Cientistas criam método que reduz efeitos colaterais da quimioterapia

Foto: Reprodução / Pixabay / R7 / CP

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um método natural de remover resíduos de quimioterapia do organismo e, como consequência, reduzir os efeitos colaterais que fragilizam pacientes em tratamento contra o câncer. A tecnologia chamada de nanocristais de celulose peluda foi criada por cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia e do Instituto Terasaki de Inovação Biomédica, em Los Angeles.

Ela tem como base materiais extraídos das paredes celulares das plantas, que são projetados para ter um número imenso de “cabelos” de cadeia de polímeros que se estendem de cada extremidade. Segundo o estudo, publicado na revista científica Materials Today Chemistry, esses "cabelos" aumentam a capacidade potencial de captura das drogas usadas na quimioterapia, especialmente a doxorrubicina (DOX), no sangue dos pacientes.]

Os métodos estudados até hoje se mostraram pouco eficazes na remoção do excesso de DOX no sangue. Todavia, a tecnologia desenvolvida pelos cientistas dos EUA obteve resultados animadores em laboratório. "A eficácia de ligação dos nanocristais foi testada em soro humano – a porção líquida rica em proteínas do sangue. Para cada grama de nanocristais de celulose peluda, mais de 6.000 miligramas de DOX foram efetivamente removidos do soro. Isso representa um aumento na captura de DOX de duas a três ordens de grandeza em comparação com outros métodos atualmente disponíveis", diz o Instituto Terasaki de Inovação Biomédica em nota.

Os nanocristais também não tiveram qualquer efeito tóxico ou nocivo nas células vermelhas do sangue total ou no crescimento celular de células umbilicais humanas. Os criadores deste método dizem acreditar que ele pode ajudar ainda mais no combate ao câncer, já que médicos terão a opção de usar doses mais altas de medicamentos, tendo um resultado melhor no tratamento e sem que o paciente sinta tantos efeitos colaterais.

“Para alguns órgãos, como o fígado, a quimioterapia pode ser administrada localmente por meio de cateteres. Se pudéssemos colocar um dispositivo baseado nos nanocristais para capturar o excesso de drogas que saem da veia cava inferior do fígado, um grande vaso sanguíneo, os médicos poderiam administrar doses mais altas de quimioterapia para matar o câncer mais rapidamente sem se preocupar em danificar células saudáveis. Quando o tratamento terminar, o dispositivo poderá ser removido", exemplifica um dos autores do estudo, o professor assistente de engenharia química e biomédica da Universidade Estadual da Pensilvânia Amir Sheikhi.

Fonte: CP

Tipos de Quimioterapia

COMO SE DÁ A ESCOLHA DO TIPO DE QUIMIOTERAPIA A SER UTILIZADA?

Existe uma série de protocolos e análises a serem realizadas para se decidir o tratamento ideal. Ou seja, significa que o médico responsável define a prescrição de acordo com o tipo de câncer, as condições clínicas do paciente e o estágio da doença, entre outras informações. Em seguida, se decide a quantidade de doses — se diárias ou semanais — que compreenderão cada ciclo do tratamento.

A avaliação do médico também decide a finalidade do tratamento, ou seja se a quimioterapia será curativa, adjuvante, neoadjuvante ou paliativa.

QUIMIOTERAPIA PALIATIVA

quimioterapia paliativa apenas melhora a qualidade de vida do paciente e só é utilizada em casos em que não há mais chances de cura da doença.

É importante lembrar que a quimioterapia não é o único e tampouco o mais eficaz dos tratamentos contra o câncer.

QUIMIOTERAPIA CURATIVA E QUIMIOTERAPIA ADJUVANTE

quimioterapia curativa é utilizada quando o objetivo é curar o câncer utilizando apenas quimioterápicos específicos.

No caso da quimioterapia adjuvante, o objetivo é acabar com células cancerosas que possam não ter sido eliminadas durante o processo cirúrgico.

A finalidade da quimioterapia neoadjuvante é a redução do tumor antes da realização da radioterapia ou da cirurgia.

EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA?

