para comentar sobre o lançamento de “Armação” em DVD e contar seus projetos atuais.

Após um pouco de insistência, Torres topou conversar com a reportagem sobre o seriado, o projeto do longa-metragem e até sobre o caos aéreo. “Eu não acho que é esse problema todo que as pessoas estão falando. Existe, sim, um problema técnico muito maior do que elas compreendem.” 


Leia a matéria completa clicando aqui

Fonte: G1

Seriados Inesqueciveis - James West





Faroeste ou Espionagem? Talvez tenha sido essa a questão que o produtor Michael Garrison tenha feito a si próprio analisando o gênero western, que havia vendido como água na TV americana na década de 50 e na primeira metade da década de 60. Isso em contraste com a "Bondmania" que assolava o mundo após a produção de "007 Contra Goldfinger", em 1964. 

Foi pensando num gênero que já havia vendido muito e em outro que estava mais do que na moda, que Garrison pensou em fazer uma mescla colocando – literalmente – James Bond em cima de um cavalo. Para tanto, procurou por Hunt Stomberg, chefe de programação da Rede CBS e tentou convencê-lo sobre a viabilidade do projeto.

 Elaborar uma mescla de gêneros tão distintos entre si não era uma tarefa fácil. Fazer um novo James Bond televisivo estava fora de cogitação, já que a rede NBC exibia desde setembro de 1964, com grande sucesso no ano de 1965, O Agente da UNCLE, primeiro seguidor de 007 na TV.

Garrison pensou num personagem que após a guerra civil se reportasse diretamente ao Presidente Grant. Os nomes pensados para o herói foram Jim West, Sam South, Tom East e Hal North. 

O grande problema em princípio foi achar roteiristas que conseguissem misturar faroeste e espionagem, tendo em vista que esses profissionais eram especialistas e quem escrevia um gênero, não conseguia escrever outro. Havia um detalhe que incomodava: James Bond encontrava-se com seu chefe "M", que orientava sobre a missão a ser executada. 

O muito que 007 fazia depois era encontrar-se com "Q", o cientista mestre de armas e truques que dava ao herói todo um arsenal de recursos a serem utilizados naquela missão. Fazer isso com James West era impossível pela época em que a série estava baseada. Como fazer o herói se deslocar com freqüência até Washington numa época em que o meio de transporte mais utilizado era um cavalo?

Foi para responder a essa indagação que criou-se então o personagem Artemus Gordon. Ele traria detalhes para "West" sobre a missão a ser executada e um arsenal de recursos que o mesmo teria à disposição em cada empreitada. Com o passar do tempo, o personagem de Artemus passou a trabalhar em tempo integral, assumindo a característica de mestre dos disfarces.

Elenco


O sonho da rede CBS seria ter Paul Newman como James West. Como Newman era um ator caro e dificilmente se envolveria num projeto de TV, resolveram promover testes à procura do ator ideal. Consta que Rory Calhoun chegou a ser escolhido. Calhoun havia estrelado entre 1958 e 1960 a série de TV O Texano (The Texan). Por interferência da própria rede CBS ele acabou perdendo o papel, já que os executivos de produção não o consideravam adequado para viver o personagem.

O ator Robert Conrad não era exatamente um estranho no mundo televisivo. Ele havia co-estrelado com Anthony Eisley e Connie Stevens a telessérie Hawaiian Eye, entre 1959 e 1963. Seu personagem, Tom Lopaka, alcançou grande sucesso na ocasião.

Ao saber que o ator John Derek havia sido convidado para fazer testes para James West e não havia comparecido, Conrad tomou como iniciativa tentar o papel. Seu grande problema era a estatura, já que Conrad é um baixinho por excelência. Assim sendo, os testes foram feitos usando planos de chão diferenciados para o ator, que sempre aparecia usando chapéu e botas com saltos especiais. 

Embora Bruce Lansbury e James Aubrey, executivos da CBS, conhecessem Conrad da série Hawaiian Eye, pairava sobre ambos a dúvida sobre qual seria sua real estatura.

Os testes foram feitos por Ethel Winant de modo a parecer que Conrad era muito alto. Ao ser perguntada sobre isso por Aubrey, Ethel respondeu que ele era alto o suficiente. E Robert Conrad foi contratado.

