A Terceira Pílula: Silêncio, Desejo e Liberdade

 

Saúde e Espiritualidade Holística

Entre Matrix, Pluribus e a vida cotidiana

O filme Matrix marcou uma geração ao apresentar a famosa escolha entre a pílula azul e a pílula vermelha. De um lado, o conforto da ilusão; de outro, o choque da verdade. Anos depois, a série Pluribus atualiza essa questão ao mostrar um mundo onde a escolha já não é individual, mas regulada pelo próprio sistema.

Entre essas duas narrativas, surge uma pergunta essencial para o nosso tempo: a escolha é realmente livre ou apenas permitida dentro de limites invisíveis? A psicanálise e a espiritualidade oferecem uma resposta menos espetacular, porém mais profunda.


A pílula azul: adaptação e pertencimento

A pílula azul simboliza a adaptação confortável. Ela não é apenas engano, mas um pacto silencioso: abrir mão da singularidade em troca de pertencimento. No cotidiano, essa escolha se manifesta em pequenos gestos — sorrir sem vontade, participar por obrigação, silenciar o próprio desconforto.

Freud mostrou que toda vida em sociedade exige renúncia pulsional. O problema começa quando essa renúncia deixa de ser pontual e se torna permanente, produzindo o mal-estar moderno.


A pílula vermelha: ruptura e angústia

A pílula vermelha promete liberdade, mas cobra um preço alto: perda de garantias, isolamento e confronto com o real. Lacan lembra que o encontro com a verdade nunca é neutro; ele gera angústia.

Mesmo a rebeldia pode ser capturada pelo sistema, transformando-se em nova forma de pertencimento. Em Pluribus, até essa ruptura tende a ser neutralizada, pois o sistema não tolera aquilo que ameaça sua harmonia.


O limite da escolha segundo a psicanálise

Para a psicanálise, não existe escolha totalmente livre. Toda decisão ocorre dentro da linguagem, da cultura e do desejo do Outro. O supereu contemporâneo não proíbe: ele ordena que sejamos felizes, produtivos e integrados.

Assim, a verdadeira questão não é qual pílula escolher, mas quanto de si o sujeito está disposto a perder para sustentar sua escolha.


A terceira pílula: o silêncio

Entre a adaptação cega e a ruptura heroica, existe uma terceira via pouco celebrada: o silêncio consciente. Não se trata de fuga, mas de recolhimento. Não é negação do mundo, mas suspensão do excesso.

Na espiritualidade druídica, o recolhimento é parte do ciclo natural. Há tempos de expansão e tempos de retorno ao centro. O silêncio ritual protege o desejo do sujeito contra a captura total pelo coletivo.


Silêncio como ato ético

Lacan define o ato ético como fidelidade ao próprio desejo, mesmo quando ele não coincide com o ideal social. Nesse sentido, recolher-se, sair da festa ou recusar a performance constante pode ser um gesto profundamente ético.

Esse silêncio não apaga o sujeito; ao contrário, preserva sua singularidade.


Liberdade possível

A liberdade não está em escolher entre duas pílulas oferecidas pelo sistema, mas em reconhecer seus limites e criar espaços de respiro. A terceira pílula não promete conforto nem revelação total. Ela oferece algo mais simples e mais raro: presença consciente.


Conclusão

Em tempos que exigem adaptação permanente ou rebeldia espetacular, o recolhimento surge como uma forma silenciosa de resistência. Talvez a verdadeira liberdade não esteja em romper ou se conformar, mas em saber quando parar, silenciar e escutar.


Artigo para o blog Saúde e Espiritualidade Holística

Clube dos Milagres: Fé e Cura Interior


Um filme que vai além da tela

Clube dos Milagres: Fé, Cura e Psicanálise

O longa Clube dos Milagres (The Miracle Club) não é apenas mais uma produção sobre espiritualidade. Ele fala de fé, perdão e reconciliação familiar — temas universais que tocam profundamente a jornada de cura interior.