Os efeitos colaterais da quimioterapia podem durar alguns dias ou algumas semanas e incluem:

  • Alterações hormonais e de humor;
  • Anemia;
  • Ausência ou diminuição no apetite;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Enjoo e vômito;
  • Fadiga;
  • Feridas na boca e infecções oportunistas;
  • Alterações no tom da pele;
  • Queda de cabelo e pelos do corpo;
  • Redução de libido;
  • Tonturas;
  • Unhas fracas e quebradiças.

Além desses efeitos mais comuns, a longo prazo a quimioterapia também pode causar alterações cardíacas, hepáticas, pulmonares e no sistema nervoso. Entretanto a duração desses efeitos pode perdurar por meses. Além disso, diferentes efeitos afetam os pacientes de modos diversos. Enfim, os efeitos que ocorrem em um determinado ciclo do tratamento podem não se repetir em outros ciclos.

Ou seja: a temível queda de cabelo pode não atingir um paciente, e ser o efeito colateral primário de um outro.

COMO A ALIMENTAÇÃO PODE CONTRIBUIR PARA A REDUÇÃO DOS EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA?

Todo cuidado é pouco para um paciente fragilizado pelos efeitos do tratamento. Portanto, incluir atenção redobrada com a alimentação da pessoa é essencial.

Alimentos industrializados e com aditivos químicos devem ser evitados.

Por outro lado, frutas, sementes, cereais integrais, legumes e proteína (como ovos, peixe e carne) são indicados. Além disso, todo alimento deve ser devidamente lavado e higienizado, evitando qualquer risco de contaminação. Isso inclui restrição ao consumo de alimentos crus — como é o caso de muitas das iguarias da culinária japonesa.

Por fim, devem ser evitados ingredientes gordurosos e ricos em açúcar, pois eles podem potencializar sintomas de enjoo e vômito. Entretanto tenha em mente que, além desses fatores que podem ajudar ao longo de todo o tratamento, o apoio psicológico de amigos e familiares é fundamental para o paciente.

Fonte: Américas Amigas


Quimioterapia para Câncer Colorretal

 


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais.

A quimioterapia pode ser administrada em diferentes momentos durante o tratamento do câncer colorretal:

  • Quimioterapia adjuvante. É realizada para destruir as células cancerígenas remanescentes após a cirurgia. A quimioterapia adjuvante também é utilizada para destruir possíveis células cancerígenas que possam ter deixado o tumor primário e se instalado em outros órgãos, e que ainda são muito pequenas para serem detectadas em exames de imagem.
  • Quimioterapia neoadjuvantePara alguns tipos de câncer, a quimioterapia é administrada para tentar reduzir o tumor antes da cirurgia.
  • Quimioterapia para câncer avançado. A quimioterapia pode também ser administrada para reduzir o tamanho do tumor e aliviar os sintomas causados pela disseminação da doença para outros órgãos, como o fígado.

Formas de administração

  • Quimioterapia sistêmica. Os medicamentos são injetados na veia ou administrados por via oral. Os medicamentos entram na corrente sanguínea e atingem todas as áreas do corpo, tornando este tratamento potencialmente útil para cânceres que se disseminaram para órgãos distantes (metástases).
  • Quimioterapia regionalOs medicamentos são injetados diretamente dentro de uma artéria e conduzidos para a área do organismo que contém o tumor. Esta abordagem visa concentrar a dose administrada nas células cancerígenas, reduzindo os efeitos colaterais, uma vez que limita a quantidade de fármacos que atingem o resto do organismo. A perfusão da artéria hepática ou quimioterapia é administrada diretamente na artéria hepática é um exemplo de químio regional usada para quando o câncer colorretal se disseminou para o fígado.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura, em geral, algumas semanas.

Medicamentos utilizados

Os principais fármacos utilizados no tratamento do câncer colorretal são:

  • 5-fluorouracil (5-FU).
  • Capecitabina. Administrada por via oral. Uma vez no corpo, é modificada para 5-FU, ao chegar ao local do tumor.
  • Irinotecano.
  • Oxaliplatina.
  • Trifluridina e tipiracil, um medicamento combinado administrado por via oral.

Muitas vezes dois ou mais destes medicamentos são combinados para tornar o tratamento mais eficaz. Às vezes, os medicamentos quimioterápicos são administrados junto com uma terapia-alvo.