O papel de Artemus Gordon sempre foi de Ross Martin. Ele já era a primeira opção da CBS quando da concepção do projeto. Mesmo assim, recusou-o em quatro oportunidades porque os executivos de produção não promoviam as alterações por ele solicitadas. Martin queria viver um personagem que gostasse de disfarces, teatro e de mulheres, fugindo ao máximo de cenas que envolvessem lutas corporais.

Armado de um assistente e residindo dentro de um trem - dotado de uma locomotiva e quatro vagões cheios de truques - Estreou nos Estados Unidos, em setembro de 1965, a série de TV James West.

1º Ano - P & B

Quando surgiu James West foi um choque: um cowboy e calça justa e sapato com salto falso, que escondia badulaques explosivos. O herói repetia a abordagem de James Bond, só que num oeste cheio de mistério e aventura. 

Seu parceiro era um cavalheiro por excelência. Artemus Gordon era uma espécie de Dr. Watson de um Sherlock Holmes galã, que tinha um andar de quem caminha com botas apertadas. O charme da série foi logo identificado pelo grande público, colocando-a entre as 20 mais vistas na temporada 1965/66 com uma média de 22 pontos na audiência (nenhuma das três temporadas posteriores atingiu novamente essa marca). 

Cada título de episódio possuía o termo "The Night" (assim como em O Agente da UNCLE cada título de episódio possuía o termo "Affair"). Antes de cada comercial a cena é congelada com a imagem, se transformando num story-board. O que mais impressiona era a audácia dos produtores em misturar engenhocas mecânicas num tempo em que aquilo não existia.

  A exemplo de outras produções em início de carreira cujo sucesso era incerto, James West foi produzido inicialmente em preto e branco. O processo de cor era ainda muito caro para a época e só poderia ser utilizado em produções com resultado financeiro garantido.

 Por isso, os 28 primeiros episódios que compõem a primeira temporada foram filmados em preto e branco. Muitos consideram esta a melhor e a mais séria de todas as quatro temporadas.
 

2º Ano - Cores


O segundo ano da série estreou em setembro de 1966. O lamentável é que um mês antes da estréia dessa temporada, o produtor Michael Garrison tenha falecido ao cair do alto de uma escada em sua própria residência. A morte dele quase tirou o programa do ar, mas Bruce Lansbury insistiu na sua continuidade. 

Embora o episódio "The Night of The Golden Cobra" (A Cobra Dourada) tenha sido o primeiro a ser filmado em cores, o episódio de abertura da temporada foi "The Night of The Exccentrics" (A Noite dos Excêntricos). Foi também a partir desta temporada que o ator Robert Conrad formou um time fixo de dublês, sob sua liderança. 

O episódio "The Night of the Vicious Valentine" (A Perversa Valentina) - exibido em 10 de fevereiro de 1967 - rendeu a atriz Agnes Moorehead um prêmio Emmy. Agnes também trabalhava na série de TV A Feiticeira (Bewitched – 1964/72), onde vivia a personagem Endora. 

Alguns episódios chegam a ser fantásticos nesta temporada, misturando também ficção, como volta no tempo, transporte feitos através de quadros e até discos voadores!
 
3º ano - Cores

Para quem aprecia muita ação, esta talvez seja a melhor das quatro temporadas. Há quem diga que é a melhor da fase colorida. Alguns episódios valem exclusivamente por isso e pela trilha musical, bastante apropriada e criativa. A estréia ocorreu em setembro de 1967. Robert Conrad e sua equipe de dublês chegaram a transformar um estúdio num ginásio com equipamentos de boxe. O ator gostava de fazer suas próprias cenas perigosas. O problema é que vez por outra alguém se machucava e a constante presença de uma ambulância na porta dos estúdios começou a preocupar os executivos de produção. 

Em janeiro de 1968, quando filmava o episódio "The Night of The Fugitives", Conrad sofreu uma queda ao se balançar num candelabro e caiu de cabeça num piso de concreto que estava pintado para parecer madeira. O ator foi parar no hospital, paralisando a produção da série por 12 semanas. O episódio só foi concluído após sua recuperação e incluído no lote da quarta temporada.
 
4ª Temporada - Cores
A quarta temporada da série estreou em setembro de 1968. Os problemas verificados nesta etapa superaram os anteriores. Durante as filmagens de "The Night of Araricous Actuary", Ross Martin quebrou a perna numa seqüência de duelo, sendo substituído por um dublê. Nos três episódios que se seguiram, Martin só podia ser filmado da cintura para cima. Mas o pior estava por vir.

