Coringa 2 e 'Folie à Deux': Um Olhar Psicológico e Espiritual


Saúde e Espiritualidade Holística

No filme Coringa 2: Folie à Deux, o conceito de delírio compartilhado, também conhecido como “loucura a dois”, é central para o desenvolvimento da trama. A relação entre Arthur Fleck, o Coringa, e sua cúmplice, Harley Quinn, reflete uma dinâmica profunda de codependência emocional e psicológica. 

No entanto, ao analisarmos essa relação à luz dos pensamentos do psicanalista Christian Dunker, percebemos que a “folie à deux” vai além de uma simples coadjuvação no delírio de outro. Ela revela os mecanismos internos da mente que podem ser refletidos no inconsciente coletivo e, eventualmente, na espiritualidade.

O que é Folie à Deux?

A expressão Folie à Deux, que dá título ao filme, refere-se a um fenômeno psiquiátrico onde duas ou mais pessoas compartilham o mesmo delírio, geralmente impulsionadas pela dinâmica emocional entre elas. No caso do Coringa e Harley Quinn, vemos um exemplo clássico de como o sofrimento e a solidão podem alimentar esse ciclo vicioso de loucura mútua. Aqui, a solidão do protagonista encontra acolhimento e reforço na figura de Harley, uma psiquiatra que, ao se apaixonar pelo seu paciente, mergulha com ele no abismo da loucura.

O Delírio Coletivo e a Teoria de Dunker

Christian Dunker, em suas análises sobre a contemporaneidade, discute como a psicologia individual pode se expandir para o campo social e político. Segundo ele, vivemos em uma era onde os delírios não são mais exclusivos de indivíduos isolados, mas podem ser compartilhados em grande escala, como no caso de movimentos políticos, ideológicos ou até religiosos. O filme Coringa 2 reflete justamente esse ponto. O delírio de Arthur Fleck não é apenas dele, mas é compartilhado por aqueles ao seu redor, seja Harley ou as massas que o transformam em um símbolo revolucionário.

Dunker ressalta que, em momentos de crise social, as pessoas buscam identificações em figuras que representam sua angústia ou frustração. Arthur Fleck, na sua transformação em Coringa, se torna essa figura para muitos. Ao observarmos essa dinâmica, vemos que o conceito de Folie à Deux pode ser ampliado para uma Folie à Plusieurs, onde uma sociedade inteira adere ao delírio de uma liderança ou ideia, algo recorrente em momentos de crise espiritual e política.

Reflexões Espirituais: A Doença da Alma

Do ponto de vista espiritual, a Folie à Deux também pode ser vista como uma metáfora para os desequilíbrios da alma. Quando perdemos o centro, o equilíbrio espiritual, é comum que busquemos, muitas vezes inconscientemente, outras pessoas ou ideologias para nos ancorar, mesmo que essas sejam destrutivas. O Coringa, com sua máscara de caos e revolta, é um reflexo das almas perdidas em busca de propósito, mas que encontram apenas dor e destruição.

Na espiritualidade holística, aprendemos que todas as relações possuem um papel no nosso aprendizado. A conexão entre o Coringa e Harley Quinn, apesar de trágica, pode ser vista como um reflexo do encontro de duas almas que, em meio ao caos, espelham suas feridas e sombras. Segundo essa perspectiva, a cura para a Folie à Deux não está em fugir da relação ou do outro, mas sim em entender que o que vemos no outro é, muitas vezes, um reflexo do que precisamos curar em nós mesmos.

A Cura para o Delírio: Psicanálise e Espiritualidade

Dunker afirma que o caminho para romper esses ciclos de delírio coletivo e codependência emocional está na compreensão e na aceitação das nossas próprias limitações e vulnerabilidades. A psicanálise, assim como as práticas espirituais, oferecem ferramentas para que possamos olhar para dentro e reconhecer os padrões destrutivos que nos aprisionam.

No contexto espiritual, esse processo de cura envolve não apenas a análise psicológica, mas também o autoconhecimento profundo e a reconexão com nossa essência divina. O equilíbrio entre mente, corpo e espírito é fundamental para evitar que sejamos arrastados para delírios, sejam eles individuais ou coletivos.

Conclusão

O filme Coringa 2: Folie à Deux nos oferece uma reflexão poderosa sobre as complexas dinâmicas do relacionamento humano, especialmente quando envolvem dor, sofrimento e loucura. Ao combinarmos essa análise com os insights de Christian Dunker, podemos entender que o delírio compartilhado não é apenas um fenômeno patológico, mas também uma metáfora para as crises existenciais e espirituais que enfrentamos como indivíduos e como sociedade.

A espiritualidade holística nos ensina que a cura começa dentro de nós. É necessário reconhecer nossas sombras e buscar a luz, sem depositar no outro a responsabilidade de nos salvar ou nos destruir. A Folie à Deux, portanto, não precisa ser um caminho sem volta. Com a ajuda da psicanálise e das práticas espirituais, podemos encontrar a saída do labirinto da mente e do espírito, restaurando a harmonia e o equilíbrio em nossas vidas.

Explorando o Potencial do Lado Direito do Cérebro na Saúde e Espiritualidade Holística

Saúde e Espiritualidade Holística

No mundo da saúde e espiritualidade holística, entender o funcionamento do cérebro humano é crucial. Uma área de particular interesse é o lado direito do cérebro, conhecido por suas funções criativas, intuitivas e emocionais. Neste artigo, exploraremos o papel do lado direito do cérebro na saúde e no bem-estar holísticos, destacando suas principais funções e como elas se relacionam com a espiritualidade e o autocuidado.

O cérebro humano é dividido em duas metades, com o lado direito desempenhando funções distintas e complementares ao lado esquerdo. Enquanto o lado esquerdo é mais analítico e verbal, o lado direito é associado a habilidades como percepção espacial, criatividade e expressão emocional.

O lado direito do cérebro nos ajuda a compreender formas tridimensionais e a nos orientar no espaço, é o centro da imaginação e inovação, permitindo-nos encontrar soluções originais para problemas., responsável por interpretar e expressar emoções, tanto verbalmente quanto através de linguagem corporal.

Conhecido como o centro da intuição, nos permite compreender instantaneamente sem depender do raciocínio lógico. Muitas habilidades artísticas, como pintura, música e dança, são dominadas pelo lado direito do cérebro.

Compreensão de Metáforas e Humor: Ajuda na interpretação de figuras de linguagem e humor, elementos essenciais na comunicação e na expressão.

Muitas práticas espirituais e holísticas valorizam o desenvolvimento e a integração das habilidades associadas ao lado direito do cérebro. A percepção espacial é essencial em meditações que buscam expandir a consciência. A criatividade é vista como uma forma de se conectar com o divino e expressar a alma. A intuição é valorizada como uma ferramenta para a orientação espiritual e a compreensão intuitiva da verdade interior.

Integrar atividades que estimulem o lado direito do cérebro em nossa rotina diária pode promover um maior equilíbrio e bem-estar. Práticas como arte terapia, meditação criativa, dança e música podem nutrir essa parte do nosso ser e nos ajudar a acessar um estado de fluxo e conexão espiritual.

