Quo Vadis? O sentido simbólico e psicanalítico de uma pergunta milenar



Saúde e Espiritualidade Holística

A expressão latina “Quo vadis?”, traduzida como “Para onde vais?”, atravessou séculos carregando força simbólica e existencial.

🔹 Origem Cristã

A frase ficou famosa no encontro de São Pedro com Cristo ressuscitado. Segundo a tradição, quando Pedro fugia de Roma para salvar a própria vida, encontrou Jesus no caminho e perguntou: “Domine, quo vadis?” (Senhor, para onde vais?). Cristo respondeu: “Vou a Roma, para ser crucificado de novo”. Essa visão levou Pedro a retornar e aceitar o martírio.

🔹 Simbolismo Universal

Fora do contexto religioso, a pergunta ecoa como um chamado interior:

Qual caminho você está trilhando?

Está fugindo do que teme ou seguindo o que realmente importa?

Qual é o seu propósito?

🔹 Na Psicanálise

Leitura freudiana: a expressão reflete o conflito inconsciente entre desejo de fuga e dever. Perguntar “Quo vadis?” é confrontar-se com aquilo que tentamos evitar, mas que insiste em retornar.

Leitura junguiana: simboliza o Chamado Arquetípico, a voz do Self que nos conduz ao processo de individuação. É o convite a seguir o verdadeiro caminho da alma, mesmo que ele envolva dor ou transformação.

No cotidiano, “Quo vadis?” continua sendo uma pergunta que atravessa épocas: para onde você está indo? Na vida pessoal, profissional, espiritual — ela é um lembrete de que não basta caminhar: é preciso saber em direção a quê.

“Quo vadis?” não é apenas uma frase antiga, mas um espelho existencial. Responder a ela é assumir responsabilidade pelo próprio destino — seja no plano espiritual, psicológico ou humano.

O Caminho de Santiago e os enigmas celtas da escolha divina



Saúde e Espiritualidade Holística

O Caminho de Santiago é, em muitos aspectos, um eco das antigas trilhas sagradas celtas. Para os druidas, a jornada espiritual nunca era simples: cada passagem era guardada por enigmas, símbolos e provações que testavam a alma do viajante.

A expressão “O Caminho seleciona quem pode ou não concluir sua jornada” pode ser lida à luz dessa herança. Não se trata apenas de resistência física, mas da capacidade de interpretar os sinais, enfrentar os obstáculos e escutar a voz do invisível.

Na tradição celta, os caminhos eram portais entre mundos. Só avançava quem estivesse pronto para atravessar o limiar do sagrado, guiado pela coragem, humildade e abertura ao mistério. Assim também no Caminho de Santiago: não importa a rota escolhida, mas o quanto o peregrino consegue se alinhar com o espírito da jornada.

O verdadeiro critério de seleção não é externo, mas interno. É a alma que precisa estar preparada para ser escolhida pelo Caminho.

Os Anéis de Achnabreck: Portais Espirituais na Tradição Celta

Saúde e Espiritualidade Holística


Os anéis de Achnabreck, localizados na Escócia, são mais do que simples marcas na rocha. Eles representam um legado ancestral envolto em mistério, espiritualidade e profunda conexão com a Terra. Embora sejam anteriores à civilização celta histórica, sua simbologia ecoa diretamente nos fundamentos do Druidismo e das práticas espirituais celtas modernas, como o Reiki Celta e o Sistema Integrativo de Energias Celtas (SIEC).

O Simbolismo Celta do Círculo e da Espiral


Na espiritualidade celta, o círculo é o símbolo da eternidade, do equilíbrio e da unidade entre os mundos. Já a espiral representa a jornada da alma, a expansão da consciência e os ciclos da vida, da morte e do renascimento.

Os anéis concêntricos de Achnabreck refletem essa sabedoria ancestral. São vistos como portais, espelhos da alma e registros etéricos de uma espiritualidade antiga que se comunica ainda hoje com os buscadores do caminho celta.

Um Lugar de Poder: O uso sagrado da paisagem

Os celtas, especialmente os druidas, reconheciam certos locais como portadores de energia telúrica. Locais com arte rupestre, como Achnabreck, eram (e ainda são) vistos como pontos de conexão entre o visível e o invisível.
  • São considerados lugares de passagem entre os mundos.
  • Potenciais pontos de contato com os sídhe (seres espirituais).
  • Espaços para rituais, invocações e cura com as energias da Terra.


