Câncer de mama: por quanto tempo permanecem os efeitos colaterais do tratamento?


A estimativa de incidência do câncer de mama no Brasil, publicada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em 2020, é de 66.280 novos casos da neoplasia. A maioria será diagnosticada em estágios intermediários, o que pode implicar em um longo período de tratamento incluindo cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, nos casos indicados. 

Assim como em outras neoplasias, as pacientes com câncer de mama estão vivendo mais, o que pode significar um longo período de sobrevida lidando com os efeitos colaterais do tratamento. Mas até quanto tempo após o término do tratamento oncológico ainda posso esperar os efeitos colaterais dele?

Segundo a médica radio-oncologista, Bruna Bonaccorsi, cada pessoa tem um curso diferente de recuperação e não há um tempo exato para que o processo perdure. Muitas pacientes ainda estão lidando com seus efeitos meses ou anos após o término do tratamento oncológico. “As mulheres estão, na maioria das vezes, preparadas para lidar com todo o processo de tratamento, mas nem sempre para o que vem após. Normalmente, elas esperam que os sintomas desagradáveis do tratamento passem assim que ele terminar, mas isso não acontece”, comenta Bruna.

Qualidade de vida após o tratamento


Segundo a médica, o termo “qualidade de vida” descreve um conjunto de fatores que incluem saúde física e mental, habilidade em desempenhar atividades diárias, englobando função sexual e outros efeitos do tratamento ou sintomas do câncer, e também questões não relacionadas à saúde, como a toxicidade financeira decorrente do tratamento. 

Embora a maioria das sobreviventes de câncer de mama reportem uma boa qualidade de vida, podem haver alguns efeitos adversos de longo prazo, trazendo grande morbidade física e mental para as pacientes. “Fadiga, distúrbio do sono, infertilidade, perda de libido, linfedema, neurotoxicidade da quimioterapia em mãos e pés que dificultam o dia a dia, dificuldade de relacionamento com o cônjuge, questões relacionadas a auto-estima, dificuldade de concentração e medo da recidiva, são os sintomas mais comuns”, enumera Bruna.

De acordo com a médica, após cinco anos, em média, os valores retornam ao normal para quase todas as funções e sintomas. Entretanto, alguns estudos apontam que mesmo após este período, quase 40% das pacientes relatam moderados distúrbios de sono. “Somado a isso, 24% das sobreviventes ainda são afetadas pela fadiga. De todos os sintomas, a fadiga foi o que teve o maior impacto na qualidade de vida”, diz.
Orientação médica é fundamental

“Informar à paciente o que se esperar faz toda diferença”, alerta Bruna. A médica lembra que isso reduz a ansiedade e as deixa preparadas para o possível longo período de recuperação, entre outros obstáculos inerentes a eles.

A prática de atividade física é essencial. “Ajuda a melhorar o humor, a fadiga, o bem estar social. Uma rede de apoio também contribui para a qualidade de vida. Algumas pacientes acham de grande valia manter um diário, anotando quando o processo parece ser mais difícil e ajudando-as a planejar melhor essas ocasiões”, comenta a médica.

Em síntese, Bruna afirma que “manejar as expectativas, diminuir o estresse e a pressão sobre si mesmas é essencial enquanto se recupera durante o processo”.

Câncer de mama no Brasil: mortalidade está abaixo da média mundial

Durante cerimônia do lançamento da Campanha Nacional Outubro Rosa, Instituto Nacional de Câncer (INCA) apresentou análise da doença no Brasil em comparação ao resto do mundo

A mortalidade do câncer de mama no país é baixa em relação a outros países. O Brasil está situado na segunda faixa mais baixa com uma taxa de 13 por 100 mil, ao lado de países desenvolvidos como EUA, Canadá e Austrália, e melhor do que alguns deles, como a França e o Reino Unido. Por outro lado, figura também na segunda faixa mais alta de incidência de câncer de mama entre todos os países. Nesse caso, a taxa de incidência é de 62,9 casos por 100 mil habitantes (taxa padrão utilizada mundialmente). A análise da situação do câncer de mama no Brasil, 2018, foi apresentada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) durante cerimônia de celebração do Outubro Rosa, nesta segunda-feira (07), no Rio de Janeiro.

“O fato de a taxa de incidência ser relativamente alta e a de mortalidade ser relativamente baixa mostra que o nosso sistema de saúde, apesar de todos os problemas, está salvando muitas vidas. Mas temos imensos desafios pela frente”, afirma Liz Almeida, chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA.