O lado direito do cérebro desempenha um papel essencial na saúde e espiritualidade holísticas, oferecendo uma janela para a criatividade, intuição e expressão emocional. Ao integrar atividades que nutrem essa parte de nós mesmos, podemos alcançar um maior equilíbrio e bem-estar em nossas vidas, conectando-nos mais plenamente com nossa essência espiritual e potencial criativo.

Se você está interessado em explorar mais sobre o lado direito do cérebro e seu impacto na saúde holística, entre em contato conosco para descobrir práticas e recursos que podem enriquecer sua jornada espiritual e de autocuidado.

Entenda melhor o câncer metastático de cérebro vitimou a jornalista Gloria Maria



Câncer e Saúde

O câncer metastático no cérebro é uma condição na qual células cancerosas se espalham para o cérebro a partir de uma localização primária em outra parte do corpo. O tratamento para o câncer metastático no cérebro pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias dirigidas. O prognóstico depende de vários fatores, incluindo a saúde geral do paciente, a localização e a extensão das metástases cerebrais e a resposta à terapia. É importante procurar atendimento médico precoce e regular para melhorar as chances de sucesso no tratamento.

É importante destacar que o tratamento precoce e o acompanhamento regular com um oncologista são fundamentais para o sucesso no tratamento do câncer metastático no cérebro. O tratamento pode incluir a combinação de diferentes modalidades terapêuticas, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias dirigidas, e deve ser individualizado para cada paciente, de acordo com suas necessidades e condições médicas.

A fim de determinar o tratamento mais adequado, os médicos normalmente realizam uma série de testes, incluindo exames de imagem, biópsias e avaliações clínicas. A cirurgia pode ser realizada para remover as lesões visíveis no cérebro, enquanto a radioterapia e a quimioterapia são utilizadas para destruir as células cancerosas. As terapias dirigidas são medicamentos que atuam especificamente nas células cancerosas, impedindo o seu crescimento e proliferação.

Além disso, é importante que os pacientes e suas famílias estejam informados e envolvidos no processo de tratamento, trabalhando em estreita colaboração com o time de cuidados de saúde. A equipe de saúde também deve estar atenta aos efeitos colaterais do tratamento e ajudar o paciente a lidar com eles de maneira adequada.

Em suma, o câncer metastático no cérebro é uma doença complexa que requer uma abordagem multidisciplinar e um time de cuidados de saúde altamente treinado. [

Além disso, é importante que o paciente siga uma rotina de cuidados de saúde, incluindo uma dieta saudável, exercícios físicos regulares e descanso adequado, a fim de ajudar a gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode ser difícil e desafiador, mas existem suportes disponíveis, incluindo grupos de apoio, terapias psicológicas e acompanhamento médico de perto, para ajudar os pacientes a lidar com a doença.

Câncer vitima Marie Fredriksson, vocalista do Roxette que morre aos 61 anos

Marie Fredriksson, a vocalista do Roxette, morreu ontem, dia 9, aos 61 anos, após uma longa batalha contra o câncer. A morte foi confirmada pelas contas oficias da banda nas redes sociais. 


A cantora sueca, nascida em 1958, foi uma das fundadoras do Roxette em 1986, ao lado de Per Gessle. A dupla teve seu auge de sucesso nos anos 80 e 90, com hits como "Listen to Your Heart" e "It Must Have Been Love".


Fredriksson foi diagnosticada com câncer de cérebro em 2002, mas continuou seu trabalho, tendo lançado álbuns como The Change e Min Bäste Vän. Seu último álbum solo foi Nu!, lançado em 2013 e com o Roxette foi Good Karma, em 2013. 

O duo divulgaria o álbum em uma turnê de 30 anos de aniversário do Roxette, mas Fredriksson foi aconselhada por médicos a repousar por motivos de saúde.

O cérebro e a medula espinhal formam o Sistema Nervoso Central (SNC). Os tumores do SNC devem-se ao crescimento de células anormais nos tecidos dessas localizações. O câncer do SNC representa de 1,4 a 1,8% de todos tumores malignos no mundo. Cerca de 88% dos tumores de SNC são no cérebro.

As causas de tumores do SNC ainda são alvo de muitos estudos. Entende-se atualmente que essa doença é multifatorial, ou seja, ela é causada pelo somatório de várias alterações genéticas. Algumas dessas alterações são adquiridas durante a vida, por predisposição ou por exposição. Outras são hereditárias e estão presentes em algumas síndromes familiares associadas com tumores do SNC, como a neurofibromatose.

Os fatores que conhecidamente aumentam o risco são:

  • Exposição a radiação ionizante - por exemplo, profissionais que lidam com raios-X, pessoas que se submetem à radioterapia ou a exames excessivos com radiação (tomografia).
  • Deficiência do sistema imunológico - seja ela causada pelo vírus HIV ou pelo uso de medicamentos ou drogas que suprimem o sistema imunológico.

Não compre suplementos de saúde cerebral

Esqueça os produtos vendidos sem receita que prometem melhor memória.

Uma pesquisa recente descobriu que cerca de 25% dos adultos acima de 50 anos tomam um complemento para melhorar a saúde do cérebro com a promessa de memória aprimorada e atenção e foco mais aguçados.

O problema? Não há prova sólida de que algum deles funcione.


"O principal problema com todos os suplementos vendidos sem receita é a falta de regulamentação", diz o Dr. Gad Marshall, diretor médico associado do Centro de Pesquisa e Tratamento do Alzheimer do Brigham and Women's Hospital, afiliado a Harvard. "O FDA não supervisiona os testes de produtos ou a precisão dos ingredientes - eles apenas procuram suplementos que fazem alegações de saúde relacionadas ao tratamento de doenças específicas".

Em termos de saúde do cérebro, isso significa que um fabricante de suplementos pode reivindicar que um produto ajuda com alerta mental ou perda de memória - mas não que ele proteja ou melhore a demência ou a doença de Alzheimer. "Dessa forma, os fabricantes não precisam fazer backup de nenhuma alegação de que seu produto seja eficaz ou mesmo seguro", diz o Dr. Marshall.

Uma combinação de nutrientes


Muitos suplementos cerebrais concentram-se em ácidos graxos ômega-3 (como os encontrados no óleo de peixe), vitamina E, várias vitaminas do complexo B ou várias combinações. Por que esses?

Há fortes evidências de que certas dietas - como a dieta mediterrânea, a dieta DASH e a dieta MIND - podem ajudar a melhorar a função cognitiva, de acordo com o Dr. Marshall.

"Essas dietas contêm alimentos com grandes quantidades dessas vitaminas e minerais", diz ele. "Mas o que não está claro é se é benéfica a combinação de nutrientes nessas dietas, ou se são específicas ou mesmo certas quantidades, ou alguns outros fatores". Os pesquisadores tentaram responder a essas perguntas testando como esses nutrientes individuais afetam a saúde cognitiva. Até agora, os estudos limitados não encontraram nenhuma evidência de ajuda, com algumas raras exceções.

"Ainda assim, isso não significa que os suplementos cerebrais podem não funcionar", diz Marshall. "Só que não há muita evidência, se é que existe alguma, de ensaios clínicos randomizados - o padrão-ouro para pesquisas - sobre vitaminas ou minerais isolados e a saúde do cérebro".

Aqui está um resumo do que a ciência encontrou até agora e o que isso significa.


