Wind of Change: o vento da mudança que também sopra dentro da gente

Saúde e Espiritualidade Holística

Algumas músicas não são apenas canções. Elas são mensagens disfarçadas em melodia, convites para olhar para dentro, respirar fundo e seguir em frente. "Wind of Change", da banda Scorpions, é uma dessas joias raras que atravessam décadas e ainda falam com o coração da gente como se tivessem sido escritas ontem.

Mas por que ela toca tanta gente? E por que ainda faz tanto sentido em tempos como os nossos?

O vento que anuncia o recomeço

Todos nós já sentimos, em algum momento, aquele “vento invisível” que parece soprar dentro da alma. Ele chega com um sussurro: “É hora de mudar.” Pode vir depois de uma perda, de uma escolha difícil, de um cansaço profundo da vida como ela está.

É disso que essa música fala.

"Wind of Change" não é só sobre transformações no mundo. É sobre transformações internas, silenciosas, aquelas que ninguém vê — mas que mudam tudo.

Mudança é desconfortável — mas necessária

Mudar não é fácil. Às vezes a gente se apega até ao que nos faz mal, por medo do que pode vir depois. Mas o vento não pergunta se estamos prontos. Ele sopra. Ele sacode as estruturas. E, se deixarmos, ele também abre espaço para algo novo florescer.

Essa música é um lembrete de que não estamos sozinhos nessa travessia. Todos enfrentamos períodos de dúvidas, rupturas e recomeços. E tudo bem.

🎶 A força da música como cura emocional

Logo nos primeiros acordes de “Wind of Change”, somos levados a um lugar de calma e introspecção. A melodia é suave, quase como uma meditação. Ela não invade — ela acolhe.

E isso faz toda a diferença. Porque a música tem esse poder mágico de traduzir sentimentos que a gente não sabe explicar, de limpar o peito e acalmar a mente. É como se alguém dissesse: “Eu também senti isso. Você não está só.”

Em tempos de ansiedade, incertezas e excesso de ruídos, canções como essa funcionam como remédios para a alma.

✨ Recomeçar é um ato de coragem silenciosa

A mensagem por trás de “Wind of Change” é clara: não dá para controlar os ventos, mas dá para ajustar as velas.

Talvez você esteja num momento de virada. Talvez sinta que algo precisa mudar, mesmo sem saber exatamente o quê. E está tudo bem.

Essa música nos ensina que toda transformação verdadeira começa de dentro para fora, e que o desconforto faz parte do caminho. Crescer dói — mas ficar parado dói mais.

🌱 O que você pode fazer com esse vento?
  • Escute a si mesmo.
  • Permita-se sentir.
  • Deixe o velho ir embora.
  • Confie no que está nascendo.
A vida é movimento, é fluxo, é mudança constante. Quando a gente aprende a dançar com o vento, em vez de lutar contra ele, tudo começa a fazer mais sentido.

💬 Conclusão: o vento ainda sopra, e talvez seja dentro de você

“Wind of Change” é mais do que uma música. É um espelho. Um chamado. Um lembrete de que sempre é possível recomeçar — mesmo que seja devagar, mesmo que doa um pouco, mesmo que o mundo ainda esteja um caos.

Talvez agora seja o seu momento. Talvez esse vento que você sente seja o mesmo que inspirou a canção. E talvez, só talvez, ele esteja te dizendo que o melhor ainda está por vir.

Vento Minuano: A Alma do Pampa Gaúcho

Saúde e Espiritualidade Holística


Vento Minuano: A Alma do Pampa Gaúcho

A música representa uma das mais potentes formas de expressão cultural de um povo. No Rio Grande do Sul, sul do Brasil, a música gaúcha tradicional é particularmente proeminente. O grupo Os Serranos, destacado representante deste estilo, captura em suas músicas a alma do pampa gaúcho. "Vento Minuano" é uma dessas obras-primas. Este artigo visa explorar a riqueza cultural e poética desta canção, enfatizando sua relevância para a identidade do povo gaúcho.

A canção "Vento Minuano" presta tributo ao vento gelado e distintivo que sopra no sul do Brasil, particularmente durante o inverno. A letra é um poema que louva a beleza e o vigor da natureza do Rio Grande do Sul. Analisaremos alguns versos para apreciar mais profundamente essa obra-prima:

Verso 1:
"Vento minuano que corta a coxilha, traz a saudade de um tempo que foi."

Verso 2:

"Sopra no campo, retalha a paisagem, leva com ele lembranças de amor."

Refrão:

"Vento minuano, companheiro do sol, testemunha das histórias do meu pampa."

Significado Cultural

O vento Minuano transcende um mero fenômeno climático; ele simboliza a resistência e a tenacidade do povo gaúcho. A música encapsula essa essência, personificando o vento como um ente que dialoga com a paisagem e com o cotidiano dos gaúchos. Tal personificação estabelece uma conexão emocional entre a melodia e quem a escuta, consolidando a identidade cultural da região.

Importância para a Identidade Gaúcha

A música "Vento Minuano" vai além de ser apenas uma bela melodia. Ela é um reflexo da alma gaúcha, representando a dureza e a beleza do pampa. A canção reforça a ligação dos gaúchos com sua terra, suas tradições e seu modo de vida. Em um mundo cada vez mais globalizado, onde as identidades regionais podem se diluir, músicas como esta são essenciais para manter viva a cultura local.

"Vento Minuano" de Os Serranos é uma celebração da cultura gaúcha em forma de música. Sua letra poética e sua melodia envolvente capturam a essência do pampa e a força do povo gaúcho. Ao ouvir essa canção, somos transportados para as coxilhas, sentindo o vento frio e admirando a paisagem única do sul do Brasil. É uma lembrança constante da riqueza cultural que define a identidade do Rio Grande do Sul.