A mortalidade por câncer de mama está ligada principalmente ao acesso a diagnóstico e tratamento adequado no tempo oportuno. O objetivo é diagnosticar o câncer o mais precocemente possível, ainda nos estágios iniciais da doença, quando o tratamento é mais efetivo. Ano a ano, o Brasil vem conseguindo aumentar o percentual de casos diagnosticados nos estágios in situ (considerado zero) e I de 17,3% em 2000 para 27,6% em 2015. Mas essa proporção continua muita baixa na região Norte (12,7%), em contraste com as regiões Sul (29,2%) e Sudeste (30,8%). Mas é necessário avançar na prevenção e diminuição das desigualdades regionais e socioeconômicas.

SUS NO CONTROLE DO CÂNCER DE MAMA


O câncer de mama é segundo tipo que mais acomete mulheres no Brasil, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino.

O SUS oferta atenção integral à prevenção e ao tratamento para as mulheres acometidas pela doença. Nessa linha, os profissionais de saúde, fundamentais em todas as etapas e ações de controle e cuidados relacionados ao câncer de mama, são orientados a atualizarem-se em relação às condutas relacionadas aos laudos da mamografia.

O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rotina em mulheres sem sintomas ou sinais de doença em suas mamas (rastreamento), seja feita na faixa etária entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos. No ano de 2018 foram realizados 2.465.101 exames de mamografia (tipo bilateral para rastreamento), exclusivamente pelo SUS.

CAMPANHA OUTUBRO ROSA


Segundo o INCA, são estimados 59.700 casos novos de câncer de mama em 2019. Diante deste cenário, é importante que as informações sobre riscos e possíveis benefícios dos exames de rotina sejam amplamente divulgadas para toda a sociedade.

Ainda durante a cerimônia do Outubro Rosa, Ministério da Saúde e INCA reforçaram a mensagem da campanha Outubro Rosa 2019, que destaca os três pilares estratégicos de controle da doença: prevenção primária, diagnóstico precoce e mamografia.

A campanha, criada para divulgação não apenas em outubro, mas sim ao longo do ano inteiro, inclui cartazes, folders, banners e cards para impressão e utilização nas redes sociais. As mensagens chamam atenção ao cuidado com as mamas, que deve ser uma preocupação permanente. Os motes são: “Cada corpo tem uma história. O cuidado com as mamas faz parte dela” e “Embora diferentes, temos algo em comum: o cuidado com o nosso corpo”.

Fonte:  MS

Sintomas do câncer de mama: o que você precisa saber

Uma maneira importante de acompanhar a saúde da mama é estar ciente de como suas mamas normalmente se parecem e sentir e saber o que muda a ser procurado.


Encontrar o câncer de mama o mais cedo possível oferece uma melhor chance de um tratamento bem-sucedido. Mas saber o que procurar não é um substituto para a mamografia e outros testes , que podem ajudar a encontrar o câncer de mama em seus estágios iniciais, mesmo antes que os sintomas apareçam.

As condições benignas (não cancerígenas) da mama são muito mais comuns que o câncer de mama, mas é importante que sua equipe de saúde saiba sobre quaisquer alterações na mama para que possam ser verificadas imediatamente.

Abaixo estão alguns sintomas comuns da mama e o que eles podem significar.

Um caroço no peito


Um nódulo ou massa na mama é o sintoma mais comum de câncer de mama. Tais caroços geralmente são duros e indolores, embora alguns possam ser dolorosos. Nem todos os caroços são câncer, no entanto. Existem várias condições benignas da mama (como cistos) que também podem causar caroços.

Ainda assim, é importante que seu médico verifique imediatamente qualquer novo nódulo ou massa. Se for um câncer, quanto mais cedo diagnosticado, melhor.

Inchaço dentro ou ao redor do peito, clavícula ou axila

O inchaço da mama pode ser causado por câncer de mama inflamatório , uma forma particularmente agressiva da doença.

Inchaço ou caroços ao redor da clavícula ou axilas podem ser causados ​​por câncer de mama que se espalhou para os gânglios linfáticos nessas áreas. O inchaço pode ocorrer antes mesmo de sentir um nódulo no peito. Portanto, se você tiver esse sintoma, consulte um médico.

Espessamento ou vermelhidão da pele


Se a pele do seu peito começar a ficar mais espessa como uma casca de laranja ou ficar vermelha ou escamosa, faça a verificação imediatamente. Muitas vezes, são causadas por mastite, uma infecção mamária comum entre mulheres que estão amamentando. O seu médico pode prescrever antibióticos para tratar a infecção.

