A Linguagem da doenca e a importancia de entender os sintomas
Alguns livros são sugeridos para que possamos entender certos acontecimentos que surgem na nossa vida. Ano passado, foi recomendado por uma grande amiga, a leitura do livro A doença como linguagem da alma, do autor alemão Rudiguer Dahlke, na breve resenha do livro, este mostra o aprofundamento das questões do seu livro anterior Doença como caminho. Sua intenção foi apresentar os sintomas de modo que o leitor reconheça os temas que eles trazem e que deve trabalhar para o retorno da vivência da saúde. Ao trabalhar o simbolismo do órgão afetado o livro também mostra o simbolismo da região onde esse órgão está localizado.
Ao final de cada capítulo, o leitor encontra uma série de perguntas que pode fazer-se para compreender qual a tarefa que a doença lhe pede que execute em seu próprio benefício.
O autor mostra como cada sintoma representa um campo de padrões de comportamento e estratégias de sobrevivência que cada um de nós adota em resposta aos desafios da nossa vida.
Hoje vou fazer um importante aviso: jamais negligencie os cuidados com a sua saúde, a importância do exames periódicos e preventivos, não menosprezando a ausência de sintomas.
Quero falar agora sobre a Hepatite C, doença viral do fígado causada pelo vírus HCV. A hepatite C exige cuidados, devido à inexistência de vacina e limitações do tratamento, e à sua alta tendência para a cronicidade que complica eventualmente em cirrose hepática.
Nos dias atuais 3,5 milhões de brasileiros podem estar infectados com o vírus da hepatite C sem saber, porque apesar de uma doença fatal, ela pode permanecer sem sintomas durante anos.
E quem são esses infectados? Qualquer pessoa que tenha entrado em contato com sangue contaminado: por exemplo, alguém que fez transfusão de sangue antes de 1992 ou que usou materiais inadequadamente esterilizados na manicure, dentista ou tatuagem.
A realidade é que qualquer um de nós pode estar contaminado - pode ser um colega de trabalho, um amigo, um parente, pode ser VOCÊ.
Progressão e sintomas
Após infeção, o vírus praticamente só se multiplica no fígado. Há vários tipos de progressão.
1. Em 15% dos casos há hepatite aguda, com icterícia (pele e olhos amarelos), febre, dores abdominais, mal estar, diarreia e fadiga. Segue-se após alguns meses a resolução e cura completa. Os sintomas são devidos à destruição eficiente e rápida pelo sistema imunitário dos hepatócitos infectados e é essa ação que permite a cura.
1. Em 15% dos casos há hepatite aguda, com icterícia (pele e olhos amarelos), febre, dores abdominais, mal estar, diarreia e fadiga. Segue-se após alguns meses a resolução e cura completa. Os sintomas são devidos à destruição eficiente e rápida pelo sistema imunitário dos hepatócitos infectados e é essa ação que permite a cura.
2. Em 85% dos casos, incluindo quase todas as crianças, a hepatite inicial pode ser assintomática ou leve. O sistema imunitário não responde eficazmente ao vírus, e o resultado é cronicidade em 80% dos casos. Destes, 40% progridem rapidamente para cirrose e morte; 25% progridem lentamente com cirrose e morte ao fim de 10 anos; e outros 35% após 20 anos. O cancro do fígado surge em mais 5% após 30 anos. Os restantes tornam-se portadores a longo prazo, infecciosos.
O fígado responde de duas formas à destruição das suas células. Inicialmente os hepatócitos regeneram o tecido perdido e mais tarde, com os danos repetidos, inicia-se também a produção de tecido conjuntivo fibroso pelos fibrócitos. Com danos contínuos, a capacidade de regeneração dos hepatócitos é insuficiente, e a fibrose torna-se predominante, levando à cirrose hepática com insuficiência hepática devido ao pequeno número de hepatócitos, que não se podem multiplicar devido à resistência do tecido conjuntivo modelado à sua volta. A cirrose hepática é uma condição inevitavelmente fatal, e mesmo o transplante de fígado só permite a vida durante alguns anos devido à rejeição progressiva do órgão estranho.
A replicação aumentada dos hepatócitos aumenta a probabilidade de outra complicação: o carcinoma hepatocelular. A maioria das mutações genéticas que resultam no cancro ocorrem durante a replicação celular, em que o processo de cópia do DNA conduz quase sempre a alguns a erros. Com a regeneração contínua do tecido do fígado, devida à destruição das células pelo vírus (e resposta imunitária), esses erros acumulam-se. O resultado é que a infecção crónica pelo HCV é uma causa importante do carcinoma hepatocelular – o cancro de longe mais comum do fígado, de mau prognóstico.
Especialmente pelo sangue contaminado. Existem muitas situações em que, sem percebermos, podemos compartilhar sangue com outras pessoas, incluem-se ai salões de beleza, tatuagens, vacinas de pistola (muito utilizados em vacinações coletivas no anos 70 e 80), injeções com seringa de vidro (não descatáveis).
Diagnóstico
Diagnóstico é realizado através da detecção sorológica do Anti-VHC (através de exames de Elisa e Imunoblot). Em fases iniciais da doença, só o HCV-RNA qualitativo é positivo, com aumento de transaminases. É importante realizar a genotipagem do vírus em questão, para relacionar com o prognóstico e o tratamento da doença. A biópsia apresenta papel importante para avaliar o grau de inflamação e fibrose.
Hepatite C tem cura?
Sim! O tratamento é feito com remédios quimioterápicos (injeção e comprimidos) e sua duração depende do genótipo do vírus (de 6 meses a 1 ano - no caso de pessoas que respondem lentamente ao medicamento, pode durar um ano e meio). São muitos os efeitos colaterais, que variam de pessoa para pessoa.
Sim! O tratamento é feito com remédios quimioterápicos (injeção e comprimidos) e sua duração depende do genótipo do vírus (de 6 meses a 1 ano - no caso de pessoas que respondem lentamente ao medicamento, pode durar um ano e meio). São muitos os efeitos colaterais, que variam de pessoa para pessoa.
As fontes consultadas para escrever este artigo foram Animando-C e Wikipédia (hepatite C)
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