Ácidos graxos ômega-3 (óleo de peixe)

Existem três tipos de ômega-3: ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA) - que são encontrados principalmente em peixes gordurosos como salmão e cavala - e ácido alfa-linolênico (ALA), encontrado em vegetais de folhas verdes ( Couve de Bruxelas, espinafre), óleos vegetais (canola, soja) e nozes e sementes (nozes, linhaça).

"O corpo cobre o ALA em EPA ou DHA, mas apenas em pequenas quantidades, então a melhor maneira de obter grandes quantidades de EPA e DHA é comendo mais peixe", diz o Dr. Marshall.

Os ômega-3 ajudam a construir membranas celulares no cérebro e também podem ter efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes que podem proteger as células cerebrais.

O peixe é um alimento básico nas dietas mediterrânea e da MIND, entre outros, e estudos descobriram uma associação entre maior ingestão de peixe e menor risco de declínio cognitivo. No entanto, os suplementos de ômega-3 não mostraram o mesmo efeito. "Qualquer benefício parece vir de uma maior ingestão de peixe e não de tomar suplementos de óleo de peixe", diz o Dr. Marshall.
Vitamina E

A vitamina E é um antioxidante e acredita-se que ajude a saúde do cérebro, reduzindo o estresse oxidativo. É o único suplemento que foi encontrado para ter qualquer benefício possível.

Um estudo de 2014 da revista Nutrients revisou a pesquisa existente sobre vitamina E e vários problemas de saúde, como doenças cardíacas, derrames e doença de Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que altas doses de vitamina E podem ajudar as pessoas com demência de Alzheimer leve a moderada a continuar desempenhando funções da vida diária por um curto período de tempo. No entanto, a vitamina E não previne a doença nem reduz outros sintomas, e doses altas aumentam o risco de derrame hemorrágico.
Vitaminas B

Três vitaminas do complexo B estão frequentemente relacionadas à saúde do cérebro: B 6 , B 9 (folato) e B 12 . Eles podem ajudar a quebrar a homocisteína, cujos altos níveis foram associados a um maior risco de demência e doença de Alzheimer. As vitaminas B também ajudam a produzir a energia necessária para desenvolver novas células cerebrais.

No entanto, a maioria das pessoas obtém vitaminas B suficientes através de sua dieta. "Você pode precisar de vitaminas B extras por meio de suplementos, se tiver uma deficiência ou tiver problemas para obter o suficiente através de sua dieta, mas, caso contrário, eles não terão nenhum benefício claro para a saúde do cérebro", diz o Dr. Marshall.

O que as folhas dizem sobre o ginkgo biloba


As folhas em forma de leque da árvore do ginkgo são usadas na medicina tradicional chinesa para tratar todos os tipos de doenças. Nos Estados Unidos, o extrato das folhas é vendido como um suplemento comumente chamado ginkgo biloba. Um de seus principais pontos de venda é como um aprimorador de memória. No entanto, como com outros suplementos de saúde cerebral, a ciência não apóia as alegações.

Um dos maiores ensaios clínicos que explorou o possível vínculo foi o estudo Ginkgo Evaluation of Memory (GEM). Os pesquisadores recrutaram mais de 3.000 adultos mais velhos, com idade média de 79 anos, 54% dos quais eram homens, com função cognitiva normal ou comprometimento cognitivo leve. Todos receberam 120 miligramas de ginkgo ou um placebo duas vezes por dia durante quase seis anos. (Esse valor foi escolhido com base em pesquisas anteriores.) Os resultados descobriram que o ginkgo biloba não diminuiu a taxa geral de desenvolvimento de demência.

"A maioria dos suplementos não é testada rigorosamente em ensaios clínicos", diz Gad Marshall, diretor médico associado do Centro de Pesquisa e Tratamento da Alzheimer do Brigham and Women's Hospital. "No entanto, o ginkgo foi testado minuciosamente quanto ao seu potencial para prevenir a demência, e há fortes evidências de que não impede o declínio da memória ou a demência e, portanto, não deve ser tomado para esse fim".

Pensando em suplementos


Portanto, a pergunta permanece: sem evidências, por que as pessoas ainda compram suplementos de saúde cerebral? "Ainda existe a idéia de que é mais fácil tomar uma pílula do que fazer mudanças duradouras no estilo de vida", diz Marshall.

Até que se saiba mais, o conselho do Dr. Marshall é economizar seu dinheiro. "Invista mais em fazer exercícios aeróbicos e seguir uma dieta baseada em vegetais. Isso pode ajudar na memória e na saúde do cérebro a longo prazo, mais do que qualquer suplemento".

Fonte: HHP

Câncer cerebral, raro e de difícil reconhecimento

Para entendermos melhor o câncer de cérebro e suas consequências é preciso conhecer pouco mais de como funciona, como é composto e a importância do sistema nervoso central (SNC).

Sistema Nervoso Central

Sistema Nervoso Central (SNC)


O Sistema Nervoso Central é responsável por receber e transmitir informações para todo o organismo. Podemos defini-lo como a central de comando que coordena todas as atividades do corpo. Ele é constituído pelo encéfalo (composto pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e medula espinal, que estão protegidos pelo crânio e coluna vertebral, respectivamente.

O cérebro é a principal parte do sistema nervoso. Ele é responsável por comandar ações motoras, estímulos sensoriais e atividades neurológicas como a memória, a aprendizagem, o pensamento e a fala. Ele é formado pelos hemisférios direito e esquerdo.

O hemisfério esquerdo tem como função o controle do pensamento lógico e competência comunicativa. O hemisfério direito é responsável pelo o pensamento simbólico e a criatividade. As funções do controle da parte motora localizam-se tanto no hemisfério direito quanto no esquerdo. Vale notar, no entanto, que a parte direita do cérebro coordena a função motora do lado esquerdo do corpo e vice-versa.

O cerebelo controla o ato de caminhar, a coordenação e o equilíbrio. Entre o cerebelo e a medula espinhal está o tronco encefálico, por onde passam todas as conexões nervosas e tem uma relevância fundamental em funções não só motoras, mas visuais, de deglutição e respiratórias.

Tumores cerebrais


Ainda não se sabe ao certo a causa dos cânceres do sistema nervoso central (SNC). 

Pesquisadores acreditam na possibilidade de alterações químicas que ocorrem no interior das células do cérebro que as tornam cancerosas. Como os demais tipos de câncer, a causa é a anomalia dos genes.

Na maioria dos cânceres dos outros órgãos do corpo, é muito importante fazer a distinção entre tumores benignos e malignos. Infelizmente, no cérebro os tumores benignos podem ser tão prejudiciais quanto os malignos. À medida que crescem, os tumores benignos podem destruir e/ou comprimir o tecido normal do cérebro, causando danos que muitas vezes são incapacitantes e por vezes fatais. Por esta razão, os médicos costumam falar de tumores cerebrais em vez de câncer do cérebro. A principal preocupação com os tumores cerebrais é a facilidade com que podem se disseminar para a medula espinhal ou no próprio cérebro.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 11.320 novos casos de tumores cerebrais/sistema nervoso central no Brasil. Apesar de ser extremamente agressivo, a probabilidade de uma pessoa desenvolver um tumor cerebral maligno durante sua vida é inferior a 1%.