A espiritualidade feminina em Lourdes

Ambientado na década de 1960 (Dublin - IRE- 1967), o filme acompanha um grupo de mulheres que parte em peregrinação a Lourdes, na França. Esse cenário religioso simboliza a busca por milagres, mas também reflete a espiritualidade feminina e sua força na reconstrução das próprias vidas.

Peregrinação e transformação interior

Mais do que viajar, as personagens iniciam um caminho de autoconhecimento. A peregrinação funciona como metáfora para a transformação espiritual, onde cada passo aproxima da cura interior e da reconciliação com a maternidade, a família e consigo mesmas.

O olhar da psicanálise

Sob a lente psicanalítica, Clube dos Milagres aborda conflitos reprimidos, culpas herdadas e o desejo de reparação. A jornada expõe a necessidade de ressignificar traumas, trazendo à tona simbolismos religiosos e emocionais que vão além da fé cega.

Perdão e maternidade

Um dos pontos mais fortes é o encontro entre maternidade e perdão. O filme mostra como a aceitação e a reconciliação são fundamentais para romper padrões de sofrimento e abrir espaço para uma nova forma de amar.

Conclusão: fé como caminho de cura

Clube dos Milagres se apresenta como um espelho para a vida real: a fé, seja religiosa ou interior, pode ser um motor de transformação. Ele une espiritualidade, psicanálise e cinema em uma reflexão sobre como o ser humano busca sentido em meio às dores.



Anora e o Desejo: Uma Análise Psicanalítica Profunda


O filme "Anora" conquistou o Oscar de Melhor Filme e deixou muita gente intrigada. Mas o que está por trás da história dessa dançarina exótica que se envolve com o filho de um oligarca russo? Vamos explorar essa trama sob a lente da psicanálise, especialmente através do olhar de Jacques Lacan.

O Desejo e a Falta: A Busca de Anora

Jacques Lacan dizia que o desejo humano é sempre estruturado pela falta. Em "Anora", vemos uma personagem que busca algo que nunca se completa. Ela deseja segurança? Amor? Poder? Identidade? Tudo isso está em jogo, mas nada parece preencher esse vazio.

Seu relacionamento com Ivan é um reflexo disso. Ele não é apenas um parceiro romântico, mas também um espelho no qual ela tenta se enxergar. Como Lacan ensina, o desejo não é apenas pelo outro, mas pelo que acreditamos que o outro nos torna.

O Olhar do Outro e a Construção da Identidade

Em várias cenas, percebemos como Anora busca reconhecimento. A sociedade, os homens ao seu redor, a família de Ivan — todos projetam nela uma imagem. Mas quem é Anora de verdade?

Lacan propõe que nossa identidade é moldada pelo olhar do outro. No filme, vemos como Anora tenta controlar essa imagem, mas também se perde nela. Sua luta é a luta de todos nós: ser autêntico em um mundo que insiste em nos definir.

Amor ou Ilusão? O Enigma Lacaniano

Lacan dizia que "amar é dar o que não se tem a quem não o é". Em "Anora", essa frase faz todo sentido. O que Ivan e Anora realmente compartilham?

O amor deles é real ou é apenas um jogo de espelhos? Ela ama Ivan ou ama o status e a segurança que ele representa? Ele a ama ou está fascinado pela rebeldia dela? O filme deixa essas questões em aberto, assim como Lacan sempre deixou o amor como um enigma.

Por Que Lacan é a Chave para Entender "Anora"?

Outras escolas psicanalíticas poderiam oferecer interpretações interessantes, mas o conceito de desejo lacaniano encaixa perfeitamente aqui. "Anora" é um filme sobre falta, ilusão e construção de identidade — temas centrais na teoria de Lacan.

Se você quer entender o filme de uma forma mais profunda, mergulhe nos escritos de Jacques Lacan, especialmente "Os Escritos" e "O Seminário, Livro 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise".

O Que Fica para Nós?

"Anora" nos faz refletir sobre nossas próprias buscas. O que realmente queremos? O que estamos tentando preencher?

A psicanálise lacaniana nos ensina que a falta é parte do ser humano. Talvez a grande lição do filme seja aceitar que nunca teremos todas as respostas — e que o desejo é o que nos move adiante.