Achnabreck como Espelho da Cosmologia Celta

As marcas podem representar, simbolicamente:
  • Os três mundos célticos: Céu (espiritual), Terra (humano) e Submundo (ancestral).
  • As tríades druidas: corpo-mente-espírito; nascimento-vida-morte; espírito-alma-ser.
Essa estrutura ecoa profundamente nos princípios do Reiki Celta, onde os símbolos, as árvores e os ciclos da Lua são caminhos para a reconexão com o Sagrado.

Achnabreck no SIEC e no Reiki Celta

No contexto do Sistema Integrativo de Energias Celtas (SIEC) e do Reiki Celta, os anéis de Achnabreck podem ser utilizados como:
  • Mapas de meditação energética (visualizações em espiral).
  • Símbolos de expansão da consciência e da aura.
  • Representações dos ciclos de iniciação druídica e dos níveis espirituais.
Podem também ser associados a certas árvores do Ogham e às ervas etéricas, sendo usados como ferramentas visuais para sintonização energética.

Os anéis de Achnabreck são testemunhos silenciosos de uma espiritualidade que fala através da pedra, do símbolo e da energia. Ao resgatar seus significados sob a ótica celta, relembramos que a Terra guarda registros sagrados para aqueles que sabem ouvir — e sentir.

Que possamos, como celtas modernos, reencontrar nesses anéis a memória viva da espiritualidade ancestral.

Setembro no Rio Grande do Sul: Um Mês de Tradição, História e Orgulho Gaúcho

Saúde e Espiritualidade Holistica

Setembro é um mês que carrega um significado especial para todos os gaúchos. Mais do que apenas o início da primavera, este mês simboliza um período de celebração, reflexão e conexão profunda com as raízes culturais do Rio Grande do Sul. Para quem vive neste estado ou tem suas origens nele, setembro é um mês de reafirmação da identidade gaúcha, principalmente por conta da emblemática Semana Farroupilha.


A Importância da Semana Farroupilha

A Semana Farroupilha, celebrada de 14 a 20 de setembro, é o ponto alto do calendário cultural gaúcho. Este evento anual é uma homenagem à Revolução Farroupilha, um movimento separatista que ocorreu entre 1835 e 1845 e é considerado um marco de coragem e resistência na história do estado. Durante essa semana, cada canto do Rio Grande do Sul se enche de festividades que celebram a cultura gaúcha com desfiles, danças típicas, música tradicional e, claro, o famoso churrasco gaúcho.


Tradições e Costumes que Definem o Povo Gaúcho

Para os gaúchos, setembro é o mês de vestir a pilcha, a tradicional vestimenta gaúcha, e participar ativamente das atividades culturais. Os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) desempenham um papel fundamental na preservação e promoção dessas tradições, organizando eventos que incluem desde danças tradicionais, como o fandango, até oficinas de artesanato e culinária típica. Beber chimarrão em roda de amigos, ao som de uma boa gaita e com o fogo de chão crepitando ao lado, é uma cena comum e carrega consigo um profundo sentimento de pertença e orgulho.


A Celebração da Identidade Gaúcha

A Semana Farroupilha é muito mais do que uma festa; é um momento de reflexão sobre os valores e a história do Rio Grande do Sul. O orgulho de ser gaúcho está enraizado na resistência e na luta dos antepassados que buscaram autonomia e liberdade. As tradições gaúchas, passadas de geração em geração, são celebradas com entusiasmo e respeito, mantendo viva a cultura do estado. É também uma oportunidade para os jovens aprenderem e se conectarem com suas raízes, garantindo que o legado gaúcho continue forte e vibrante.


Eventos e Atividades Imperdíveis em Setembro

Durante todo o mês, mas especialmente na Semana Farroupilha, o Rio Grande do Sul se transforma em um grande palco de eventos culturais. Desfiles temáticos, como o Desfile Farroupilha, são realizados nas principais cidades, reunindo cavalarianos, grupos folclóricos e escolas. As churrascadas ao ar livre e as rodas de chimarrão se multiplicam, promovendo a integração entre os participantes e reforçando o espírito de união e solidariedade que caracteriza o povo gaúcho.

Além disso, há a realização de concursos de poesias, festivais de música nativista, e exposições que mostram o talento e a criatividade dos artistas locais. Esses eventos não só atraem turistas, mas também reforçam o orgulho dos gaúchos em suas tradições e história.