Fonte: bioemfoco

7 mitos do câncer mais comum de cérebro

O glioblastoma é o tumor cerebral primário mais comum e agressivo em adultos. Embora seja Considerado um câncer raro, com cerca de 12.000 novos diagnósticos a cada ano, ganhou visibilidade recentemente com o diagnóstico de algumas pessoas de alto perfil (o ex-senador norte-americano Jonh McCain foi uma pessoas atingida por este câncer). No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), tivemos 5.810 novos casos em 2018.


1. Mito: Os celulares causam glioblastoma.

Fato: telefones celulares não causam câncer no cérebro. Vários estudos diferentes não conseguiram encontrar evidências claras de uma ligação entre o uso de telefones celulares e o câncer cerebral. O número de pessoas diagnosticadas com glioblastoma permaneceu praticamente estável na última década, enquanto o uso de telefones celulares continuou a aumentar.

2. Mito: Não há nada que você possa fazer para um glioblastoma “inoperável”.

Fato: Um tumor que é considerado "inoperável" em um hospital sem programas especializados de tumores cerebrais pode realmente ser operável se você procurar tratamento em um centro de câncer com a perícia certa. No MD Anderson, Universidade do Texas/EUA, os neurocirurgiões operam com sucesso em muitos pacientes que achavam que seus tumores estavam inoperáveis. Tratamos os pacientes com glioblastoma todos os dias e temos uma grande experiência e perícia na remoção segura de tumores. Isso inclui glioblastomas envolvendo regiões cerebrais responsáveis ​​por funções importantes, como linguagem ou movimento. 

Certos tumores cerebrais que não podem ser removidos cirurgicamente com segurança podem qualificar-se para a terapia térmica intersticial a laser (LITT). Este procedimento cirúrgico minimamente invasivo usa calor térmico para destruir tumores cerebrais de dentro para fora. Quimioterapia e radioterapia também fazem parte do tratamento padrão do glioblastoma.

3. Mito: O glioblastoma pode ser completamente removido por cirurgia.

Fato: Mesmo uma ressecção total bruta para o glioblastoma sempre deixa para trás a doença microscópica. O glioblastoma tem “tentáculos” que se estendem a partir da massa tumoral principal. Esses tentáculos são invisíveis a olho nu e até mesmo para muitas das nossas mais avançadas tecnologias de imagem. Uma ressecção total bruta de um tumor cerebral é definida como a remoção de pelo menos 98% ou mais do tumor que aumenta o contraste, que é a parte do tumor que podemos ver no exame de ressonância magnética quando o paciente recebe contraste . Uma análise MD Anderson mostrou que os pacientes com glioblastoma que têm uma ressecção total bruta tendem a viver mais tempo. No entanto, as células invisíveis do câncer são sempre deixadas para trás no cérebro após a cirurgia. É por isso que o tratamento padronizado para o glioblastoma inclui quimioterapia e radiação, mesmo após uma excelente ressecção cirúrgica. 

4. Mito: A terapia de prótons é a melhor radiação para o glioblastoma.

Fato: Até o momento, a terapia com prótons não se mostrou mais eficaz do que a radiação padrão baseada em fótons para o glioblastoma, incluindo a radioterapia modulada por intensidade (IMRT) . A IMRT usa múltiplos raios X feitos de fótons em diferentes ângulos para tratar a área onde o tumor foi removido e qualquer tumor deixado para trás, mesmo que seja apenas uma doença microscópica. A radiação é cuidadosamente planejada e direcionada para proteger o cérebro saudável e normal.

A terapia de prótons é um tipo especial de radiação, freqüentemente usado para outros tipos de tumores cerebrais e em pacientes que necessitam de radiação tanto para o cérebro como para a coluna. Vários ensaios clínicos em andamento estão investigando e definindo ainda mais o papel da radiação de prótons em tumores cerebrais. 

5. Mito: A dieta cetogênica pode curar o glioblastoma.

Fato: Nenhuma dieta pode curar o glioblastoma. Um punhado de estudos de caso e blogueiros da internet afirmaram que a dieta cetônica pode ter benefícios para pacientes com câncer no cérebro, mas a idéia de que você pode "passar fome" de glioblastoma através da dieta é um mito. Embora o papel da dieta no câncer seja uma área de pesquisa ativa, sabemos que os pacientes com glioblastoma precisam de nutrientes - incluindo carboidratos - para manter seus corpos fortes por meio do tratamento. Recomendamos uma dieta balanceada baseada nas diretrizes do New American Plate,desenvolvido pelo American Institute for Cancer Research.

6. Mito: Ter glioblastoma significa que sua família está em maior risco de desenvolver um tumor cerebral.

Fato: Glioblastoma é um tumor cerebral que quase sempre se desenvolve esporadicamente. Ser diagnosticado com glioblastoma não significa que seus filhos ou irmãos tenham maior probabilidade de desenvolver glioblastoma ou outro tumor cerebral. Algumas síndromes de câncer muito raras, como a Síndrome de Li-Fraumeni, estão associadas a um risco aumentado de desenvolver tumores cerebrais e outros tipos de câncer, mas esses pacientes geralmente são diagnosticados com vários tipos de câncer em uma idade muito jovem. 

As mutações no BRCA estão associadas a um risco aumentado de desenvolver câncer de mama e de ovário, mas não há associação conhecida entre as mutações BRCA e o desenvolvimento de glioblastoma. Alguns estudos genéticos em andamento estão olhando para famílias que têm vários parentes com tumores cerebrais para entender melhor se certos genes herdados contribuem para o desenvolvimento do tumor cerebral.

7. Mito: A quimioterapia sempre faz seu cabelo cair.

Fato: A quimioterapia mais usada para glioblastoma é chamada de temozolomida (TMZ), e a perda de cabelo não é tipicamente um dos efeitos colaterais dessa quimioterapia. No entanto, o tratamento do glioblastoma com radioterapia no cérebro pode causar queda de cabelo em torno da parte da cabeça onde o feixe de radiação entra. Após a radiação estar completa, o cabelo quase sempre volta a crescer.

Fonte: MD Anderson

7 coisas que você pode fazer para evitar um acidente vascular cerebral

A prevenção de acidentes vasculares cerebrais pode começar hoje. Proteja-se e evite acidentes vasculares cerebrais, independentemente da sua idade ou histórico familiar.

O que você pode fazer para prevenir o derrame? A idade nos torna mais suscetíveis a ter um derrame, assim como ter mãe, pai ou outro parente próximo que tenha tido um derrame.

Você não pode reverter os anos ou mudar a história da sua família, mas há muitos outros fatores de risco de AVC que você pode controlar - desde que você esteja ciente deles. "Conhecimento é poder", diz a Dra. Natalia Rost, professora associada de neurologia na Harvard Medical School e diretora associada do Serviço de Acute Stroke no Massachusetts General Hospital. 

"Se você sabe que um fator de risco particular é sabotar sua saúde e predispor você a um risco maior de acidente vascular cerebral, você pode tomar medidas para aliviar os efeitos desse risco."

Como prevenir um acidente vascular cerebral


Aqui estão sete maneiras de começar a refrear seus riscos hoje para evitar o derrame, antes que um derrame tenha a chance de atacar.

