A dificuldade de ser verdadeiro

Acabou a copa, a Espanha foi campeã, só não achei que seria uma final parecendo um vale tudo, com 47 faltas, 13 cartões amarelos e uma expulsão, a final da Copa reservou momentos de tensão, com lances ríspidos entre holandeses e espanhóis.  Ainda que as jogadas mais feias ficaram só no susto e ninguém se machucou. Confiram a figura abaixo:


Esta voadora do volante holandês De Jong sobre o também volante espanhol Xabi Alonso, fez Felipe Melo parecer ser do jardim de infância. 

No Central da Copa, na Rede Globo, o atacante Ronaldo Nazário disse que cada vez mais fica dificil para os árbitros trabalharem visto o comportamento dos jogadores que simulam faltas, pressionam o juiz e acabam induzindo-os ao erro. 

O pior que acabou a copa, mas agora nas eleições de outubro, muitos politicos também vão querer nos induzir ao erro, simulando que estão a favor do eleitor, defendendo o cidadão.

Só nos cabe, como eleitor, não ser complacente como o juiz da decisão ontem. Na primeira promessa fantasiosa dar cartão vermelho e mandar ele para casa e não para o Congresso, Assembléia e Palácios.

A falta de futebol entrou em campo

Muito tem se falado na falta do futebol que as seleções vem apresentando nesta Copa do Mundo, mais destacada pelas falhas de goleiros e arbitragens contestadas. Ontem foi o dia do goleiro do Japão ser traído pela curva da bola no gol da Holanda.

No jogo da Eslovênia e Estados Unidos a contestação foi quando o árbitro do Mali anulou o gol que daria a vitória aos norte americanos, foi alegada falta de ataque na bola cruzada para área da Eslovênia. Agora gostaria que você analisasse esta foto abaixo, retratada na grande área dos eslovenos , nos minutos finais do jogo. Quem está fazendo falta em quem , ou será que este jogo é de rugby e eu me enganei.

Ele não pode falhar

Foto: Getty Images

Em futebol, certas frases são como sentenças : "Goleiro joga em uma parte do campo que não nasce grama", parece maldição, o zagueiro pode dar "balão", o meio de campo fazer um lançamento para ninguém, o atacante "furar" na cara do gol, mas o goleiro não pode falhar, mesmo que tenha mais dez companheiros em campo. Esta maldição na Copa já vitimou o goleiro Green, da Inglaterra e Chaouchi (na foto ao lado) , da Argélia. 

A baixa auto-estima e imagem distorcida

Já escrevi aqui no blog sobre Maslow , o psicólogo norte-americano que, no inicio do século XX elaborou sua Teoria das Necessidades, uma delas referia-se a questão do status ou reconhecimentos da pessoa no meio que vive. Poderíamos dividir o satus ou reconhecimento em três níveis: profissional, pessoal e social. Dividir-los parece meio incompreensível, mas muitas vezes nos realizamos no aspecto profissional e pessoal e não no social, vamos tentar explicar.


Existem maneiras de se realizar, fazer aquilo que gosta, se relacionar bem em familia, mas não sentir-se bem socialmente, deslocado. Então o que fazer? Muitas vezes recorremos a artifícios para isto : um deles é a hipocrisia.


A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.

François duc de la Rochefoucauld revelou, de maneira mordaz, a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos. 

Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego "hypochrités". Os actores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência. 

Eu, por exemplo, vou "fingir" que durante a Copa do Mundo, o mundo vai ser todo cor-de-rosa e voltado para paz social entre os povos.

Tudo bem, posso estar errado, mas Copa do Mundo é apenas um negócio, um grande negócio, onde poucos ganham e muitos perdem.

Tenham uma boa copa.