Durante as filmagens de "The Night of Fire and Brinstone" (Fogo e Enxofre), Martin passou mal e sofreu um ataque cardíaco que quase o matou. Os médicos chegaram a afirmar que ele não voltaria para o programa, já que tomava café em excesso e fumava quatro maços de cigarro por dia. O ator foi substituído por “parceiros convidados”. Charles Aidman foi o assistente de James West em quatro episódios. 

William Schallert foi o assistente de James West no episódio de duas partes "The Night of The Wigged Terror" (Terror Alado). Alan Hale Jr. foi o assistente de West no episódio "The Night of The Sabatini Death" (A Morte de Sabatini). Em dezembro de 1968, Ross Martin voltou a integrar o elenco do programa em "The Night of Diva" (A Noite de Diva).

Ao contrário do que muitos possam pensar, James West não acabou por problemas de queda de audiência. Em verdade, o governo americano estava iniciando uma campanha contra a violência na televisão e James West foi a bola da vez. 

Os assassinatos de Robert Kennedy e do líder negro Martin Luther King eram os ícones desse movimento. A ordem era diminuir cenas de luta, não utilizar instrumentos cortantes, não quebrar cadeiras nas costas de ninguém e usar revólver só em último caso, evitando–se ao máximo matar quem quer que fosse. 

Com cenas perigosas feitas na base da coreografia o seriado perdia muito. Para piorar de vez a situação, Robert Conrad machucou seriamente o joelho durante uma seqüência de luta do episódio "The Night of The Cossacks" (Os Cossacos) e saiu do estúdio diretamente para o hospital, levado numa ambulância. Após esse acontecimento e com toda a campanha feita pelo governo americano a rede CBS, decidiu cancelar o programa. 


Por onde Anda? Orlando Drummond - Entrevista na InfanTV




Em uma semana que perdemos o dublador do querido Snoopy, o Por Onde Anda? abriu espaço para uma entrevista que foi feita no portal InfanTV 



Orlando Drummond, dublador
Orlando Drummond Cardoso, é apenas, na opinião de muitos, o melhor dublador brasileiro de todos os tempo. Drummond nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1921.

Iniciou sua carreira em 1942 como contra-regra, depois 
encenou filmes como Rei do Movimento (1954) e Angu de Caroço (1955), na época era necessário dublar os próprios personagens depois de gravado o filme, foi o primeiro passo para uma carreira de sucesso para Drummond no mercado da dublagem. Em 1956 quando o ator atuou como radialista foi o passo final para que ele ingressasse na carreira de dublador, onde emprestou sua voz a uma infinidade de personagens que marcou a infância de muita gente.

Fora das telas, Drummond é um conhecido comediante. Com o amigo Ivon Cury, o humorista rodou todo o Brasil com um stand-up comedy de três horas e meia. A idéia foi abandonada após a morte do parceiro. Como ator, participou da Escolinha do Professor Raimundo interpretando o Seu Peru, do Zorra Total interpretando o Índio Cacique e da telenovela Caça Talentos  interpretando o Zaratrusta.

Entre os personagens dublados por Drummond estão: Scooby-Doo, Popeye, Bionicão,  Dr. Kawa, Oliver Hardy, Hong Kong Fu, Gato Guerreiro, Trailbreaker, Abeleão, Vingador, Sargento Garcia, Gargamel, Frangolino, Bafo-de-Onça, Max, Coisa,  entre outros.

Sempre bem humorado, Orlando Drummond nos concedeu esse bate-papo maravilhoso e descontraído para falar um pouco mais sobre sua carreira. Com vocês...o Papa da Dublagem...Orlando Drummond!

Para ler a entrevista completa clique aqui

Fontes : InfanTV (Texto), EmbroAction (fotos)

Seriados Inesqueciveis - Kojac

Quem não lembra do personagem de Telly Savallas, o detetive Kojac, careca e sempre com um pirulito na boca?
 
O personagem Kojak fez sua primeira aparição no telefilme The Marcus-Nelson Murders e o trejeito malandro do tenente caiu rapidamente no gosto do público, abrindo as portas para a produção de um seriado, na rede CBS.

Kojak foi uma das séries policiais de maior sucesso na TV americana, durando 118 episódios e mantendo-se entre os 20 programas mais assistidos dos Estados Unidos durante três anos consecutivos (de um total de cinco temporadas). Com seu estilo malandro de falar (na dublagem, a expressão "nenén" foi marcante), Savalas dava um toque original ao personagem.