Possíveis efeitos colaterais

Os quimioterápicos não só atacam as células cancerosas, mas também células normais (tratamento sistêmico), o que pode levar a efeitos colaterais. Os efeitos colaterais dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e da duração do tratamento.

Os efeitos colaterais comuns à maioria dos medicamentos quimioterápicos podem incluir:

  • Perda de cabelo.
  • Inflamações na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Alterações na pele.
  • Infecções, devido a diminuição de glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Além desses, alguns efeitos colaterais específicos para determinados medicamentos podem ocorrer, por exemplo:

  • Síndrome mão pé. Devido à capecitabina ou 5-FU (quando administrada como infusão).
  • Neuropatia. Efeito colateral comum de oxaliplatina.
  • Reações alérgicas. Efeito colateral devido a oxaliplatina.
  • Diarreia. É um efeito colateral comum com muitos desses medicamentos, mas, particularmente, pior com o irinotecano.

A maioria desses efeitos é de curto prazo e tendem a desaparecer ao término do tratamento. No entanto, mantenha o médico informado sobre qualquer sintoma, pois a maioria desses efeitos pode ser manejada de forma eficaz.

Fonte: Oncoguia


Qual a diferença entre quimioterapia branca e vermelha?


Um dos mais conhecidos tratamentos para o câncer é a quimioterapia. Porém, existem vários tipos de tratamento quimioterápico, com variações de fármacos, duração, periodicidade, entre outros fatores.

Na quimioterapia intravenosa, são utilizadas substâncias transparentes ou que possuem coloração vermelha. Por este motivo, os tratamentos acabaram ficando conhecidos como quimioterapia vermelha e quimioterapia branca.

Hoje, vamos desmistificar as dúvidas e explicar o que é e qual a diferença entre quimioterapia branca e vermelha. Acompanhe!

Os termos que designam os tratamentos quimioterápicos


Um dos assuntos que mais se destacam quando o paciente oncológico passa a entender melhor os tratamentos contra o câncer é a diferença entre quimioterapia branca e vermelha.

Por uma crença popular, espalhou-se a impressão de que a quimioterapia vermelha é mais forte do que a branca, o que não é verdade. A cor de cada tratamento tem relação direta com o tipo de substância utilizada, sendo que esta substância apresenta coloração natural.

Para entender a diferença entre elas, vamos explicar melhor cada tratamento separadamente.

A diferença entre quimioterapia branca e vermelha


Quimioterapia vermelha

A quimioterapia vermelha ficou conhecida por este nome entre os pacientes devido à sua coloração avermelhada. São medicamentos do grupo das antraciclinas, chamados de doxorrubicina e epirrubicina.

Esses medicamentos possuem naturalmente a coloração vermelha, o que os levou a serem conhecidos como quimioterapia vermelha. São indicados para o tratamento de vários tipos de câncer, como câncer de mama, de estômago, de bexiga, de ovário, sarcomas, carcinoma tímico, leucemias e linfomas.

Os principais efeitos colaterais que podem ocorrer são a queda de cabelo (alopecia), náuseas e vômitos, aftas e inflamação na região da boca, diminuição de glóbulos vermelhos no sangue, diminuição de glóbulos brancos e diminuição de plaquetas, além da pele ressecada.

Quimioterapia branca

A quimioterapia branca engloba todos os medicamentos que não fazem parte da quimioterapia vermelha, e não possuem coloração, sendo totalmente transparentes. Dentre eles, estão substâncias chamadas taxanos, que são o docetaxel e o paclitaxel, entre outros medicamentos.

Ela é indicada para vários tipos de câncer, como o câncer de mama, ovário, útero, pulmão e sarcoma. Os principais efeitos colaterais são a diminuição dos glóbulos brancos, dores articulares, queda de cabelo, diarreia, náuseas e vômitos, além do ressecamento da pele.

Combinação dos tratamentos


Ambos os tratamentos podem ser isolados ou combinados para combater diversos tipos de câncer em diferentes casos. Cada paciente é um caso específico e, portanto, cada combinação também será diferente.