1. Baixar a pressão arterial

A hipertensão arterial é um fator importante, duplicando ou mesmo quadruplicando o risco de derrame, se não for controlado. "A hipertensão arterial é o maior contribuinte para o risco de acidente vascular cerebral em homens e mulheres", diz o Dr. Rost. "Monitorar a pressão arterial e, se ela é elevada, tratá-la, é provavelmente a maior diferença que as pessoas podem fazer para sua saúde vascular".

Seu objetivo ideal: manter uma pressão sanguínea inferior a 135/85. Mas para alguns, um objetivo menos agressivo (como 140/90) pode ser mais apropriado.

Como conseguir isso:

  • Reduza o sal em sua dieta para não mais que 1.500 miligramas por dia (cerca de meia colher de chá).
  • Evite alimentos ricos em colesterol, como hambúrgueres, queijo e sorvete.
  • Coma 4 a 5 xícaras de frutas e vegetais todos os dias, uma porção de peixe duas a três vezes por semana e várias porções diárias de grãos integrais e laticínios com baixo teor de gordura.
  • Faça mais exercícios - pelo menos 30 minutos de atividade por dia, e mais, se possível.
  • Pare de fumar, se você fuma.

Se necessário, tome medicamentos para pressão arterial ( somente mediante prescrição médica ).

2. Perder peso

A obesidade, assim como as complicações associadas a ela (incluindo pressão alta e diabetes), aumenta suas chances de ter um derrame. Se você está acima do peso, perder apenas 10 libras pode ter um impacto real no risco de derrame.

Seu objetivo: Embora um índice de massa corporal (IMC) ideal seja de 25 ou menos, isso pode não ser realista para você. Trabalhe com o seu médico para criar uma estratégia pessoal de perda de peso.

Como conseguir isso:

  • Tente não comer mais de 1.500 a 2.000 calorias por dia (dependendo do seu nível de atividade e do seu IMC atual).
  • Aumente a quantidade de exercício que você faz com atividades como caminhar, jogar golfe ou jogar tênis e fazer atividades parte de todos os dias.

3. Exercitar-se mais

O exercício contribui para a perda de peso e redução da pressão arterial, mas também se mantém como um redutor independente de acidentes vasculares cerebrais.

Seu objetivo: Exercer em intensidade moderada pelo menos cinco dias por semana.

Como conseguir isso:

  • Dê um passeio pelo seu bairro todas as manhãs depois do café da manhã.
  • Comece um clube de fitness com os amigos.
  • Quando você se exercita, alcance o nível em que está respirando com dificuldade, mas ainda pode falar.
  • Pegue as escadas em vez de um elevador quando puder.
  • Se você não tiver 30 minutos consecutivos para se exercitar , divida-o em sessões de 10 a 15 minutos algumas vezes por dia.

4. Se você beber - faça isso com moderação

Beber um pouco de álcool pode diminuir o risco de derrame. "Estudos mostram que, se você tem cerca de um drinque por dia, seu risco pode ser menor", diz o Dr. Rost. "Uma vez que você comece a beber mais de dois drinques por dia, seu risco aumenta muito rapidamente."

Seu objetivo: não beba álcool ou faça isso com moderação.

Como conseguir isso:

  • Não tenha mais que um copo de álcool por dia.
  • Faça vinho tinto sua primeira escolha, porque contém resveratrol, que é pensado para proteger o coração e o cérebro.
  • Assista ao seu tamanho das porções. Uma bebida de tamanho padrão é um copo de 150 ml de vinho, 350 ml de cerveja, ou copo de 50 ml  de bebidas destiladas.
5. Tratar fibrilação atrial

A fibrilação atrial é uma forma de batimento cardíaco irregular que causa a formação de coágulos no coração. Esses coágulos podem então viajar para o cérebro, produzindo um derrame. "A fibrilação atrial tem um risco quase cinco vezes maior de acidente vascular cerebral e deve ser levada a sério", diz o Dr. Rost.

Seu objetivo: se você tiver fibrilação atrial, faça o tratamento.

Como conseguir isso:

  • Se você tiver sintomas como palpitações cardíacas ou falta de ar, consulte o seu médico para um exame.
  • Pode ser necessário tomar um medicamento anticoagulante (anticoagulante), como a varfarina (Coumadin) ou um dos mais novos anticoagulantes de ação direta, para reduzir o risco de derrame de fibrilação atrial. Seus médicos podem orientá-lo através deste tratamento.

6. Tratar diabetes

O alto nível de açúcar no sangue danifica os vasos sanguíneos ao longo do tempo , tornando mais provável a formação de coágulos dentro deles.

Seu objetivo: manter seu açúcar no sangue sob controle.

Como conseguir isso:

  • Monitore seu açúcar no sangue conforme indicado pelo seu médico.
  • Use dieta, exercícios e medicamentos para manter seu nível de açúcar no sangue dentro da faixa recomendada.

7. Pare de fumar

Fumar acelera a formação de coágulos de duas maneiras diferentes. Ele engrossa o sangue e aumenta a quantidade de acúmulo de placa nas artérias. "Juntamente com uma dieta saudável e exercício físico regular, a cessação do tabagismo é uma das mudanças de estilo de vida mais poderosas que ajudarão a reduzir significativamente o risco de derrame", diz o Dr. Rost.

Seu objetivo: parar de fumar.

Como conseguir isso:

  • Pergunte ao seu médico para aconselhamento sobre a maneira mais adequada para você sair.
  • Use ajuda para parar de fumar, como pílulas ou adesivos de nicotina, aconselhamento ou remédios.
  • Não desista. A maioria dos fumantes precisa de várias tentativas para desistir. Veja cada tentativa como um passo à frente para vencer com sucesso o hábito.
Identifique um AVC RÁPIDO

Muitas pessoas ignoram os sinais de AVC porque questionam se os sintomas são reais. 

"Minha recomendação é: não espere se você tiver algum sintoma incomum", aconselha o Dr. Rost. Ouça o seu corpo e confie nos seus instintos. Se algo estiver errado, procure ajuda profissional imediatamente. "

Fonte: HHP

O que é o Câncer de Cérebro


Existem dois tipos principais de tumores: tumores malignos (ou cancerosos) e tumores benignos.

O câncer é definido pelo crescimento rápido e totalmente desordenado das células, que com o tempo adquirem uma estrutura a ponto de se multiplicar, seja de forma rápida ou lenta. O câncer ou neoplasia (como é chamado em termos médicos) possui a capacidade de espalhar-se para diversas partes do corpo denominada metástases.

O Câncer de Cérebro é um tipo de câncer ocorre quando as células consideradas normais do tecido do cérebro vão se transformando de maneira descontrolada e de maneira anormal.

Este tipo de câncer pode se manifestar de diferentes maneiras sendo elas: das células do próprio sistema nervoso central (do próprio órgão cerebral), dos nervos cranianos e das meninges, do qual são classificados como cânceres primários.

Os tumores cancerosos podem ser divididos em tumores primários, que se começam a formar no próprio cérebro, ou tumores secundários, que se espalharam a partir de outras partes do corpo, denominadas metástases cerebrais.

Os tumores do cérebro secundários, ou metástases, são mais comuns que os tumores do cérebro primários.

Cerca de metade das metástases é proveniente de um câncer de pulmão ou de mama.

