Pluribus, Festas e o Mal-Estar Moderno: uma leitura psicanalítica

 

Saúde e Espiritualidade Holística

Quando pertencer começa a doer

A série Pluribus, da Apple TV+, apresenta um cenário onde a promessa de harmonia coletiva exige um preço silencioso: a diluição da singularidade. Curiosamente, esse mesmo conflito aparece de forma muito mais íntima e cotidiana nas festas de fim de ano, especialmente para pessoas introvertidas.

O que une esses dois universos — um futurista, outro familiar — é uma mesma questão psíquica e civilizatória: até que ponto precisamos abrir mão de nós mesmos para pertencer?


Freud e o preço da vida em sociedade

Em O mal-estar na civilização, Sigmund Freud afirma que a cultura só se sustenta mediante renúncias pulsionais. Para viver em grupo, o sujeito precisa conter desejos, afetos e impulsos. A promessa implícita é de segurança, pertencimento e felicidade compartilhada.

Em Pluribus, essa renúncia é levada ao extremo: a singularidade se torna um obstáculo ao funcionamento do todo. Já nas festas de fim de ano, a renúncia ocorre de modo sutil, mas insistente: é preciso estar presente, sorrir, interagir e demonstrar alegria.

Em ambos os casos, o mal-estar surge não por falta de socialização, mas pelo excesso de exigência simbólica.


A alegria como obrigação social

Jacques Lacan aprofunda essa leitura ao mostrar que o supereu contemporâneo não diz apenas “não faça”, mas “aproveite, celebre, seja feliz”. Trata-se de uma ordem paradoxal: quanto mais se exige felicidade, mais ela se torna inacessível.

As festas de fim de ano funcionam como pequenos dispositivos desse imperativo. A série Pluribus mostra o mesmo mecanismo em escala total: a felicidade deixa de ser uma experiência subjetiva e passa a ser um dever coletivo.

O sujeito que não corresponde — seja o introvertido silencioso na festa ou o indivíduo dissonante no sistema — passa a ser visto como problema.


Introversão: falha social ou sintoma da época?

A psicologia analítica de Jung ajuda a esclarecer que a introversão não é recusa do outro, mas uma orientação natural da energia psíquica para o mundo interior. O recolhimento, para esses sujeitos, é regulador e vital.

Nesse sentido, o introvertido se torna uma figura reveladora: ele encarna o limite do ideal coletivo. Seu cansaço nas festas e seu desconforto diante da sociabilidade forçada expõem algo que Pluribus radicaliza — a dificuldade contemporânea de sustentar a diferença.


Quando o coletivo se torna invasivo

Na lógica apresentada por Pluribus, não há espaço para o silêncio singular. Tudo deve funcionar em consonância. Já na vida cotidiana, essa mesma lógica aparece disfarçada de boas intenções: união familiar, confraternização, celebração.

O problema não está na festa em si, mas na impossibilidade de dizer não sem culpa. O mal-estar moderno nasce quando o sujeito não encontra mais brechas para existir fora do ritmo imposto.


O recolhimento como ato ético e espiritual

A psicanálise não propõe o isolamento como solução, mas reconhece o valor do limite. Lacan chama de ato ético a fidelidade ao próprio desejo, mesmo quando ele não coincide com o ideal social.

Sob uma perspectiva espiritual, o recolhimento pode ser compreendido como um retorno ao centro, ao silêncio fértil, ao espaço onde o sujeito se escuta. Nem toda comunhão é externa; algumas são interiores.


Conclusão: preservar a singularidade em tempos de fusão

Pluribus nos alerta para os riscos de uma civilização que sacrifica o sujeito em nome da harmonia total. As festas de fim de ano, em escala menor, revelam o mesmo dilema.

O mal-estar moderno não surge porque falhamos em pertencer, mas porque pertencemos demais, esquecendo de nós mesmos. Entre a fusão total e o isolamento absoluto, talvez o caminho de cura esteja na possibilidade de escolher quando estar junto e quando se recolher.


Artigo especial para o blog Saúde e Espiritualidade Holística

Câncer e Arte

O tema Câncer não é um assunto que agrade a maioria e nem "arraste" multidões em programas de tv ou filmes no cinema. Mas nem por isto, deixamos de ter opções de boas séries e filmes.

Vou deixar como dica para os (as) leitores (as) uma série de tv e dois filmes, que tem o equilíbrio e a ousadia de focalizar temas tão delicados com sutilidade, sem cores berrantes, e prepare-se pegando sua caixa de lenços (especialmente para os filmes)


A série recomendada é The Big C , que foi produzido pelo canal norte-americano Showtime, e distribuido no Brasil pelo canal fechado HBO. 


A premissa da série começa pela história de Catherine "Cathy" Jamison, Cathy é uma professora do ensino médio diagnosticada com melanoma maligno (câncer de pele) nível IV (terminal). Para não afligir a família, não lhes conta o problema, apenas para sua vizinha Marlene. Se torna mais descontraída e impulsiva.

Assistir os episódios é como um "soco" no estomago, pela carga emocional que somos expostos pelo desespero demonstrado pela protagonista, em sua viagem "sem fim" toma atitudes e decisões que jamais fariam sentido em seu estado normal. 

Não é uma série para expectadores que tenha aversão por doença, e principalmente por pessoas não levam a saúde a sério, deixando exames preventivos apenas quando algo não está bem.

A interpretação da atriz Laura Leggett Linney fez com que ela vencesse o Prêmio Globo de Ouro  de Melhor Atriz em 2011.

As duas indicações de filmes tem tempos diferentes, um deles Dying Young é de 1991 e o Culpa é das Estrelas é deste ano (2014).

As duas temáticas envolvem câncer em estágio terminal (eu falei para pegar os lenços de papel).