Por exemplo, um determinado tratamento pode incluir 2 ciclos de quimioterapia vermelha e 4 ciclos de quimioterapia branca. Isso significa que, durante um determinado período, o paciente receberá a quimioterapia vermelha e, após este período, o tratamento continua com a quimioterapia branca.

Vale ressaltar que este é apenas um exemplo aleatório para explicar como funcionam os protocolos. O tratamento de cada paciente pode variar no que diz respeito à quantidade e duração dos ciclos.

Ambos os tratamentos são eficazes contra diversos tipos de câncer, apresentando boas chances de cura em diversos casos. O que se sabe é que a diferença entre quimioterapia branca e vermelha é principalmente referente à substância que está sendo utilizada.

Como cada fase do tratamento necessita de um tipo de fármaco, o medicamento administrado pode mudar, ocorrendo assim a mudança entre quimioterapia vermelha e branca. Mas isso não quer dizer que a quimioterapia vermelha é mais forte que a branca, ou vice-versa.

Quanto aos efeitos colaterais, uma das principais diferenças entre a quimioterapia vermelha e a branca é que na vermelha ocorre a fadiga, que é mais forte e mais comum do que na branca. Além disso, na vermelha, nota-se uma coloração avermelhada na urina, quando o medicamento sai do corpo.

Concluindo


A diferença entre quimioterapia branca e vermelha está no medicamento utilizado no tratamento. Ao passo que alguns possuem coloração vermelha, outros são transparentes.

Os efeitos colaterais também podem variar um pouco, como explicado anteriormente. A periodicidade de cada tratamento vai depender da decisão médica, baseado nas necessidades de cada paciente.

Nenhuma forma de tratamento é mais forte do que a outra, sendo diferente apenas nos princípios ativos da fórmula. É importante seguir o tratamento até o fim e cuidar dos efeitos colaterais. Converse sempre com seu médico e tire todas as suas dúvidas.

Fonte: Wecareskin

O que é o coquetel de quimioterapia ?

O que é quimioterapia?


É um tipo de tratamento em que se utilizam medicamentos para combater o câncer. Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que se espalhem.


02
Como é administrada a quimioterapia?

Via oral (pela boca)
São remédios em forma de comprimidos, cápsulas e líquidos, que você pode tomar em casa.
Intravenosa (pela veia)
A medicação é aplicada na veia ou por meio de cateter (que é um tubo fino colocado na veia), na forma de injeções ou dentro do soro.
Intramuscular (pelo músculo)
A medicação é aplicada por meio de injeções no músculo.
Subcutânea (abaixo da pele)
A medicação é aplicada por meio de injeção no tecido gorduroso acima do músculo.
Intratecal (pela espinha dorsal)
É pouco comum, sendo aplicada no líquor (líquido da espinha), administrada pelo médico, em uma sala própria ou no centro cirúrgico.
Tópica(sobre a pele)
O medicamento, que pode ser líquido ou pomada, é aplicado na pele.


03
Como é feito o tratamento?

Após a consulta médica e a liberação dos exames laboratoriais, sua quimioterapia será marcada e você receberá do enfermeiro da central de quimioterapia orientações sobre o seu tratamento, de acordo com a prescrição médica. O tratamento, que será administrado por profissionais capacitados da equipe de enfermagem, pode ser feito das seguintes maneiras:

Ambulatorial

O paciente vem de sua residência para receber o tratamento e volta para casa.

Internado

O paciente é hospitalizado durante todo o período do tratamento.



04
A quimioterapia causa dor?

A única dor que você deverá sentir é a da "picada" da agulha na pele, na hora de puncionar a veia para fazer a quimioterapia. Algumas vezes, certos remédios podem causar uma sensação de desconforto, ardência, queimação, placas avermelhadas na pele e coceira. Avise imediatamente ao profissional que estiver lhe atendendo se você sentir qualquer um desses sintomas.


05
Não estou sentindo mais nada. Por que ainda estou fazendo quimioterapia?

O fato de você não estar sentindo mais nada, não significa que as aplicações devam ser suspensas. É um sinal que você está respondendo bem ao tratamento e o seu médico indicará o momento em que as aplicações deverão terminar em função das características de sua doença.


