Por que o protetor solar é importante na prevenção do câncer


O protetor solar é um dos produtos mais importantes para prevenir o câncer de pele. Isso porque os raios UV do sol são uma das principais causas de câncer de pele. O protetor solar bloqueia os raios UV e ajuda a proteger a pele desses danos.

Além disso, o protetor solar também ajuda a prevenir o envelhecimento da pele prematuro, manchas escuras e outros danos causados pelo sol. Portanto, é importante usar protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados ou quando você estiver em casa.

Como escolher o protetor solar certo para sua pele

Existem muitos tipos de protetor solar no mercado, e escolher o certo pode ser uma tarefa difícil. Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a escolher o protetor solar certo para sua pele:

  • Escolha um protetor solar com amplo espectro de proteção contra os raios UVB e UVA.
  • Procure um protetor solar com fator de proteção solar (FPS) alto, preferencialmente acima de 30.
  • Escolha um protetor solar resistente à água se você planeja se exercitar ou passar muito tempo na água.
  • Se você tem pele sensível ou propensa a alergias, opte por um protetor solar sem fragrância e sem ingredientes irritantes.
Estamos aqui para ajudá-lo a prevenir o câncer de pele. Informe-se e aprenda sobre a importância de proteger a sua pele. A prevenção é o melhor tratamento


Câncer de pele: conheça os tipos mais comuns e como preveni-los

câncer mais frequente no Brasil

O câncer de pele é um dos tipos mais comuns de câncer, e pode aparecer em qualquer parte do corpo. Existem diferentes tipos de câncer de pele, a doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer.

Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele e registra 8,4 mil casos anualmente. .

Para prevenir o câncer de pele, é importante tomar medidas como usar protetor solar, evitar exposição excessiva ao sol, usar roupas protetoras e manter a pele hidratada. Além disso, é importante examinar regularmente a pele para detectar quaisquer sinais de problemas, como manchas escuras, feridas que não cicatrizam ou mudanças no tamanho ou forma de um sinal.

Câncer de pele


O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém seus números são muito altos.

Fonte: SBD

Números do câncer de pele no Brasil preocupam

A campanha Dezembro Laranja é um alerta dos dermatologistas para a prevenção da doença

Fonte: SBD

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele é o tipo mais frequente no mundo e corresponde a 27% de todas as neoplasias malignas no Brasil. Isso porque, de acordo com levantamento da entidade divulgado no final de 2019, mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção solar no dia a dia. O último mês do ano, chamado de Dezembro Laranja, é dedicado à conscientização sobre a doença.

“A melhor forma de prevenção ao câncer de pele é evitar expor-se ao sol, especialmente das 10h às 16h, e fazer uso diário de protetor solar para pele e lábios”. Este é o alerta trazido pelo radio-oncologista, Rafael Salera. O médico ainda lembra que quando a exposição ao sol for necessária, como no caso de pessoas que trabalham ao ar livre, é importante também a escolha de vestuário adequado.

Tipos de câncer de pele


Salera explica que pode-se dividir o câncer de pele em dois grandes grupos: melanoma e não melanoma. “Os tumores não melanoma são constituídos principalmente pelo carcinoma basocelular (mais comum e menos agressivo) e o carcinoma epidermóide. Já o melanoma tem origem nas células produtoras de melanina (substância responsável pela pigmentação da pele). Esse último é o subtipo mais agressivo, com maior propensão a causar metástases”, esclarece o médico. 

A exposição intensa ao sol, capaz de causar queimadura cutânea, parece contribuir mais para o surgimento do melanoma que outros tumores de pele. “Por esse motivo, é frequente que esse câncer se desenvolva em áreas como costas e pernas, que são usualmente protegidas do sol no dia a dia, mas são regiões comumente acometidas por queimaduras graves em situações de exposição aguda e intensa à radiação solar”, explica.

“A exposição crônica à radiação UVA e UVB no dia a dia, que não é tão intensa a ponto de causar queimadura aguda, está associada aos tumores não melanoma, motivo pelo qual essas lesões são comuns em face, orelhas, dorso das mãos e antebraços”, aponta Salera.