Na série, Theo Kojak é um competente e extravagante tenente da polícia que trabalha no 13° distrito de Polícia, na região sul de Manhattan - no centro de Nova York. Sua marca registrada é a careca lustrosa, seu senso de humor sarcástico e cínico e sua mania por pirulitos - que ele não tira da boca enquanto investiga os casos. Policial bem pouco ortodoxo, ele usava das artimanhas das ruas em vez dos métodos burocráticos dos policiais convencionais.

Embora gostasse de agir por conta própria, na luta contra o crime, Kojak não estava sozinho, ele trabalhava com os detetives Stavros (George Savalas, irmão de Telly), Saperstein (Mark Russel) e  Rizzo (Vince Conti). Completavam o elenco o detetive-chefe Frank McNeil, ex-parceiro de Kojak nas ruas (Dan Fraser) e o tenente Bobby Crocker (Kevin Dobson).

Um dos grandes destaques da série era a interpretação de Telly Savalas no papel principal, o personagem acabou se fundindo a imagem do ator que ficou marcado para sempre como o Kojak. Sua atuação na série lhe rendeu um  Emmy, o "Oscar da televisão", e até a gravação de um disco de canções românticas.

No Brasil não foi diferente e a série Kojak também fez bastante sucesso marcando as noites da Rede Globo no início dos anos 80. A popularidade foi tanta que o nome Kojak tornou-se sinônimo de calvície, virando até tema de marchinha carnavalesca: "Kojak mete bronca na moçada/é tira valente, respeitado".

Durante a década de 1980, o personagem voltou em duas ocasiões - ambos filmes para a TV. Em 1989, a ABC tentou reviver o programa, sem sucesso. A nova série só durou uma temporada.
Fonte: InfanTV

Por Onde Anda ? - Sônia de Paula

O Por Onde Anda? de hoje escolhe uma atriz que ultimamente trabalha com o publico infantil : Sônia de Paula.

A atriz, produtora teatral e orientadora de elenco Sônia de Paula nasceu em 26 de março de 1953, em Morro Agudo, São Paulo.


Seu primeiro trabalho na TV foi na novela "A Patota", em 1972. Em seguida, participou dos filmes "Café na Cama" (1973); "Oh! Que Delícia de Patrão" (1974) e " O Varão de Ipanema" (1976).


 
"Estúpido Cupido"
 
Também em 1976, interpretou Ciça, seu personagem de maior sucesso na TV, na novela " Estúpido Cupido".


Em 1977, fez a novela "Sem Lenço, Sem Documento" e o filme "Deu a Louca nas Mulheres".


No ano seguinte, da novela "A Sucessora" e dos filmes "Embalos Alucinantes" e
"A Noiva da Cidade".


Em 1979, filmou " O Preço do Prazer" e, em 1980, "Incrível Monstro Trapalhão", além de participar da novela "Chega Mais", da TV Globo.

Em 1982, volta às telas no filme "Índia, a Filha do Sol".


Integrou, também, os elencos das novelas "Anjo Maldito" (1983) e "Meus Filhos, Minha Vida" (1984).


As novelas seguintes são "Lua Cheia de Amor" (1990) e "Mulheres de Areia" (1993).


Em 1995, grava a novela "Explode Coração" e participa do filme " As Meninas e, em 1997, interpreta Lourdes Maria na novela "A Indomada".

Em 2001, participa do seriado " Os Normais".


Nos últimos anos, Sônia de Paula tem se dedicado ao teatro infantil, como atriz e produtora, tendo encenado "As moças do segundo andar", "O casamento de Dona Baratinha", "A cigarra e a formiga", "Libel, a sapateirinha", "O Patinho Feio" e "Uma professora muito maluquinha", "Leve 3, Pague 2".


Sitio do Picapau Amarelo 
"Sítio do Picapau Amarelo" (2007)


Em 2007, Sônia de Paula esteve no elenco do Sítio do Picapau Amarelo, vivendo D.Miúda. 

Fonte: WikipédiaDramaturgia Brasileira  (textos e fotos)

Por Onde Anda? - Maria Cláudia


atriz década de 1970
Maria Cláudia, atriz  decada de 1970
O Por Onde Anda de hoje traz uma mulher, a atriz carioca Maria Cláudia e descobrir porque ela desapareceu da telinha.  Nascida no Rio de Janeiro dia 09 de outubro de 1949, esta libriana veio ao mundo para brilhar. Filha única, Maria Claudia desde pequena já mostrava veia artística: fazia ballet, teatro e era fotografada para revistas.