Demi Moore e a Jornada de Superação: Reflexão Inspiradora

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Na noite do Globo de Ouro, poucos imaginariam que Demi Moore, uma veterana com 45 anos de carreira, seria o nome a receber uma das maiores salva de palmas. Sua surpresa ao ser anunciada como Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia por seu papel em "A Substância" não foi apenas autêntica, mas profundamente comovente. O filme, dirigido por Coralie Fargeat, aborda questões contemporâneas ao acompanhar a jornada de uma celebridade que, ao enfrentar o etarismo, usa uma droga para criar uma versão mais jovem de si mesma.

Apesar de competir com nomes fortes como Cynthia Erivo (“Wicked”), Mikey Madison (“Anora”) e Karla Sofía Gascón (“Emilia Perez”), Moore destacou-se. Mais que o prêmio, foi seu discurso que tocou corações, reafirmando a capacidade humana de resiliência e reinvenção.

Uma vitória que transcende a estatueta

Em suas próprias palavras, esta foi a primeira vez em mais de quatro décadas que ela experimentou tal reconhecimento. Moore compartilhou uma memória dolorosa de três décadas atrás, quando um produtor sugeriu que ela era apenas uma "atriz de filmes de pipoca". Essa frase, carregada de julgamento, plantou sementes de dúvida que demoraram anos para ser desafiadas.

“Interpretei isso como se eu nunca pudesse ir além. Que poderia fazer filmes de sucesso, ganhar dinheiro, mas jamais ser reconhecida como atriz de verdade. E eu acreditei nisso. Essa crença corroeu minha confiança ao longo do tempo. Mas então, em um momento de vulnerabilidade, recebi um roteiro mágico e ousado, chamado ‘A Substância’. Foi como se o universo estivesse dizendo que minha jornada ainda não havia acabado”, revelou.

O poder da comunidade e do autovalor

Moore agradeceu à diretora Coralie Fargeat, à co-estrela Margaret Qualley e às pessoas que acreditaram nela, mesmo quando ela não acreditava em si mesma. Seu discurso culminou com uma reflexão que ecoa na alma de quem já se sentiu inadequado:

“Muitas vezes, achamos que não somos inteligentes, bonitos, magros ou bem-sucedidos o suficiente. Mas uma mulher uma vez me disse algo que mudou minha perspectiva: ‘Você nunca será suficiente para os outros, mas pode entender seu próprio valor se deixar de lado a régua de medidas alheias’.”

Uma lição para todos nós

A jornada de Demi Moore é um lembrete poderoso de que o reconhecimento externo não define nosso valor. Quando permitimos que as opiniões dos outros nos limitem, perdemos a conexão com nosso verdadeiro potencial. Seu triunfo é mais do que uma vitória pessoal; é um convite para que todos nós reflitamos sobre as narrativas que aceitamos como verdadeiras.

À luz desta história, pergunte-se: que crenças limitantes você está disposto a abandonar para abraçar seu próprio valor? O universo está sempre pronto para mostrar que ainda temos muito a realizar — basta estarmos abertos a escutar.

Gladiador II: Arquétipos e a Jornada do Herói Analisados

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“Gladiador II”, a tão aguardada sequência do clássico de Ridley Scott, traz uma narrativa marcada por personagens complexos e uma rica temática de luta, poder e vingança. Para compreender plenamente as camadas profundas deste filme, é fundamental explorar suas construções sob a perspectiva da Psicologia Analítica de Carl Jung, que se mostra eficaz na decifração de mitos e arquétipos universais presentes na narrativa.

O Arquétipo do Herói: 

A Jornada de Lucius/Hano Lucius, que assume o nome Hano, é o protagonista cuja jornada reflete o arquétipo clássico do herói. Sua história é marcada por desafios intensos e uma busca por justiça e vingança. Segundo a teoria de Jung, o arquétipo do herói simboliza a luta do ego para superar as dificuldades e integrar aspectos da própria sombra. Em “Gladiador II”, Hano confronta inimigos externos e seus demônios internos, culminando em uma jornada de autoconhecimento e sacrifício.