Copa do Mundo, a panaceia de todos os males

Na mitologia grega Panacéia (ou Panacea em latim) era a deusa da cura. O termo Panacéia também é muito utilizado com o significado de Remédio para todos os males

Pois é, agora a panacéia do momento é a Copa do Mundo. Faltando pouco mais de um mês para começar o torneio, começam pouco a pouco, a sumir noticias do cotidiano. 

Como por mágica, a violência, a fome, a educação deficiente e a política paralisa suas votações. Não vou colocar a culpa da paralisia das votações no Congresso apenas na Copa do Mundo, são eleições majoritárias que também ocasionam este evento desagradável para o destino de todo os brasileiros.

Mas durante a Copa, o tema da copa do mundo de 1970 : Pra  Frente Brasil  (vídeo abaixo) é a tônica, ficamos vidrados na televisão e no rádio, unidos apenas pelas vitórias do escrete canarinho. São os nossos defensores da honra nacional, a comprovação da superioridade da seleção e inflados por esta realidade esquecemos de tudo. 

Vocês querem que o Brasil seja campeão? eu também quero, mas quero também que, na pátria das chuteiras, um país real continua pedindo atenção.

Não esqueça disto!!


Ideais, sucessos e fracassos

Foto: Javier Soriano/AFP    
Todos nós temos ideais, noções de lugares perfeitos, situações que gostariamos  de viver  ou  então compartilhar. 

Eles muitas vezes fazem partes de nossos projetos de vida ou  amenizam as agruras do nosso dia a dia, os melhores exemplos estão no futebol, politica ou  danças  e/ou festivais populares. 

O  exemplo do futebol é marcante, mistura-se o real com o fantástico, o mágico com o cotidiano , dirigentes, jogadores e técnicos são deuses ou demônicos em questão de minutos , horas ou dias. Não faltam fatos  como na  foto da eliminação do poderoso clube Real Madrid na Liga do Campeões da Europa.  Este fato ligado as vaias dos torcedores espanhois soma-se ao um comportamento bem tipico nesta condição: a baixa tolerância ao fracasso e frustação nos seus ideais para o clube : Ser campeão é a recompensa aguardada pela sua torcida e é este envolvimento emocional que, quando frustado, rende cenas de selvageria em estádios de futebol. 

Ainda viva em nossa mentes (pelo menos na minha) a cena acontecida no estádio Couto Pere ira protagonizada pelos "torcedores" do Coritiba, não é nada perto da tragédia ocorrida  no  estádio de Heysel (Bélgica) pela final da Liga dos Campeões da Europa, isto em 29 de Maio de 1985. Jogavam a final Juventus, de Turim (Itália) e Liverpool (Inglaterra). Os distúrbios começaram ainda fora do estádio com ingleses e italianos a trocarem provocações. Uma joalheria foi roubada e lesada em 150 mil euros. 

Por volta das 19 horas, uma grande parte dos espectadores já se encontrava dentro do recinto do Heysel. Contrariamente ao previsto pela polícia, o lado norte do estádio estava partilhado por adeptos das duas formações, separados apenas por uma pequena barreira e alguns polícias. Meia hora mais tarde, os britânicos lançaram o primeiro "ataque" e os distúrbios começaram a ganhar proporções incontroláveis. As grades que separavam as bancadas cederam à pressão humana e deram lugar à tragédia. Dezenas de espectadores italianos foram espezinhados por hooligans, que usaram barras de ferro para bater nos rivais. Com a pressão dos espectadores em pânico, o muro caiu, arrastando na queda mais algumas dezenas de pessoas.                        