Os tumores cerebrais primários afetam por ano cerca de 250. 000 pessoas em todo o mundo, o que corresponde a menos de 2% do total de casos de câncer.

Em jovens com idade inferior a 15 anos, os tumores do cérebro são a segunda principal causa de câncer.

Segundo André Murad, médico Oncologista, pesquisador e coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da UFMG, todos os tipos de tumores cerebrais manifestam sintomas que variam conforme a parte do cérebro afetada.

Sintomas


Os sintomas incluem dores de cabeça, convulsões, problemas de visão, vômitos e perturbações mentais.

“A dor de cabeça é geralmente mais intensa durante a manhã e desaparece após os vômitos.

Alguns tipos de tumores podem provocar dificuldade em caminhar, falar ou a nível de sensibilidade”, explica.

Ainda de acordo com Murad, a causa da maior parte dos tumores cerebrais é desconhecida.

Entre os fatores de risco que podem ocasionalmente estar envolvidos estão uma série de condições hereditárias conhecidas como a Neurofibromatose e a Síndrome de Li Fraumeni, assim como a exposição ao cloreto de vinil, ao vírus de Epstein-Barr e à radiação ionizante.

Os tipos mais comuns de tumores primários em adultos são os meningiomas (geralmente benignos) e os astrocitomas, tais como os fluidos e os gliobastomas (malignos).

“Em crianças, o tipo mais comum são os meduloblastomas malignos.

O diagnóstico é geralmente realizado através de exame clínico auxiliado por imagens de tomografia computorizada ou ressonância magnética. O diagnóstico pode ser confirmado por biópsia.

Com base nas observações, os tumores são divididos diferentes graus de gravidade”, diz.

Tratamento


O tratamento pode incluir uma combinação de cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Nos casos em que ocorrem convulsões podem ser administrados anticonvulsivos.

Para diminuir o inchaço à volta do tumor podem ser administrados corticosteroides, como a decametasona.

Alguns tumores crescem lentamente, sendo apenas necessária monitorização sem necessidade de intervenção no futuro.

O prognóstico varia consideravelmente de acordo com o tipo de tumor e de quanto se encontra disseminado no momento do diagnóstico.

O prognóstico dos glioblastomas é geralmente pouco favorável, enquanto os meningiomas têm geralmente prognóstico positivo.

A taxa de sobrevivência a cinco anos nos Estados Unidos para o cancro no cérebro é, em média, de 33%.

Estão atualmente a ser investigados tratamentos que tiram partido do sistema imunitário da pessoa.

Fonte: Vida Plena



As mudanças nas habilidades de pensamento podem ser demência reversível?

demência reversível
Às vezes, as causas da demência estão ligadas aos efeitos colaterais da medicação e às condições subjacentes.

Usamos o termo "demência" para descrever uma série de condições que causam mudanças de habilidades de pensamento permanente, como perda de memória e confusão. O tipo mais comum de demência é a doença de Alzheimer, que é caracterizada por proteínas aglutinantes que se enredam dentro e ao redor das células cerebrais, eventualmente fazendo com que elas morram. O segundo tipo de demência mais comum é a demência vascular, causada pela diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro a partir da aterosclerose - o acúmulo de depósitos de gordura nas paredes das artérias.

Uma vez que a demência atinge, o dano é permanente e não temos muitas opções de tratamento. Portanto, antes de fazer um diagnóstico, é crucial excluir se as causas da demência são realmente condições reversíveis.

Demência reversível


De acordo com o relatório de saúde especial de Harvard Living Better, Living Longer: Tomando medidas agora para garantir um futuro mais feliz e saudável , uma pequena porcentagem de casos de demência pode ser demência reversível se o tratamento começar antes do dano cerebral permanente ocorrer. É por isso que é importante relatar as mudanças em suas habilidades de pensamento a um médico o mais cedo possível.

Um médico primeiro descarta causas potenciais de demência que são devidas a condições subjacentes, como o mau sono, depressão, infecções do trato urinário, tumores, derrames, desidratação e desnutrição.

Outras condições subjacentes que podem ser causas de sintomas de demência incluem o seguinte.

  • Efeitos secundários de medicamentos. Alguns medicamentos podem prejudicar as habilidades cognitivas (de pensamento) como um efeito colateral. Os principais suspeitos são um grupo de drogas chamadas anticolinérgicas, encontradas em muitos medicamentos de venda livre e prescritos. Estes incluem tratamentos para a incontinência, como a oxibutinina (Ditropan); depressão, como a amitriptilina (Elavil); espasmos musculares, como a ciclobenzaprina (Flexeril); e alergias, como difenidramina (Benadryl). Tomar vários desses medicamentos pode intensificar o efeito colateral.
  • Deficiência de vitamina B 12 . A vitamina B 12 é crucial para o funcionamento das células nervosas, e uma deficiência pode levar a um caso aparente de demência. Esta vitamina é abundante em ovos, lácteos, carne, peixe e aves de capoeira. No entanto, com a idade, uma pessoa se torna menos eficiente ao absorvê-la dos alimentos para a corrente sanguínea.
  • Hidrocefalia de pressão normal (NPH). Esta condição é um excesso de líquido cefalorraquidiano em volta do cérebro. Isso ocorre em cerca de 700.000 pessoas idosas. Os sintomas de NPH são freqüentemente diagnosticados como envelhecimento normal, doença de Alzheimer ou doença de Parkinson, de acordo com a Associação de Hidrocefalia . Além de desenvolver a demência, as pessoas com NPH muitas vezes perdem o controle da bexiga e caminham de maneira lenta e hesitante, como se seus pés estivessem presos ao chão. Um tubo implantado cirurgicamente (shunt) que drena esse excesso de fluido do cérebro traz uma rápida melhora.
  • Hematomas subdurais. Os hematomas são coágulos sanguíneos causados ​​por hematomas. As pessoas idosas, às vezes, os desenvolvem após uma lesão na cabeça muito menor (e, portanto, muitas vezes esquecida). À medida que o sangue reveselha um espaço fechado, o hematoma aumenta e começa a interferir com a função cerebral.
  • Doença da tireóide. Tanto a superprodução como a subprodução de hormônios tireoidianos podem causar sintomas semelhantes a demência.

Fonte: HHP

O risco oculto do sódio em alimentos embalados


Quando você come muito sal , pode causar pressão alta e levar a um risco aumentado de doença cardíaca e acidente vascular cerebral . Para a maioria das pessoas, não é o sal que você está adicionando ao seu alimento de um saleiro que lhe dá problemas - são as grandes quantidades de sódio que, muitas vezes inconscientemente, consumimos alimentos processados ​​e embalados. 

Mas um novo estudo sugere que os fabricantes estão fazendo progressos.

A equipe de pesquisa reuniu e analisou dados de famílias dos EUA no Painel de Consumidores da Nielsen Homescan de 2000 a 2014, uma amostra populacional de 172.042 casas que usam scanners de código de barras para registrar todos os alimentos embalados que eles compram. 

A informação nutricional específica de marca e produto foi analisada em cerca de 1. 4 milhões de produtos.

O estudo mostra que alguns alimentos processados ​​e embalados contém menos sódio hoje do que quase 15 anos atrás. Os resultados mostraram que o teor de sódio em alimentos embalados diminuiu 12%, o que os pesquisadores chamaram de significativo. As reduções começaram em 2005 e continuaram até 2014.