06
Existem outros tipos de tratamento associados à quimioterapia?

Sim, a radioterapia e cirurgia.

Fonte: INCA

Por que alguns tratamentos contra o câncer param de funcionar depois de tanto tempo?

Células do câncer de pulmão sob um microscópio. Crédito: LRI EM Unit
Os tratamentos contra o câncer podem funcionar de várias maneiras diferentes, com o objetivo de matar as células tumorais ou mantê-las sob controle. Idealmente, eles fazem com que os tumores encolhem, mas os medicamentos também podem ser considerados bem-sucedidos se eles pararem de crescer.

Mas, infelizmente, os efeitos nem sempre duram para sempre. Às vezes, uma droga pode ter um efeito inicial no tamanho ou crescimento de um câncer, mas depois o tumor começa a crescer novamente, apesar do tratamento. Isso é conhecido como resistência a medicamentos.

A resistência ocorre devido a falhas no DNA das células cancerígenas

As células cancerígenas se desenvolvem a partir de células normais devido ao acúmulo de erros em partes-chave do nosso DNA . Mas não para por aí. Mesmo quando uma célula se torna cancerosa, as falhas de DNA continuam aparecendo. Algumas dessas falhas podem tornar as células resistentes a um tratamento.

As células individuais de um tumor podem ter falhas de DNA diferentes e, como resultado, nem todas as células cancerígenas de um tumor são exatamente iguais. É aqui que surgem problemas.

"Quando as células cancerígenas são tratadas com uma droga, é como a sobrevivência dos mais aptos", diz Sava. “Em uma situação ideal, todas as células de um tumor seriam mortas. Mas, mesmo que uma única célula seja resistente à droga, ela sobreviverá e eventualmente crescerá para se tornar um novo tumor. ”

Isso é problemático porque pode ser difícil detectar células resistentes remanescentes, principalmente se houver muito poucas.

"Quando um tumor resistente se desenvolver dessa maneira, o medicamento que já foi capaz de encolher o tumor não funcionará mais", acrescenta Professor Simak Ali,do Departamento de Cirurgia e Câncer do Imperial College London (Londres - Inglaterra)

7 mitos do câncer mais comum de cérebro

O glioblastoma é o tumor cerebral primário mais comum e agressivo em adultos. Embora seja Considerado um câncer raro, com cerca de 12.000 novos diagnósticos a cada ano, ganhou visibilidade recentemente com o diagnóstico de algumas pessoas de alto perfil (o ex-senador norte-americano Jonh McCain foi uma pessoas atingida por este câncer). No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), tivemos 5.810 novos casos em 2018.


1. Mito: Os celulares causam glioblastoma.

Fato: telefones celulares não causam câncer no cérebro. Vários estudos diferentes não conseguiram encontrar evidências claras de uma ligação entre o uso de telefones celulares e o câncer cerebral. O número de pessoas diagnosticadas com glioblastoma permaneceu praticamente estável na última década, enquanto o uso de telefones celulares continuou a aumentar.

2. Mito: Não há nada que você possa fazer para um glioblastoma “inoperável”.

Fato: Um tumor que é considerado "inoperável" em um hospital sem programas especializados de tumores cerebrais pode realmente ser operável se você procurar tratamento em um centro de câncer com a perícia certa. No MD Anderson, Universidade do Texas/EUA, os neurocirurgiões operam com sucesso em muitos pacientes que achavam que seus tumores estavam inoperáveis. Tratamos os pacientes com glioblastoma todos os dias e temos uma grande experiência e perícia na remoção segura de tumores. Isso inclui glioblastomas envolvendo regiões cerebrais responsáveis ​​por funções importantes, como linguagem ou movimento. 

Certos tumores cerebrais que não podem ser removidos cirurgicamente com segurança podem qualificar-se para a terapia térmica intersticial a laser (LITT). Este procedimento cirúrgico minimamente invasivo usa calor térmico para destruir tumores cerebrais de dentro para fora. Quimioterapia e radioterapia também fazem parte do tratamento padrão do glioblastoma.