Se os sintomas não melhorarem após uma semana, verifique novamente, porque esses sintomas também podem ser causados ​​por câncer de mama inflamatório. Essa forma de câncer de mama pode parecer muito com uma infecção da mama e, como cresce rapidamente, é importante diagnosticá-la o mais rápido possível.

Calor e comichão nos seios


Como espessamento e vermelhidão da pele, o calor e a coceira da mama podem ser sintomas de mastite - ou câncer de mama inflamatório. Se os antibióticos não ajudarem, consulte seu médico novamente.

Alterações nos mamilos


Às vezes, o câncer de mama pode causar alterações na aparência do mamilo. Se o mamilo virar para dentro ou a pele engrossar ou ficar vermelha ou escamosa, consulte um médico imediatamente. Todos estes podem ser sintomas de câncer de mama.

Secreção mamilar


Uma descarga (que não seja o leite) do mamilo pode ser alarmante, mas na maioria dos casos é causada por lesão, infecção ou um tumor benigno (não câncer). No entanto, o câncer de mama é uma possibilidade, especialmente se o líquido estiver com sangue, portanto, seu médico precisa verificar.

Dor


Embora a maioria dos cânceres de mama não cause dor na mama, alguns causam. Mais frequentemente, as mulheres têm dor ou desconforto no peito relacionado ao seu ciclo menstrual. Esse tipo de dor é mais comum na semana anterior ao período menstrual e geralmente desaparece assim que a menstruação começa.

Algumas outras condições benignas da mama, como mastite, podem causar uma dor mais repentina. Nestes casos, a dor não está relacionada ao ciclo menstrual. Se você tem dores no peito que são intensas ou persistentes e não estão relacionadas ao ciclo menstrual, você deve ser verificado pelo seu médico. Você pode ter câncer ou uma condição benigna que precise ser tratada.

Fonte: ACS

Seios densos: respostas a perguntas frequentes

O que são seios densos?

Os seios contêm tecido glandular, conjuntivo e gordo. Densidade da mama é um termo que descreve a quantidade relativa desses diferentes tipos de tecido mamário, como visto em uma mamografia . Seios densos têm quantidades relativamente altas de tecido glandular e tecido conjuntivo fibroso e quantidades relativamente baixas de tecido mamário adiposo .

Como sei se tenho seios densos?

Somente uma mamografia pode mostrar se uma mulher tem seios densos. O tecido mamário denso não pode ser sentido em um exame clínico da mama ou em um auto-exame da mama . Por esse motivo, os seios densos às vezes são chamados de seios mamograficamente densos.

Quão comuns são os seios densos?

Quase metade de todas as mulheres com 40 anos ou mais que fazem mamografias têm seios densos. A densidade da mama geralmente é herdada, mas outros fatores podem influenciá-la. Fatores associados à menor densidade mamária incluem aumento da idade, filhos e uso de tamoxifeno . Os fatores associados à maior densidade mamária incluem o uso de terapia de reposição hormonal na pós-menopausa e um baixo índice de massa corporal.

Como a densidade da mama é categorizada?

Os médicos usam o Sistema de Relatórios e Dados de Imagem da Mama, chamado BI-RADS , para agrupar diferentes tipos de densidade da mama. Este sistema, desenvolvido pelo American College of Radiology Exit Isenção , ajuda os médicos a interpretar e relatar os achados da mamografia. Os médicos que revisam as mamografias são chamados radiologistas . O BI-RADS classifica a densidade da mama em quatro categorias, do seguinte modo:

(A) Tecido mamário quase totalmente gordo , encontrado em cerca de 10% das mulheres
(B) Áreas dispersas de tecido glandular denso e tecido conjuntivo fibroso ( tecido mamário fibroglandular espalhado ) encontradas em cerca de 40% das mulheres
(C) Tecido mamário densamente heterogêneo com muitas áreas de tecido glandular e tecido conjuntivo fibroso, encontrado em cerca de 40% das mulheres
(D) Tecido mamário extremamente denso , encontrado em cerca de 10% das mulheres

Se lhe dizem que você tem seios densos, significa que você tem seios "heterogeneamente densos" (C) ou "extremamente densos" (D). 

Ter tecido mamário denso afeta a mamografia de uma mulher?

O tecido mamário denso aparece branco na mamografia, assim como algumas alterações anormais da mama, como calcificações e tumores . Isso pode dificultar a leitura de uma mamografia e dificultar o diagnóstico de câncer de mama em mulheres com seios densos. Mulheres com seios densos podem ser chamadas de volta para testes de acompanhamento com mais frequência do que mulheres com seios gordurosos.

Os seios densos são um fator de risco para câncer de mama?