Se você é apaixonado pela cultura gaúcha ou está interessado em conhecer mais sobre ela, "Vento Minuano" é uma música que não pode faltar na sua playlist.

Nos sussurros do vento nos bosques de carvalhos

 


Uma canção celta para ouvir e viajar pelos sons dos sussurros do vento

 

Nas selvas de antigamente, onde os espíritos dançam
Vento sussurrante, enquanto as folhas levantavam voo (ooh-yes)
Pelos bosques antigos, onde o riacho fazia reflexos prateados
Uma canção celta de antigamente, deixe-a encher a noite (encher a noite)

Ouvir o vento, levantando folhas no ar (ar) Farfalhar, cair, dançar entre as árvores (através das árvores) Ouça de perto, o fluxo canta uma melodia (melodia) Uma melodia assombrosa que deixa o coração à vontade (coração à vontade) O vento carrega histórias de tempos passados Através das terras celtas, continua (continua) O córrego murmura, flui suavemente
Uma melodia escondida que só o coração sabe (só o coração sabe)

Legião Urbana, um legado que se foi

Lendo o artigo do Prof. Bauru sobre o Legião Urbana motivou-me para escrever mais sobre uma das bandas mais importante da minha história. 

Crédito da foto: Mauricio Valladares
A campanha publicitária da Vivo para o Dia do Namorados (vídeo abaixo) com a imortal música Eduardo & Mônica, a comemoração dos seus vinte e cinco anos , a celebração de um grupo original e letras de protesto fazem uma grande diferença no pensamento e sentimentos dos adolescentes e jovens dos anos 80.


Só para demonstrar que as músicas eram mais que ritmos e batidas, colocaremos aqui alguns trechos de letras que relatavam problemas de relacionamentos entre pais e filhos, perigos da radição de usinas nucleares, violência urbana, entre outros assuntos reelevantes.

Angra dos Reis (sobre o perigo nuclear)
Composição : Renato Russo / Renato Rocha / Marcelo Bonfá

Mesmo se as estrelas
Começassem a cair
A luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse o nosso corpo
Em chamas!

Deixa, pra lá...
Quando as estrelas
Começarem a cair
Me diz, me diz
Pr'onde é
Que a gente vai fugir?

Pais e Filhos (relacionamento pais e filhos) 
Composição : Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá

Quero colo! Vou fugir de casa!
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.

Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito.

É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.

Faroeste Cabloco (violência urbana, drogas )
Composição : Renato Russo

Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:

"Tem bagulho bom ai!"

E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.

Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar

Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.

É , acho que tive sorte em ter a influência de músicas com letras para pensar, nada de ritmos vazios e sem conteúdo. Obrigado Legião!!!

Meme musical

Quando estamos inseridos em uma rede social, acabamos criando vínculos que acabam por gerar divertidas brincadeiras, como esta do Meme Musical.

Recebi este do Diego  e as regras estão abaixo relacionadas:

1) Indique apenas quatro Amigos dihittianos, (link a pagina dele em seu blog),

2) A cada um, dedique a música que melhor o identifica, (linkando um vídeo musical de sua escolha)

3) Coloque o "link" do blog de quem o indicou

4) Através do dihitt, não deixe de comentar as postagens dos amigos com referência a este "meme"

5) Envie um recado a seu Amigo reportando sua indicação para que ele também participe,

Não custa nada, diverte, e o principal memoriza cada um dos participantes, fazendo com que todos interajam demonstrando assim que amizades virtuais de fato existem.

Meus escolhidos são:

1. Marina Canfield -  Preserva as raízes alemãs, então esta música Liechtensteiner Polka
não poderia ser mais alegre e dançante como ela.  

2 - Lison Costa  - Nada identifica mais este bravo e valoroso amazonense que o canto do Uirapuru

3 - Eninha Campos - Com a inconfundível música Layla do Eric Clapton

4 - João Poeta  - Nosso Poeta de Uberaba, a Música na Lagoa, de Hermeto Pascoal

A lua e o recado poetico do Legiao Urbana

Esta semana começa com as noticias da Copa, mas dia doze de junho é consagrado ( pelo menos no Brasil ) como dia dos namorados. Quando estava sozinho, costuma fazer como a raposa na fábula de Esopo sobre a uvas, tentando desmerecer a data, já que não tinha com quem comemorar. Mas nem tudo é eterno, em belo dia de julho de 1993, o inverno se encheu de sol e já em 1994 pude comemorar a pleno a data. 

A lenda da lua para apaixonados  parece-me meio fantasiosa, porém como nasci em uma lua cheia, não posso simplesmente  negar sua influência sobre mim, eterno apaixonado e romântico. Quando escuto a música do Legião Urbana (vídeo abaixo), Hoje a noite não tem luar, lembro-me que a falta da lua e da minha esposa ao lado faz uma falta que ela sabe. Então uma pequena poesia se faz necessária para celebrar a semana.

Já não sabia onde procurar meu amor,

Perguntei a lua onde ela estava,

E a lua apenas clareava-me 

A certeza aumentava,

Que um dia o meu amor chegaria

E hoje já tenho o luar e estou perto dela..

Para cantar meu amor....

                          

O amor segundo o recado debochado do Evanescence

Um belo dia o amor acaba e o relacionamento se finda, inúmeras questões colocam-se a vista naquele par desfeito. Ódio, raiva, desgosto, tristeza tudo pode advir ao fim de um namoro, noivado ou casamento, mas tem uma atitude que machuca muito mais, atingindo como um dardo certeiro o alvo, principalmente quando feito com inteligência : o sarcasmo.  