A Sombra: 

Representação da Corrupção e Poder Desmedido A figura dos imperadores Geta e Caracalla é a personificação da “sombra” junguiana – os aspectos mais sombrios e reprimidos da psique coletiva. Esses personagens representam não só a tirania e a corrupção de Roma, mas também os conflitos internos que Hano deve enfrentar. Ao desafiar essa sombra externa, o protagonista reflete o processo de confrontação e integração da própria escuridão para se transformar.

Anima e Animus: 

O Papel do Feminino e do Complementar A narrativa de Hano também pode ser analisada sob a ótica da anima e animus. As interações românticas e as figuras femininas que influenciam sua jornada representam os aspectos inconscientes que precisam ser reconhecidos para que ele alcance a plenitude. A anima em Jung é vista como a personificação das qualidades femininas na psique masculina, que auxilia no processo de integração e crescimento.

O Complexo de Vingança e Trauma 

O passado de Lucius está repleto de traumas que moldam sua busca por vingança. Jung acreditava que complexos emocionais podem influenciar profundamente o comportamento e as decisões. No caso de Hano, o complexo de vingança atua como um motor que impulsiona a narrativa, mas também evidencia a necessidade de transcender essa motivação para encontrar redenção.

A Dualidade de Eros e Thanatos na Psicanálise Freudiana 

A visão de Sigmund Freud sobre as pulsões de vida (Eros) e morte (Thanatos) também oferece uma perspectiva enriquecedora para a análise de “Gladiador II”. A busca de Hano por vingança representa Thanatos, uma pulsão destrutiva que busca satisfazer a sede de justiça. No entanto, a presença de momentos de empatia e conexões humanas sugere a influência de Eros, a pulsão que busca criar e preservar.

A Jornada do Herói e o Inconsciente Coletivo 

A história de “Gladiador II” ressoa com o inconsciente coletivo, conforme proposto por Jung, que inclui arquétipos universais reconhecíveis em mitos e contos de todas as culturas. A luta pela liberdade, a busca por vingança e a superação de adversidades fazem parte de um padrão narrativo arquetípico que atinge a psique humana de maneira profunda.

O Apelo do Arquétipo do Guerreiro 

A figura do gladiador, como guerreiro, encarna o arquétipo de força, coragem e resistência. Lucius/Hano encarna não só a força física, mas a fortaleza moral necessária para desafiar poderes corrompidos, refletindo a luta interna de cada indivíduo contra suas próprias limitações e medos.

Relação com o Espírito Humano 

A história de Lucius/Hano vai além da batalha física. Sua narrativa simboliza a resistência do espírito humano diante da opressão e das injustiças, um tema que ecoa no coração da espiritualidade e na busca por significado em tempos de adversidade.

A análise de “Gladiador II” através da lente da psicologia analítica de Jung revela uma riqueza de simbolismos e arquétipos que transcendem a narrativa superficial. A jornada de Lucius/Hano é tanto uma história de vingança quanto uma busca por auto-integração e crescimento pessoal. Sob a ótica freudiana, as motivações de Eros e Thanatos fornecem camadas adicionais à compreensão dos impulsos que movem os personagens. Ao final, o filme reflete os desafios da alma humana em sua luta para encontrar equilíbrio e sentido.


Coringa 2 e a explicação da piada que o público não queria, mas deveria ouvir

1. Abordagem sobre a Loucura de Arthur Fleck

Saúde e Espiritualidade Holistica

O filme "Coringa 2" explora de forma profunda a fragilidade de Arthur Fleck, representando sua psicose de maneira mais crua e desglamourizada. Sob a luz da psicanálise lacaniana, a narrativa reflete o conceito de "sujeito dividido", onde a loucura de Arthur se desenvolve como um processo de perda de controle do Real. Fleck está em busca de uma unidade que nunca será alcançada, simbolizando a falha na estruturação do Grande Outro, levando-o à apatia.

