Voto Distrital, chegou a hora?

Chamber of Deputies of BrazilImage via Wikipedia
Tenho minhas opiniões politicas bem definidas neste pais de contrastes : sou parlamentarista e defensor do voto distrital.

O Parlamentarismo estabelece a primazia do Parlamento no governo: caberia ao Parlamento, portanto, não só o poder Legislativo, mas também o Executivo, liderado por um primeiro-ministro eleito por maioria parlamentar de seu partido.

Caso seu partido perca a maioria parlamentar, o primeiro-ministro é substituído por outro parlamentar membro do partido de maior sustentação (maioria) no parlamento.

No Brasil, a prática parlamentarista chegou a ser estabelecida em dois período históricos distintos: no período imperial e no período republicano.

Não tenha esperança que no Brasil vinge a idéia do parlamentarismo, até porque o Executivo é exercido pelo "dono da chave do cofre" e "que tem poder da caneta".

Mas entre as discussões da reforma politica está lançado a idéia do voto distrital, que joga luzes sobre um sistema que já promoveu muitas desigualdades e maculou a verdadeira representatividade da população. Se assim não fosse, para que os "puxadores de votos" ? senão para eleger deputados com poucos votos, em detrimento aos verdadeiros eleitos.

Na sua acepção tradicional, voto distrital é um sistema eleitoral em que cada uma das subdivisões territoriais de um país, os chamados distritos eleitorais, elegem um ou mais representantes para o Legislativo (no caso de países bicamerais - onde há o equivalente aos nossos Senado e Câmara dos Deputados – apenas para a chamada Câmara baixa). No âmbito de cada distrito, ganha o candidato mais votado (ou os candidatos). Ou seja, é um mecanismo de escolha de deputados (e, em alguns lugares, de vereadores) análogo ao majoritário, que existe nas eleições para o Executivo e o Senado. (¹)

É meu sistema preferido para eleger quem realmente vai representar-me no Parlamento, agora quero que a hipótese vingue para assim diminuir a insatisfação do atual modelo.

Com a palavra agora, o Congresso Nacional.

Referencia:

(¹) - Blog do Noblat - Voto distrital - Marcos Coimbra

A morte de Getulio Vargas e vitória da corja política

Getúlio Vargas 08111930Image via Wikipedia
Agosto de 1954, fica na história como o dia em que  a nação e o povo são surpreendidos por uma notícia triste e que poucos poderiam esperar. Traído por muitos, inclusive aqueles que estavam próximos, para retirá-lo da liderança de seu povo, isolado politicamente... 

Getúlio Vargas suicida-se com um tiro. 

Foi o único presidente a oferecer a sua vida, para não "morrer" com desonra. Dessa forma, morreu pelo seu ideal e avisou o povo quem é o inimigo. 
 
O golpe não pode se concretizar, a corja política temia que o choro da nação inocente se transformasse em ódio declarado

Hoje em dia, a honra e o comportamento político já não inspiram atos extremados, até porque a vida deles não mais carrega mais estes valores.

Era o que tínhamos para dizer hoje, quando comemora-se o triste vinte e quatro de agosto. 

(veja o vídeo do Arquivo Nacional sobre a morte de Getúlio Vargas)

O real e o imaginário sugador de sangue alheio

Esta semana ia escrever sobre o horário político, até tinha pesquisado quando isto ia custar ao contribuinte (sim, você paga pelo candidato que inunda de fantasias e lorotas a sua televisão e seu rádio). A estimativa do valor é enorme : quase um bilhão de reais em indenizações  (via renúncias fiscais como indenizações aos espaços utilizados em rádio e televisões).
 