Este tema é muito bem explorado pela vocalista do Evanescence, Amy Lee, em sua música Call me when you are sober ( vídeo abaixo) . Uma versão da história desta música nos diz que a vocalista dedicou a música a um ex-namorado, que tinha problemas de alcoolismo, se foi ou não, a música é bem feita e a letra sobre medida.

  

Momento e musica

Hoje estava escutando esta música, a melodia é bonita, a letra melancólica, mas escute ela e lembre que um dia, no passado ou presente, o seu coração foi machucado.. minha sorte é isto foi a muito tempo atrás... Letra e tradução abaixo, bem como vídeo.

Still Hurts

Give it up and I´ll set you free
Four years that he spent with me
Hurts more but I´m on my own
Got friends, but he still feels all alone
Someday guess you´ll understands
the way that I wanna stand
Sometimes and I miss your touch
Sometimes I need you so much
 
CHORUS:

Still hurts when I talk with you
Love bites make a love brand new
Some words like how do you do
Oh, when we´re gonna hear only "I love you"?
Give it up and I´ll set you free
Four years that he spent with me
Hurts more but I´m on my own
Got friends, but he still feels all alone
Someday guess you´ll understands
the way that I wanna stand
Sometimes and I miss your touch
Sometimes I need you so much

CHORUS:

Still hurts when I talk with you
Love bites make a love brand new
Some words like how do you do
Oh, when we´re gonna hear only "I love you"?
Still hurts! Oh ! Oh!

Ainda Dói

 
Desista e eu vou te deixar livre
Quatro anos que ele passou comigo
Dói mais mas eu estou levando
Arranjei amigos, mas ele ainda se sente totalmente sozinho
Algum dia acho que você irá entender
O jeito que eu quero ficar
Mas as vezes eu sinto falta do seu toque
As vezes eu preciso tanto de você
 
CHORUS:
 
Ainda dói quando eu falo com você
Mordidas de amor rejuvenescem um amor
Algumas palavras como 'como vai você'
Oh, quando você irá ouvir só que eu te amo?
Desista e eu vou te deixar livre
Quatro anos que ele passou comigo
Dói mais mas eu estou levando
Arranjei amigos, mas ele ainda se sente totalmente sozinho
Algum dia acho que você irá entender
O jeito que eu quero ficar
Mas as vezes eu sinto falta do seu toque
As vezes eu preciso tanto de você
 
CHORUS:
 
Ainda dói quando eu falo com você
Mordidas de amor rejuvenescem um amor
Algumas palavras como 'como vai você'
Oh, quando você irá ouvir só que eu te amo?
Ainda dói! Oh ! Oh!


Classicos da Música Mundial - Robert Schumann

Robert Alexander Schumann (8 de Junho de 1810, Zwickau, Alemanha - 29 de Julho de 1856, perto de Bonn, Alemanha) foi um músico e pianista alemão. Menino-prodígio como pianista, Robert Alexander Schumann também adquiriu notável cultura literária. Em 1826, o seu pai faleceu, fato que Robert jamais superou por causa do enorme sofrimento da sua perda. Pouco depois viajou até Leipzig, a cidade de Johann Sebastian Bach, a fim de matricular-se na faculdade de Direito. Mais tarde em Heidelberg, retomou o estudo das leis, inscrevendo-se na cátedra de Justus Thibaut. Todavia, os verdadeiros ensinamentos deste grande filósofo começariam após o horário escolar, quando este se reunia com o aluno para lhe confessar que era a música a sua verdadeira paixão. O facto de ter conhecido a pianista Ignaz Moscheles e o fascínio por Niccoló Paganini acabaram por lhe determinar o destino. Foi aluno, a partir de 1828, do famoso pedagogo Friedrich Wieck, e Heinrich Dorn, mestre de capela da catedral daquela cidade em Liepzig. 

Enquanto este último lhe ensinou composição e harmonia, o primeiro transmitiu-lhe o amor pelo piano. Porém, em casa de Wieck, Schumann descobriu um outro importante foco de afeto: Clara, consumidora entusiasta de poesia e prometedora do piano. Robert apaixonou-se perdidamente por ela, sendo algumas das suas obras dedicadas a ela. Somente a activa oposição do velho Wieck conseguiu adiar o casamento até 1840. Apesar da relação feliz, os primeiros sintomas da perturbação mental de Schumann começaram a surgir.

Tendo o sonho de se tornar um solista, viu-se incapacitado devido a seu interesse pela composição, atividade que apreciava bastante. A sua tendência era revolucionária na época, não gostava das - usando suas próprias palavras - áridas escolas do contraponto e da harmonia. Teve na análise das obras de Mozart, Schubert e Beethoven, dentre outros, sua principal influência composicional.

Em conjunto com amigos e intelectuais da época fundou o Neue Zeitschrift für Musik (Nova Revista para a Música). Um jornal voltado para a música, em 1834. Nos dez anos em que esteve à frente deste, teve uma rica produção artística.

Em 1850 Schumann foi nomeado regente de orquestra em Düsseldorf. Em 1854, comete uma tentativa de suicídio. Logo a seguir, a seu pedido, é internado numa casa de saúde mental, onde morre.

Romantismo

Schumann é o maior compositor do Romantismo alemão. É forte, em sua obra, o lado noturno do Romantismo, o pessimismo profundo, influenciado por Byron.

A criação artística de Schumann realizou-se eruptivamente: muitas obras de valor em curto espaço de tempo, seguidas de intervalos, de produção menos importante. Em menos de três anos o compositor criou suas melhores obras pianísticas, altamente românticas e poéticas, só comparáveis às de Chopin.