2. A Relação com Arlequina

A relação entre Fleck e Arlequina, interpretada por Lady Gaga, é retratada como um exemplo do conceito de "Folie à Deux" – um delírio compartilhado. No entanto, Lacan oferece uma perspectiva onde o desejo do sujeito só se realiza no campo do desejo do Outro, e assim, o vínculo entre eles se torna um reflexo de suas próprias projeções e necessidades inconscientes. A dualidade entre os personagens evidencia a falha de comunicação psíquica, onde ambos compartilham uma alienação que se alimenta mutuamente, mas que é incapaz de promover a integração.

3. Musicalidade e Subjetividade

A escolha de transformar o filme em um musical também pode ser analisada através do conceito de "lalíngua" de Lacan – a musicalidade da linguagem que transcende o significado literal e entra no domínio do inconsciente. As canções e danças que permeiam a trama evocam o jogo de significantes que Lacan descreve, onde o sujeito se perde no caos da linguagem e busca, através da performance, dar forma ao inominável.

4. Decepção do Público e a Dialética do Desejo

A frustração de parte do público com o novo tom do filme pode ser vista como um reflexo do desejo inconsciente de uma continuidade do primeiro "Coringa". A apatia de Fleck e sua busca infrutífera por controle colide com o imaginário do público, que esperava um retorno ao caos carismático. No entanto, Lacan nos lembra que o desejo é, por natureza, insatisfeito – e "Coringa 2" entrega justamente essa insatisfação como parte de sua mensagem.

Em "Coringa 2", a psicanálise lacaniana ilumina as complexidades da subjetividade de Arthur Fleck, sua relação com o Outro (Arlequina) e a forma como o filme usa a música para acessar o inconsciente. A trama desafia o público a confrontar a impossibilidade de satisfazer completamente o desejo, tanto no personagem quanto em si mesmos.


Como Gramado, na Serra Gaúcha, Se Tornou a Meca do Cinema Brasileiro

Cinema e História

Descubra como Gramado, na Serra Gaúcha, se tornou a meca do cinema brasileiro, abrigando o prestigiado Festival de Cinema de Gramado, que atrai cineastas e entusiastas do cinema de todo o país.

Gramado, uma charmosa cidade localizada na Serra Gaúcha, é conhecida por suas paisagens deslumbrantes, clima europeu e arquitetura encantadora. No entanto, além de ser um destino turístico popular, Gramado também se destacou no cenário cultural brasileiro ao se tornar a sede do Festival de Cinema de Gramado, consolidando-se como a meca do cinema brasileiro. Mas como essa cidade pitoresca conquistou esse título? Vamos explorar a fascinante jornada de Gramado no mundo do cinema.

A Origem do Festival de Cinema de Gramado

O Festival de Cinema de Gramado teve sua primeira edição em 1973, inicialmente como uma extensão do Festival de Cinema de Canela. A ideia era criar um evento que celebrasse a produção cinematográfica brasileira, proporcionando um espaço para o encontro entre cineastas, críticos e o público. Desde então, o festival cresceu e se consolidou como um dos mais importantes eventos de cinema da América Latina.

O Palácio dos Festivais: O Coração do Evento


Inaugurado em 1975, o Palácio dos Festivais é o local onde ocorrem as principais exibições e a cerimônia de premiação do Festival de Cinema de Gramado. O prédio, localizado na Avenida Borges de Medeiros, é o símbolo do festival e um ponto turístico imperdível para os amantes da sétima arte. É aqui que o famoso Kikito, troféu concedido aos vencedores, é entregue aos cineastas de destaque.

Gramado e a Consolidação do Cinema Brasileiro

Ao longo dos anos, o Festival de Cinema de Gramado desempenhou um papel crucial na valorização e promoção do cinema nacional. O evento não apenas oferece visibilidade para produções brasileiras, mas também incentiva novos talentos e promove o intercâmbio cultural entre profissionais do cinema de todo o mundo. Gramado se tornou um verdadeiro polo cultural, atraindo turistas e profissionais do cinema, além de consolidar sua imagem como destino cinematográfico.