3. Mito: O glioblastoma pode ser completamente removido por cirurgia.

Fato: Mesmo uma ressecção total bruta para o glioblastoma sempre deixa para trás a doença microscópica. O glioblastoma tem “tentáculos” que se estendem a partir da massa tumoral principal. Esses tentáculos são invisíveis a olho nu e até mesmo para muitas das nossas mais avançadas tecnologias de imagem. Uma ressecção total bruta de um tumor cerebral é definida como a remoção de pelo menos 98% ou mais do tumor que aumenta o contraste, que é a parte do tumor que podemos ver no exame de ressonância magnética quando o paciente recebe contraste . Uma análise MD Anderson mostrou que os pacientes com glioblastoma que têm uma ressecção total bruta tendem a viver mais tempo. No entanto, as células invisíveis do câncer são sempre deixadas para trás no cérebro após a cirurgia. É por isso que o tratamento padronizado para o glioblastoma inclui quimioterapia e radiação, mesmo após uma excelente ressecção cirúrgica. 

4. Mito: A terapia de prótons é a melhor radiação para o glioblastoma.

Fato: Até o momento, a terapia com prótons não se mostrou mais eficaz do que a radiação padrão baseada em fótons para o glioblastoma, incluindo a radioterapia modulada por intensidade (IMRT) . A IMRT usa múltiplos raios X feitos de fótons em diferentes ângulos para tratar a área onde o tumor foi removido e qualquer tumor deixado para trás, mesmo que seja apenas uma doença microscópica. A radiação é cuidadosamente planejada e direcionada para proteger o cérebro saudável e normal.

A terapia de prótons é um tipo especial de radiação, freqüentemente usado para outros tipos de tumores cerebrais e em pacientes que necessitam de radiação tanto para o cérebro como para a coluna. Vários ensaios clínicos em andamento estão investigando e definindo ainda mais o papel da radiação de prótons em tumores cerebrais. 

5. Mito: A dieta cetogênica pode curar o glioblastoma.

Fato: Nenhuma dieta pode curar o glioblastoma. Um punhado de estudos de caso e blogueiros da internet afirmaram que a dieta cetônica pode ter benefícios para pacientes com câncer no cérebro, mas a idéia de que você pode "passar fome" de glioblastoma através da dieta é um mito. Embora o papel da dieta no câncer seja uma área de pesquisa ativa, sabemos que os pacientes com glioblastoma precisam de nutrientes - incluindo carboidratos - para manter seus corpos fortes por meio do tratamento. Recomendamos uma dieta balanceada baseada nas diretrizes do New American Plate,desenvolvido pelo American Institute for Cancer Research.

6. Mito: Ter glioblastoma significa que sua família está em maior risco de desenvolver um tumor cerebral.

Fato: Glioblastoma é um tumor cerebral que quase sempre se desenvolve esporadicamente. Ser diagnosticado com glioblastoma não significa que seus filhos ou irmãos tenham maior probabilidade de desenvolver glioblastoma ou outro tumor cerebral. Algumas síndromes de câncer muito raras, como a Síndrome de Li-Fraumeni, estão associadas a um risco aumentado de desenvolver tumores cerebrais e outros tipos de câncer, mas esses pacientes geralmente são diagnosticados com vários tipos de câncer em uma idade muito jovem. 

As mutações no BRCA estão associadas a um risco aumentado de desenvolver câncer de mama e de ovário, mas não há associação conhecida entre as mutações BRCA e o desenvolvimento de glioblastoma. Alguns estudos genéticos em andamento estão olhando para famílias que têm vários parentes com tumores cerebrais para entender melhor se certos genes herdados contribuem para o desenvolvimento do tumor cerebral.

7. Mito: A quimioterapia sempre faz seu cabelo cair.

Fato: A quimioterapia mais usada para glioblastoma é chamada de temozolomida (TMZ), e a perda de cabelo não é tipicamente um dos efeitos colaterais dessa quimioterapia. No entanto, o tratamento do glioblastoma com radioterapia no cérebro pode causar queda de cabelo em torno da parte da cabeça onde o feixe de radiação entra. Após a radiação estar completa, o cabelo quase sempre volta a crescer.