Outros resultados:

Um declínio "significativo mas pequeno" na compra de bebidas, outra fonte oculta de sódio. A diminuição da quantidade total de sódio totalizava 396 mg diários por pessoa. 

No entanto, menos de 2% das famílias pesquisadas tiveram compras de alimentos e bebidas embaladas com densidade de sódio de 1,1 mg / kcal ou menos, observaram os pesquisadores.

Teor de sódio por caloria

Há uma série de pontos brilhantes na pesquisa, diz a dietista registrada Katherine Patton, . que não participou do estudo.

"Uma das coisas que foi interessante durante os 15 anos do estudo foi que as pessoas estão comprando menos condimentos, molhos, mergulhos e lanches salgados, resultando em uma média de 100 miligramas de menos de sódio por dia", diz ela.

Os fabricantes também estão se movendo na direção certa usando menos sódio, mas mais pode ser feito, diz Patton.

"Uma das coisas que o estudo mostrou foi a densidade total de sódio nos alimentos. Quando eles analisaram o teor de sódio por caloria, o número ainda era bastante alto, então ainda há espaço para que os fabricantes usem menos sódio adicionado nos alimentos ", diz Patton.

Também é importante notar que a pesquisa não analisou a quantidade de famílias de sódio realmente consumidas; só olhou para o teor de sódio dos produtos comprados, diz ela.

Os resultados completos para o estudo podem ser encontrados on-line na revista JAMA Internal Medicine

Demência e as responsabilidades do álcool

alzheimer
Não é surpresa que o álcool pode ser prejudicial para o corpo, incluindo para o cérebro. Um novo estudo publicado na terça-feira (20) no periódico The Lancet sugere que os médicos estão subestimando o impacto da substância no risco de desenvolvimento de demência.


A demência é uma condição prevalecente, que afeta 5-7% das pessoas com 60 anos ou mais, e uma das principais causas de incapacidade em pessoas com 60 anos ou mais globalmente. 

Os pesquisadores analisaram uma base de dados anônima franceses de mais de 30 milhões de pacientes hospitalizados, atendidos em algum momento entre 2008 e 2013. Foram excluídos os indivíduos que possuíam risco de desenvolver formas raras de demência, como as provocadas por doenças como o HIV ou outros distúrbios neurológicos.

Reduzindo a análise para os mais de 1 milhão de pacientes recém-diagnosticados com demência durante o período, foi descoberto que o consumo excessivo de álcool era um fator de risco substancial para todos os tipos comuns de demência, particularmente os casos de início precoce, antes dos 65 anos de idade. Mais da metade dos 57 mil pacientes com diagnóstico de demência de início precoce – 57% – apresentaram sinais de danos cerebrais relacionados ao álcool ou foram diagnosticados com um transtorno do consumo de álcool.

Os pesquisadores estimaram, então, que pessoas com problemas relacionados ao alcoolismo eram três vezes mais propensas a desenvolver qualquer tipo de demência precoce e duas vezes mais propensas a desenvolver formas de demência não associadas ao álcool, como a doença de Alzheimer.

Aqui vale esclarecer que demência, de modo geral, significa doenças que diminuem a capacidade de raciocínio e/ou memória. Já a doença de Alzheimer costuma acometer pessoas com mais de 65 anos e afeta especificamente partes do cérebro relacionadas à memória.

Os médicos sabem há muito tempo que o consumo excessivo de álcool pode afetar negativamente a nossa saúde cerebral, enquanto o consumo ocasional pode ter benefícios (no entanto, ninguém sabe dizer o quão ocasional é o suficiente).

No entanto, os pesquisadores acreditam que os efeitos do álcool ainda não foram analisados o bastante quando se trata de demência. Eles observam que o álcool nem sequer foi incluído como fator de risco evitável em um relatório detalhado sobre a demência, publicado pela The Lancet no ano passado. E em vez de ser apenas um dos muitos fatores que podem afetar o risco de demência, eles acreditam que o consumo pode realmente representar o maior fator evitável, superando o tabagismo, a depressão e a hipertensão.

“As descobertas indicam que o consumo excessivo de álcool e os transtornos relacionados ao uso do álcool são os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de demência e especialmente importantes para os tipos de demência que começam antes dos 65 anos e que causam óbitos prematuros”, afirmou o coautor do estudo Dr. Jürgen Rehm do Centro de Saúde Mental e Dependências (CAMH, na sigla em inglês), um hospital de ensino de saúde mental em Toronto, Canadá, em um comunicado. Rehm é o diretor do Instituo para Políticas e Pesquisas de Saúde Mental da CAMH.

Os homens são muito mais propensos a sofrer distúrbios a partir do uso de álcool ou danos cerebrais relacionados ao álcool, bem como demência precoce, que representavam dois terços do diagnóstico entre os menores de 65 anos. Mas o risco geral causado pelo álcool parecia ser o mesmo para homens e mulheres. Ex-alcoólatras têm menos risco de morte se comparado com quem ainda possui a dependência, no entanto, o risco de desenvolver demência precoce é o mesmo nos dois grupos.

Não são apenas os efeitos tóxicos do álcool que parecem aumentar o risco de demência. Os pesquisadores descobriram que o uso de álcool estava relacionado a outros fatores de risco – alcoólatras também são mais propensos a fumar e terem depressão. Isso, idealmente, significa que cuidar de alguém com alcoolismo também pode ajudar a evitar outras possíveis doenças. Porém, significa também que é mais difícil identificar o papel direto que o álcool desempenha no cérebro.

Ainda assim, Rehm e sua equipe esperam que as descobertas estimulem que médicos olhem com mais cuidado para o tema e paute a formação de políticas públicas para manter o consumo de álcool das pessoas sob controle. Não só por meio de esforços para levar pessoas a programas de tratamento, mas também por meio de políticas como o aumento dos impostos sobre o álcool e a proibição de publicidade relacionada.

“Se todas essas medidas forem implementadas amplamente, elas não só poderiam reduzir a incidência de demência ou atrasar o início da demência, mas também reduzir toda a morbidade e mortalidade atribuíveis ao álcool”, escreveram.

De acordo com a Associação de Alzheimer, a doença de Alzheimer custa aos EUA cerca de US$ 259 bilhões por ano, mais do que o câncer e a doenças cardíacas combinados.

Fonte: The Lancet

A queda do mito do antidepressivos

Antidepressivos funcionam, indica estudo para solucionar um dos maiores debates da medicina

a queda do mito
Cientistas dizem que chegaram a uma conclusão sobre um tema que é alvo de um dos maiores debates da medicina: a eficácia de antidepressivos.

Segundo um estudo de peso liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirma que esse tipo de droga é, sim, eficiente no combate à depressão.

A pesquisa considerou 522 testes clínicos envolvendo tratamento de curto prazo de depressão em adultos. Mais de 116.477 pacientes tiveram seus casos analisados.

Segundo os pesquisadores, todos os 21 antidepressivos usados se mostraram significativamente mais eficazes na redução de sintomas da doença que as pílulas de placebo, também usadas nos testes. O estudo foi publicado na publicação médica The Lancet.