Sim, mulheres com seios densos têm maior risco de câncer de mama do que mulheres com seios gordurosos, e o risco aumenta com o aumento da densidade mamária. Esse risco aumentado é separado do efeito das mamas densas na capacidade de ler uma mamografia.

As pacientes com câncer de mama com seios densos têm maior probabilidade de morrer de câncer de mama?

Não. A pesquisa descobriu que pacientes com câncer de mama com seios densos não têm mais probabilidade de morrer de câncer de mama do que pacientes com câncer de mama com seios gordurosos, depois de contabilizar outros fatores de saúde e características do tumor.

Fonte: NCI

Relatados casos adicionais de câncer relacionados a implantes mamários

9 mortes e câncer raro associado a implantes mamários, diz a FDA
Um câncer mortal ligado a implantes mamários foi encontrado em mulheres nos Estados Unidos, disseram autoridades federais de saúde.

Pelo menos 457 mulheres nos Estados Unidos até agora foram diagnosticadas com linfoma anaplásico de células grandes, disse a Food and Drug Administration (agência de vigilância da saúde norte-americana) em um comunicado na quarta-feira . Destes, nove morreram como resultado do câncer raro, que afeta as células do sistema imunológico e pode ser encontrado ao redor do implante mamário.

Mulheres com implantes mamários têm um risco aumentado de desenvolver linfoma anaplásico de grandes células, segundo o FDA, em comparação com mulheres que não têm implantes mamários.

"Esperamos que esta informação leve os profissionais e os pacientes a conversarem sobre os implantes mamários", disse a agência federal.

Uma carta de advertência aos médicos


A FDA também emitiu uma carta advertindo aqueles no campo da medicina sobre a associação entre implantes mamários e linfoma anaplásico de grandes células.

"Queremos que todos os profissionais de saúde estejam cientes ... particularmente em pacientes com novo inchaço, nódulos ou dor ao redor dos implantes mamários, para agilizar o diagnóstico dessa malignidade", disse a carta.

"Também pedimos aos profissionais de saúde que relatem aos casos de implante de mama associado ao linfoma anaplásico de grandes células (BIA-ALCL) em pacientes com implantes mamários. Isso inclui a notificação de casos individuais e as taxas que você pode ter sofrido durante o tratamento. prática."

A maioria dos casos de câncer ocorreu em pessoas que tinham superfícies texturizadas em seus implantes, em vez de superfícies lisas. A doença é de crescimento lento e tratável quando é detectada precocemente.

"Quando os implantes mamários são colocados no corpo, eles são inseridos atrás do tecido mamário ou sob o músculo peitoral", diz a carta.

"Com o tempo, uma cicatriz fibrosa chamada cápsula se desenvolve ao redor do implante, separando-a do resto da mama. Em pacientes com implantes mamários, casos relatados de BIA-ALCL foram geralmente encontrados adjacentes ao próprio implante e contidos dentro da cápsula fibrosa. "

Milhões de mulheres têm implantes mamários


Cerca de 10 a 11 milhões de mulheres no mundo têm implantes mamários, de acordo com a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos e a Fundação de Cirurgiões Plásticos.

A FDA primeiro levantou a possibilidade da doença em 2011, dizendo que havia um risco pequeno, mas significativo de desenvolver o câncer depois de receber implantes mamários. Ele perguntou aos médicos se eles notaram mudanças em seus pacientes e pediu às mulheres que procurassem sintomas como acúmulo de líquido ou uma massa ao redor de seus implantes. Os sintomas do câncer também incluem inchaço e vermelhidão ao redor dos implantes mamários.

Desde esse relatório, a comunidade científica aprendeu mais sobre a ligação entre os implantes mamários e o linfoma anaplásico de grandes células.

As pessoas que estão pensando em fazer a cirurgia devem fazer suas pesquisas e discutir com seus cirurgiões os riscos e benefícios dos implantes texturizados e de superfície lisa, alertou a FDA no passado.

Ele disse que aqueles que têm implantes mamários devem monitorá-los para quaisquer alterações e obter exames de rotina, como mamografias ou ressonâncias magnéticas.

Fonte: CNN

Drogas contra o câncer de mama podem ajudar a tratar câncer de pulmão resistente

Uma classe de medicamentos usados ​​para tratar certos cânceres de mama poderia ajudar a combater cânceres de pulmão que se tornaram resistentes a terapias direcionadas, sugere um novo estudo em ratos do Instituto Francis Crick e do Instituto de Pesquisa do Câncer (ICR). 

