Câncer de pulmão: a importância da prevenção e diagnóstico precoce


O câncer de pulmão é um dos mais incidentes do mundo, ocupando a primeira posição entre os homens e a terceira entre as mulheres.¹ No Brasil, a doença foi responsável por 28 620 mortes em 2020. No fim do século 20, a enfermidade se tornou uma das principais causas de morte evitáveis.² Justamente com foco na prevenção, o Agosto Branco, instituído há cinco anos, tem como objetivo levar informação e conscientizar a população.

Isso porque o cigarro é, de longe, o maior fator de risco para a doença – cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão diagnosticados estão associados ao consumo de derivados de tabaco. De acordo com o dr. William William (CRM-SP 104421), diretor de oncologia e hematologia do Hospital BP e professor adjunto associado do MD Anderson Cancer Center, outros fatores, como exposição a substâncias nocivas e até mesmo a poluição, também levam ao risco de contrair a doença. Mas nada chega perto do cigarro. Segundo ele, é preciso lembrar que o tabagismo também é considerado uma doença.

Câncer de pulmão e o tabagismo


Um levantamento da Global Lung Cancer Coalition (GLCC), feito em 2017, mostrava que havia um grande estigma em torno da doença relacionado ao tabagismo. Na época, 21% dos entrevistados de 25 países afirmavam ter menos simpatia por indivíduos com câncer de pulmão do que em relação a pacientes com outras neoplasias. No Brasil, o percentual foi acima da média mundial, chegando a 29%. Esse preconceito, que ainda existe, pode ter impacto negativo nas pessoas que vivem com câncer de pulmão e em seus familiares, além de gerar desinformação.³

“É muito cruel e não é correto colocar um estigma em um paciente que fumou e adoeceu. Ninguém fuma porque quer, há circunstâncias que levam a pessoa a fumar. Constitui-se um vício químico, há alterações cerebrais que fazem com que as pessoas fiquem dependentes daquela substância. É uma enfermidade que precisa ser tratada com planos de ação, suporte psicológico e, por vezes, com medicamentos”, diz o dr. William William.

A oncologista clínica e coordenadora regional de São Paulo do Hospital Nove de Julho/Dasa, dra. Carolina Kawamura (CRM-SP 119713), afirma, ainda, que a vergonha que os pacientes tabagistas sentem, associada ao medo do preconceito, pode dificultar também o diagnóstico precoce. “Se o paciente conta para o seu médico que é tabagista, já fica definido ali um risco maior de ter câncer de pulmão. Assim, o profissional pode incluir no check-up anual, por exemplo, exames complementares que favoreçam o diagnóstico da condição ainda no seu início”, afirma.

Exames e diagnóstico


O exame citado pela dra. Carolina é a tomografia computadorizada com baixa dose de radiação (TCBD), uma modalidade de radiografia especializada para rastreamento de câncer de pulmão que pode ser comparada ao papel da mamografia para o câncer de mama.⁴

Não há ainda uma diretriz oficial no país, mas a recomendação da TCBD, como conta o dr. William William, baseada em estudos, é para pacientes acima de 50 anos que tiveram exposição ao cigarro por 20 anos ou mais. Esse tipo de rastreamento é importante principalmente porque o câncer de pulmão costuma ser silencioso e apresenta sintomas – como tosse, dor no peito, falta de ar, falta de apetite, emagrecimento e fadiga – geralmente quando já se disseminou, dificultando, inclusive, o tratamento.⁵

“Apresentada alguma alteração no exame, o diagnóstico de certeza é feito por meio da biópsia. O patologista vai nos dizer o subtipo do câncer. Quando diagnosticado em estágio inicial, muitas vezes a cirurgia e algum tratamento complementar, conhecido como tratamento adjuvante, já resolvem o problema e as chances de cura são grandes. Quando em estágios mais avançados, temos que olhar para outros tipos de tratamento”, ressalta o diretor.

Medicina de precisão e tratamentos personalizados


A dra. Carolina explica que o câncer de pulmão primário – aquele que se desenvolve no pulmão – pode ter alguns diferentes tipos: de pequenas células e de não pequenas células e, dentro desse último, podem ser divididos entre adenocarcinoma, carcinoma escamoso e de grandes células. Hoje, com a ajuda da medicina de precisão, que alia os dados já convencionalmente utilizados para diagnóstico e tratamento ao perfil genético do indivíduo,6 é possível entender o tumor em nível celular e, assim, definir o melhor tratamento para cada caso.

“Vários tipos de testes, que antigamente só eram feitos no exterior, agora estão disponíveis em laboratórios de qualidade no Brasil. Inclusive, há a possibilidade de ter acesso a eles sem custo, por meio de um consórcio de empresas da indústria farmacêutica. É uma tecnologia que analisa o DNA da célula tumoral e, assim, conseguimos entender o comportamento daquele câncer”.

