O real e o imaginário sugador de sangue alheio
Esta semana ia escrever sobre o horário político, até tinha pesquisado quando isto ia custar ao contribuinte (sim, você paga pelo candidato que inunda de fantasias e lorotas a sua televisão e seu rádio). A estimativa do valor é enorme : quase um bilhão de reais em indenizações (via renúncias fiscais como indenizações aos espaços utilizados em rádio e televisões).
Mas prefiro falar de outro "sugador" do sangue alheio: o mosquito. Lendo o artigo da revista Nature : Ecology: A world without mosquitoes (Ecologia sem mosquitos) : Erradicar a qualquer organismo teria graves consequências para os ecossistemas - não seria? Não quando se trata de mosquitos, relata Janet Fang . A malária infecta cerca de 247 milhões de pessoas no mundo a cada ano e mata quase um milhão. Os mosquitos causam uma enorme carga de trabalho adicional médicos e financeiros, espalhando a febre amarela, dengue, encefalite japonesa, febre do vale do Rift, o vírus Chikungunya e vírus do Nilo Ocidental.
Aqui o mosquito da dengue faz festa na incompetência do governo em erradicar-lo com política pífias de combate aos seus focos. É melhor investir em programas que possam mostrar em horário nobre na televisão e no rádio. Afinal os eleitores não são tratados como "gado" apenas na época da eleição, depois voltam a seu papel irrelevante diário.
É que no nosso imaginário político, povo deve ser mantido longe dos políticos, para não cobrar recursos em saneamento básico (que diminui mortes por diarréia, por exemplo) nem cobrar melhor iluminação pública (que é um direito básico e diminui a sensação de insegurança).
Mas você está reclamando porque ? Na propaganda política não estão prometendo trem bala, comida, saúde, educação para todos? Então fique na frente da televisão e do rádio, lá é o mundo real. Estou aqui no mundo virtual reclamando a toa, afinal sou ingrato com este país de todos.
Aqui o mosquito da dengue faz festa na incompetência do governo em erradicar-lo com política pífias de combate aos seus focos. É melhor investir em programas que possam mostrar em horário nobre na televisão e no rádio. Afinal os eleitores não são tratados como "gado" apenas na época da eleição, depois voltam a seu papel irrelevante diário. É que no nosso imaginário político, povo deve ser mantido longe dos políticos, para não cobrar recursos em saneamento básico (que diminui mortes por diarréia, por exemplo) nem cobrar melhor iluminação pública (que é um direito básico e diminui a sensação de insegurança).
Mas você está reclamando porque ? Na propaganda política não estão prometendo trem bala, comida, saúde, educação para todos? Então fique na frente da televisão e do rádio, lá é o mundo real. Estou aqui no mundo virtual reclamando a toa, afinal sou ingrato com este país de todos.
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