O Impacto Cultural e Econômico do Festival

O Festival de Cinema de Gramado não é apenas um evento de prestígio cultural, mas também um motor econômico para a cidade e a região. Durante o festival, Gramado recebe milhares de visitantes, o que impulsiona a economia local, especialmente nos setores de hospedagem, gastronomia e comércio. Além disso, a presença de grandes nomes do cinema nacional e internacional aumenta a visibilidade da cidade, consolidando-a como um destino de referência para o turismo cultural no Brasil.

A Experiência de Visitar Gramado Durante o Festival

Visitar Gramado durante o Festival de Cinema é uma experiência única. A cidade se transforma em um verdadeiro reduto de cultura, com eventos paralelos, mostras de filmes, debates e encontros entre cineastas e o público. A Rua Coberta, o Palácio dos Festivais e outros pontos turísticos se tornam o epicentro de atividades culturais, criando uma atmosfera vibrante e envolvente.

Gramado, na Serra Gaúcha, não se tornou a meca do cinema brasileiro por acaso. A combinação de seu charme natural com a excelência do Festival de Cinema de Gramado fez da cidade um ícone cultural e um destino indispensável para os amantes do cinema. Se você é apaixonado por cinema ou simplesmente busca uma experiência cultural enriquecedora, visitar Gramado durante o festival é uma oportunidade imperdível.

Já visitou Gramado durante o Festival de Cinema? Compartilhe sua experiência nos comentários abaixo e conte-nos o que mais gostou desse evento cinematográfico único!


Câncer e Arte

O tema Câncer não é um assunto que agrade a maioria e nem "arraste" multidões em programas de tv ou filmes no cinema. Mas nem por isto, deixamos de ter opções de boas séries e filmes.

Vou deixar como dica para os (as) leitores (as) uma série de tv e dois filmes, que tem o equilíbrio e a ousadia de focalizar temas tão delicados com sutilidade, sem cores berrantes, e prepare-se pegando sua caixa de lenços (especialmente para os filmes)


A série recomendada é The Big C , que foi produzido pelo canal norte-americano Showtime, e distribuido no Brasil pelo canal fechado HBO. 


A premissa da série começa pela história de Catherine "Cathy" Jamison, Cathy é uma professora do ensino médio diagnosticada com melanoma maligno (câncer de pele) nível IV (terminal). Para não afligir a família, não lhes conta o problema, apenas para sua vizinha Marlene. Se torna mais descontraída e impulsiva.

Assistir os episódios é como um "soco" no estomago, pela carga emocional que somos expostos pelo desespero demonstrado pela protagonista, em sua viagem "sem fim" toma atitudes e decisões que jamais fariam sentido em seu estado normal. 

Não é uma série para expectadores que tenha aversão por doença, e principalmente por pessoas não levam a saúde a sério, deixando exames preventivos apenas quando algo não está bem.

A interpretação da atriz Laura Leggett Linney fez com que ela vencesse o Prêmio Globo de Ouro  de Melhor Atriz em 2011.

As duas indicações de filmes tem tempos diferentes, um deles Dying Young é de 1991 e o Culpa é das Estrelas é deste ano (2014).

As duas temáticas envolvem câncer em estágio terminal (eu falei para pegar os lenços de papel).

O primeiro (traduzido no Brasil para Tudo por Amor) envolve a luta de um jovem rico, que faz quimioterapia para tratamento de leucemia,  e acaba por apaixonar-se pela sua cuidadora, personagem interpretado pela atriz Julia Roberts. 

O final não foi o que se esperava,  gerando muitas lágrimas e criticas pelos jornalistas especializados em cinema, o tema musical principal (Dying Young)  foi interpretado pelo músico  Kenny G.

O segundo, baseado no livro de mesmo nome,  narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Jovens com Câncer.

Hazel (Shailene Woodley), uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a um medicamento revolucionário que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters (Ansel Elgort), de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteossarcoma. 

Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer, a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

E aqui encerro minha primeira edição do Câncer e Arte, com série e filmes relacionados a temática do câncer, espero que você tenha gostado.