Peças fantásticas é a mais romântica de todas as obras de Schumann. Os Estudos sinfônicos são, dentre as suas obras pianísticas, as mais difíceis, as mais elaboradas.

Dos numerosos Lieder de Schumann, os mais valiosos foram escritos no ano de 1840. Grande parte das canções são feitas sobre poemas de Heine. Os mais belos são os que pertencem ao Ciclo Eichendorff.

 
Schumann também foi excelente crítico de música. Foi severo com Rossini e Meyerbeer, reconheceu o valor de Mendelssohn, descobriu obras inéditas de Schubert, saudou devidamente Chopin e adivinhou o gênio de Brahms.


Schumann foi escritor notável, poeta em prosa. Sua música também parece literária; os títulos das pequenas peças são genialmente escolhidos, mas só foram inventados depois da melodia. Sua poesia musical é cheia de frescor - e, ao mesmo tempo, de melancolia profunda.


Schumann sempre preferiu as formas pequenas (a peça pianística, o lied), mas também compôs quatro sinfonias. Seu Quinteto para piano e cordas em si bemol maior é de beleza extraordinária, a mais bela música de câmara entre Schubert e Brahms.

Durante os seis últimos anos de sua carreira musical, Schumann escreveu febrilmente, já marcado pela doença mental. Desse período, é notável a sombria abertura para Manfred, de Byron, a obra mais soturnamente romântica do compositor.

Schumann não foi devidamente reconhecido em vida. Só depois da morte tornou-se um dos compositores mais queridos do público. Influenciou César Franck, Borodin, Dvorak e Grieg.

Vídeo Clipe (abaixo) : Concerto para Piano  e Orquestra em Lá menor, Opus 54.



Classicos da Musica Mundia - Hallelujah - Haendel

Caros amigos e leitores do blog, hoje é dia da biografia do mestre do Barroco, acompanhem a biografia e música (em vídeo).

Georg Friedrich Händel (Halle an der Saale, 23 de Fevereiro de 1685 — Londres, 14 de Abril de 1759) foi um célebre compositor da Alemanha, naturalizado cidadão britânico em 1726. Desde cedo mostrou notável talento musical, e a despeito da oposição de seu pai, que o queria um advogado, conseguir receber um treinamento qualificado na arte da música. A primeira parte de sua carreira foi passada em Hamburgo, como violinista e maestro da orquestra da ópera local. Depois dirigiu-se para a Itália, onde conheceu a fama pela primeira vez, estreando várias obras com grande sucesso e entrando em contato com músicos importantes. Em seguida foi indicado mestre de capela do Eleitor de Hannover, mas pouco trabalhou para ele, e esteve na maior parte do tempo ausente, em Londres. Seu patrão mais tarde se tornou rei da Inglaterra como Jorge I, para quem continuou compondo. Fixou-se definitivamente em Londres, e ali desenvolveu a parte mais importante de sua carreira, como autor de óperas, oratórios e música instrumental. Quando adquiriu cidadania britânica adotou uma versão anglicizada de seu nome, George Frideric (ou Frederick) Handel.[1]     

Tinha grande facilidade para compor, como prova sua vasta produção, que compreende mais de 600 obras, muitas delas de grandes proporções, entre elas dezenas de óperas e oratórios em vários movimentos. Sua fama em vida foi enorme, tanto como compositor quanto como instrumentista, e mais de uma vez foi chamado de "divino" pelos seus contemporâneos. Sua música se tornou conhecida em muitas partes do mundo, foi de especial importância para a formação da cultura musical britânica moderna, e desde a metade do século XX tem sido recuperada com crescente interesse. Hoje ele é considerado um dos grandes mestres do Barroco musical europeu, só comparado a Bach
1,0 1,1 Cudworth, Charles (ed). George Frideric Handel. Encyclopædia Britannica Online. 18 Dec. 2009
Fonte: Wikipédia

Classicos da Musica Mundial - Sansão e Dalila - Saint Saens

Camille Saint-Saëns (Paris, 9 de outubro de 1835 – Argel, 16 de dezembro de 1921) foi um compositor, pianista  e organista francês.
 
Biografia

Seu pai morreu quando ele tinha apenas quatro meses de idade, e Camille foi criado pela mãe e por uma tia.

Como havia um piano na casa, aos dois anos e meio de idade o garoto já gostava de brincar com as teclas, e em pouquíssimo tempo já tocava pequenas melodias sem ter sido ensinado por ninguém. Sua mãe e sua tia lhe deram as primeiras lições de teoria musical.

Aos 7 anos de idade já escrevia pequenas peças. Recebeu lições de piano de Camille Stamaty e Alexandre Boëly, e harmonia de Pierre Maleden, e aos 10 anos já conseguia tocar algumas das peças mais difíceis de Mozart e Beethoven.

Apresentou-se em público pela primeira vez na Sala Pleyel de Paris a 6 de maio de 1846, sem ter completado ainda 11 anos de idade. Aos 13, entrou para o Conservatório de Paris, onde estudou órgão com Benoist, contraponto e fuga com Jacques Fromental Halévy.

Para auxiliar a família, tocava órgão na Igreja de St. Merry, e em 1857 obteve o cargo de organista na Igreja da Madeleine, cargo esse que ocuparia por 20 anos. Aos 25 anos já era famoso na Europa inteira como pianista e compositor, tendo escrito três sinfonias, um concerto para violino, um quinteto, peças de música sacra.

Travou amizade com Liszt.