A expectativa em relação ao jogo era grande e a UEFA decidiu pela realização do mesmo. O balanço final da tragédia apontou 38 mortos e um número indeterminado de feridos. A polícia não efectuou nenhuma detenção. Os hooligans ingleses foram responsabilizados pelo incidente, o que resultou na proibição das equipas britânicas participarem em competições europeias por um período de cinco anos. As reacções do povo inglês foram todas no sentido da reprovação e incredulidade pelos actos violentos dos adeptos do Liverpool, o que levou a própria rainha Isabel II a condenar publicamente o comportamento dos hooligans e a apoiar a suspensão das equipas inglesas. (Fonte: Wikipedia)

Assim é nossa baixa tolerância ao fracasso e frustação de expectativa que nos leva a apatia ou a violência. A propria sociedade só fala em vencedores, a reação contra a derrota leva-nos a um clima de revolta, desespero e muitas vezes a dor é insuportável, tornando-nos um "carro" desgovernado. Nem vou aqui falar em frustaçao na politica, fica para outro artigo.

Por que sou gremista - Lupicínio Rodrigues



Eu nunca escondi a minha devoção pelo Imortal Tricolor, Grêmio Football Porto Alegrense  são muitas histórias e títulos, mas o fundamental para nós, é o nosso canto maior, o hino. Peguei o trechinho abaixo do site Gremio Copero, nesta postagem ele mostra como foi feito o hino. 


Que Lupicínio Rodrigues compôs o hino do Grêmio, isso não é novidade. Muito mais que o hino do clube, é uma declaração de devoção, comprometimento e zelo por parte dos torcedores para com o Tricolor. Talvez passe por aí o fato de ser um dos mais belos do país e um dos poucos FEITO PARA O CLUBE. Para mim, o “até a pé nos iremos / para o que der vier” é La Marseillaise para gremista entoar. É a marcha em busca do triunfo e da glória.



Também consegui um vídeo de uma matéria do JA de 16.09.2009. Data de Aniversário de Lupicinio Rodrigues. O Restaurante em Questão é o Copacabana.





Gre-nal do Centenário

Era o Gre-nal  do Centenário, não era qualquer um, era histórico, o coroamento de um confronto que começava com um 10 x 0 para o Grêmio no Fortim da Baixada. Faziam sete clássicos que o Imortal não vencia, mas neste domingo, sob o comando do estreante (no lado gremista) Paulo Autouri, o tricolor da Azenha foi superior, venceu de virada o clássico que vai marcar história. Souza e Maxi López marcaram para o Grêmio e Nilmar para o Inter.
                                                    
                                                            Foto:Daniel Marenco
 

Jogadores comemoram o gol de Maxi López, que deu a vitória após sete clássicos ao Grêmio

Fifa divulga as cidades-sedes da Copa de 2014

O Brasil conheceu neste domingo as 12 cidades que serão sedes da Copa do Mundo de 2014. O anúncio foi feito pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante o 59º Congresso da entidade, que acontece na cidade de Nassau, em Bahamas. Além das favoritas, aparecem na lista como principais surpresas as cidades de Cuiabá e Manaus.

Foto: Projeto Maracanã (Terra Esportes)
Os outros dez destinos escolhidos são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal. As 12 cidades escolhidas concorriam com mais cinco pelo posto de sedes do Mundial. Os municípios que ficaram de fora da Copa 2014 foram: Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco e Belém. 
As cidades-sedes já estavam escolhidas pelo menos desde março. As 12 eleitas e as cinco eliminadas foram decididas após um estudo técnico de dois anos. 

Foram duas visitas de delegados da Fifa ao Brasil, reuniões pelo mundo e inúmeras ligações telefônicas. Além do documento preparado pelo grupo de estudos da Fifa, Teixeira foi consultado antes dos cortes. 
O presidente do comitê da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, enviará a cada escolhida uma convocação. As reuniões, que terão os estádios como pauta exclusiva, serão realizadas na sede da entidade, no Rio de Janeiro, entre os dias 8, 9 e 10 de junho. 
Confira a lista das 12 cidades escolhidas como sede e os projetos de estádios das sedes da Copa de 2014:
 