Pesquisa, publicada na Cell Reports , descobriu que tumores de pulmão em camundongos causados ​​por mutações em um gene chamado EGFR encolheram significativamente quando uma proteína chamada p110α foi bloqueada.

Drogas para bloquear a p110α estão se mostrando promissoras em testes clínicos contra certos tipos de câncer de mama, então podem ser aprovadas para uso clínico em um futuro próximo. As novas descobertas sugerem que essas drogas poderiam potencialmente beneficiar pacientes com câncer de pulmão mutante ao EGFR, cujos tumores se tornaram resistentes ao tratamento .

"No momento, os pacientes com câncer de pulmão mutante ao EGFR recebem tratamentos direcionados que são muito eficazes nos primeiros anos", explica o líder do estudo, professor Julian Downward, que tem laboratórios no Crick e no ICR. "Estas drogas estão melhorando, mas infelizmente depois de alguns anos o câncer geralmente se torna resistente e começa a crescer e se espalhar novamente. A segunda linha de tratamento é atualmente a quimioterapia convencional, que não é direcionada e tem efeitos colaterais substanciais.

Fonte:  Medicalxpress

Teste de imunoterapia mostra-se promissor para câncer de mama agressivo

Um medicamento de imunoterapia mostrou-se promissor pela primeira vez em uma forma agressiva de câncer de mama.


Os pesquisadores descobriram que a combinação do atezolizumabe (Tecentriq) com a quimioterapia de rotina aumentou as vidas de algumas mulheres com câncer de mama triplo negativo em 10 meses.

Mas o tratamento não funcionou para todos. Os benefícios foram mais claramente vistos para as mulheres cujas amostras de tumores continham altos níveis de uma molécula, chamada PD-L1.

A droga de imunoterapia bloqueia essa molécula para que as células imunes possam atacar o câncer.

O professor Charlie Swanton, chefe clínico do Cancer Research UK, disse que os resultados sugerem que a imunoterapia pode ser uma nova opção em potencial para mulheres com câncer de mama triplo negativo.

"Para algumas mulheres que participaram do estudo, cujos tumores continham altos níveis de uma molécula em particular, a sobrevivência aumentou em quase um ano, o que é muito promissor", disse ele. 

Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine e apresentados no congresso da European Society of Medical Oncology em Munique, Alemanha.

O que os resultados  mostraram?

O estudo envolveu 902 mulheres com câncer de mama triplo negativo, sem tratamento, que se espalhou para outras partes do corpo.

Os pacientes receberam ou atezolizumab mais o medicamento de quimioterapia nab-paclitaxel, ou quimioterapia mais um medicamento placebo.

O azolizumabe não melhorou significativamente a sobrevida geral do paciente, mas houve sinais encorajadores em pacientes cujas amostras de tumor apresentavam níveis elevados de PD-L1, conforme medido por testes de laboratório.

As mulheres com níveis elevados deste marcador que receberam imunoterapia viveram em média cerca de 25 meses, em comparação com 15 meses para as mulheres que não o fizeram.

"Embora isso não represente uma cura, qualquer melhora que dê aos pacientes um tempo extra significativo com suas famílias seria um importante passo adiante" - Professor Charlie Swanton, Cancer Research UK

Os efeitos colaterais graves foram mais comuns em mulheres que receberam a imunoterapia combinada e quimioterapia, com o dobro de mulheres parando o tratamento devido a efeitos colaterais do que aqueles que tomam quimioterapia sozinho.

Cerca de metade das mulheres no julgamento foram consideradas como tendo altos níveis da molécula PD-L1 em ​​suas amostras de tumores.

Câncer de mama, MIT desenvolve inteligência artificial para identificar

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a condição representa cerca de 28% dos casos novos a cada ano e tem risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres.

Um dos fatores para o desenvolvimento da doença é o tecido mamário denso, também conhecido como mama densa. Essa característica aumenta o risco de desenvolver câncer, mas também torna a análise de imagens da mamografia mais cifrada, dificultando o diagnóstico precoce do câncer de mama. Por isso, pesquisadores do MIT e do Massachusetts General Hospital (MGH) estão desenvolvendo um modelo automático que avalia as mamas densas de forma tão confiável quanto o diagnóstico de radiologistas especializados.

Isto marca a primeira vez que um modelo de aprendizagem profunda do tipo foi usado com sucesso em uma clínica em pacientes reais, de acordo com os pesquisadores. Com ampla implementação, os pesquisadores esperam que o modelo possa ajudar a trazer maior confiabilidade às avaliações da densidade da mama em todo o país.