O Impacto Cultural e Econômico das Festividades de Setembro

As celebrações de setembro também têm um impacto significativo na economia local. O turismo cultural cresce nesse período, com visitantes de todas as partes do Brasil e até do exterior, interessados em vivenciar de perto a rica cultura gaúcha. Hotéis, restaurantes e lojas locais experimentam um aumento no movimento, o que gera empregos temporários e aquece a economia do estado.

Setembro no Rio Grande do Sul é mais do que um simples mês; é um símbolo de resistência, tradição e orgulho. Cada atividade, desde o desfile até a mais simples roda de chimarrão, carrega um significado profundo e reflete o amor dos gaúchos pela sua terra e suas tradições. Celebrar setembro é reafirmar o que significa ser gaúcho e manter viva uma cultura rica e vibrante que continua a inspirar gerações.


Como Gramado, na Serra Gaúcha, Se Tornou a Meca do Cinema Brasileiro

Cinema e História

Descubra como Gramado, na Serra Gaúcha, se tornou a meca do cinema brasileiro, abrigando o prestigiado Festival de Cinema de Gramado, que atrai cineastas e entusiastas do cinema de todo o país.

Gramado, uma charmosa cidade localizada na Serra Gaúcha, é conhecida por suas paisagens deslumbrantes, clima europeu e arquitetura encantadora. No entanto, além de ser um destino turístico popular, Gramado também se destacou no cenário cultural brasileiro ao se tornar a sede do Festival de Cinema de Gramado, consolidando-se como a meca do cinema brasileiro. Mas como essa cidade pitoresca conquistou esse título? Vamos explorar a fascinante jornada de Gramado no mundo do cinema.

A Origem do Festival de Cinema de Gramado

O Festival de Cinema de Gramado teve sua primeira edição em 1973, inicialmente como uma extensão do Festival de Cinema de Canela. A ideia era criar um evento que celebrasse a produção cinematográfica brasileira, proporcionando um espaço para o encontro entre cineastas, críticos e o público. Desde então, o festival cresceu e se consolidou como um dos mais importantes eventos de cinema da América Latina.

O Palácio dos Festivais: O Coração do Evento


Inaugurado em 1975, o Palácio dos Festivais é o local onde ocorrem as principais exibições e a cerimônia de premiação do Festival de Cinema de Gramado. O prédio, localizado na Avenida Borges de Medeiros, é o símbolo do festival e um ponto turístico imperdível para os amantes da sétima arte. É aqui que o famoso Kikito, troféu concedido aos vencedores, é entregue aos cineastas de destaque.

Gramado e a Consolidação do Cinema Brasileiro

Ao longo dos anos, o Festival de Cinema de Gramado desempenhou um papel crucial na valorização e promoção do cinema nacional. O evento não apenas oferece visibilidade para produções brasileiras, mas também incentiva novos talentos e promove o intercâmbio cultural entre profissionais do cinema de todo o mundo. Gramado se tornou um verdadeiro polo cultural, atraindo turistas e profissionais do cinema, além de consolidar sua imagem como destino cinematográfico.

O Impacto Cultural e Econômico do Festival

O Festival de Cinema de Gramado não é apenas um evento de prestígio cultural, mas também um motor econômico para a cidade e a região. Durante o festival, Gramado recebe milhares de visitantes, o que impulsiona a economia local, especialmente nos setores de hospedagem, gastronomia e comércio. Além disso, a presença de grandes nomes do cinema nacional e internacional aumenta a visibilidade da cidade, consolidando-a como um destino de referência para o turismo cultural no Brasil.

A Experiência de Visitar Gramado Durante o Festival

Visitar Gramado durante o Festival de Cinema é uma experiência única. A cidade se transforma em um verdadeiro reduto de cultura, com eventos paralelos, mostras de filmes, debates e encontros entre cineastas e o público. A Rua Coberta, o Palácio dos Festivais e outros pontos turísticos se tornam o epicentro de atividades culturais, criando uma atmosfera vibrante e envolvente.

Gramado, na Serra Gaúcha, não se tornou a meca do cinema brasileiro por acaso. A combinação de seu charme natural com a excelência do Festival de Cinema de Gramado fez da cidade um ícone cultural e um destino indispensável para os amantes do cinema. Se você é apaixonado por cinema ou simplesmente busca uma experiência cultural enriquecedora, visitar Gramado durante o festival é uma oportunidade imperdível.