Fonte: MD Anderson

Drogas contra o câncer de mama podem ajudar a tratar câncer de pulmão resistente

Uma classe de medicamentos usados ​​para tratar certos cânceres de mama poderia ajudar a combater cânceres de pulmão que se tornaram resistentes a terapias direcionadas, sugere um novo estudo em ratos do Instituto Francis Crick e do Instituto de Pesquisa do Câncer (ICR). 

Pesquisa, publicada na Cell Reports , descobriu que tumores de pulmão em camundongos causados ​​por mutações em um gene chamado EGFR encolheram significativamente quando uma proteína chamada p110α foi bloqueada.

Drogas para bloquear a p110α estão se mostrando promissoras em testes clínicos contra certos tipos de câncer de mama, então podem ser aprovadas para uso clínico em um futuro próximo. As novas descobertas sugerem que essas drogas poderiam potencialmente beneficiar pacientes com câncer de pulmão mutante ao EGFR, cujos tumores se tornaram resistentes ao tratamento .

"No momento, os pacientes com câncer de pulmão mutante ao EGFR recebem tratamentos direcionados que são muito eficazes nos primeiros anos", explica o líder do estudo, professor Julian Downward, que tem laboratórios no Crick e no ICR. "Estas drogas estão melhorando, mas infelizmente depois de alguns anos o câncer geralmente se torna resistente e começa a crescer e se espalhar novamente. A segunda linha de tratamento é atualmente a quimioterapia convencional, que não é direcionada e tem efeitos colaterais substanciais.

Fonte:  Medicalxpress

Tratamentos alternativos agravam casos de câncer

Os americanos realmente querem acreditar em terapias alternativas para o câncer


"As pessoas sentem que esses tipos de terapias se alinham com suas crenças pessoais e filosóficas sobre como gerenciar sua saúde", disse um especialista.

Quase 40% dos americanos acreditam erroneamente que a medicina alternativa pode curar o câncer, segundo um novo estudo divulgado na terça-feira.

A pesquisa descobriu que 38% das pessoas que cuidam de pacientes com câncer acreditam em terapias alternativas, e 22% dos pacientes com câncer ou ex-pacientes com câncer acreditam nesses remédios.

Isso é apesar da evidência esmagadora de que esses tratamentos não apenas não funcionam, mas podem encurtar a vida dos pacientes com câncer.

A Sociedade Americana de Oncologia Clínica encomendou a pesquisa The Harris Poll para pesquisar mais de 4.800 pessoas, incluindo 1.000 pacientes com câncer ou sobreviventes de câncer. Eles descobriram que 39 por cento deles acreditam que terapias alternativas - como enzimas e oxigenoterapia, dieta, vitaminas e minerais - podem curar o câncer.

Eles estão errados, a evidência mostra.

"Não há dúvida de que a terapia do câncer baseada em evidências é necessária para tratar efetivamente a doença", disse o Dr. Richard Schilsky, diretor médico da ASCO.


“A grande maioria das terapias alternativas não foi rigorosamente estudada ou não foi encontrada para beneficiar os pacientes. Quando os pacientes tomam decisões críticas sobre quais tratamentos de câncer devem ser submetidos, é sempre melhor seguir as evidências de estudos de pesquisa bem desenhados ”.

As pessoas mais jovens eram mais propensas a acreditar em terapias “naturais” ou alternativas, descobriu a pesquisa. Mostrou que 47% das pessoas de 18 a 37 anos e 44% das pessoas de 38 a 53 anos acreditavam em medicina alternativa, em comparação com 21% das pessoas com 72 anos ou mais.

O câncer é o assassino número 2 dos americanos, logo após a doença cardíaca. A American Cancer Society projeta que 1,7 milhão de pessoas serão diagnosticadas com câncer em 2018 e 600 mil morrerão de câncer.

Mas as taxas de mortalidade por câncer vêm caindo constantemente. A taxa de mortalidade por câncer caiu 1,7% de 2014 a 2015, segundo a American Cancer Society, e a taxa de mortalidade por câncer caiu 26% desde 1991.

Os tratamentos padrão, incluindo cirurgia, quimioterapia e tratamentos mais recentes, como a imunoterapia, contribuíram para o declínio.