Estima-se que mais de 40 por cento das mulheres dos EUA têm tecido mamário denso, o que aumenta o risco de câncer de mama. Além disso, o tecido denso pode mascarar cânceres na mamografia, dificultando o rastreamento. Como resultado, 30 estados dos EUA determinam que as mulheres devem ser notificadas se suas mamografias indicarem que possuem seios densos.

Mas as avaliações da densidade da mama dependem da avaliação humana subjetiva. Devido a muitos fatores, os resultados variam - às vezes dramaticamente - entre os radiologistas. Os pesquisadores do MIT e do MGH treinaram um modelo de aprendizagem profunda em dezenas de milhares de mamografias digitais de alta qualidade para aprender a distinguir diferentes tipos de tecido mamário, de gordurosos a extremamente densos, com base em avaliações de especialistas. Dada uma nova mamografia, o modelo pode identificar uma medida de densidade que se alinha de perto com a opinião de especialistas.

“A densidade mamária é um fator de risco independente que orienta como nos comunicamos com as mulheres sobre o risco de câncer. Nossa motivação era criar uma ferramenta precisa e consistente, que pudesse ser compartilhada e usada em todos os sistemas de saúde ”, diz Adam Yala, um estudante de PhD no Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL) e segundo autor em um artigo descrevendo o modelo que foi publicado hoje em Radiologia

Fonte: MIT

Cirurgia para reduzir o risco de câncer de mama

Que tipos de cirurgia podem reduzir o risco de câncer de mama?



Dois tipos de cirurgia podem ser realizados para reduzir o risco de câncer de mama em uma mulher que nunca tenha sido diagnosticada com câncer de mama, mas sabe-se que ela tem um alto risco de contrair a doença.

Uma mulher pode ter um risco muito alto de desenvolver câncer de mama se tiver uma forte história familiar de câncer de mama e / ou ovário, uma mutação deletéria (causadora de doença) no gene BRCA1 ou no gene BRCA2 ou uma mutação de alta penetrância. em um dos vários outros genes associados ao risco de câncer de mama, como TP53 ou PTEN 

A cirurgia redutora de risco mais comum é a mastectomia profilática bilateral (também chamada de mastectomia bilateral de redução do risco). A mastectomia bilateral profilática pode envolver a remoção completa de ambas as mamas, incluindo os mamilos ( mastectomia total ), ou pode envolver a remoção do máximo de tecido mamário possível, deixando os mamilos intactos (mastectomia subcutânea ou poupadora de mamilos). 

As mastectomias subcutâneas preservam o mamilo e permitem que as mamas pareçam mais naturais, caso a mulher opte por uma cirurgia de reconstrução mamária posteriormente. No entanto, a mastectomia total proporciona a maior redução do risco de câncer de mama porque mais tecido mamário é removido nesse procedimento do que na mastectomia subcutânea (¹).

Mesmo com a mastectomia total, nem todo tecido mamário que possa estar em risco de se tornar canceroso no futuro pode ser removido. A parede torácica , que normalmente não é removida durante uma mastectomia, pode conter algum tecido mamário, e o tecido mamário às vezes pode ser encontrado na axila, acima da clavícula e até o abdômen - e é impossível para um cirurgião remova todo esse tecido. 

O outro tipo de cirurgia de redução de risco é a salpingo-ooforectomia profilática bilateral , que às vezes é chamada de ooforectomia profilática . Esta cirurgia envolve a remoção dos ovários e das tubas uterinas e pode ser feita isoladamente ou junto com a mastectomia profilática bilateral em mulheres na pré-menopausa que estão sob alto risco de câncer de mama. Removendo os ovários em mulheres na pré-menopausa reduz a quantidade de estrogênio que é produzido pelo organismo. 

Como o estrogênio promove o crescimento de alguns cânceres de mama, reduzir a quantidade desse hormônio no corpo, removendo os ovários, pode retardar o crescimento desses cânceres de mama.

Fonte: NIH


Referências Selecionadas


(¹) Guillem JG, Wood WC, Moley JF, et al. Revisão ASCO / SSO do papel atual da cirurgia de redução de risco em síndromes de câncer hereditário comuns. Journal of Clinical Oncology 2006; 24 (28): 4642-4660. [Resumo do PubMed]

Implantes mamários causam misterioso tipo de câncer

Southern Illinois University, via Science Source
A doença, o linfoma anaplásico de células grandes associado ao implante mamário - é um câncer misterioso que afetou uma pequena proporção de mais de 10 milhões de mulheres em todo o mundo que receberam implantes. 