Saint-Saëns conhecia música profundamente, familiarizado com as obras dos grandes compositores europeus antigos e modernos. Possuia uma vasta e sólida cultura em filosofia, ciência e literatura. Em astronomia chegou a alcançar verdadeira autoridade. Escreveu um livro de filosofia, Problèmes et Mystères, versos, uma comédia, e escreveu ele mesmo os libretos de várias de suas óperas.

Saint-Saëns gostava muito de viajar. Movido por impulsos súbitos, fazia excursões repentinas às partes mais distantes do planeta, dava-lhe prazer conhecer lugares exóticos.

Visitou a Espanha, as Canárias, o Ceilão, a Indochina, o Egito, esteve várias vezes na América. Deu concertos no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1899, com a colaboração de Luigi Chiafarelli, uma figura de destaque no ambiente musical brasileiro. Visitou também San Francisco na Califórnia.

A morte veio colhê-lo numa cama de hotel em Argel, na Argélia, no dia 16 de dezembro de 1921. Acredito que agora chegou mesmo o meu fim, murmurou, e fechou os olhos para sempre. Já fazia tempo que este homem feliz desejava a morte secretamente.

A obra de Camille Saint-Saëns é imensa: sinfonias, concertos para piano e violino, peças para órgão, música vocal e instrumental, sacra e profana. Entre as peças mais conhecidas deste compositor, podemos citar: o Concerto para violino nº3 em si menor (op. 61), a Danse Macabre, Introdução e Rondò Capriccioso para violino e orquestra (uma peça extremamente brilhante para o violino), o Carnaval dos Animais.


Uma amostra da riqueza de suas composições pode ser admirada nas telas de cinema: no primeiro dos filmes do porquinho Babe, o 4º e último movimento da Sinfonia nº3 "Órgào" serve de fundo para a cena do fazendeiro, que canta uma versão inglesa para a belíssima melodia, chamada "If I Had Words".
 
Saint-Saëns compôs várias óperas, mas somente uma delas é tida pela posteridade como uma obra prima imortal: Samson et Dalila (Sansão e Dalila).

Samson et Dalila ("Sansão  e Dalila" em francês) é uma ópera em três atos do compositor francês  Camille Saint-Saëns, com libreto de Ferdinand Lemaire, baseado nos capítulos 13 a 16 do Livro dos Juízes da Bíblia. Estreou a 2 de dezembro de 1877 no Hoftheater de Weimar, na Alemanha.

Personagens
 
Sansão (guerreiro-chefe dos hebreus)     tenor
Dalila (sacerdotisa dos filisteus)     mezzo-soprano
Sumo Sacerdote de Dagom (O Sumo Sacerdote de Dagom, deus dos filisteus)     barítono
Abimeleque (O sátrapa de Gaza, e condena os hebreus por se negarem a aceitar Dagom como seu deus)     baixo

A história se passa na Palestina em tempos bíblicos.

Sinopse

É a história de um homem que foi forte o suficiente para derrotar os inimigos de Israel, os filisteus, mas não o suficiente para resistir à malícia de uma mulher.
 
Ato I

A história se passa na Palestina entre os anos 1050 a.C. e 1000 a.C..

Uma praça pública em Gaza, junto à entrada do templo de Dagom.

Uma multidão de hebreus, homens e mulheres, choram sua derrota diante dos filisteus, e invocam a piedade do Deus de Israel. Entre eles está Sansão, que assume a liderança e os exorta a não perderem a fé nem a esperança. A princípio, a multidão parece desanimada e descrente, mas pouco a pouco Sansão consegue reacender neles a chama do fervor e da coragem. 
 
Chega Abimelec, que insulta com grande insolência o povo hebreu e seu Deus: "Não vedes que vosso Deus permanece surdo aos vossos gritos? Ele que mostre seu poder, e venha quebrar vossas correias e vos dar a liberdade! Vosso Deus treme diante de Dagoooooo, o maior dos deuses!" Os hebreus cantam um hino de desafio: Israël romps ta chaîne! O peuple, lève-toi! Abimelec se precipita sobre Sansão com a espada na mão para feri-lo; Sansão, num golpe de arte marcial o lança ao chão e, pegando da espada, dá morte a Abimelec ali mesmo. 
 
Reina grande confusão, e os hebreus fogem seguindo Sansão. O Sumo Sacerdote de Dagom sai do templo, acompanhado de guardas e soldados, e se depara com o cadáver de Abimelec. O sacerdote os incita a vingarem aquela morte e a exterminarem da face da terra os filhos de Israel, mas os filisteus são tomados de terror. Soldados filisteus carregam o corpo de Abimelec. Um mensageiro palestino traz a notícia de que os israelitas, liderados por Sansão, causam devastação, terror e morte entre os filisteus. Alguns velhos hebreus reunidos na praça cantam um hino de louvor ao Deus de Israel. Sansão reaparece, acompanhado de alguns hebreus. 
 
As portas do templo de Dagão se abrem e surge Dalila acompanhada de lindas jovens palestinas que levam nas mãos buquês de flores e, com suaves cânticos, saúdam a chegada da primavera. Dalila começa a empregar suas armas de sedução, dirigindo-se a Sansão: Je viens célébrer la victoire, eu venho celebrar a vitória daquele que reina em meu coração. O ato termina com Dalila cantando uma ária com tal poder de sedução que é muito difícil pôr a culpa em Sansão - quem não se deixaria seduzir? - Printemps qui commence. A ária é plena de um lânguido sensualismo oriental, de forma que, ao terminar de ouvi-la, estamos totalmente embriagados.
 