O diagnóstico mais refinado leva a um tratamento também mais personalizado, que hoje conta com a ajuda de importantes inovações, como a imunoterapia e a terapia-alvo. “A imunoterapia tem mudado a história natural da doença. Tem a capacidade de fazer com que o sistema imunológico consiga combater o tumor. É uma das estratégias mais modernas dos últimos anos. E a terapia-alvo, que teve a maior parte de seus medicamentos aprovados nos últimos cinco anos e é indicada quando o paciente tem apresentação tumoral com mutação genética, age especificamente na molécula alterada”, explica a oncologista. “Dez anos atrás, não tínhamos um décimo da tecnologia de hoje, que melhora a qualidade de vida, a sobrevida e as chances de cura.”

Doença não é sentença de morte


Com os avanços da ciência e as campanhas antitabagistas, hoje é possível afirmar que o diagnóstico de câncer de pulmão não é uma sentença de morte. Além da prevenção e da detecção precoce da doença, o dr. William William ressalta a importância de uma equipe multidisciplinar atuando conjuntamente para o bem-estar e saúde de cada paciente.

“O câncer de pulmão é tão complexo que são necessários vários profissionais para chegar aos melhores resultados. Desde o exame inicial, passando pelo diagnóstico: o cirurgião, o patologista, fisioterapeutas, oncologistas, enfermeiros. É uma jornada que requer sintonia e é recomendado também que o paciente busque um centro de referência que tenha todos esses profissionais concentrados em um só lugar”, indica. Em locais onde os centros de referência não concentram todos os profissionais, a livre comunicação entre eles é fundamental para a busca desses melhores resultados de tratamento.

A dra. Carolina concorda e complementa: “Essa é uma doença desafiadora e cheia de detalhes, e vemos com satisfação a melhora da abordagem. Estudos demonstram que um paciente que é manejado dentro de um time multidisciplinar tem mais sucesso no tratamento e maior chance de cura e sobrevida com qualidade. E é exatamente isso que buscamos fazer”, conclui.

Referências:

  1. Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ministério da Saúde. Câncer de Pulmão. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pulmao. Acesso em: 20 ago 2022.
  2. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). Pesquisa aponta estigma contra pacientes com câncer de pulmão. Disponível em: https://www.sboc.org.br/noticias/item/1129-pesquisa-aponta-estigma-contra-pacientes-com-cancer-de-pulmao. Acesso em: 20 ago 2022.
  3. Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP). Tomografia computadorizada de baixa dose – Uma arma eficiente no diagnóstico precoce do câncer de pulmão. Disponível em: https://www.anahp.com.br/noticias/noticias-hospitais-membros/tomografia-computadorizada-de-baixa-dose-uma-arma-eficiente-no-diagnostico-precoce-do-cancer-de-pulmao/. Acesso em: 20 ago 2022.
  4. Oncoguia. Sinais e sintomas do câncer de pulmão. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-pulmao/1576/197/. Acesso em: 20 ago 2022.
  5. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Medicina de precisão: o que é e que benefícios traz? Disponível em: https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/95-medicina-de-precisao-o-que-e-e-que-beneficios-traz. Acesso em: 20 ago 2022.

A exposição ao amianto pode causar mesotelioma e câncer de pulmão, laringe e ovário.



O que é amianto?

Uma garagem construída com material contendo amianto
Amianto é o nome dado a um grupo de minerais fibrosos de ocorrência natural que são resistentes ao calor e à corrosão. Devido a essas propriedades, o amianto tem sido utilizado em produtos comerciais, como materiais de isolamento e à prova de fogo, freios automotivos e materiais de papelão.

Como as pessoas são expostas ao amianto?


Se os produtos que contêm amianto são perturbados, pequenas fibras de amianto são liberadas no ar. Quando as fibras de amianto são inspiradas, elas podem ficar presas nos pulmões e permanecer lá por um longo tempo. Com o tempo, as fibras de amianto acumuladas podem causar inflamação e cicatrizes nos tecidos, o que pode afetar a respiração e levar a sérios problemas de saúde.

Baixos níveis de fibras de amianto estão presentes no ar, na água e no solo. A maioria das pessoas, no entanto, não adoece com esse tipo de exposição. As pessoas que adoecem com o amianto geralmente são expostas a ele regularmente, geralmente em um trabalho em que trabalham diretamente com o material ou por meio de contatos ambientais substanciais.

As exposições mais pesadas ao amianto ocorreram no passado. As exposições mais pesadas hoje em dia tendem a ocorrer na indústria da construção e no reparo de navios, principalmente durante a remoção de materiais contendo amianto devido a reformas, reparos ou demolições. Os trabalhadores também podem ser expostos durante a fabricação de produtos contendo amianto, como têxteis, produtos de atrito, isolamento e outros materiais de construção.

Quais cânceres estão associados à exposição ao amianto?


A exposição ao amianto causa mesotelioma (um câncer das membranas finas que revestem o tórax e o abdômen) e câncer de pulmão , laringe e ovário . O mesotelioma é a forma mais comum de câncer associada à exposição ao amianto, embora a doença seja relativamente rara.

O que pode ser feito para reduzir os riscos do amianto?


O uso de amianto agora é altamente regulamentado nos Estados Unidos. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional emitiu padrões para os setores de emprego na indústria da construção, indústria geral e estaleiro.