Mas prefiro falar de outro "sugador" do sangue alheio: o mosquito.  Lendo o artigo da revista Nature : Ecology: A world without mosquitoes  (Ecologia sem mosquitos) : Erradicar a qualquer organismo teria graves consequências para os ecossistemas - não seria? Não quando se trata de mosquitos, relata Janet Fang .   A malária infecta cerca de 247 milhões de pessoas no mundo a cada ano e mata quase um milhão. Os mosquitos causam uma enorme carga de trabalho adicional médicos e financeiros, espalhando a febre amarela, dengue, encefalite japonesa, febre do vale do Rift, o vírus Chikungunya e vírus do Nilo Ocidental.

Aqui o mosquito da dengue faz festa na incompetência do governo em erradicar-lo com política pífias de combate aos seus focos. É melhor investir em programas que possam mostrar em horário nobre na televisão e no rádio. Afinal os eleitores não são tratados como "gado" apenas na época da eleição, depois voltam a seu papel irrelevante diário. 

É que no nosso imaginário político, povo deve ser mantido longe dos políticos, para não cobrar recursos em saneamento básico (que diminui mortes por diarréia, por exemplo) nem cobrar melhor iluminação pública (que é um direito básico e diminui a sensação de insegurança). 

Mas você está reclamando porque ? Na propaganda política não estão prometendo trem bala, comida, saúde, educação para todos? Então fique na frente da televisão e do rádio, lá é o mundo real. Estou aqui no mundo virtual reclamando a toa, afinal sou ingrato com este país de todos.                                 

A Politica, Lorenzo de Medici e a conspiração Pazzi

Acabei de ver o excelente documentário do The History Channel : Conspiração Pazzi. Trata-se um estudo do Doutor em História Marcello Simonetta da Wesleyan University, Middleton,USA.  

Narra uma conspiração para assassinar os irmãos Medici, Lorenzo e Giuliano. Mas quem eram estes irmãos pelos quais foram decretado uma sentença de morte? Pertencente a uma riquíssima família de banqueiros, exerceram o governo da cidade (1453-1492), inicialmente  Lorenzo em conjunto com o irmão, Giuliano, e depois sozinho após o assassinato do irmão (1478), até morrer. 

Mas vamos a conspiração dos Pazzi (1478), banqueiros rivais dos Medici, que contavam com a proteção do pontífice Sisto IV. Os Pazzi, com a cumplicidade do arcebispo de Florença, decidiram assassinar os irmãos governantes na catedral metropolitana. Giuliano perdeu a vida no atentado, porém Lorenzo conseguiu salvar-se, refugiado na sacristia. Imediatamente depois de sufocada a rebelião, o arcebispo foi dependurado de uma das janelas do Palazzo Vecchio, ainda vestido com suas roupas cerimoniais, enquanto os demais conspiradores foram agarrados pela multidão e esquartejados. Sufocando a rebelião, após conseguir o apoio do Rei de Nápoles, Fernando I, governou como um déspota esclarecido.

Cognominado como o Magnífico casou com uma Orsini, de família pertencente à nobreza romana, casou sua irmã Madalena a um filho do papa Inocêncio VIII e conseguiu que seu filho Giovanni fosse nomeado cardeal, ficou famoso pelas legendárias festas, torneios e carnavais além de promoveu o esplendor artístico da cidade. Promotor da histórica explosão cultural, econômica e científica da cidade, sua corte ficou famosa pelos sábios e artistas que acolheu e que foram mantidos às expensas do príncipe, a exemplo do humanista Giovanni Pico della Mirandola, o poeta Angelo Poliziano e os pintores Leonardo da Vinci e Sandro Botticelli, entre muitos outros. Nos jardins de São Marcos, abriu uma escola de escultura onde o jovem Michelangelo Buonarroti fez sua aprendizagem, e morreu em Careggi (fonte: DEC/UFCG

Uma das suas filhas, Catarina, casou com Henrique II, rei da França, e ficou tristemente célebre pela Noite de São Bartolomeu, que em outro artigo falaremos.

Se interessou pela história da conspiração da Conspiração Pazzi? Ainda não ? Ou quer mais informações, veja nesta resenha do livro "A Conspiração Contra o Médici - Arte e Traição do Domo de Florença à Capela Sistina", do autor Marcello Simonetta, editora Record, publicada no Jornal Correio do Povo / POA :  O professor de História e Literatura revela os bastidores de uma trama, em plena Renascença italiana, que culminou no célebre atentado a uma das mais importantes dinastias da época, os Médici, poderosa família de mecenas, poetas, políticos, príncipes, mercadores e papas, No dia 26 de abril de 1478, Giuliano e o irmão Lourenço, líderes da cidade-estado, sofreram um ataque que resultou na morte do primeiro e em graves ferimentos no segundo. Lourenço acabou se tornando uma das principais figuras da Renascença. O ataque gerou violenta reação da plebe local, fiel aos Médici e ficou conhecido como a Conspiração Pazzi, mas sempre restaram dúvidas sobre quem teria orquestrado o crime. Simonetta revela que o Duque Montefeltro, melhor amigo de Lourenço, teria conspirado com o Papa que queria um líder florentino mais influenciável.

Imaginou que a Renacença foi apenas uma época de luzes? Pois é, eu também achava, mas foi uma época de guerras, intrigas, jogos políticos. Nada muito diferente de nossos dias atuais.

Moral, ética e o exemplo

Em um país em se discute muito moral e ética nos dias atuais, recebi por e-mail esta história que transcrevo abaixo:

Em 1966 o presidente Castello Branco leu nos jornais que seu irmão, funcionário com cargo na Receita Federal,ganhara um carro Aero-Willys*, agradecimento dos colegas funcionários pela ajuda que dera na lei que organizava a carreira.

O presidente telefonou mandando que ele devolvesse o carro.

O irmão argumentou que se devolvesse ficaria desmoralizado em seu cargo.
 
O presidente Castelo Branco interrompeu- o dizendo:
 
"Meu irmão, afastado do cargo você já está. Estou decidindo agora se você vai preso ou não"


* Para que ainda não era nascido naquela época, o Aero-Willys foi um luxuoso automóvel lançado no Brasil em 1960, fabricado pela Willys Overland dos EUA, com os componentes mecânicos dos Jeep Willys.

Educação, lixo e politica

Voltamos para falar do lixo, da educação e da política, tudo se encaixa como se você um, são coexistentes. Por que lixo é resto de consumo da sociedade, seja a atividade que for, educação é ter consciência que o lixo tem que ser tratado, separado e coletado em locais específico, não jogando no chão, nas estradas, terrenos baldios. É efetuando a separação para reciclagem e reaproveitamento que estaremos dando uma correta destinação para este grave problema ambiental.

Se você não acha importante, esta semana foi demonstrado que lixo mata e não é mera preocupação de ambientalistas, situação já denunciada várias vezes na imprensa. A diferença entre um aterro sanitário e um lixão clandestino foi a tragédia ocorrida em Niterói, onde um deles, desativado há mais de 20 anos, foi ocupado irregularmente, urbanizado pela prefeitura (instalando lá água e luz), o resultado está ai, centenas de desaparecidos no meio da lama e do lixo. 

Engenheiros sanitaristas já tinham alertado que aquele local era impróprio para as moradias, mas nenhuma ação ou politica de reacomodação das pessoas foi efetivado pelos politicos locais. Talvez isto não os qualificaria para conseguir o apoio e voto daquela população, hoje chorando os mortos e desaparecidos. 

Enquanto isto em um bairro de Tóquio recicla quase 100% do lixo é algo meio futurista. O que está dentro das nossas possibilidades é tratar melhor o lixo. O lixo não tratado mata. Lixo separado, bem tratado, vira energia e matéria-prima. Isso o Brasil pode fazer.

Mas somente se  uma lei de resíduos sólidos no Congresso  que há 19 anos "dorme"  nas gavetas for aprovada, essa lei estabelece formas de tratar o lixo.

Vejam o vídeo do programa Bom Dia Brasil sobre o bairro de Tóquio que recicla quase 100% do seu lixo, contando inclusive com o testemunho de um brasileiro lá residente.