Quase todos os casos foram ligados a implantes com uma superfície texturizada ou ligeiramente rugosa, em vez de uma cobertura suave. Texturização pode causar inflamação que leva ao câncer. Se detectado precocemente, o linfoma é muitas vezes curável.

A Food and Drug Administration (FDA - Agência de Saúde Norte Americana)  relatou pela primeira vez uma ligação entre os implantes e a doença em 2011, e informações foram adicionadas à rotulagem dos produtos. 

Mas os avisos adicionados estão profundamente enraizados em uma densa lista de complicações, e nenhum implante foi lembrado. A FDA recomenda que as mulheres "sigam as ações recomendadas de seu médico para monitorar seus implantes mamários", disse uma porta-voz em um e-mail este mês.

Até recentemente, muitos médicos nunca tinham ouvido falar da doença, e pouco se sabia sobre as mulheres que de repente recebeu o diagnóstico chocante de câncer provocado 
por implantes.

Uma atualização do FDA em março que ligou nove mortes aos implantes ajudou a aumentar a conscientização. A agência recebeu 359 relatos de linfoma associado a implantes de todo o mundo, embora o número real de casos seja desconhecido porque o sistema de monitoramento da FDA depende de relatórios voluntários de médicos ou pacientes. 

O número deve aumentar à medida que mais médicos e patologistas reconhecem a conexão entre os implantes e a doença.

As mulheres que tiveram o linfoma dizem que a atenção ao problema está muito atrasada, que muito poucas mulheres têm sido informadas do risco e que aqueles com sintomas muitas vezes enfrentam atrasos e erros no diagnóstico e dificuldades em receber cuidados adequados. Alguns ficaram gravemente doentes.

Implantes tornaram-se cada vez mais popular. De 2000 a 2016, o número de aumentos de mama nos Estados Unidos subiu 37 por cento, e reconstruções após mastectomia subiu 39 por cento. 

Anualmente, quase 400.000 mulheres nos Estados Unidos começam os implantes do peito, aproximadamente 300.000 para o alargamento cosmético e aproximadamente 100.000 para a reconstrução após o cancro, de acordo com a sociedade americana dos cirurgiões plásticos. Allergan e Mentor são os principais fabricantes. 

Em todo o mundo, estima-se que 1,4 milhões de mulheres tenham implantes em 2015.

No ano passado, uma aliança de centros de câncer, a National Comprehensive Cancer Network, emitiu diretrizes de tratamento. Os especialistas concordam que o primeiro passo essencial é remover o implante e toda a cápsula de tecido cicatricial ao seu redor. Caso contrário, a doença é provável que recorrem, e o prognóstico para piorar.

Diagnóstico 


A maioria dos cânceres desenvolveu-se de dois a 28 anos após a cirurgia de implante, com uma mediana de oito. A grande maioria ocorreu com implantes texturizados.

Fonte: NYT

Câncer de mama pode ser prevenido?

prevenção do câncer de mama
Não há maneira de prevenir o câncer de mama. Mas há coisas que você pode fazer que poderiam diminuir o risco, como alterar os fatores de risco que você pode controlar.


Hábitos de saúde

O peso corporal, atividade física e dieta têm sido relacionados ao câncer de mama, por isso, estes podem ser áreas onde você pode agir. 

Para as mulheres que têm certos fatores de risco para câncer de mama, como histórico familiar, há uma série de opções médicas que podem ajudar a prevenir câncer de mama.

Medicamentos para reduzir o risco

Para as mulheres com risco aumentado de cancro da mama, drogas tais como o tamoxifeno e o raloxifeno tem sido mostrado para reduzir o risco, mas estas drogas podem ter os seus próprios riscos e efeitos colaterais. Outros medicamentos, como inibidores de aromatase, e suplementos dietéticos que podem ajudar a menor risco também estão sendo estudados. 

A cirurgia preventiva

Se você tem um forte histórico familiar de câncer de mama, poderá conversar com seu médico sobre os testes genéticos para mutações em genes que aumentam o risco de cancro da mama, tais como os genes BRCA genes. Se você tem uma mutação genética ou vir de uma família com uma mutação, mas não foram testados, poderia considerar a cirurgia para reduzir o risco de câncer.

Fonte: ACS

Câncer de Mama: antes, durante e depois

Esse assunto é muito importante tanto para mulheres quanto para homens. O câncer não escolhe gênero ele se desenvolve na glândula mamaria que possuímos no corpo. Contudo as mulheres são as mais propensas a contrair a doença.