Já visitou Gramado durante o Festival de Cinema? Compartilhe sua experiência nos comentários abaixo e conte-nos o que mais gostou desse evento cinematográfico único!


Explorando o Significado Psicológico do Natal: Uma Visão Holística

Natal a luz da Logoterapia

O Natal, uma celebração conhecida por sua importância cultural e religiosa, carrega consigo uma aura de significado profundo e, no entanto, seu ponto de origem exato permanece obscuro. Esta investigação aprofundada, mergulhando nas relações entre o Natal e os princípios da Logoterapia, uma teoria psicológica focada na busca por sentido e propósito na vida, revela aspectos fascinantes dessa data tão emblemática.

Iniciamos nossa jornada com um olhar crítico sobre a falta de referências explícitas na Bíblia sobre a data específica do nascimento de Jesus. Essa lacuna histórica nos convida a explorar como essa celebração ganhou proeminência ao longo dos séculos, apesar da ausência de registros precisos.

Aprofundando-nos na história do Natal, desvendamos a origem intrigante do Papai Noel e das árvores de Natal, descobrindo suas raízes em tradições diversas que se mesclaram ao longo do tempo. Essas práticas, hoje comuns em muitas culturas, têm um passado multifacetado que remonta a várias influências históricas.

Um dos pontos mais marcantes dessa análise é a história emocionante de Maria, mãe de Jesus, examinada sob a lente da Logoterapia. Sua experiência única como uma jovem confrontada com a responsabilidade divina da maternidade nos inspira a refletir sobre como ela encontrou propósito e sentido no desafio extraordinário que enfrentou.

Da mesma forma, exploramos os princípios fundamentais da Logoterapia: autotranscendência e otimismo. Esses conceitos, intrínsecos à busca humana por significado, ressoam como pilares essenciais para a compreensão mais profunda do Natal além das tradições superficiais.

À medida que mergulhamos nas passagens bíblicas do Evangelho de São Lucas, especificamente nos versículos 2:10-14, somos lembrados das palavras proclamadas pelos anjos na noite do nascimento de Jesus. A mensagem de "glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade" ressoa como um convite perene para adotarmos uma postura positiva e compassiva diante da vida.

Concluímos este estudo com a sugestão de aulas que aprofundam a interseção entre a Bíblia e os princípios da Logoterapia. Essa oportunidade oferece uma imersão mais profunda nessa fascinante exploração, uma jornada que promete trazer clareza sobre a riqueza de significados entrelaçados no contexto do Natal.

Em resumo, essa investigação detalhada ressalta não apenas a importância cultural do Natal, mas sua profundidade emocional e espiritual, convidando-nos a buscar além das convenções superficiais para encontrar significado, esperança e propósito em nossas próprias vidas, independentemente de crenças ou tradições.

Mudancas e o foco, uma abordagem diferenciada

Aqui estava mais um tela em branco desafiando-me para escrever algo, descobri que mais uma vez perdi o foco do blog. Quem faz uma salada de assuntos, acaba não tendo muito o que falar, porque muitos assuntos são bons, mas os textos não. Não é a primeira vez que isto acontece, talvez não seja a última, gosto de falar de muita coisa, porém preciso falar com qualidade e fazer que as pessoas tenham prazer em ler o texto, assim como eu tenho em escrever.

Tenho reparado que a medida que cai a qualidade da inspiração, cai o retorno do leitor e do visitante. Decidi então falar sobre alguns assuntos, concentrar-me neles, evitando falar de água um dia, depois falar de vinho. Então vamos lá, daqui para frente falemos de história e comportamento e um pouco de assuntos científicos (trazendo algo das pesquisas das revistas Nature, Science e Nat Geo).

Hoje o tema foi baseado em uma reportagem do Bom Dia Brasil  sobre o vandalismo, citando o texto da reportagem.
 "...A palavra vândalo tem origem histórica. Era o nome dado às tribos de bárbaros que saíram do norte da Europa e, no século V, invadiram e saquearam Roma. Inúmeras obras de arte se perderam. Uma história que se repete nas estátuas depredadas e pichadas nas praças e parques de Belo Horizonte..."

Lembro que vi a série da History Channel ( chamada abaixo) Os Bárbaros, incluindo ai Os Vandâlos 


 

Os Vândalos eram uma tribo germânica oriental que penetrou no Império Romano durante o século V e criou um estado no norte da África, centralizado na cidade de Cartago. Os vândalos invadiram Roma no ano de 455, saqueando-a e destruindo muitas obras primas de arte que se perderam para sempre.

Chamamos hoje vândalo a quem destrói ou depreda bens públicos pelo único prazer da destruição ou aqueles que cometem ações selvagens e desalmadas. A acepção atual de vândalo no sentido de depredador provem do adjetivo francês ‘vandalisme’, cunhado em 1794 pelo bispo republicano Grégoire, para criticar os depredadores de tesouros religiosos.


Um tanto injustamente, o nome dos vândalos se tornou sinônimo para os saques bárbaros e destruição, visto que eles capturaram Roma em pouco tempo, mas não causaram danos maiores que outros invasores, inclusive de exércitos cristãos.


Pessoas que não se aprofundam na história geralmente ligam os Vândalos à anarquia, pois o velho Romanocentrismo ignora todas as outras civilizações do mesmo período auto-declarando Roma como a capital do Mundo (no mesmo período os Neo-Persas ou Partos estavam vivendo um grande apogeu civilizacional; os próprios rotulados de "bárbaros" ergueram estados e só eram agressivos com Roma por que esta o foi primeiro para com eles).

(Fonte: Wikipedia)


Se você é apreciador de DVD com temas históricos, esta série é imperdível, são dois DVDs, enfocando os Saxões, Francos, Lombardos, Hunos e (claro) Vandalos. É minha dica de vídeo para vocês. Espero que apreciem esta nova era do blog.

A morte de Getulio Vargas e vitória da corja política

Getúlio Vargas 08111930Image via Wikipedia
Agosto de 1954, fica na história como o dia em que  a nação e o povo são surpreendidos por uma notícia triste e que poucos poderiam esperar. Traído por muitos, inclusive aqueles que estavam próximos, para retirá-lo da liderança de seu povo, isolado politicamente... 

Getúlio Vargas suicida-se com um tiro. 

Foi o único presidente a oferecer a sua vida, para não "morrer" com desonra. Dessa forma, morreu pelo seu ideal e avisou o povo quem é o inimigo. 
 
O golpe não pode se concretizar, a corja política temia que o choro da nação inocente se transformasse em ódio declarado

Hoje em dia, a honra e o comportamento político já não inspiram atos extremados, até porque a vida deles não mais carrega mais estes valores.

Era o que tínhamos para dizer hoje, quando comemora-se o triste vinte e quatro de agosto. 

(veja o vídeo do Arquivo Nacional sobre a morte de Getúlio Vargas)

Carlota Joaquina, a criadora da Caipirinha


Nossa excêntrica Carlota Joaquina (rainha de Portugal), quando aqui esteve na Terra Brasilis em companhia de D. João VI, coletou muitas histórias curiosas, ainda mais esta que envolve uma bebida (drinque) popular brasileira : a caipirinha. Quem afirma isto é Ana Roldão, historiadora, pesquisadora de culinárias do século 19 e chef portuguesa de raro talento.

A chef, sabe coisas do arco-da-velha e resgata muito de suas receitas pesquisando livros antigos.

"A princesa Isabel adorava pão-de-ló e sorvete", diz ela, que também especula ter sido dona Carlota Joaquina, mulher de d. João VI, a "inventora" da caipirinha, pois, para sua ala no palácio, há registros de consumo mensal de uma grande quantidade de frutas e de nada menos de 70 garrafas de cachaça.


Musica Celta e a Batalha de Stirling

Eu gosto de música celta, isto não é  novidade, afinal já fiz artigos aqui, indiquei inclusive a cantora Lorena Mcnenitt, geralmente faço coletâneas para ouvir encanto escrevo e/ou trabalho

Nos últimos dias tenho ouvido uma música muito legal, chamada The Battle of Stirling, da trilha original do filme estrelado por Mel Gibson, Brave Heart (Coração Valente). Ao contrário do que mostra no filme, the battle of stirling bridge foi travada na ponte que dava acesso ao castelo de Stirling. Vejamos abaixo alguns detalhes desta batalha e a importância deste castelo.

A Batalha de Stirling Bridge foi uma das batalhas travadas durante a Guerra de Independência Escocesa. Em 11 de setembro de 1297, as forças comandadas por Andrew Moray e William Wallace derrotaram as forças inglesas comandadas por John de Warenne e Hugh de Cressingham perto de Stirling, no Rio Forth

Entre cerca do ano 1100 e 1685, o Stirling Castle foi uma das principais residências dos reis e rainhas escoceses e local de reunião da Corte. A partir daí e até 1964 foi quartel-general dos regimentos das Argyll e Sutherland Highlanders.

A maior parte dos edifícios do Castelo de Stirling datam do período compreendido entre 1496 e 1583, quando o complexo foi significativamente ampliado por três reis: Jaime IV, Jaime V e Jaime VI, assim como pela Rainha Maria de Guise, esposa de Jaime V e mãe de Maria Stuart. Restam poucas estruturas do século XIV, enquanto as defesas exteriores voltadas para a cidade remontam ao início do século XVIII.

Atualmente, o castelo é um Scheduled Ancient Monument (monumento antigo marcado), cuja administração é feita pela Historic Scotland, uma agência estatal responsável pela protecão dos monumentos nacionais. (acompanhem o vídeo abaixo)




Fonte : Wikipedia


As Cronicas de um amor louco

Bruhild no funeral de Siegfried
Tenho ocupado meus espaço aqui no blog para falar sobre filmes e documentários que tenho visto, feito uma resenha com opinião. Não será diferente desta vez, porém com alguns questionamentos. Trata-se de um dos filme que mais gosto, principalmente pela temática, A Maldição do Anel, baseia-se no conto Anel dos Nibelungos . Tem tudo que podemos esperar de uma grande história de amor entre Siegfried e Bruhild. O heroismo de Siegfried que sobreviveu ao massacre de seus pais Sigmund e Sieglind, quando o castelo dos pais foi invandido. 

Criado por um ferreiro que o encontrou em um galho no meio do rio, Siegfried aprendeu com  o pai adotivo a fabricação de espadas. Em suas idas ao rio, ele cruza com o navio da rainha da Islândia, Bruhild.  Após a queda de meteorito na floresta, o primeiro encontro amoroso entre Siegfried e Bruhild acontece, para não alongar muito a história, o herói segue após para sua vida e a rainha para sua corte. 

Mas o amor seguiu firme e forte, porém vários eventos aconteceram, inclusive o combate entre o dragão Fafnir e Siegfried, quando finalmente ele vence a criatura e toma posse do tesouros dos Nibelungos, o povo da névoa. A cobiça perante tamanho volume de recurso, acaba por levar a nosso herói a maldição de quem usurpar este tesouro.

Para quem quiser fazer uma analogia sobre os poderes das cobiça, do orgulho, da raiva e da traição na destruição do amor, terá aqui um prato cheio. 

No mesmo moldes de Romeu e Julieta, mas muito mais trágico, o amor de Siegfried e Bruhild encerra-se com a morte, não sem antes várias outras mortes e destruições deixarem suas marcas.

Talvez ai esteja o nome do filme se justifique: A maldição do Anel.

Existem vários livros falando sobre este conto, com suas versões, já que ele é do século XIII, Richard Wagner tem uma de suas obras primas em sua opera Die Ring des Nibelung. Aprecie sem moderação esta fantástica história de amor louco.

Abaixo um trecho do filme "A Maldição do Anel".


A Politica, Lorenzo de Medici e a conspiração Pazzi

Acabei de ver o excelente documentário do The History Channel : Conspiração Pazzi. Trata-se um estudo do Doutor em História Marcello Simonetta da Wesleyan University, Middleton,USA.  

Narra uma conspiração para assassinar os irmãos Medici, Lorenzo e Giuliano. Mas quem eram estes irmãos pelos quais foram decretado uma sentença de morte? Pertencente a uma riquíssima família de banqueiros, exerceram o governo da cidade (1453-1492), inicialmente  Lorenzo em conjunto com o irmão, Giuliano, e depois sozinho após o assassinato do irmão (1478), até morrer. 