Ato II

O vale de Sorec, na Palestina

Vê-se à esquerda a habitação de Dalila, com um ligeiro pórtico recoberto de verdejantes folhagens e plantas orientais. Sentada sobre uma rocha, deslumbrantemente vestida, Dalila parece pensativa. A orquestra toca uma música sensual, sugerindo odaliscas dançando nuas. Dalila se preocupa: será que Sansão virá? Será que eu vou poder seduzi-lo? Amour, viens aider ma faiblesse. 
 
O Sumo Sacerdote chega para conversar com Dalila. Eles cantam um longo dueto, exprimindo suas preocupações e ansiedades. Ambos estão interessados na destruição de Sansão. O sacerdote oferece a Dalila dinheiro para que ela descubra o segredo da força de Sansão. Ela diz a ele que não se preocupe: seu desejo de vingança já é mais que suficiente. O dueto termina num reverberante pacto de vingança: Unissons-nous tous deux! Mort au chef des hébreux! O sacerdote agora se afasta, para não ser surpreendido por Sansão que já vem chegando. Dalila o cobre de carícias numa ária de resplandecente beleza, Mon coeur s'ouvre à ta voix. 
 
Na conversa com Sansão, porém, ela bate sempre na mesma tecla: "Tu não me amas de verdade, Sansão, porque se tu me amasses, tu me revelarias o segredo da tua força." Quando Sansão nasceu, seus pais fizeram uma promessa ao Deus de Israel: Sansão seria consagrado a Deus, seu cabelo jamais seria cortado. Sansão não pode revelar este segredo a ninguém. 
 
O que começou num terno diálogo de amor termina num discussão violenta: Dalila pede a Sansão que saia de sua presença e não volte mais. Sansão hesita. Voltando-se para Dalila, ele acaba lhe revelando o segredo fatal. Os dois entram na casa. A tempestade, o trovão e o relâmpago açoitam com fúria aquela casa. Assim que Sansão adormece, Dalila abre a janela e acena para uns soldados filisteus que se escondiam na moita. Sansão grita: Trahison!
 
Ato III
 
Cena 1

Uma prisão em Gaza

Cortaram os cabelos de Sansão, o cegaram e acorrentaram. Nós o vemos atado a uma manivela que move a pedra de um moinho. Ouve-se uma música triste, fúnebre, pesada e angustiada. Vois ma misère, hélas! Vois ma détresse! geme Sansão. Lá fora, ouve-se o coro dos hebreus escravizados, que o recriminam sem parar. Na verdade, é a própria consciência de Sansão que o atormenta.
 
Cena 2

Interior do templo de Dagão

No interior do templo, vê-se uma estátua do deus, semelhante a um peixe, e a mesa dos sacrifícios. No meio do santuário, duas colunas de mármore parecem sustentar todo o edifício. Vemos o Sumo Sacerdote de Dagão circundado de príncipes filisteus e Dalila junto com jovens palestinas coroadas de flores e com taças na mão. O templo está cheio de gente. 
 
Cantam um hino em homenagem a Dagão e depois vem o Bacanal, uma peça orquestral muito excitante, um balé em homenagem ao deus dos filisteus. Sansão entra, conduzido por um garoto. 
 
A humilhação de Sansão é o ponto alto do espetáculo; Dalila e o Sumo Sacerdote zombam dele. O sacerdote ordena ao garoto que conduza Sansão para o centro do templo, para que todo o povo possa vê-lo. Apoiando-se nas colunas do templo, Sansão faz uma prece ao Deus de Israel: "Permite-me, Senhor, vingar meus olhos aos filisteus!" Jeová ouve-lhe a prece, e restitui-lhe a força no último momento da sua vida. O templo desaba, matando Sansão, Dalila, e mais filisteus do que Sansão matou em toda a sua vida. (Confiram o clipe logo abaixo)
 


Clássicos da Musica Mundial - Barcarole de Offenbach

JACQUES OFFENBACH

Nascido em 1819, em Colônia, Alemanha, com o nome de Jakob, esse filho de um cantor de sinagoga se mudou, ainda muito jovem, para Paris, onde passou a se chamar Jacques. 

Após estudar no Conservatório, trabalhar como violoncelista no Opéra-Comique e como maestro da orquestra do Théâtre Français, em 1855 ele fundou o Bouffes-Parisiens, para o qual criou inúmeras operetas, como o seu primeiro grande sucesso "Orfeu no Inferno". Em 1873 se tornou diretor do Gaîté Lyrique, teatro que rapidamente foi à bancarrota. Arruinado financeiramente e com a saúde abalada, fez uma turnê pelos Estados Unidos, morrendo, em 1880, em Paris, antes de terminar seu projeto mais ambicioso, a ópera "Os Contos de Hoffmann".

OS CONTOS DE HOFFMANN

O tema para essa ópera ocorreu à Offenbach, quando ele assistiu, em 1851, à uma peça de Barbier e Carré, baseada em três histórias fantásticas de Ernst Theodor Hoffmann, extraídas, em parte, de um episódio real da vida desse compositor e escritor alemão. Mas, apenas em 1876, durante a turnê pelos Estados Unidos, o projeto começou a amadurecer. Após fracassada tentativa inicial de estrear a nova ópera no Théâtre de la Gaîté-Lyrique, que fechou suas portas, Offenbach promoveu, então, em 1879, uma audição em sua casa de nove números da partitura, em redução para canto e piano. Entre os 300 convidados estava Léon Carvalho, diretor do Opéra-Comique, que acabou ficando com os direitos de execução. 

Ansioso por ver sua ambiciosa obra encenada, Offenbach cedeu às inúmeras exigências feitas por Carvalho:

-- o papel de Hoffmann, originalmente para barítono, foi reescrito para tenor

-- entre os números cantados foram acrescentados diálogos falados

-- os 3 papéis femininos, originalmente para soprano lírico, foram reescritos para coloratura

A morte prematura de Offenbach, em 1880, o impediu de ver sua ópera encenada, bem como também de concluir a obra, embora os ensaios já tivessem começado !