Apesar de nossos estudos recentes mostrarem que há um aumento do risco de morte com terapias alternativas, ainda há algumas pessoas que são influenciadas por essa desinformação", disse Johnson à NBC News.


“As pessoas sentem que esses tipos de terapias se alinham com suas crenças pessoais e filosóficas sobre o gerenciamento de sua saúde. Eles querem alguma forma de autonomia e querem tomar suas próprias decisões sobre o tratamento ”.

Os médicos e outros especialistas em saúde precisam fazer mais para educar os pacientes, especialmente com tanta desinformação online, disse Johnson. “Eu não sou um fã de censura, mas precisamos fazer mais na área de proteção ao consumidor para pacientes com câncer. Eles são um grupo particularmente vulnerável de pacientes ”, disse ele.

Fonte: NBC News

O que faz com que meus pés fiquem repentinamente entorpecidos?

P. Meus pés formigam ou ficam dormentes como se estivessem dormindo às vezes, principalmente quando estou na cama ou com as pernas elevadas. O que causa isso?
R. Os sintomas que você descreve podem estar relacionados à neuropatia periférica, que é um dano neural que afeta vários nervos que levam da medula espinhal aos braços e pernas. Os sintomas costumam ser iguais nos dois pés. Se apenas um pé ou parte de um pé for afetado, isso sugere a compressão de um nervo individual.
Outra possibilidade de formigamento ou dormência nos pés com a elevação das pernas é a má circulação, mas isso geralmente é acompanhado por cãibras nas pernas durante a caminhada e mudanças de cor nos pés (pálido ou branco quando elevado, e vermelho quando abaixado).
Verifique com seu médico, pois a neuropatia periférica pode ser causada por muitas condições médicas, incluindo diabetes, consumo excessivo de álcool e deficiências nutricionais. Certos medicamentos, como alguns antibióticos e quimioterápicos, também podem levar à neuropatia. Às vezes, as polineuropatias são hereditárias. Cerca de um em cada quatro casos não tem uma explicação clara.
Seu médico pode suspeitar de neuropatia após fazer um exame neurológico e determinar que você tem perda de sensibilidade em seus pés. Se necessário, o diagnóstico pode ser confirmado com testes adicionais (velocidade de condução nervosa e eletromiografia). O seu médico procurará uma causa subjacente tratável para a neuropatia. Quer seja encontrado ou não, existem vários medicamentos disponíveis que podem ajudar a melhorar os sintomas. Eles muitas vezes podem aliviar a dor, mas podem não aliviar a dormência ou formigamento.
por William Kormos, MD, Editor chefe, Harvard Men's Health Watch

Quimio-cerebro, quando o tratamento atrapalha a memoria


efeitos da quimioterapia no cerebro
Quimio-cérebro é um termo comum usado pelos pacientes de câncer para descrever problemas de pensamento e de memória que podem ocorrer após o tratamento. Também pode ser chamado de quimio-nevoeiro, disfunção cognitiva relacionada com a quimioterapia ou disfunção cognitiva.

Apesar de ser um termo amplamente utilizado, é enganoso. É improvável que a quimioterapia é a única causa de problemas de concentração e memória em pacientes de câncer. Os pesquisadores estão trabalhando para compreender as alterações da memória que as pessoas com experiência com o câncer.

Apesar das muitas perguntas, é claro que os problemas de memória comumente chamados de quimio-cérebro pode ser um efeito colateral frustrante e debilitante de câncer e seu tratamento. Mais estudos são necessários para entender esta condição.

Os sintomas

Sinais e sintomas de cérebro quimioterapia pode incluir o seguinte:
  • Sendo excepcionalmente desorganizado
  • Confusão
  • Dificuldade de concentração
  • Dificuldade em encontrar a palavra certa
  • Dificuldade em aprender novas habilidades
  • Dificuldade multitarefa
  • Fadiga
  • Sensação de confusão mental
  • Extensão de atenção curta
  • problemas de memória de curto prazo
  • Levando mais tempo do que o habitual para completar tarefas de rotina
  • Problemas com a memória verbal, como lembrar uma conversa
  • Problemas com a memória visual, como recordando uma imagem ou lista de palavras
Fonte: Mayo Clinic
Fonte: