É preciso entender e prevenir o câncer de cólon

 

Um dos tratamentos disponíveis

O câncer colorretal é um tipo de câncer que se origina no intestino grosso (cólon) ou no reto.

É uma doença grave, que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. No entanto, quando detectado precocemente, o câncer colorretal tem uma alta taxa de cura. Por isso, é importante que as pessoas estejam conscientes dos fatores de risco, dos sintomas e das opções de tratamento disponíveis.

As estatísticas sobre o câncer colorretal são alarmantes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, são estimados mais de 40 mil novos casos de câncer colorretal por ano. Nos Estados Unidos, segundo a American Cancer Society, são esperados cerca de 104.270 novos casos de câncer colorretal em 2021. Na Europa, de acordo com a European Colorectal Cancer Association, o câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum e causa mais de 250.000 mortes a cada ano. Felizmente, o tratamento para o câncer colorretal tem evoluído nos últimos anos.

Os tratamentos disponíveis para o câncer colorretal incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia, isoladamente ou em combinação. A escolha do tratamento depende do estágio do câncer, da idade do paciente, do estado geral de saúde e de outros fatores. Eme Além disso, a pesquisa sobre o câncer colorretal continua avançando. Novas terapias, como a imunoterapia, estão sendo desenvolvidas e podem oferecer mais opções de tratamento para pacientes com câncer colorretal avançado. Um imunoter Em resumo, o câncer colorretal é uma doença grave, mas é possível preveni-la ou detectá-la precocemente por meio de exames de rastreamento.

O tratamento para o câncer colorretal tem evoluído e as opções de tratamento estão cada vez mais personalizadas. Um consciente Por isso, é importante que as pessoas adotem hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física. Além disso, é essencial que os indivíduos estejam cientes dos fatores de risco para o câncer colorretal, como o histórico familiar da doença, a idade avançada, a obesidade, o sedentarismo, o consumo excessivo de álcool e tabaco, e fatores genéticos. Outra medida importante é a realização de exames de rastreamento a partir dos 50 anos de idade, ou antes, se houver fatores de risco adicionais.

A colonoscopia é o exame mais comum e eficaz para detectar o câncer colorretal, pois permite a visualização direta do cólon e a remoção de pólipos que podem se tornar cancerosos. É importante destacar que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura do câncer colorretal. Por isso, é fundamental que as pessoas estejam atentas aos sintomas da doença, como alterações no hábito intestinal, sangramento nas fezes, dor abdominal e perda de peso inexplicável. Caso apresente algum desses sintomas, é importante procurar um médico para avaliação e diagnóstico. Em resumo, a conscientização sobre o câncer colorretal é fundamental para prevenir e detectar a doença precocemente.

O tipo de cancer coloretal que afetou a cantora Preta Gil


A cantora Preta Gil foi diagnosticada com câncer colorretal, uma doença crônica que pode ter complicações graves e custo alto para o tratamento. Fatores de risco associados e tipo de câncer incluem fatores genéticos hereditários, exposição à radiação, obesidade, hábitos alimentares inadequados e falta de exercício regular. A boa notícia é que a melhoria dos cuidados médicos tem permitido identificar esta forma precocemente de câncer coloretal, levando a um resultado favorável segundo as recomendações corretas forem seguidas.

Vamos agora falar abaixo sobre os tipos e também tratamentos disponíveis no Brasil para este tipo de câncer

Existem dois tipos principais de câncer colorretal: câncer colorretal adenocarcinoma e câncer colorretal e escamocelular.

Câncer e Saúde

O câncer colorretal adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer colorretal e é causado pela formação de tumores malignos na camada interna do cólon e do reto. Ele pode se espalhar para outras partes do corpo, como os linfonodos e os órgãos vizinhos.

O câncer colorretal escamocelular é um tipo menos comum de câncer colorretal e é caracterizado pela formação de tumores malignos na camada externa do cólon e do reto. Ele tende a se espalhar para outras partes do corpo, como os linfonodos e os órgãos vizinhos, em um estágio menos avançado do que o câncer colorretal adenocarcinoma.

Há outros tipos de câncer de cólon menos comuns, como o carcinoma neuroendócrino, o câncer linfoide e câncer do tipo sarcoma

Em geral, quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores serão as chances de sucesso no tratamento. Por isso é importante fazer exames de rotina de detecção, principalmente após os 50 anos.

Os tratamentos disponíveis hoje no Brasil

Os tratamentos para câncer colorretal variam dependendo do estádio da doença, da localização do tumor e do estado geral de saúde do paciente. Alguns dos tratamentos mais comuns incluem:

  • Cirurgia: a cirurgia é a forma mais comum de tratamento para câncer colorretal. O objetivo é remover o tumor e as áreas de tecido circundantes afetadas. Dependendo da localização e extensão do tumor, pode ser necessário retirar uma parte do cólon ou do reto.
  • Quimioterapia: A quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para matar as células cancerígenas. Isso é feito por via intravenosa ou por via oral, e pode ser usado antes ou depois da cirurgia para ajudar a reduzir o tamanho do tumor.
  • Radioterapia: A radioterapia utiliza raios de alta energia para destruir as células cancerígenas. Pode ser usado antes ou depois da cirurgia para ajudar a reduzir o tamanho do tumor.
  • Imunoterapia: é um tipo de tratamento que ajuda o sistema imunológico do corpo a combater o câncer. Existem vários tipos diferentes de imunoterapia disponíveis, e elas geralmente são administradas por via intravenosa.
  • Terapia alvo : Utilização de medicamentos que atacam especificamente proteínas que estão presentes nas células cancerígenas e não nas saudáveis.
É importante notar que o tratamento ideal varia de paciente para paciente, e é sempre recomendado seguir as orientações do seu médico e equipe de tratamento.


O que é o câncer de cólon? Entenda o tipo de câncer que afeta o ex-jogador Pelé

O ex-jogador Pelé, de 82 anos, segue internado, em São Paulo, para uma reavaliação de seu tratamento contra um câncer de cólon, detectado em setembro de 2021.

Adenocarcinoma de cólon

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor de intestino é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil e que abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus) e ânus.


O câncer de cólon é tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

A maior parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

O que aumenta o risco?


Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação não saudável (ou seja, pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras). O consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e a ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana) também aumentam o risco para este tipo de câncer.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são história familiar de câncer de intestino, história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama, além de tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC). Pacientes com essas doenças devem ter acompanhamento individualizado.

A exposição ocupacional à radiação ionizante, como aos raios X e gama, pode aumentar o risco para câncer de cólon. Assim, profissionais do ramo da radiologia (industrial e médica) devem estar mais atentos.

Fonte: INCA

Nova geração de vacinas que previnem o câncer pode eliminar tumores antes de se formarem


Quando Dave Dubin soube aos 29 anos que tinha câncer de cólon, não foi uma grande surpresa. Seu avô e seu pai sobreviveram à doença. "Era quase o caminho dubin, e nós apenas continuamos", diz Dubin. Ele fez cirurgia e quimioterapia, mas seu câncer voltou 10 anos depois. Testes genéticos finalmente encontraram uma explicação para os testes de sua família: uma mutação em um gene de reparação de DNA que permite que erros genéticos se amontoem na divisão das células. A doença, síndrome de Lynch, vem com um risco de 70% de câncer ao longo da vida.

Dubin, 55 anos, recebe colonoscopias anuais, endoscopias e exames de imagem, que pegaram um terceiro câncer, em seu rim. Seu filho mais velho, Zach Dubin, 26, herdou a mutação de reparação de DNA e também é regularmente examinado para câncer. "Não é divertido. Ninguém gosta disso", diz Dave Dubin — não a preparação e procedimento de colonoscopia de 2 dias, nem a preocupação com possíveis tumores. A doença também o transformou em um ativista. Ele e sua família em Haworth, Nova Jersey, lançaram uma organização sem fins lucrativos, AliveAndKickn, para promover a pesquisa e a conscientização da síndrome de Lynch, que afeta cerca de 1,1 milhão de pessoas nos Estados Unidos.

"Há muita ansiedade nessa população de pacientes", diz o oncologista e geneticista Eduardo Vilar-Sanchez, do Centro de Câncer MD Anderson. "É um grande fardo psicológico." Na esperança de aliviar essa tensão, Vilar-Sanchez em breve liderará um teste clínico de uma vacina para prevenir ou pelo menos retardar os cânceres relacionados a Lynch. Se funcionar, Dave Dubin diz, "pode ser enorme."

Vacinas para prevenir certos tipos de câncer já existem. Eles têm como alvo vírus: o vírus da hepatite B, que pode desencadear o câncer de fígado, e o papilomavírus humano, que causa câncer cervical e alguns outros. Mas a maioria dos cânceres não são causados por vírus. O teste da vacina Lynch será um dos primeiros testes clínicos de uma vacina para prevenir cânceres não-virais.

A ideia é entregar no corpo pedaços de proteínas, ou antígenos, de células cancerosas para estimular o sistema imunológico a atacar quaisquer tumores incipientes. O conceito não é novo, e enfrentou ceticismo. Há uma década, um editorial da Nature descartou o objetivo de um grupo proeminente de defesa do câncer de mama de desenvolver uma vacina preventiva até 2020 como "equivocada", em parte devido à complexidade genética dos tumores. O editorial chamou a meta de "objetivo que a ciência ainda não pode cumprir". Mas agora, algumas equipes — incluindo uma financiada pelo mesmo grupo de advocacia, a National Breast Cancer Coalition (NBCC)— estão prontas para testar vacinas preventivas, em alguns casos, em pessoas saudáveis com alto risco genético para câncer de mama e outros. Seus esforços foram impulsionados por novas percepções sobre as mudanças genéticas nos primeiros cânceres, juntamente com o reconhecimento de que, mesmo tumores nascentes podem suprimir o sistema imunológico, as vacinas devem funcionar melhor em pessoas saudáveis que nunca tiveram câncer.

Fonte: Science