Trocando as bolas nas redes sociais

Somos seres pensantes na frente do computador e fora dele também, mas proponho uma reflexão: o que determina o meu comportamento: herança genética ou meio social que estamos inseridos? Teremos uma vida dupla : real e/ou virtual igual? 

Será que na hora que lemos este meu arrozoado você está pensando com ser real ou virtual? 

Pressupondo que o comportamento seja o mesmo, vamos a minha questão principal do artigo:  Você acredita que a nossa vida (e nosso comportamento) seja fruto de herança genética ou de meio social?

Mais uma vez coloco-me citando um filme (ou as vezes um livro) para ilustrar melhor a minha idéia. O filme em questão é Trocando as bolas (1983) (no original Trading Places), que conta com Eddie Murphy no seu segundo trabalho no cinema e com Dan Aykroyd estreando, sinopse abaixo:

Um milionário acredita que é possível transformar um pilantra qualquer num executivo de sucesso, e, também, ser possível transformar um executivo de sucesso num zé-ninguém. Como seu irmão duvida, eles fazem uma aposta de um dólar e armam uma brincadeira para ver quem está certo. Pra começar, dão um jeito de fazer com que o executivo Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd) seja tido como ladrão, perca o emprego, a casa e a namorada. Já o pilantra pé-rapado Billy Ray (Eddie Murphy) ganha um bom emprego e uma boa vida. Mas as duas "cobaias" descobrem a bricadeira e se unem para dar o troco aos dois milionários. 

Não quero aqui fazer apologia a uma idéia ou outra, mas colocando que não necessiamente teríamos que acreditar em uma hipótese  ou na outra, até por somos seres globais de influências repetidas no dia a dia.

Gostaria de citar uma personalidade brasileira a quem devemos a salvação de várias pessoas picadas (ou mordidas) por animais peçonhentos : Vital Brasil

Este mineiro da cidade de Campanha estudou medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em meio a grandes dificuldades financeiras, vindo a formar-se com brilhantismo em 1891. Retornando a São Paulo clinicou em várias cidades do interior do Estado. Presenciou durante essa época a morte de várias pessoas mordidas por serpentes, principalmente lavradores.

Vital Brazil é mundialmente conhecido pela descoberta da especificidade do soro antiofídico, dos soros específicos contra picadas de aranha, do soro antitetânico e antidiftérico e do tratamento para picada de escorpião. 

Então reflita comigo: herança genética ou meio social? Agora é contigo..
Se você é real na frente do pc ou fora dele, pode achar estranho.. mas o bullying virtual, comportamentos agressivos e libidinosos estão presentes na índole da pessoa ou faz apenas parte de um ser virtual, imaginário que se insere por causa do anonimato.

Te esconde atrás de um nick (apelido) e com ele autorizas comportamento típicos de um ogro, colocando para fora tudo aquilo que o real (persona) não aceita ou não quer dar visibilidade no meio social inserido?

Verdade ou mito, quem é você? O que você gera ou informa para aqueles que convivem com você. Aqui encerro, não a opinião, mas o artigo, já que por vasto, não para comentar em apenas um artigo.

O amor tragico visto pelo cinema - Love Story

A história dos amores trágicos já foram muito explorados por filmes, especialmente na década de 1970, talvez este seja o mais famoso de todos. Estrelado por Ryan O'Neal e Ali MacGraw, Love Story contava a história de Oliver Barrett IV (Ryan O'Neal), um estudante de Direito de Harvard, conhece Jenny Cavilleri (Ali MacGraw), uma estudande de música de Radcliffe. Um rápido envolvimento surge entre eles, sendo que logo decidem se casar. No entanto, Oliver Barrett III (Ray Milland), o pai do jovem, que é um multimilionário, não aceita tal união e deserda o filho. Algum tempo depois de casados ela não consegue engravidar e, ao fazer alguns exames, se constata que Jenny está muito doente. O filme também ficou marcado pela frase dita por Jenny, em seu leito de morte: "amar é jamais ter que pedir perdão",  a música tema tocada em piano solo (abaixo) acabou virando clássico.