A carreira profissional de Maria Claudia começou em 1969, na extinta TV Rio, como apresentadora do "Telejornal Pirelli", com Luís Jatobá e Cid Moreira. No "Telejornal Pirelli" trabalhava como entrevistadora e apresentadora.

Na TV Globo, para onde foi no final de 1969, Maria Claudia começou apresentando programas como o "Festival Internacional da Canção" (1970-71) e "Alô Brasil, Aquele Abraço" (com José Augusto Branco, Arlete Sales, Lucio Mauro, entre outros).

Em seguida trabalhou em novelas, atuou em minisséries, filmes de grandes diretores brasileiros e muitas peças de teatro. Na maior parte, era protagonista. Além de atriz, apresentadora e entrevistadora, Maria Claudia também foi produtora dos seguintes espetáculos de teatro: "Réquiem para uma Negra", "Fantoches" e "Jango".

Participou de vários programas e especiais em diversas emissoras de TV. Foi capa de muitas revistas, e eleita uma das mulheres mais bonitas do Brasil durante os anos 70. É casada desde 1976 com o filósofo, escritor, jornalista e roteirista Luiz Carlos Maciel.


Maimagem atualria Cláudia, ainda hoje, gosta de posar para fotos com um crucifixo italiano de pedras verdes. O talismã dado por sua mãe é o acessório que a atriz usava na época em que sua imagem estava nas principais revistas do país. 
 Aos 57 anos, ela volta a usar o objeto da sorte ao falar dos novos trabalhos: um papel em "Caminhos do coração", trama de Tiago Santiago que começa no próximo dia 28, na Record, e a peça "Lembranças de um sonho", que estréia nesta quinta-feira, no Teatro Glória. Antes que o público comemore a "volta" de Maria Cláudia, a atriz - que ainda conserva a beleza que a fez famosa na década de 70 - afirma que nunca desistiu da carreira.

Em 2005, ela participou da bem-sucedida versão de "A escrava Isaura" na mesma Record.

- As pessoas dizem que parei porque eu não estou na Globo - afirma ela, que não sabe dizer por que ficou tanto tempo afastada dos folhetins.  
- Não pintou mais convite, mas não sei o motivo. Tenho, inclusive, o maior carinho por todos na Globo. Mas, como não me chamavam, e pedra que não rola cria limo, pensei que estava na hora de correr perigo. Nascer, viver e morrer no mesmo lugar é muito limitador - diz a atriz, que deixou a TV Globo em 1992, depois de participar de "Deus nos acuda", de Sílvio de Abreu.

Depois de sete anos de tratamento para curar um problema nas cordas vocais, que lhe tirou a voz no réveillon de 1984 para 1985, a atriz não conseguiu se livrar totalmente da rouquidão. Mas não acha que isso tenha atrapalhado sua carreira.

- Eu voltei com a voz rouca, mas tem tanta atriz assim, né? - pergunta ela, para, em seguida, dar uma sonora gargalhada. - Não sou o tipo de pessoa que fica chateada e magoada. Achei que a vida estava me colocando para fazer mais teatro.

Acredito em desígnios. E aprendi que as portas se fecham, mas também se abrem. Quem fica magoada fica com a energia estagnada. Não quero raiva, mágoa, esses sentimentos dentro de mim. Quando eles aparecem, eu falo: "Xô, xô, vai embora, vai para o fundo do mar sagrado" - diz a atriz, apontando para a janela de seu apartamento, no Leblon, pertinho da praia.

Embora tente manter o bom humor, a doença nas cordas vocais é um assunto que ela gostaria de ver encerrado.

- Parece que virou um estigma - lamenta. - Disseram-me que foi câncer, mas eu só sei que eu perdi meu pai, minha melhor amiga, que eu considerava uma irmã de sangue, e minha mãe, um depois do outro. Minha mãe morreu em 28 de agosto de 1984. Pensei que fosse a última perda, mas no réveillon daquele ano fiquei sem a voz. E era tudo emocional. Afinal, tinha perdido tudo o que eu tinha na minha vida. Sou filha única. Fiquei sozinha.

Depois de muitas injeções, consultas em São Paulo e cirurgias, inclusive espirituais, ela não sabe dizer o que a curou. Diz que a voz voltou quando teve de voltar, porque acredita que "tudo tem o seu tempo".