Belo Horizonte (Minas Gerais)
Estádio: Mineirão
Brasília (Distrito Federal)
Estádio: Estádio Nacional de Brasília
Cuiabá (Mato Grosso)
Estádio: Verdão
Curitiba (Paraná)
Estádio: Arena da Baixada
Fortaleza (Ceará)
Estádio: Castelão
Manaus (Amazonas)
Estádio: Vivaldão
Natal (Rio Grande do Norte)
Estádio: Cidade das Dunas
Porto Alegre (Rio Grande do Sul)
Estádio: Arena do Beira-Rio
Recife (Pernambuco)
Estádio: Cidade-Copa
Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Estádio: Maracanã
Salvador (Bahia)
Estádio: Fonte Nova
São Paulo (São Paulo)
Estádio: Morumbi 
Fonte: Terra

Lembra do Uzbequistão?

Pois depois que eu publiquei aqui no blog uma piada sobre um habitante do Uzbequistão ( se quiser ler a piada, clique aqui ) , uma série de novas noticias sobre este pais, ex-república soviética, incluindo esta nota sobre o futebol de lá (incrível lá jogam futebol também!!):

Zico e Rivaldo são campeões no Uzbequistão

RIO - O Bunyodkor, equipe treinada por Zico, conquistou nesta sexta-feira a Copa do Uzbequistão ao vencer por 3 a 1 o Pakhtakor na final.
Com a vitória, o técnico conquista seu primeiro título pelo clube uzbeque, que ainda conta com dois jogadores brasileiros: o meia Rivaldo e o zagueiro Luizão, ex-Vasco.
No comando do Bunyodkor desde o final de setembro, Zico soma sete vitórias e apenas uma derrota. 
Já que é para falar do Uzbequistão, vamos lá, alguns dados:
   
Bandeira                          Brasão                                   Localização Geográfica
Língua oficial Uzbeque
Capital Tashkent
Presidente Islam Karimov
Primeiro-ministro Shavkat Mirziyayev
Área
- Total
- % água
55º maior
447,400 km²
4.9%
População
- Total (2002)
- Densidade
41º mais populoso
25,563,441
57 h/km²
IDH (2007) 0,702 (113º)médio
Independência
- Declarada
- Reconhecida
da União Soviética
1 de Setembro de 1991
8 de Dezembro de 1991
Moeda Som uzbeque (UKS)
Fuso horário UTC +5
Hino nacional Hino Nacional do Uzbequistão
Domínio de topo .uz
Código telefónico 998
 
O Uzbequistão ou Usbequistão é uma ex-república soviética da Ásia Central, limitado a norte pelo Cazaquistão, a leste pelo Quirguistão e pelo Tadjiquistão, a sul pelo Afeganistão e a sul e a oeste pelo Turcomenistão. Além do território principal, inclui também os enclaves de Sokh e de Iordan, no Quirguistão. Capital: Tashkent 
História


O território do Uzbequistão foi povoado desde o segundo milénio a.C.. Existem achados arqueológicos de ferramentas e monumentos de homens primitivos nas regiões de Fergana, Tashkent, Bucara, Khorezm e Samarcanda. As primeiras civilizações existentes no Uzbequistão foram as Sogdiana, Bactria e Khwarezm. Os territórios destes estados foram integrados no império Persa de Aquemênidas no século IV a.C., de que fizeram parte durante vários séculos. Desse facto resulta que parte da cultura persa tenha sido preservada no Uzbequistão até aos dias de hoje, onde os Uzbeques falam farsi bem como russo.

Em 327 a.C., Alexandre, o Grande conquista Sogdiana e Bactria , casando-se com Roxana, filha de Oxyartes, um chefe de Sogdiana. Contudo, segundo reza a história, a conquista em pouco ajudou Alexandre pelo que a resistência polular foi intensa, causando danos ao seu exército nesta região.

Em 1220 os seus territórios foram tomados por Genghis Khan e a sua tribo Mongol.