No Reino Unido, a prescrição de antidepressivos dobrou em dez anos, passando de 31 milhões em 2006, para 64 milhões em 2016. No Brasil, 5,8% da população - 11,5 milhões de pessoas - sofre de depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Havia um debate sobre a eficiência de medicamentos usados para combater esse problema, com alguns testes indicando que antidepressivos teriam o mesmo resultado que placebos.

O Royal College of Psychiatrists, a principal organização de psiquiatras no Reino Unido, disse que o estudo "finalmente coloca um ponto final à controvérsia sobre antidepressivos".

"Essa pesquisa mostra claramente que essas drogas funcionam para melhorar o humor e ajudar pessoas com depressão", disse o psiquiatra Carmine Pariante, um dos dirigentes da instituição.

Fonte: The Lancet

Falhas da memória são normais

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Independentemente da idade, é improvável que você tenha uma memória perfeita. As pessoas que podem se lembrar de listas de números muito longas ou recordar as minúcias de suas vidas diárias - até o que comeram para o almoço todos os dias do ano passado - são extremamente raras. 

E, francamente, essa memória pode ser um fardo e não uma bênção. A memória, ao que parece, é inerentemente falha - e de mais maneiras do que você pensa.

Daniel Schacter, professor de psicologia na Universidade de Harvard, descreveu as formas mais comuns de que a memória normal nos falhou em seu livro The Seven Sins of Memory 

Algumas dessas falhas de memória tornam-se mais pronunciadas com a idade, mas, a menos que sejam extremas e persistentes, não são considerados indicadores da doença de Alzheimer ou de outras doenças que prejudicem a memória. Eles são simplesmente a forma como nossos cérebros funcionam. 

O seguinte é um breve resumo de dois dos "pecados" de memória de Schacter.

Transitoriedade


Esta é a tendência de esquecer fatos ou eventos ao longo do tempo. É mais provável que você esqueça informações logo depois de aprender. No entanto, a memória tem uma qualidade de uso ou perda de qualidade: as memórias que são chamadas e usadas com freqüência são menos propensas a serem esquecidas. Embora a transitoriedade possa parecer um sinal de fraqueza da memória, cientistas do cérebro a consideram benéfica porque limpa o cérebro de memórias não utilizadas, dando lugar a novas e mais úteis. Nesse sentido, a transitoriedade é similar a limpar o lixo fora de seus armários ou a limpar os arquivos temporários do disco rígido do seu computador.

Embora todos experimentem transitoriedade de memória, é extremo e debilitante em pessoas com certos tipos de danos cerebrais. Por exemplo, pessoas com amnésia causada por lesões no hipocampo têm memória normal de curto prazo, mas não conseguem formar novas memórias de longo prazo. Eles esquecem informações logo depois de aprenderem. Este não é o tipo de transitoriedade que normalmente afeta as memórias das pessoas.

Distração


Este tipo de esquecer ocorre quando você não presta atenção suficiente à informação que deseja lembrar, esquece onde você simplesmente colocou sua caneta porque você não estava focando em onde você colocou. Você estava pensando em outra coisa (ou, talvez, nada em particular), então seu cérebro não codificou as informações com segurança. 

A distração também envolve o esquecimento de fazer algo em um horário prescrito, como tomar seu remédio ou manter um compromisso.

Uma maneira de evitar esse problema é identificar coisas que podem servir como sugestões para lembrá-lo de fazer algo. Por exemplo, se o médico indicar que você tome seu remédio na hora de dormir, você pode usar outra atividade regular para dormir como uma lembrança para tomar remédios. 

Nessa situação, você pode ligá-lo ao enxágüe após a escovação dos dentes e usar o mesmo copo de água para tomar água para tomar suas pílulas. Da mesma forma, se você precisa tomar suas vitaminas no café da manhã, você poderia ter o hábito de colocar a garrafa ao lado de sua xícara de café em seu lugar na mesa para que ele forneça uma sugestão quando você se sente para comer.

Fonte: HHP

A culpa por emoções negativas

Aceitar é a solução
Um estudo no Jornal de Personalidade e Psicologia Social de julho de 2017 analisou a saúde psicológica das pessoas que aceitam, ao invés de julgar negativamente, suas experiências emocionais. Os pesquisadores descobriram que aceitar essas experiências levou a menos emoções negativas quando confrontadas com estressores diários.
O artigo relatou três estudos separados, mas relacionados, que exploraram como aceitar emoções negativas, ao invés de reagir a elas, afeta a saúde psicológica de uma pessoa.
O primeiro estudo teve como objetivo ver se a aceitação de emoções estava associada a maior saúde psicológica e se essa associação foi moderada por várias variáveis ​​demográficas. Estudantes de graduação na Universidade da Califórnia em Berkeley completaram avaliações para avaliar aceitação, nível de estresse e saúde psicológica. 
Os pesquisadores descobriram que aceitar experiências de saúde mental foi associado a uma maior saúde psicológica em diversas variáveis ​​demográficas, incluindo gênero, etnia e status socioeconômico. Além disso, os resultados indicaram que os benefícios para a saúde psicológica foram associados à aceitação das emoções associadas a um evento negativo, ao invés da situação que provocou essas emoções.
No segundo estudo, os autores examinaram uma possível explicação de como a tendência de aceitar emoções negativas está relacionada à saúde psicológica. Eles exploraram se a aceitação das experiências mentais ajuda a diminuir as emoções negativas ao enfrentar estressores. Uma redução consistente das emoções negativas deve, com o tempo, melhorar a saúde psicológica geral.
Mais uma vez, um grupo de graduados completou questionários relacionados à aceitação e às suas respostas emocionais a uma tarefa estressante concluída no laboratório. Os resultados indicaram que, ao aceitar habitualmente emoções e pensamentos, as pessoas experimentaram um menor grau de emoção negativa quando em situações estressantes.
Finalmente, os autores queriam ver se esses resultados eram necessários para pessoas que não eram estudantes universitários. Eles seguiram pessoas em uma comunidade de Denver por um período de seis meses. Esses voluntários de estudo completaram medidas de aceitação, saúde psicológica e estresse, e mantiveram diários noturnos durante duas semanas identificando o grau de emoção negativa sentida ao experimentar estressores naquele dia.
Os resultados indicaram que as pessoas que habitualmente aceitam suas experiências emocionais eram mais propensas a reportar maior saúde psicológica seis meses depois. Isso era verdade, independentemente de gênero, etnia ou status socioeconômico. 
Além disso, as pessoas que aceitaram essas emoções eram menos propensas a responder negativamente aos estressores. Ou seja, as pessoas que rotineiramente aceitam suas emoções e pensamentos quando sob estresse, experimentam menos emoção negativa diária durante esses tempos. Isso, por sua vez, está associado ao aumento da saúde psicológica seis meses depois.
Em conjunto, esses três estudos destacam os benefícios de aceitar emoções e pensamentos, em vez de julgá-los, na saúde psicológica. Parece um senso comum. Quando uma situação estressante causa emoções negativas, aceitando sentimentos de frustração ou aborrecimento - ao invés de tentar fingir que não está chateado, ou bater-se para se sentir assim - reduz a culpa e a auto-imagem negativa. 
Ao longo do tempo, isso irá, por sua vez, levar ao aumento da saúde psicológica.
Fonte: HHP