Grupo de risco

Algumas mulheres estão no grupo de risco. São elas: idade avançada, exposição prolongada a hormônios femininos, excesso de peso, histórico familiar (se houve casos na família) ou mutação genética. Os genes BRCA1 e BRCA2 tem a função de impedir o surgimento de tumores. Quando um deles sofre mutação perde a capacidade de proteger e torna a pessoa mais suscetível ao aparecimento do tumor.  

Mulheres com essa pré-disposição precisam ficar atentas, pois mesmo com o tratamento ele pode voltar. Por isso o autoexame é muito importante.

Antes

Autoexame


É recomendado que as mulheres a partir dos 20 anos façam o exame. De 3 a 5 dias após o início da menstruação. Ou escolher uma data fixa para as mulheres que já estão na menopausa. Para realizar o exame é simples e indolor. Veja a foto abaixo.


Durante 

Sintomas


Por isso que o autoexame é importante, pois com ele você pode perceber caroços no seio. Vermelhidão na pele, alterações no formato dos mamilos e das mamas, nódulos na axila, secreção escura saindo pelo mamilo, pele enrugada, como uma casca de laranja. Em estágios avançados, a mama pode abrir uma ferida. 

Temos entorno de 80% de nódulos mamários, por isso identificar o nódulo é primordial. Caso tenha alguma discrepância nos seios procure um ginecologista que possa verificar e pedir mais exames. Caso seja positivo o exame na mama que o médico fizer, ele pode pedir exame como ultrassom, mamografia ou tomossíntese. 

Depois

Após os resultados do exame, em caso positivo, é necessário fazer o tratamento que consiste em quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia ou a mastectomia. São importantes o acompanhamento médico e o tratamento correto, assim a qualidade de vida do paciente é preservada.

Prevenção

Ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, consultar regularmente um ginecologista e mensalmente fazer o autoexame. 

Com informações de Clinica da Mama - Mamografia

De Peito Aberto - a autoestima da mulher com câncer de mama

O câncer afeta homens e mulheres de maneira distinta, porém existe um tipo que além do diagnóstico clinico, existe todo o aspecto emocional, o câncer de mama. Por ter que se deparar com a iminência da perda de um órgão altamente investido de representações, a mulher passa por alterações significativas em diversas esferas da vida como o trabalho, a família e o lazer, o que traz implicações em seu cotidiano e nas relações com as pessoas de seu contexto social.


A primeira reação de uma mulher ao receber o diagnóstico de câncer de mama e da iminência da perda do seio, é uma tentativa, mesmo que nula, de salvação deste órgão adoecido, esse fato pode estar relacionado com o significado da mama para a mulher.

A paciente quando toma conhecimento de algo importante e grave que se passa com seu corpo vivência um choque emocional. No momento de recebimento da notícia, é comum notar-se um estado de estranhamento, onde fica clara a dificuldade de aceitação de estar doente. 

Este estado de estranhamento sugere um sinal de defesa egóica, pela via da negação, sendo este muito eficiente para estas situações, uma vez que a negação é um modo de produção de pensamentos, ainda que para tanto seja necessário negar uma parte da verdade. Portanto, a paciente tem o direito de buscar sentido para os acontecimentos, fazendo uso de sua história passada.

A iminência da perda da mama e a mutilação da imagem corporal representam uma desestruturação do sentimento de valor próprio da mulher, tendo como primeira reação diante desta possibilidade de perda, o desejo de salvação do órgão afetado.

As mamas sempre representaram a sexualidade e a maternidade, é um órgão de contato de atração, é também um símbolo extremamente narcísico. Além disso, é símbolo da identidade corporal feminina e do sentimento de auto-estima e valor-próprio..

Felizmente, existem esperanças como o De Peito Aberto é um projeto sociocultural – composto de uma exposição fotográfica e palestras interativas – que conta a história de luta de mais de 70 mulheres do Brasil, Estados Unidos e Europa, entre 18 e 70 anos, que enfrentaram ou enfrentam o câncer de mama – o de maior incidência entre as mulheres e que afeta os principais símbolos femininos: seios, cabelos, fertilidade e libido.

As imagens da exposição mostram as histórias de mais de 50 mulheres e um homem entre 18 e 70 anos de diversas origens, etnias e classes sociais que enfrentam ou enfrentaram o câncer de mama, além de colocar em foco a humanização da medicina em geral. Ela é uma iniciativa da jornalista e escritora Vera Golik e do fotógrafo e sociólogo Hugo Lenzi.

A exposição está em Diadema/SP até o dia 20 de outubro e depois segue para Santo André/SP, fazendo parte da campanha do Outubro Rosa, e conta com auxilio de patrocinadores e parceiros, contando com a realização da Fundo Infinito Comunicação e Responsabilidade Social.