No século XIV, Tamerlão subjugou os Mongois e criou um império. As suas campanhas militares estenderam-se até ao Médio Oriente. Tamerlão derrotou ainda o Imperador Otomano, Bayezid I. Tamerlão visionava constituir a capital do seu império em Samarcanda, uma cidade de população predominantemente Tajique. A imagem de Tamerlão seria tomada mais tarde como referência histórica na construção da identidade nacional uzbeque.

No início do século XIX perto de 3200 Km separavam a Índia Britânica das regiões extremas da Rússia Czarista. Grande parte desse território intermédio permanecia por cartografar. O Império Russo iniciou então a sua expansão e estendeu-se pela Ásia Central. O período do "Grande Jogo" é geralmente considerado como o período decorrente entre 1813 e a Convenção Anglo-Russa de 1907. Nesta região, a sua entrada deu-se após uma vitória fulgurante do general Mikhail Tcherniaev. Eles subjugam inicialmente em 1884 os canatos de Bucara e de Khiva, e seguidamente o Leste do actual Uzbequistão, incluindo Tashkent (1865). Os territórios conquistados foram reagrupados num ajuntamento administrativo sob o nome de Turquistão. Em Março de 1876, o canato de Kokand sucumbe por seu turno às mãos dos russos.

O Uzbequistão como nação única e distinta apenas existe desde 27 de Outubro de 1924, quando diversas entidades territoriais da Ásia Central foram reunidas na República Socialista Soviética do Uzbequistão. Em 1925 o Uzbequistão integra a URSS.
Tashkent, capital do Uzbequistão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Uzbequistão acolheu várias centenas de milhares de famílias soviéticas em fuga das invasões hitlarianas a ocidente, entre os quais muitos órfãos da guerra, o que veio acelerar a russificação da républica, principalmente a capital, Tashkent. Uma parte das índustrias pesadas da parte europeia da URSS evacuou-se também para o Uzbequistão. Essas fábricas permaneceram no Uzbequistão após o final da guerra, contribuindo para a industrialização da república.

A 31 de Agosto de 1991, o Uzbequistão declarou a sua independência, mesmo que relutante, marcando o 1 de Setembro como feriado nacional. Subsequentes tensões étnicas levaram perto de dois milhões de Russos a abandonar o país para a Rússia. Os uzbeques de étnia russa não têm qualquer estatuto legal na Rússia nem em qualquer outro país e encontram-se portanto espalhados pelo mundo, particularmente na Europa e E.U.A..

A 13 de Maio de 2005 violentos protestos ocorreram em Andijon no seguimento da detenção de 23 muçulmanos acusados de serem fundamentalistas islâmicos. Os manifestantes tomaram de refém perto de trinta pessoas. Os soldados dispararam então sobre a múltidão provocando um número elevado de mortos. O número exato de vítimas não é consensual, pelo que ao número oficial de 176 vítimas mortais, outras versões apontam para a ordem do milhar.

Nesse mesmo dia em Tashkent, um homem tomado erradamente por um bombista suicida foi abatido junto da embaixada de Israel.

O país procura agora diminuir a sua dependência do setor agrícola - é o segundo maior exportador mundial de algodão - enquanto tenta explorar as suas reservas minerais e petrolíferas.
 
Geografia

    * Localização: Centro-Oeste da Ásia.
    * Área total: 447.400 km² (Terra: 425.400 km²; Água: 22 mil km²)
    * Alcance ao mar: O país é cercado por terra, tendo uma extensão de 420 km no mar de Aral
    * Vizinhos: Afeganistão, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Turcomenistão
    * Coordenadas: 41 00 N, 64 00 E
    * Extensão total da fronteira: 6.221 km
    * Extensão de fronteira com países vizinhos: Afeganistão (137 km), Cazaquistão (2.203 km), Quirguistão (1.099 km), Tadjiquistão (1.161 km) e Turcomenistão (1.621 km)

    * Terreno: A maior parte do território de Uzbequistão é formado por planícies (perto de quatro quintos do território). Um dos principais é a planície Turanian. Ao leste e nordeste estão as ramificações situadas no Tian-Shan. As Montanhas Pamir são o ponto mais elevado do país, com 4.643m. Também há um dos maiores desertos do mundo, Kizilkums, situado na parte central do Uzbequistão.