Mas vamos a conspiração dos Pazzi (1478), banqueiros rivais dos Medici, que contavam com a proteção do pontífice Sisto IV. Os Pazzi, com a cumplicidade do arcebispo de Florença, decidiram assassinar os irmãos governantes na catedral metropolitana. Giuliano perdeu a vida no atentado, porém Lorenzo conseguiu salvar-se, refugiado na sacristia. Imediatamente depois de sufocada a rebelião, o arcebispo foi dependurado de uma das janelas do Palazzo Vecchio, ainda vestido com suas roupas cerimoniais, enquanto os demais conspiradores foram agarrados pela multidão e esquartejados. Sufocando a rebelião, após conseguir o apoio do Rei de Nápoles, Fernando I, governou como um déspota esclarecido.

Cognominado como o Magnífico casou com uma Orsini, de família pertencente à nobreza romana, casou sua irmã Madalena a um filho do papa Inocêncio VIII e conseguiu que seu filho Giovanni fosse nomeado cardeal, ficou famoso pelas legendárias festas, torneios e carnavais além de promoveu o esplendor artístico da cidade. Promotor da histórica explosão cultural, econômica e científica da cidade, sua corte ficou famosa pelos sábios e artistas que acolheu e que foram mantidos às expensas do príncipe, a exemplo do humanista Giovanni Pico della Mirandola, o poeta Angelo Poliziano e os pintores Leonardo da Vinci e Sandro Botticelli, entre muitos outros. Nos jardins de São Marcos, abriu uma escola de escultura onde o jovem Michelangelo Buonarroti fez sua aprendizagem, e morreu em Careggi (fonte: DEC/UFCG

Uma das suas filhas, Catarina, casou com Henrique II, rei da França, e ficou tristemente célebre pela Noite de São Bartolomeu, que em outro artigo falaremos.

Se interessou pela história da conspiração da Conspiração Pazzi? Ainda não ? Ou quer mais informações, veja nesta resenha do livro "A Conspiração Contra o Médici - Arte e Traição do Domo de Florença à Capela Sistina", do autor Marcello Simonetta, editora Record, publicada no Jornal Correio do Povo / POA :  O professor de História e Literatura revela os bastidores de uma trama, em plena Renascença italiana, que culminou no célebre atentado a uma das mais importantes dinastias da época, os Médici, poderosa família de mecenas, poetas, políticos, príncipes, mercadores e papas, No dia 26 de abril de 1478, Giuliano e o irmão Lourenço, líderes da cidade-estado, sofreram um ataque que resultou na morte do primeiro e em graves ferimentos no segundo. Lourenço acabou se tornando uma das principais figuras da Renascença. O ataque gerou violenta reação da plebe local, fiel aos Médici e ficou conhecido como a Conspiração Pazzi, mas sempre restaram dúvidas sobre quem teria orquestrado o crime. Simonetta revela que o Duque Montefeltro, melhor amigo de Lourenço, teria conspirado com o Papa que queria um líder florentino mais influenciável.

Imaginou que a Renacença foi apenas uma época de luzes? Pois é, eu também achava, mas foi uma época de guerras, intrigas, jogos políticos. Nada muito diferente de nossos dias atuais.

Construindo Pontes

Vou utilizar a metáfora do Construindo Pontes para começar este artigo, "Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro."  Pois bem vamos transportar para a vida digital, utilizando exemplo das redes sociais e outras ferramentas que nos conectam na internet.

A não ser que você seja alguém famoso em sua área de atuação, você vai  precisar  no  início  construir uma imagem, um produto ou uma relevância que mostra quem é você, mesmo que digitalmente, mas isto por si só não basta, como disse ser famoso ou relevante eva tempo, muito tempo. Claro que você quer compartilhar suas idéias, pensamentos e ações com as pessoas, o mais certo seria procurar criar grupos de relação antes de "forçar a barra" e ficar com aquela impressão: eu quero o comentário das pessoas, mas eu próprio não comentada nada fora em sites, blogs ou redes sociais do outros. Mas o que você tem a oferecer, que valha a visita aos seus endereços virtuais?
É muito chato você querer ser relevante ou apenas visível se não compartilhamos e colabora mos com as pessoas que estão com os mesmos objetivos que almejas.

Naquela posição egoística de que eu sigo quem me segue, comento só nos locais de pessoas que comentam nos meus espaços. Descobrimos a duras penas que a teia mundial tem lugar para todos os tipos de comportamento, mas os colaborativos são muito mais representativos que os "chorões", "gritões" e similares. Afinal, quem constroi pontes, fica emocionado com o retorno de seus esforços em fazer seu "mundo" melhor.

E você, o que está esperando para construir novas pontes por ai? Vamos lá, se precisar eu ajudo.