O primeiro (traduzido no Brasil para Tudo por Amor) envolve a luta de um jovem rico, que faz quimioterapia para tratamento de leucemia,  e acaba por apaixonar-se pela sua cuidadora, personagem interpretado pela atriz Julia Roberts. 

O final não foi o que se esperava,  gerando muitas lágrimas e criticas pelos jornalistas especializados em cinema, o tema musical principal (Dying Young)  foi interpretado pelo músico  Kenny G.

O segundo, baseado no livro de mesmo nome,  narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Jovens com Câncer.

Hazel (Shailene Woodley), uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a um medicamento revolucionário que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters (Ansel Elgort), de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteossarcoma. 

Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer, a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

E aqui encerro minha primeira edição do Câncer e Arte, com série e filmes relacionados a temática do câncer, espero que você tenha gostado.


Seriados The Borgias, algumas anotações

Com o atual nivel de (baixa) qualidade na televisão aberta brasileira, procuro sempre algo de diferente na programação de televisão à cabo (fechada, apenas para assinantes). Consigo na maior parte das vezes programas bem interessantes, bem como séries novas ou que instigam minha atenção.

Nada mais emblemático que ver uma série inspirada na Familia Borgia, que conta com muitos mitos, traições, vilanias e Papas. The Borgias é série do canal americano NBC, contando a história de uma das famílias mais infames, ligadas a igreja católica. O seriado é baseado nos livros de Mario Puzo, de mesmo nome. Puzo também escreveu a trilogia do Poderoso Chefão.

A história começa com a eleição do patriarca Cardeal Rodrigo Borgia como Papa Alexandre VI, isto no século XVI. A dramatização dos eventos, começa mostrando o conclave (eleição para o novo Papa, após a morte de Inocêncio VIII), e a corrupção dos outros cardeais através de compra de votos feita por seu filho mais velho Juan.






Como não se reescreve a história apenas por não gostar dela, vou continuar assistir e assim poderei opinar (ou não) sobre a história, a dificuldade é que, em séries históricas, autores e diretores tomam certas "licenças" que acabam misturando fatos com ficção.

Tema de Abertura - The Big Bang Theory - History of Everything

The History of Everything foi composta pelos Barenaked Ladies especialmente para a abertura da série The Big Bang Theory, que estreiou dia 24 de setembro de 2007, no dia 9 de outubro a banda canadense lançou uma versão completa da música.





Tema de Abertura (Tradução)

A HISTÓRIA DE TUDO

Barenaked Ladies

Todo o nosso universo estava em um estado quente e denso
Então há uns 14 bilhões de anos a expansão começou.
Espera...

A Terra começou a esfriar,
Os autótrofos começaram a babar,
Neandertais criaram ferramentas,
Construímos a muralha (construímos as pirâmides),
Matemática, ciência, história, desvendando os mistérios,
Tudo começou com o Big Bang!

"Desde o começo da humanidade" nem faz tanto tempo,
Já que cada galáxia foi formada em menos tempo do que leva pra cantar essa música.

Uma fração de segundo e os elementos foram feitos.
Os bípedes ficaram de pé,
Os dinossauros todos chegaram ao seu fim,
Eles tentaram escapar mas se atrasaram
E todos morreram (congelaram o rabo)
Os oceanos e a pangéia
Até mais, não ia querer ser você
Postos em movimento pelo mesmo Big Bang
Tudo começou com o Big Bang!

Está expandindo infinitamente mas um dia
fará as estrelas irem para o lado contrário
Colapsando para dentro, não estaremos aqui, não seremos feridos
Nossos melhores e mais brilhantes acham que fará um Bang maior ainda!

Australopithecus ficaria de saco cheio de nós
Discutindo enquanto pegavam veados (nós pegamos vírus)
Religião ou astronomia, Encarta, Deuteronomy
Tudo começou com o Big Bang!

Música e mitologia, Einstein e astrologia
Music and mythology, Einstein and astrology
Tudo começou com o Big Bang!
Tudo começou com o Big BANG!

Mudancas e o foco, uma abordagem diferenciada

Aqui estava mais um tela em branco desafiando-me para escrever algo, descobri que mais uma vez perdi o foco do blog. Quem faz uma salada de assuntos, acaba não tendo muito o que falar, porque muitos assuntos são bons, mas os textos não. Não é a primeira vez que isto acontece, talvez não seja a última, gosto de falar de muita coisa, porém preciso falar com qualidade e fazer que as pessoas tenham prazer em ler o texto, assim como eu tenho em escrever.

Tenho reparado que a medida que cai a qualidade da inspiração, cai o retorno do leitor e do visitante. Decidi então falar sobre alguns assuntos, concentrar-me neles, evitando falar de água um dia, depois falar de vinho. Então vamos lá, daqui para frente falemos de história e comportamento e um pouco de assuntos científicos (trazendo algo das pesquisas das revistas Nature, Science e Nat Geo).

Hoje o tema foi baseado em uma reportagem do Bom Dia Brasil  sobre o vandalismo, citando o texto da reportagem.
 "...A palavra vândalo tem origem histórica. Era o nome dado às tribos de bárbaros que saíram do norte da Europa e, no século V, invadiram e saquearam Roma. Inúmeras obras de arte se perderam. Uma história que se repete nas estátuas depredadas e pichadas nas praças e parques de Belo Horizonte..."

Lembro que vi a série da History Channel ( chamada abaixo) Os Bárbaros, incluindo ai Os Vandâlos 


 

Os Vândalos eram uma tribo germânica oriental que penetrou no Império Romano durante o século V e criou um estado no norte da África, centralizado na cidade de Cartago. Os vândalos invadiram Roma no ano de 455, saqueando-a e destruindo muitas obras primas de arte que se perderam para sempre.

Chamamos hoje vândalo a quem destrói ou depreda bens públicos pelo único prazer da destruição ou aqueles que cometem ações selvagens e desalmadas. A acepção atual de vândalo no sentido de depredador provem do adjetivo francês ‘vandalisme’, cunhado em 1794 pelo bispo republicano Grégoire, para criticar os depredadores de tesouros religiosos.


Um tanto injustamente, o nome dos vândalos se tornou sinônimo para os saques bárbaros e destruição, visto que eles capturaram Roma em pouco tempo, mas não causaram danos maiores que outros invasores, inclusive de exércitos cristãos.


Pessoas que não se aprofundam na história geralmente ligam os Vândalos à anarquia, pois o velho Romanocentrismo ignora todas as outras civilizações do mesmo período auto-declarando Roma como a capital do Mundo (no mesmo período os Neo-Persas ou Partos estavam vivendo um grande apogeu civilizacional; os próprios rotulados de "bárbaros" ergueram estados e só eram agressivos com Roma por que esta o foi primeiro para com eles).

(Fonte: Wikipedia)


Se você é apreciador de DVD com temas históricos, esta série é imperdível, são dois DVDs, enfocando os Saxões, Francos, Lombardos, Hunos e (claro) Vandalos. É minha dica de vídeo para vocês. Espero que apreciem esta nova era do blog.

Seriados Inesqueciveis - As Panteras

 
 
 
Charlie's Angels (Anjos de Charlie em Portugal e As Panteras no Brasil) é uma série de TV norte-americana produzida por Aaron Spelling e Leonard Goldberg para a Rede ABC, levada ao ar em cinco temporadas de 1976 a 1981. Foi criada por Spelling, Goldberg, Ivan Coff e Ben Roberts e possui 115 episódios no total.


Trama

O seriado traz três belas, corajosas e inteligentes mulheres que trabalham na Agência de Detetives Charles Townsend, comandada pelo misterioso chefe que jamais aparece, apenas passa as orientações por meio de um viva-voz. Seu homem de confiança, John Bosley, é quem trata pessoalmente com as moças, de nomes Sabrina Duncan, Kelly Garrett e Jill Munroe.

Elenco

    * Kate Jackson - Sabrina Duncan (as três primeiras temporadas)
    * Jaclyn Smith - Kelly Garrett (as cinco temporadas)
    * Farrah Fawcett - Jill Munroe (apenas a primeira temporada)
    * David Doyle - John Bosley
    * Cheryl Ladd - Kris Munroe (da segunda temporada em diante)
    * Shelley Hack - Tiffany Welles (apenas a quarta temporada)
    * Tanya Roberts - Julie Rogers (em substituição a Shelley, até o fim da série)
    * John Forsythe - Charlie Townsend (apenas a voz do ator)

Curiosidades

    * O misterioso chefe das Panteras, Charlie Townsend, atravessou as cinco temporadas da série sem aparecer, revelando-se para as detetives e para o público apenas no último episódio. Era o ator John Forsythe, que depois interpretaria o principal personagem da série Dinastia (Dinasty), concorrente de Dallas.

    * A atriz Farrah Fawcett, na época casada com Lee Majors, astro da série O Homem de Seis Milhões de Dólares (também conhecida no Brasil pelo título Cyborg), abandonou As Panteras ao final da primeira temporada, rompendo o contrato. Foi então inserida na trama uma irmã de Jill Munroe, Kris, vivida pela cantora Cheryl Ladd, que estreava como atriz. Posteriormente, Farrah faria participações em alguns episódios da série, mas como convidada.   
 
* Já Kate Jackson, ressentida pelo fato de seu contrato com a série tê-la feito perder o papel de Joanna Kramer para Meryl Streep no filme Kramer Versus Kramer - que ganharia o Oscar de 1979 nas categorias de filme, ator (para Dustin Hoffman), atriz coadjuvante (para Meryl) e ator coadjuvante (Justin Henry), além de roteiro adaptado -, resolveu sair ao final da terceira temporada. Na quarta, entrou em lugar de Sabrina Duncan a detetive Tiffany Welles, vivida por Shelley Hack. Mas o desempenho de Shelley não agradou e, poucos episódios depois entrou, em seu lugar a atriz Tanya Roberts como Julie Rogers, permanecendo até o final ao lado de Cheryl e Jaclyn Smith (Kelly Garrett), a única Pantera a participar de toda a série.    
 
* No Brasil, a série foi exibida primeiro pela Rede Globo, em faixas como Quarta Nobre, e depois, já em reprise, na Sessão Aventura, no horário da tarde. Ainda, no início dos anos 90 foi exibida pela TV Gazeta. Depois de mais de dez anos fora da TV aberta brasileira, As Panteras retornaria em 2004 através da Rede 21 (que fazia a chamada como "o cérebro, o corpo e o cabelo", ao mostrar cenas do trio original. "O cabelo", obviamente, se referia a Farrah). Nesse meio tempo, durante os anos 90 a série foi apresentada no Brasil pelo canal por assinatura Fox.  
 
  * No ano 2000, foi lançado o filme As Panteras, trazendo as atrizes Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu na pele das detetives e Bill Murray como Bosley. Mais uma vez, John Forsythe dava voz a Charlie. três anos depois, chegou aos cinemas uma seqüência com participação de Demi Moore e do brasileiro Rodrigo Santoro.




Seriados Inesqueciveis - Casal 20

Casal 20 é mais uma das inúmeras produções inspiradas em "The Thin Man" do escritor Dashiell Hammett (de O  Falcão Maltês), e chegou a televisão pelas mãos do escritor Sidney Sheldon, com roteiro de Tom Mankiewicz, alcançando um grande sucesso no mundo todo. A série estreou nos EUA em 25 de agosto de 1979 e após 110 episódios foi cancelada em 1984.

Dono de um conglomerado de empresas, Jonathan Hart (Robert Wagner)  encontrou em Jennifer (Stefanie Powers) o par ideal: alegre, bonita e  assim como ele adorava deixar o trabalho de lado e de forma amadora investigar crimes, ajudando pessoas que necessitavam. Por isso o  milionário Jonathan não pensou duas vezes antes de pedir a jornalista e  escritora Jennifer em casamento. 

O casal era tão perfeito que Jonathan  também brincava que escolheu Jennifer para não ter de mudar os monogramos da casa, já que ambos tinham as mesmas iniciais. A união dos dois criou um  casal rico, charmoso, bem sucedido profissionalmente, que levava uma vida excitante morando numa mansão em Bervely Hills. Junto com o casal Hart, morava o fiel e bem humorado mordomo Max, embora  seu sobrenome seja um mistério, sabemos que o seu nome é “Maxwell”. Ele  costumava chamar os patrões de "senhor e a senhora H" e não pensava duas vezes antes de ajudá-los em suas aventuras. Além de Max o casal 20 contava com a companhia do cachorrinho Freeway, que foi encontrado ao lado de uma rodovia e por isso recebeu esse nome.

O combustível do romance de Jonathan e Jennifer era a aventura e o interesse pelo perigo. Nas horas vagas eles trabalhavam como detetives por puro prazer. O apaixonado casal estava  sempre viajando pelo mundo, freqüentando lugares glamurosos e buscando fortes emoções ao investigar e solucionar os mais misteriosos e intrigantes crimes. Ao longo da série os Hart enfrentaram diversas ameaças, incluindo uma enfermeira que dizia ter tido um caso com Jonathan. No Brasil, a série Casal 20 tornou-se sucesso desde a primeira temporada, quando foi exibida na década de 1980. Com média de 65 pontos de audiência, a série era transmitida pela Rede Globo todas as terças, às 23:00 hs. Em 1993 a série retornou com o primeiro longa-metragem com 2 horas de duração. Seriam rodados 8 filmes em 4 anos. A nova série chamou-se A Volta do Casal 20 (Hart to Hart - The New Generation). Infelizmente  Lionel Stander, o Max, morreu após o quinto filme. No sexto filme os atores fizeram uma homenagem a Lionel Stander e Max, seu personagem, também morre no enredo.

Fonte: InfanTV 

Seriados Inesqueciveis - A Gata e o Rato





A Gata e o Rato (Moonlighting) é um seriado de detetives. Ou não? Maddie Hayes é uma bem-sucedida (e linda, glamurosa, independente, trabalhadora e sexy) modelo. Roubada pelo empresário, ela perde todo o dinheiro e só fica com uma agência de detetives quase falida: a Blue Moon. A moça estava decidida a fechá-la, mas... eis que aparece David Addison, um charmoso (e desencanado, divertido, folgado e cínico) detetive que a convence a manter a agência.









De cara os dois, ahn... se estranham, numa mistura de atração e antipatia. Oposto se atraem? Podem ficar juntos? É claro, mas só depois de muita briga. E assim começa a história de “guerra dos sexos” que mais fez sucesso na TV dos anos 80. O segredo? Pegue dois personagens carismáticos e charmosos, junte os dois com muita química e tempere com uma pergunta intrigante: eles vão ficar juntos ou não vão?









O jogo de gata e rato (trocadilho mais do que adequado) durou 2 temporadas. Todo mundo ficava em frente à TV roendo as unhas para saber quando é que o casa briguento ia, enfim, partir para os finalmentes. E o dia D veio em 31 de março de 1987. Numa cena polêmica violenta de briga (com muitos tapas!), David e Maddie finalmente vão para a cama, encerrando a expectativa de milhões de expectadores americanos – e, algum tempo depois, dos brasileiros que acompanharam a série por aqui.


A cena foi assunto de alguns dos maiores jornais dos Estados Unidos, como o Chicago Tribune, Los Angeles Times e o New York Times (“Maddie Hayes e David Addison se tornarão amantes hoje à nove da noite, e a ABC quer ter certeza de que todos saibam disso”). Graças à estratégia do canal, à propaganda nos guias de TV e à ansiedade dos fãs, todo mundo ficou sabendo, mesmo: o episódio teve 44% de audiência nos Estados Unidos em pleno horário nobre. 60 milhões de pessoas assistiram ao tão esperado, ahn... namoro.

Mas... e depois do fatídico episódio? Final feliz? Que nada. Depois que o casal briguento levou suas desavenças para embaixo dos lençóis, o seriado começou a perder audiência e a ter problemas de produção, com muitos atrasos e brigas entre a equipe. Os atores-protagonistas ficavam cada vez menos disponíveis para a série: Cybill estava grávida e Bruce Willis começou a aventurar-se no cinema - o primeiro filme da série "Duro de Matar" seria lançado em 1988 (em um dos episódios de “A Gata e o Rato”, David aparece em frente a um pôster do filme).

Mas teria sido a consumação da expectativa dos telespectadores que minou o interesse pela história? Foi o que disse grande parte da crítica. Os fãs defendem o seriado, dizendo que o que causou o seu declínio foi o casal protagonista não ter tido, ahn... um final muito feliz.

Em 1989, foi ao ar o último episódio da série: “Lunar Eclipse”. Nele, Bert Viola (Curtis Armstrong, aquele do arroto astronômico em "A Vingança dos Nerds"), o divertido aprendiz de detetive, casa-se com Agnes Di Pesto, e... bom, chega de contar o final

Em seu auge, “A Gata e o Rato” conquistou picos de audiência e a simpatia da crítica. Ao todo, foram 39 indicações ao Emmy e 7 prêmios. Bruce Willis levou um Emmy e um Globo de Ouro de melhor ator. Cybill Shepherd, 2 Globos de Ouro (até nisso eles brigam!). A música-tema da abertura (“Moonlighting Theme”, de Al Jareau) foi indicada ao Grammy de 1988. Maddie e David foram escalados várias vezes entre os “melhores casais da TV”.

Depois de Maddie, Cybill Shepperd fez alguns filmes pouco conhecidos e vários trabalhos para a TV. Do seriado, Bruce Willis saltou para a telona pra virar um workaholic cinematográfico: só em 2005, ele estrela quatro novos filmes. Se deu bem, o moço.

Seriados Inesqueciveis - James West





Faroeste ou Espionagem? Talvez tenha sido essa a questão que o produtor Michael Garrison tenha feito a si próprio analisando o gênero western, que havia vendido como água na TV americana na década de 50 e na primeira metade da década de 60. Isso em contraste com a "Bondmania" que assolava o mundo após a produção de "007 Contra Goldfinger", em 1964. 

Foi pensando num gênero que já havia vendido muito e em outro que estava mais do que na moda, que Garrison pensou em fazer uma mescla colocando – literalmente – James Bond em cima de um cavalo. Para tanto, procurou por Hunt Stomberg, chefe de programação da Rede CBS e tentou convencê-lo sobre a viabilidade do projeto.

 Elaborar uma mescla de gêneros tão distintos entre si não era uma tarefa fácil. Fazer um novo James Bond televisivo estava fora de cogitação, já que a rede NBC exibia desde setembro de 1964, com grande sucesso no ano de 1965, O Agente da UNCLE, primeiro seguidor de 007 na TV.

Garrison pensou num personagem que após a guerra civil se reportasse diretamente ao Presidente Grant. Os nomes pensados para o herói foram Jim West, Sam South, Tom East e Hal North. 

O grande problema em princípio foi achar roteiristas que conseguissem misturar faroeste e espionagem, tendo em vista que esses profissionais eram especialistas e quem escrevia um gênero, não conseguia escrever outro. Havia um detalhe que incomodava: James Bond encontrava-se com seu chefe "M", que orientava sobre a missão a ser executada. 

O muito que 007 fazia depois era encontrar-se com "Q", o cientista mestre de armas e truques que dava ao herói todo um arsenal de recursos a serem utilizados naquela missão. Fazer isso com James West era impossível pela época em que a série estava baseada. Como fazer o herói se deslocar com freqüência até Washington numa época em que o meio de transporte mais utilizado era um cavalo?

Foi para responder a essa indagação que criou-se então o personagem Artemus Gordon. Ele traria detalhes para "West" sobre a missão a ser executada e um arsenal de recursos que o mesmo teria à disposição em cada empreitada. Com o passar do tempo, o personagem de Artemus passou a trabalhar em tempo integral, assumindo a característica de mestre dos disfarces.

Elenco


O sonho da rede CBS seria ter Paul Newman como James West. Como Newman era um ator caro e dificilmente se envolveria num projeto de TV, resolveram promover testes à procura do ator ideal. Consta que Rory Calhoun chegou a ser escolhido. Calhoun havia estrelado entre 1958 e 1960 a série de TV O Texano (The Texan). Por interferência da própria rede CBS ele acabou perdendo o papel, já que os executivos de produção não o consideravam adequado para viver o personagem.

O ator Robert Conrad não era exatamente um estranho no mundo televisivo. Ele havia co-estrelado com Anthony Eisley e Connie Stevens a telessérie Hawaiian Eye, entre 1959 e 1963. Seu personagem, Tom Lopaka, alcançou grande sucesso na ocasião.

Ao saber que o ator John Derek havia sido convidado para fazer testes para James West e não havia comparecido, Conrad tomou como iniciativa tentar o papel. Seu grande problema era a estatura, já que Conrad é um baixinho por excelência. Assim sendo, os testes foram feitos usando planos de chão diferenciados para o ator, que sempre aparecia usando chapéu e botas com saltos especiais. 

Embora Bruce Lansbury e James Aubrey, executivos da CBS, conhecessem Conrad da série Hawaiian Eye, pairava sobre ambos a dúvida sobre qual seria sua real estatura.

Os testes foram feitos por Ethel Winant de modo a parecer que Conrad era muito alto. Ao ser perguntada sobre isso por Aubrey, Ethel respondeu que ele era alto o suficiente. E Robert Conrad foi contratado.

O papel de Artemus Gordon sempre foi de Ross Martin. Ele já era a primeira opção da CBS quando da concepção do projeto. Mesmo assim, recusou-o em quatro oportunidades porque os executivos de produção não promoviam as alterações por ele solicitadas. Martin queria viver um personagem que gostasse de disfarces, teatro e de mulheres, fugindo ao máximo de cenas que envolvessem lutas corporais.

Armado de um assistente e residindo dentro de um trem - dotado de uma locomotiva e quatro vagões cheios de truques - Estreou nos Estados Unidos, em setembro de 1965, a série de TV James West.

1º Ano - P & B

Quando surgiu James West foi um choque: um cowboy e calça justa e sapato com salto falso, que escondia badulaques explosivos. O herói repetia a abordagem de James Bond, só que num oeste cheio de mistério e aventura. 

Seu parceiro era um cavalheiro por excelência. Artemus Gordon era uma espécie de Dr. Watson de um Sherlock Holmes galã, que tinha um andar de quem caminha com botas apertadas. O charme da série foi logo identificado pelo grande público, colocando-a entre as 20 mais vistas na temporada 1965/66 com uma média de 22 pontos na audiência (nenhuma das três temporadas posteriores atingiu novamente essa marca). 

Cada título de episódio possuía o termo "The Night" (assim como em O Agente da UNCLE cada título de episódio possuía o termo "Affair"). Antes de cada comercial a cena é congelada com a imagem, se transformando num story-board. O que mais impressiona era a audácia dos produtores em misturar engenhocas mecânicas num tempo em que aquilo não existia.

  A exemplo de outras produções em início de carreira cujo sucesso era incerto, James West foi produzido inicialmente em preto e branco. O processo de cor era ainda muito caro para a época e só poderia ser utilizado em produções com resultado financeiro garantido.

 Por isso, os 28 primeiros episódios que compõem a primeira temporada foram filmados em preto e branco. Muitos consideram esta a melhor e a mais séria de todas as quatro temporadas.
 

2º Ano - Cores


O segundo ano da série estreou em setembro de 1966. O lamentável é que um mês antes da estréia dessa temporada, o produtor Michael Garrison tenha falecido ao cair do alto de uma escada em sua própria residência. A morte dele quase tirou o programa do ar, mas Bruce Lansbury insistiu na sua continuidade. 

Embora o episódio "The Night of The Golden Cobra" (A Cobra Dourada) tenha sido o primeiro a ser filmado em cores, o episódio de abertura da temporada foi "The Night of The Exccentrics" (A Noite dos Excêntricos). Foi também a partir desta temporada que o ator Robert Conrad formou um time fixo de dublês, sob sua liderança. 

O episódio "The Night of the Vicious Valentine" (A Perversa Valentina) - exibido em 10 de fevereiro de 1967 - rendeu a atriz Agnes Moorehead um prêmio Emmy. Agnes também trabalhava na série de TV A Feiticeira (Bewitched – 1964/72), onde vivia a personagem Endora. 

Alguns episódios chegam a ser fantásticos nesta temporada, misturando também ficção, como volta no tempo, transporte feitos através de quadros e até discos voadores!
 
3º ano - Cores

Para quem aprecia muita ação, esta talvez seja a melhor das quatro temporadas. Há quem diga que é a melhor da fase colorida. Alguns episódios valem exclusivamente por isso e pela trilha musical, bastante apropriada e criativa. A estréia ocorreu em setembro de 1967. Robert Conrad e sua equipe de dublês chegaram a transformar um estúdio num ginásio com equipamentos de boxe. O ator gostava de fazer suas próprias cenas perigosas. O problema é que vez por outra alguém se machucava e a constante presença de uma ambulância na porta dos estúdios começou a preocupar os executivos de produção. 

Em janeiro de 1968, quando filmava o episódio "The Night of The Fugitives", Conrad sofreu uma queda ao se balançar num candelabro e caiu de cabeça num piso de concreto que estava pintado para parecer madeira. O ator foi parar no hospital, paralisando a produção da série por 12 semanas. O episódio só foi concluído após sua recuperação e incluído no lote da quarta temporada.
 
4ª Temporada - Cores
A quarta temporada da série estreou em setembro de 1968. Os problemas verificados nesta etapa superaram os anteriores. Durante as filmagens de "The Night of Araricous Actuary", Ross Martin quebrou a perna numa seqüência de duelo, sendo substituído por um dublê. Nos três episódios que se seguiram, Martin só podia ser filmado da cintura para cima. Mas o pior estava por vir.

Durante as filmagens de "The Night of Fire and Brinstone" (Fogo e Enxofre), Martin passou mal e sofreu um ataque cardíaco que quase o matou. Os médicos chegaram a afirmar que ele não voltaria para o programa, já que tomava café em excesso e fumava quatro maços de cigarro por dia. O ator foi substituído por “parceiros convidados”. Charles Aidman foi o assistente de James West em quatro episódios. 

William Schallert foi o assistente de James West no episódio de duas partes "The Night of The Wigged Terror" (Terror Alado). Alan Hale Jr. foi o assistente de West no episódio "The Night of The Sabatini Death" (A Morte de Sabatini). Em dezembro de 1968, Ross Martin voltou a integrar o elenco do programa em "The Night of Diva" (A Noite de Diva).

Ao contrário do que muitos possam pensar, James West não acabou por problemas de queda de audiência. Em verdade, o governo americano estava iniciando uma campanha contra a violência na televisão e James West foi a bola da vez. 

Os assassinatos de Robert Kennedy e do líder negro Martin Luther King eram os ícones desse movimento. A ordem era diminuir cenas de luta, não utilizar instrumentos cortantes, não quebrar cadeiras nas costas de ninguém e usar revólver só em último caso, evitando–se ao máximo matar quem quer que fosse. 

Com cenas perigosas feitas na base da coreografia o seriado perdia muito. Para piorar de vez a situação, Robert Conrad machucou seriamente o joelho durante uma seqüência de luta do episódio "The Night of The Cossacks" (Os Cossacos) e saiu do estúdio diretamente para o hospital, levado numa ambulância. Após esse acontecimento e com toda a campanha feita pelo governo americano a rede CBS, decidiu cancelar o programa. 


Seriados Inesqueciveis - Kojac

Quem não lembra do personagem de Telly Savallas, o detetive Kojac, careca e sempre com um pirulito na boca?
 
O personagem Kojak fez sua primeira aparição no telefilme The Marcus-Nelson Murders e o trejeito malandro do tenente caiu rapidamente no gosto do público, abrindo as portas para a produção de um seriado, na rede CBS.

Kojak foi uma das séries policiais de maior sucesso na TV americana, durando 118 episódios e mantendo-se entre os 20 programas mais assistidos dos Estados Unidos durante três anos consecutivos (de um total de cinco temporadas). Com seu estilo malandro de falar (na dublagem, a expressão "nenén" foi marcante), Savalas dava um toque original ao personagem.


Na série, Theo Kojak é um competente e extravagante tenente da polícia que trabalha no 13° distrito de Polícia, na região sul de Manhattan - no centro de Nova York. Sua marca registrada é a careca lustrosa, seu senso de humor sarcástico e cínico e sua mania por pirulitos - que ele não tira da boca enquanto investiga os casos. Policial bem pouco ortodoxo, ele usava das artimanhas das ruas em vez dos métodos burocráticos dos policiais convencionais.

Embora gostasse de agir por conta própria, na luta contra o crime, Kojak não estava sozinho, ele trabalhava com os detetives Stavros (George Savalas, irmão de Telly), Saperstein (Mark Russel) e  Rizzo (Vince Conti). Completavam o elenco o detetive-chefe Frank McNeil, ex-parceiro de Kojak nas ruas (Dan Fraser) e o tenente Bobby Crocker (Kevin Dobson).

Um dos grandes destaques da série era a interpretação de Telly Savalas no papel principal, o personagem acabou se fundindo a imagem do ator que ficou marcado para sempre como o Kojak. Sua atuação na série lhe rendeu um  Emmy, o "Oscar da televisão", e até a gravação de um disco de canções românticas.

No Brasil não foi diferente e a série Kojak também fez bastante sucesso marcando as noites da Rede Globo no início dos anos 80. A popularidade foi tanta que o nome Kojak tornou-se sinônimo de calvície, virando até tema de marchinha carnavalesca: "Kojak mete bronca na moçada/é tira valente, respeitado".

Durante a década de 1980, o personagem voltou em duas ocasiões - ambos filmes para a TV. Em 1989, a ABC tentou reviver o programa, sem sucesso. A nova série só durou uma temporada.
Fonte: InfanTV

Seriados Inesqueciveis - Baretta

 
 
 
O  personagem Baretta fez um grande sucesso na década de 1970, mas o que pouca gente sabe é que ele surgiu por acidente. Em 1974, uma série chamada Toma foi produzida pela Universal e fez sucesso em sua primeira temporada. Baseado na vida real de David Toma, um detetive do Departamento de Policia da cidade de Newark (EUA), o programa teve um final prematuro. A razão é que seu ator principal, Tony Musante, negou-se a continuar no papel. A Universal resolveu, então, contratar Robert Blake (ex-ator infantil) para substituí-lo em 1975. Para evitar comparações, os produtores acharam melhor criar uma nova série no mesmo estilo. O resultado saiu melhor que a encomenda e o programa durou quatro temporadas, tornando-se bem popular no gênero policial (ao lado de Kojak e Columbo ).   
 
A série Barreta estreou nos Estados Unidos no dia 17 de janeiro de 1975 produzida pelas Roy Huggins-Public Arts Productions e Universal TV. Durando 80 episódios de 60 minutos, o programa teve seu último episódio levado ao ar no dia 1 de junho de 1978. Tony Baretta era um policial  da Califórnia, que vivia num hotel de segunda chamado King Edward, no apartamento 2-C, com seu cacatua (espécie de papagaio originário da Oceania) chamado Frederico.  Ele era um profissional pouco convencional, levando um estilo de vida um tanto excêntrico. Filho órfão de pobres  imigrantes italianos, Baretta sempre se recusava trabalhar com parceiros, mas resolvia seus casos através de informantes de rua, como Rooster  (Michael D. Roberts), responsável por grande parte do humor da série.
Baretta era ainda um grande mestre em disfarces, que ele usava para se  infiltrar nas gangues da cidade e desvendar os mais diversos crimes.Bem-humorado e despreocupado, Baretta vivia  arranjando problemas com seus superiores. Na primeira temporada ele  recebia ordens do severo Inspetor Shiller (Dana Elcar, o Peter Thornton da  série  Profissão  Perigo),  substituído na segunda temporada pelo Tenente Hal Brubaker (Edward Grover).
O seriado se destacava pelas cenas de ação, pelos casos de investigação muito bem escritos e pelo bom humor dos seus  personagens. Outro destaque de Baretta era o tema de abertura "Keep Your Eye on the Sparrow," de  Sammy Davis Jr, que chegou a tocar nas rádios nos Estados Unidos.


Anos mais tarde o ator Robert Blake, foi acusado de atirar duas vezes em sua esposa, Bonny Lee Bakley, no dia 4 de maio de 2001, no estacionamento de um restaurante italiano, em  Studio City, na Califórnia. Em 2005, aos 71 anos, o ator foi inocentado da acusação pela justiça americana.
Fonte :   Land.series (foto)   InfanTV , (texto)





Seriados Inesqueciveis - Bonanza

 
Os Cartwright

Ben, Adam, Hoss e Little Joe
Foto retirada do site Bricabrac

 
   Quem como eu curtiu os anos 70 e principalmente a fase áurea dos Spaghetti Western, vai curtir o seriado de hoje.  Nem o mais otimista dos produtores envolvidos na concepção de Bonanza, máxime seu criador, o produtor executivo David Dortort, poderia imaginar que a quase marca de 1 bilhão de telespectadores iria algum dia ser atingida no mundo todo. Muito menos, poderia vislumbrar que a série se tornaria o tremendo sucesso que é até os dias atuais.
 
Bonanza mantém até hoje a posição de segunda maior série de tevê no gênero faroeste, em termos de longevidade, com 431 episódios distribuídos em 14 temporadas, perdendo apenas para Gunsmoke (A Lei do Revólver, exibida recentemente pelo canal Retro), em que foram produzidos 635 episódios, distribuídos em 20 temporadas. 

A decência, o sentimento de honra acima de tudo, o compromisso, a bravura, o respeito pelo patriarca e pelo ser humano, a coragem do clã Cartwright, a preocupação com o próximo, o fato de ser a primeira série de faroeste inteiramente produzida em cores, a inesquecível música de abertura, o cenário colorido e as locações do belíssimo Rancho Ponderosa (uma propriedade rural de mais de mil milhas quadradas). Enfim, foram alguns dos inúmeros ingredientes que mais contribuíram para o grandioso sucesso da série no mundo todo.

David Dortort, um escritor que se tornou produtor cinematográfico, queria criar um conceito de entretenimento que fizesse oposição à imagem empavonada de machões pintada pela maioria dos espetáculos televisivos dos anos 50. Ele desejava que seus personagens fossem homens fortes; ele os vislumbrava como descendentes diretos dos Cavaleiros da Távola Redonda, adaptados à cena do Velho Oeste - homens com forte formação moral, que combateriam o mal e trariam a justiça para uma terra indômita.

     David Dortort criou Ben Cartwright como o forte patriarca, um pai que moldaria seus três filhos independente da educação da terra e do ambiente hostil. Para tanto Dortort emprestou a cada um dos filhos características únicas e diferenciadas. Adam, era o intelectual, filho mais velho, era dado a usar mais o cérebro do que a força. Hoss era o "Gigante Gentil", um homem dotado de força descomunal e com um coração de ouro. Little Joe era o filho mais novo, irresponsável, impulsivo e o coração mais romântico de todos.

 


Para justificar estas diferenças nas personalidades dos três filhos, Dortort, deu a cada um deles uma mãe diferente, fazendo com que Ben Cartwright tivesse sido casado 3 vezes. Assim como na mitologia de Camelot, os Cartwright receberam do autor, a incumbência de guardiões do Rancho Ponderosa, um império de cabeças de gado, madeira e minérios nas montanhas de Nevada, perto do lago Tahoe. Bonanza foi um dos primeiros seriados de TV com um enderêço fixo, sem as famosas andanças de seus mocinhos por paragens e cidades do Oeste, eles tinham uma terra para defender e faziam dela sua base.

    
Em Bonanza, os Cartwrights se viram de fronte a uma variedade de personagens e situações que na maioria das vezes batiam à sua porta.   Inicialmente a NBC desejava estrelar Bonanza com atores famosos, sentido que precisaria de nomes para atrair audiência. Dortort persuadiu a rede de televisão a desistir desta idéia, com a afiramação de que poderia obter imenso sucesso com atores totalmente desconhecidos; ele convenceu a NBC uma emissora nova àquela época de que forjaria suas própria estrêlas.

Dortort teve na verdade uma acurada percepção dos resultados do seu projeto.

 
Foram escalados Lorne Greene para o papel de Ben Cartwright, que era conhecido antes da série pela sua voz poderosa. Um canadense, ficou conhecido pelo apelido de "A Voz do Canadá", título que recebeu pelas inúmeras produções de rádio em que fez a locução naquele país.  Pernell Roberts encarnou o papel de Adam, Dan Blocker personalizou Hoss e Michael Landon fez Little Joe.  Todos os 4 fizeram anteriormente, inúmeros pequenos papéis na TV Americana, mas nenhum deles era conhecido do grande público; o que mudou rapidamente assim que Bonanza entrou no ar.
    
O primeiro episódio de Bonanza foi levado às telinhas da TV em 12 de setembro de 1959. Bonanza atingiu sucesso imediato. Pelas suas 2 primeiras temporadas, Bonanza estourou nas pesquisas de audiência e foi filmada desde o início em cores. O que lhe garantiu vida longa. A TV em cores era considerada um fenômeno àquela época e a RCA, empresa que gerou a NBC, queria uma série que encorajasse os consumidores a comprarem novos aparelhos de televisão. Os primeiros episódios traziam belissimas tomadas do lago Tahoe e todas as suas cercanias, assim como "sets"de filmagem e indumentárias de colorido forte. Bonanza ficou no ar durante 2 anos nas noites de Sábado até ser transferido para uma lacuna no horário noturno dos Domingos. 

Foi aí que o seriado atingiu sua maior audiência e alcançou o sucesso definitivo. Por 10 dos seus 14 anos de vida, o seriado ficou entre os 10 mais assistidos da TV americana, e, entre 1964 e 1967 foi o seriado de maior audiência na América.

 
     Depois da primeira temporada, Lorne Greene convenceu os produtores a suavizarem seu personagem para a figura de um pai compreensivo e as vezes bondoso, ao invés de um forte e disciplinador patriarca. Roberts, Blocker e Landon tiveram seus personagens tornados mais humanos e racionais, dando-lhes mais profundidade e complexidade.

 
     Mais cuidado foi dispendido com o "script", mudando as histórias simples para enredos mais interessantes. Em muitos casos Bonanza estava à frente do seu tempo. O seriado se valia de temas e controvérsias tais como: problemas raciais, a condição da mulher como esposa e os abusos que sofria, problemas psicológicos, o alcoolismo e os matadores de aluguel. O interesse da audiência era mantido através de contrastes forjados pelos que escreviam os roteiros. Numa semana um episódio podia ser um verdadeiro drama e na outra uma divertida comédia, graças ao elenco que desmpenhava com igual desenvoltura tanto drama quanto comédia; cada um deles tinha a capacidade de criar uma cena cheia de tensão, bem como emprestar ternura a seus personagens ou fazer os telespectadores morrerem de rir com suas desventuras.

 
     Mas Bonanza tinha algumas constantes em seus enredos, por exemplo, toda mulher que tivesse um envolvimento amoroso com um dos Cartwrights, ou morria no final ou tinha que impreterivelmente partir, deixando-os juntamente com o público de corações partidos. Michael Landon fazia piada, dizendo que os Cartwrights deviam tomar cuidado ao cavalgar, evitando que seus cavalos pisoteassem as covas onde tinham sido enterradas todas as inúmeras mulheres que morreram durante os seriados. 




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