    * Recursos mineirais: O país possuí gás natural, carvão mineral, ouro, cobre, tungstênio, e bismuto. Há poços de petróleo abertos.

    * Clima: O clima do país é na maior parte altitude média deserto-continental. A diferença das temperaturas, conforme as épocas do ano, é significativa. A temperatura média em janeiro é abaixo de -6Cº. A média de ascensões de temperatura é maior de 32Cº em julho. A quantidade de chuva é pequena, fazendo com que a agricultura dependa na maior parte de irrigação.

Economia

O Uzbequistão foi uma das zonas mais pobres da antiga União Soviética com mais de 60% da sua população a viver em comunidades rurais densamente povoadas. O Uzbequistão é atualmente o 3º maior exportador de algodão, um grande produtor de ouro e gás natural, e ao nível regional um importante produtor de produtos químicos e maquinaria.

Demografia

Grupos étnicos: uzbeques 80%, russos 5.5%, tajiques 5%, coreanos 4.7%, cazaques 3%, karakalpak 2.5%, tártaros 1.5%, outros 2.5%

Religião: Não há religião oficial. Islamismo 88% (maioria de sunitas), Igreja Ortodoxa 9%, outros 3% (incluindo alguns budistas).

Idiomas: uzbeque (oficial), russo e tajique
 

 

 

 

Grêmio massacra o Figueirense e assume a liderança do Brasileirão

Foto: Flavio Neves

Perea e Reinaldo, ambos três vezes, e Marcel marcaram na noite dos atacantes

O Grêmio massacrou o Figueirense ao vencer por 7 a 1, no Estádio Orlando Scarpelli, nesta quinta-feira, naquela que é maior goleada de sua história no Brasileiro e desta edição do campeonato. Na noite dos atacantes, Perea e Reinaldo (ambos três vezes), e Marcel marcaram, e levando o Grêmio à liderança Brasileirão. Cleiton Xavier descontou para o time catarinense.

 Veja os gols da partida

 





O time de Celso Roth tem a melhor defesa, com apenas 11 gols sofridos, e o segundo melhor ataque, com 26 marcados — um a menos que o Flamengo.



A vitória foi marcante. Não apenas pelo placar elástico, mas pela boa atuação. No primeiro tempo, o time encaixou a marcação, manteve maior posse de bola e envolveu o Figueirense. Depois de nove rodadas sem marcar, Perea fez dois ainda no primeiro tempo, e deixou o campo aclamado pelos cerca de quatro mil gremistas que foram ao Orlando Scarpelli. No final da primeira etapa, Cleiton Xavier descontou, de pênalti, após um lance infeliz de Paulo Sérgio — que vinha muito bem na partida.



Já no início do segundo tempo, o Grêmio dava indícios de que o gol seria uma questão de tempo. E se passaram apenas oito minutos até Marcel cabecear sozinho, no canto esquerdo. Perdido em campo, o Figueirense não conseguia reagir. Perea marcou o seu terceiro. Reinaldo, que substituiu Marcel, deixou três em 13 minutos. O Figueirense só assustou com um arremate de Ramon, ex-Grêmio, que explodiu na trave de Victor. Vendo o time dominado em campo, muitos torcedores já haviam deixado o estádio antes dos 30 minutos. Já os gremistas, que fizeram barulho durante todo o jogo, comemoravam a liderança, a goleada e a boa atuação do time.