Fatores de risco


Segundo o radio-oncologista, os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele são:

- Exposição aos raios ultravioletas provenientes do sol ou câmaras de bronzeamento artificial (proibidas no Brasil desde 2009);

- Pele clara;

- Cicatrizes de queimadura;

- Doenças hereditárias, como albinismo e xeroderma pigmentoso;

- Imunossupressão;

- História pessoal ou familiar de neoplasia de pele.

“Pesquisas científicas indicam que indivíduos com história de cinco ou mais queimaduras cutâneas graves causadas por raios solares na infância têm o dobro de chance de desenvolverem melanoma”, comenta Salera.

Chance de cura aumenta se descoberto no início


Dentre os principais sintomas do câncer de pele, os mais comuns são o surgimento de nódulos, manchas, feridas que não cicatrizam em mais de quatro semanas ou sangram com facilidade e lesões em forma de crosta ou de coloração escura.

“É fundamental citar que a suspeita do câncer de pele baseada apenas na aparência das lesões é um desafio para os próprios profissionais de saúde. Por esse motivo as pessoas devem ser encorajadas a conhecer o próprio corpo e buscarem atendimento médico especializado em caso de detecção de qualquer alteração cutânea nova”, alerta o médico. “As chances de cura, quando descoberto no início, são de 90%”, complementa.

“É extremamente importante que a população conheça as formas de prevenção e se atente para o diagnóstico precoce a fim de se evitar tratamentos agressivos e, por outro lado, aumentar as taxas de cura”, finaliza.

Eles não usam filtro solar: brasileiros estão deixando de se proteger do sol

Basta o tempo abrir no Rio para que Robson Lopes, de 42 anos, apareça na praia. Mas não é o som do mar que chega aos seus ouvido. “Todo mundo vem falar e me perturbar, porque não passo filtro solar ”, conta. O agente de viagens diz que não deixa de se proteger por esquecimento: “Apenas não gosto. E também não uso boné, nem fico na barraca. O que faço é chegar e sair cedo da praia”. Como ele, muita gente tem deixado de usar a proteção solar mesmo no alto verão — seja por subestimar os riscos, por buscar alternativas consideradas mais naturais, pela preocupação com a absorção de vitamina D ou, pior, por conta de fake news , como a de que bloqueadores provocariam câncer de pele. 

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) constatou que apenas 23% dos brasileiros usam o protetor da maneira recomendada pelos médicos. E calcula-se que seis milhões não usam nada na exposição ao sol


Para a modelo Raica Oliveira , não usar filtro foi uma escolha: “Parei há mais de seis anos por causa da química e porque acho que a produção industrial também não ajuda o meio ambiente. Não creio que o sol em si faça mal à saúde, o problema é o excesso de exposição. Acredito que nossa pele tem uma proteção própria se bem hidratada”. 

Nos cuidados diários, a top usa óleo de coco e faz máscaras faciais de flores, chocolate e abóbora. “Nesses anos, lembro apenas de uma vez em que me queimei demais. Fiquei horas em um barco, num calor de 40 graus. Tive insolação, fiquei com febre e precisei de tratamento”, diz a modelo, de 35 anos, que mora em Ibiza, na Espanha, e não abre mão de uma praia.

A fonoaudióloga Caroline Lamin El Saman usa base no rosto “para se proteger das luzes do computador”, mas parou de utilizar filtros solares convencionais há mais de 10 anos. “Acho que as pessoas têm uma fobia de sol. Não sou adepta de protetores de farmácia porque têm toxinas demais. Tinha muitos problemas de pele, mas quando parei de usar produtos da indústria e me desintoxiquei, fui melhorando”, observa. 

Aos 42 anos, ela conta que se expõe ao sol por até 30 minutos sem nada e, se passar mais tempo, aplica pasta d’água. Também utiliza protetores artesanais e importados, que considera mais naturais. Além disso, acredita que o uso do filtro é prejudicial por bloquear a absorção de vitamina D.