Ele deixou o Iº ato inteiramente orquestrado, indicações precisas sobre a instrumentação do IIº, IIIº e início do IVº e trechos de composição faltando no final do IVº e no Vº.

Assim como em "Carmen", de G.Bizet, Ernest Guiraud foi chamado a completar a obra (ele escreveria, também, os recitativos para a estréia de Viena, em 1881). Léon Carvalho adiou várias vezes a estréia, enquanto continuava a fazer inúmeras alterações:

-- o papel duplo da Musa/Nicklausse, cantado por um mezzo-soprano, foi desmembrado em dois: a Musa virou um papel falado, e Nicklausse foi dado à um tenor

-- o IVº ato foi totalmente cortado, pois era "excessivo", segundo Carvalho, tendo alguns de seus melhores trechos simplesmente transferidos para outros atos

A premiére da obra, mutilada, finalmente aconteceu em 10 de Fevereiro de 1881.

Após a estréia, porém, nem todos os manuscritos (usados ou não) retornaram à família de Offenbach. A ausência dessas fontes seguras fizeram com que os Contos, por muito tempo, conhecessem várias versões, hipóteses que, hoje se sabe, traíam os desejos do compositor, "escondidos" em manuscritos que só viriam à tona a partir da década de 70 do século vinte. 

Fonte: Guia Erudito
 

Clássico da Música Mundial - Valsa Danúbio Azul


Johann Strauss, dito II (nascido Johann Baptist Strauss  ou Johann Sebastian Strauß) (Viena, 25 de Outubro de 1825 — Viena, 3 de Junho de 1899) foi um grande compositor austríaco da Era Romântica famoso por ter escrito mais de 500 Valsas, polkas, marchas, e quadrilhas. Filho de Johann Strauss I, e irmão dos compositores Josef Strauss e Eduard Strauss.Conhecido como "O Rei da Valsa", foi responsável pela popularidade da valsa em Viena durante o século XIX. Algumas das mais famosas obras incluem The Blue Danube(O Danúbio Azul), Wein Weib und Gesang, Tales from the Vienna Woods, Tritsch-Tratsch-Polka, o Kaiser-Walzer, e da opereta Die Fledermaus (o Morcego)

 

Vida

Estudou música com Joseph Dreschler. Em 1844, aos dezenove anos, fundou uma orquestra de danças. O repertório era formado por valsas e outras danças de vários autores, de seu pai e outras de sua autoria. Fez grande sucesso. Uma de suas composições teve que ser repetida dezenove vezes.

Em 1872, Strauss se apresentou nos Estados Unidos. Seus concertos atraíam tanto o público como compositores consagrados como Liszt, Brahms e Wagner . Este gostava tanto da obra de Strauss que considerava o Danúbio Azul a maior composição clássica de todos os tempos.

Johann Strauss II compôs mais de duzentas valsas, 32 mazurcas, 140 polcas e oitenta quadrilhas, num total de 479 obras publicadas, mais dezenas de peças manuscritas e outras realizadas em parceria com seus irmãos.

Casou-se três vezes, mantinha inúmeras aventuras sexuais e ficava constantemente doente tanto por "excessos amorosos" como por seu ritmo intenso de composição.

Na década de 1870 começou a escrever operetas. As duas primeiras foram Indigo, de 1871, e O carnaval de Roma, em 1873. A obra mais consagrada foi em 1874, com O Morcego, com libreto de Carl Haffner e Richard Genée, a partir de Le Réveillon, de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, ambos libretistas de Jacques Offenbach.

É autor das operetas Uma noite em Veneza, de 1883, O barão cigano, de 1885, Sangue vienense, de 1899, entre outras.
 

O vídeo abaixo retrata a valsa Danúbio Azul, (em alemão: An der schönen blauen Donau, "sobre o belo Danúbio azul"), Op. 314, é uma valsa composta por Johann Strauss II em 1866 que estreou no Wiener Männergesangsverein em 13 de fevereiro do ano seguinte.




Clássicos Inesquecíveis - Ode to Joy

A música é capaz de reproduzir em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria.” – Ludwig van Beethoven


Em clássicos imortais desta semana, escolhi uma música que enleva as amas através de seu canto a alegria : Ode to Joy. Extraida de um trecho da nona sinfonia de Beethoven, ela tem  um “poder” de trazer sensações de enlevo para todos aquele que travam contato com esta música mesmo aqueles que nunca tiveram contato com a música clássica.  Simplesmente é a minha composição predileta. –  A escolha é simples : porque é uma das músicas que mais gosto, diante de tantos músicos e músicas. Escolho a nona sinfonia pelo que ela representa: uma ousadia de Beethoven em abraçar a alegria e afastar a tristeza e assim  ousar em um tempo tão sombrios, onde muitas tristezas acabam por nos afastar de tempos mais alegres.

Fazia tempo que Beethoven já não compunha, passava os dias se lamentando pela surdez que parecia vencer toda sua alegria de viver, aquilo que ele mais gostava de fazer estava sendo vencido pela surdez. Ao tomar conhecimento do poema “Ode to joy” (Ode à alegria) de Schiller – que junto com Goethe representaram o período mais fértil do romancismo alemão -, Beethoven ignorou a surdez e compôs a sua 9ª sinfonia, incluindo nela uma versão de sua autoria daquilo que ficou conhecido como o “Hino à alegria”.




Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais agradável
E cheio de alegria!

Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Teus encantos unem novamente
O que o rigor da moda separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu vôo suave.
A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se connosco!
Sim, também aquele que apenas uma alma,
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos dá beijos e as vinhas
Um amigo provado até a morte;
A volúpia foi concedida ao verme
E o Querubim está diante de Deus!

Alegres, como voam seus sóis
Através da esplêndida abóboda celeste
Sigam irmãos sua rota
Gozosos como o herói para a vitória.

Abracem-se milhões de seres!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos! Sobre a abóboda estrelada
Deve morar o Pai Amado.
Vos prosternais, Multidões?
Mundo, pressentes ao Criador?
Buscais além da abóboda estrelada!
Sobre as estrelas Ele deve morar.




(com informações dos sites Eterno RetornoMasonic  )

Clássicos Imortais - Suite Quebra Nozes


Pretendo inaugurar aqui, aos domingos, um pequeno espaço para música clássica, com seus momentos inesquecíveis. Começo, já pela proximidade do Natal com a bela suite Quebra Nozes, de Tchaikovsky.

História tradicional do ballet quebra-nozes

A história se passa na Europa oriental em meados de 1800. O início da peça acontece durante uma festa de natal na casa do médico que também é prefeito da cidade. Uma árvore de natal enorme enfeita a sala de estar da casa. O médico tem dois filhos, Clara e Fritz. Todos esperam ansiosos a chegada dos convidados, a atmosfera é festiva e agradável.

O padrinho de Clara chega à festa em grande estilo. Relojoeiro e desenvolvedor de brinquedos, traz consigo maravilhosas bonecas do tamanho de pessoas de verdade que dançam sozinhas e deixam todos im
pressionados.

Todas as crianças recebem presentes do adorado Drosselmeyer, porém Clara se mostra enciumada com o presente ganho por seu irmão, e cobra de seu padrinho seu presente, que dá a menina uma ratinha com um bebê rato preso em seu avental. Fritz agora enciumado puxa e estraga o presente de Clara, que desconsolada recebe um segundo presente de seu padrinho, algo muito mais especial: um colorido boneco quebra-nozes em forma de soldado. Fritz mais uma vez arranca o presente de clara e acaba por quebrá-lo.

Mesmo após o quebra-nozes ter sido consertado pelo gentil cavalheiro, Clara continua triste, recusando-se a ouvir o que Drosselmeyer, seu padrinho, estava lhe dizendo, para que ela não se preocupasse que tudo acabaria bem.

Quando todos os convidados se retiram, Clara e seu Irmão são mandados para a cama, porém a menina preocupada com seu boneco volta à sala de estar e, com o boneco nos braços, ela adormece. Neste ponto é que a história realmente começa, dentro do sonho de Clara:

Acontece um ataque de roedores, comandados pelo rei dos ratos. O boneco quebra-nozes se transforma, e uma legião de soldados aparece para tentar defender Clara, porém o rei rato esta ganhando a batalha contra ele, até que Clara joga seu sapato no rei dos ratos e o derruba. Os soldados do rei rato pegam o corpo de seu líder do chão e saem correndo.

O príncipe-quebra nozes esta caído no chão, Clara gentilmente da um beijo nele. Quando esse beijo é dado, tudo se transforma, e o príncipe-quebra-nozes se transforma em um lindo príncipe.

O lindo príncipe leva Clara para conhecer a terra da neve, uma floresta encantada, dentro de um mundo mágico onde são recebidos por flocos de neves dançantes. Ele também leva Clara para conhecer a terra dos doces, local onde eles encontram a belíssima fada. Relatos da batalha contra o rei rato são feitos e a fada, para celebrar a vitória dos nossos heróis, presenteia a todos com uma festa de danças.

A primeira dança é a dança espanhola, seguida pela dança árabe. Logo após, uma série de bailarinos executam todas as outras danças, até chegar à dança final que é feita pela fada e pelo príncipe.
A história termina quando Clara acorda, abraçada com o seu boneco quebra-nozes embaixo da árvore de natal da sua sala de estar.

O Ballet

É este conto de fadas, escrito originalmente por E.T.A. Hoffmann, em 1816, e depois reescrito por Alexandre Dumas, que foi musicado por Tchaikovski e coreografado por Lev Ivanov para balé. Sua primeira apresentação aconteceu em 17 de dezembro de 1892 em São Petersburgo, na Rússia, e foi muito mal recebida pela crítica. De lá pra cá, transformou-se num clássico do balé, além de uma tradição de fim de ano em todo o mundo. Só nos Estados Unidos, onde a peça chegou em 1944, estima-se que mais de dois milhões de pessoas assistam ao balé todos os anos, apresentado por cerca de 200 companhias de dança. Para comemorar um século desta obra-prima, o grupo paulistano Cisne Negro fez em 1993 uma supermontagem no Teatro Municipal de São Paulo, o que contribuiu ainda mais para alastrar o sucesso da dança dos bonequinhos e para açucarar a boca dos colecionadores dos autênticos quebra-nozes.

Os quebra-nozes de madeira

Os quebra-nozes feitos em madeira entalhada mais antigos que se conhece datam do século XV. Muitos dos quebra-nozes confeccionados ao longo dos últimos séculos estão expostos no Museu de Quebra-Nozes Leavenworth, nos Estados Unidos, onde há cerca de 3500 peças antigas e modernas de vários tipos. Entre elas há umas que trazem animais, pássaros e figuras humanas entalhados, provenientes da Suíça, Áustria, Alemanha e norte da Itália. O sucesso deste utensílio era tamanho, que no museu existem até bengalas com quebra-nozes entalhados na extremidade.

Fontes: Artigos.com (texto) e Lugaresdomundo.com (texto e foto)

Vídeo (no Youtube)