No vestiário, pensamento já está no Palmeiras



Mesmo contente com a vitória, Celso Roth não se deixou levar pela euforia, e destacou ser mais difícil manter do que chegar à liderança. Na saída de campo, os jogadores do Grêmio mostraram discurso afinado com o técnico, e mostraram já estar focados no jogo com o Palmeiras, domingo às 16h, no Olímpico. Roth não terá Paulo Sérgio, que recebeu o terceiro cartão amarelo — ele não poderia jogar por um acordo de cavalheiros, assim como Makelele. Wanderley Luxemburgo não poderá contar com Valdívia, que também está suspenso.

Grêmio vence o São Paulo por 1 a 0 na estréia


Gol do zagueiro Pereira foi marcado aos cinco minutos da segunda etapa no Morumbi pelo Brasileirão

Fonte: www.zerohora.com




O Grêmio arrancou bem no Brasileirão 2008 ao vencer o São Paulo por 1 a 0 neste sábado diante de um público de apenas cerca de 7 mil pessoas no Morumbi. O gol dos gremistas foi marcado pelo zagueiro Pereira. Depois das desclassificações na Copa do Brasil e no Gauchão, que deixaram o time de molho por cerca de um mês apenas treinando e jogando amistosos, o Grêmio se recuperou e volta de São Paulo com uma vitória muito importante neste início de competição.

Melhor no primeiro tempo diante dos atuais bicampeões do Brasileirão (que não perdia há sete meses no Morumbi), o Grêmio foi recompensado logo no início da segunda etapa. Aos cinco minutos, Paulo Sérgio cobrou falta na ponta esquerda na cabeça do zagueiro Pereira, que entrou livre para subir e marcar o único gol do jogo. Aos 12, ele quase ampliou de novo de cabeça, mas a bola passou por cima do gol.

O Grêmio marcou bem no primeiro tempo mas pecou na criação de jogadas para a conclusão a gol. O primeiro chute a gol do time no jogo veio apenas aos 29 em jogada criada por Roger, que fez boa partida. Ele passou ótima bola para Perea, que chutou cruzado, sem força, para a defesa segura de Rogério Ceni.

O Grêmio caiu de rendimento nos últimos minutos da primeira etapa, mesmo assim, ainda teve boas jogadas individuais com Perea e Leo.

Após uma saída errada do São Paulo aos 43, Perea chegou na área pelo lado direito e bateu forte por cima do gol. Nos acréscimos, Leo chutou forte da intermediária e Ceni fez mais uma defesa importante.

Depois de sofrer o gol, o São Paulo esboçou uma reação com a entrada de Sérgio Mota aos 16 minutos da segunda etapa. Um minuto após entrar, ele acertou um bom chute na intermediária mas Victor conseguiu a defesa.

Aos 20 minutos, um lance polêmico em que o Grêmio pediu pênalti não assinalado pela arbitragem. Zé Luíz se atrapalhou e perdeu a bola para Soares dentro da área do São Paulo. O volante empurrou o atacante e o árbitro deixou o lance seguir apesar da reclamação dos gremistas.

O Grêmio se acomodou no final da partida e não conseguiu mais reter a bola no ataque. Faltando cerca de 15 minutos para o fim do jogo, o técnico Celso Roth mexeu no time para tentar segurar a pressão do São Paulo.

Makelele entrou na vaga de Roger e Rodrigo Mendes na de Soares. Aos 31 minutos, o time paulista quase empatou na cobrança de falta de Jancarlos, que chutou com perigo, muito perto do gol de Victor.

Aos 44 minutos, o São Paulo teve mais uma grande chance de marcar para o desespero da torcida gremista. Rogério Ceni cobrou uma falta frontal, a bola desviou na barreira e passou muito perto do gol de Victor.

Um minuto depois, Jonas, que tinha acabado de entrar na vaga de Perea, recebeu ótimo passe de Rodrigo Mendes e chutou para a defesa sensacional do goleiro do São Paulo. Por pouco, o Grêmio não ampliou a vantagem no final de jogo dramático deste sábado.

O Grêmio pega o Flamengo na segunda rodada do Brasileirão no próximo domingo, às 16h, no Olímpico, em Porto Alegre.