O chefe do Serviço de Dermatologia do Instituto Nacional do Câncer ( INCA ), Dolival Lobão, discorda. Segundo ele, são necessários 15 minutos de exposição solar por semana em um país tropical como o Brasil para a absorção adequada da vitamina. Além disso, ele argumenta que apenas a exposição de braços e pernas sem bloqueador solar no dia a dia já é suficiente. De forma que é possível continuar protegendo o rosto. A deficiência da substância no corpo costuma ter mais relação com a alimentação do que com o sol

Sobre a presença de oxibenzona em filtros solares, composto considerado tóxico e que preocupa Raica e Caroline, Lobão afirma que ele não é mais usado nos protetores encontrados no mercado. “Os produtos dos laboratórios são certificados, passam por testes e seguem protocolos dentro das descobertas científicas mais recentes. Por isso mesmo, não apresentam mais oxibenzona”, explica o dermatologista, que é categórico ao afirmar: “Essa história de que o filtro faz mal é mito. Ele é um aliado na prevenção do câncer de pele”.

Lobão comenta, ainda, que muitos desconfiam do parabeno, essa, sim, uma substância comum nos filtros. “Não se trata de um composto perigoso, a não ser em situações particulares de alergia”. É o caso da dentista Natalia Lucena, de 29 anos, que acaba não usando protetor para evitar ficar empolada: “Uso pouco porque é difícil achar bloqueador sem parabeno e ele me dá reações na pele. Confio na proteção dos filtros e queria usar mais. Como não posso, me exponho menos ao sol e uso óculos escuros”, conta

Dolival Lobão explica que a proteção solar é o principal fator de prevenção do câncer de pele, o tipo de tumor mais frequente no Brasil. São mais de 170 mil novos casos esperados da doença, segundo o INCA. O câncer de pele tem dois tipos, o melanoma — mais raro e agressivo, que provoca 1.700 mortes anuais — e o não-melanoma, que dificilmente leva à morte, mas pode causar deformações e cicatrizes.

Neste mês, a campanha Dezembro Laranja chega à sexta edição e procura justamente chamar atenção para a doença. Para além do diagnóstico precoce, ela alerta para a prevenção e foca especialmente na exposição aos raios ultravioleta, causa de 90% dos tumores de pele, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Além da doença, o uso de filtros solares previne também o envelhecimento da pele”, diz a diretora da SBD, Cláudia Alcântara, destacando que a exposição ao sol pode causar ressecamento e manchas.

Há quem se preocupe com isso, mas se incomode com as fórmulas dos protetores convencionais. É o caso da estilista Patrícia Pizzolato, de 42 anos. Hoje em dia, ela usa filtros porque não tem mais tempo de preparar seus próprios óleos vegetais e essenciais, mas procura alternativas. “Li que há componentes nos protetores que fazem mal à saúde, por isso procurava fazer os meus próprios”, conta.

Cláudia não recomenda esse tipo de uso. “Protetores feitos em casa são perigosos por dois motivos: podem causar reações inesperadas na pele e não proteger adequadamente”, esclarece. Ela ressalta que informações falsas e distorcidas sobre o assunto são encontradas facilmente na internet : “Há muita especulação sobre os compostos do bloqueador, mas nenhuma pesquisa até hoje mudou nossa recomendação de uso”, deixa claro. Seja no dia a dia, seja na praia, o filtro ainda é um aliado essencial na prevenção do câncer de pele e de outros males causados pelo sol.

Modo de usar


Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 70% da exposição solar acontece na rotina e apenas 30% nos momentos de lazer. Por isso, é importante uma proteção diária, especialmente no rosto. Deve-se aplicar o filtro 15 minutos antes de sair ao sol e fazer reaplicações de preferência a cada duas horas. O fator de proteção mínimo indicado é 30.

Quantidade certa


A eficácia do protetor pode ser comprometida se ele for aplicado em pouca quantidade. O indicado é o equivalente a uma colher de chá para cada área (uma para face e pescoço, uma para cada braço e cada perna, uma para o dorso e por aí vai). Outra forma de se certificar da porção é “passar o filtro duas vezes no corpo inteiro”, recomenda Cláudia Alcântara, diretora da SBD.

Fotoproteção


Além de usar filtro solar, os especialistas indicam outras ações para limitar a exposição, como o uso de barracas e guarda-sóis na praia, chapéus e camisetas fotoprotetoras, especialmente para crianças. Outros aliados são os óculos escuros, que não necessariamente previnem o câncer, mas são importantes para adiar o aparecimento da catarata.


Fonte: Globo Online