Como o tabagismo afeta o risco de câncer associado ao amianto?


Muitos estudos mostraram que a combinação de exposição ao tabagismo e ao amianto é particularmente perigosa. No entanto, há também evidências de que parar de fumar reduz o risco de câncer de pulmão entre os trabalhadores expostos ao amianto.

Referências Selecionadas

  • Grupo de Trabalho da IARC para Avaliação de Risco Carcinogênico para Humanos. Arsênico, Metais,Fibras e Poeiras. Lyon (FR): Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer; 2012. (Monografias da IARC sobre a avaliação de riscos cancerígenos para seres humanos, nº 100C.) Também disponível online . Último acesso em 13 de fevereiro de 2019.
  • Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional. Amianto, Guia de bolso do NIOSH para riscos químicos. Atlanta, GA: Centros de Controle e Prevenção de Doenças, 2010. Também disponível online . Último acesso em 13 de fevereiro de 2019.
  • Programa Nacional de Toxicologia. Amianto, Relatório sobre Carcinógenos, Décima Quarta Edição. Triangle Park, NC: Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ambiental, 2016. Também disponível online . Último acesso em 13 de fevereiro de 2019.

Droga focada em mutações genéticas mostra resultado inédito contra câncer

Uma melhor compreensão das mudanças genéticas que permitem a disseminação do câncer é crucial. 


Um estudo abrangente das seqüências de genoma inteiro do câncer metastático ajudará os pesquisadores a alcançar esse objetivo.

A principal causa de mortes relacionadas ao câncer é a disseminação de células cancerígenas do local primário para outras partes do corpo . Esse processo de disseminação, conhecido como metástase, normalmente envolve estressores celulares e choques ambientais que induzem mudanças drásticas nas células cancerígenas. Uma dessas mudanças é uma forte resistência às terapias atuais, o que significa que novas formas de combater doenças metastáticas são urgentemente necessárias.

As células de um tumor primário geralmente abrigam mutações causadoras de câncer (oncogenes). À medida que o câncer evolui, ele adquire outras mutações que lhe permitem se espalhar para outros locais do corpo através do sangue - um processo chamado metástase.

Droga focada em mutações genéticas aumenta em 30% a longevidade de pacientes com tumor grave nos pulmões ou já em estágio metastático. Segundo especialistas, dados da pesquisa poderão ser usados para alterar protocolos terapêuticos

Apresentado no congresso Esmo 2019, da Sociedade Europeia de Oncologia Clínica, o estudo Flaura mostrou que o risco de progressão do tumor ou de morte foi 54% menor no grupo de pacientes tratados com o osimertinibe, a terceira geração de uma classe de medicamentos orais que miram mutações no gene EGFR. 

No Brasil, entre 20% e 25% dos pacientes de câncer de pulmão de não pequenas células têm esse tipo de erro no DNA e poderiam se beneficiar da nova terapia-alvo. A substância já está aprovada no país como tratamento de primeira linha (a primeira opção), mas ainda não foi incluída no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que desobriga os planos de saúde a custearem a intervenção e deixa a opção de fora do Sistema Único de Saúde (SUS).

A expectativa da comunidade médica para a apresentação dos novos dados do Flaura era positiva, baseada no artigo com resultados preliminares — de sobrevida livre de progressão e de redução de metástases cerebrais — publicado em 2017. Agora, os autores do estudo, liderados por Suresh S. Ramalingam, do Instituto de Câncer Winship, da Universidade de Emory, relataram, de forma inédita, o aumento de sobrevida global, algo não alcançado em pesquisas anteriores, com as terapias-alvo de primeira e segunda gerações.

O estudo foi realizado com 556 pacientes com a mutação EGFR e a doença localmente avançada ou já em estado metastático, quando se espalha por outros órgãos, incluindo o cérebro. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 279 receberam o tratamento com osimertinibe e 277, com erlotinibe ou gefitinibe, as terapias-alvo de primeira geração que ainda são o tratamento padrão em boa parte do mundo. 

Passados 12 meses do início da pesquisa, 89% dos participantes do braço osimertinibe continuavam vivos, contra 83% do outro grupo. Aos 24 meses, os percentuais foram 74% e 59%, respectivamente, e, 36 meses depois, 28% faziam o tratamento com a droga de terceira geração, comparados a 9% que seguiam a terapia padrão.

Enquanto em alguns países, como no Brasil e nos Estados Unidos, os resultados apresentados em 2017 foram suficientes para as agências regulatórias aprovarem o osimertinibe como primeira opção de tratamento, a terapia padrão começa com os medicamentos mais antigos, passando para a substância de terceira geração apenas quando os pacientes desenvolvem uma mutação, a T790M, que deixa o tumor resistente às intervenções. Com isso, a doença avança e leva à morte. 

O câncer de pulmão é a principal causa de óbito no mundo.





O tumor não é igual ao câncer

Todo tumor é câncer?


Não, nem todo tumor é câncer. A palavra tumor corresponde ao aumento de volume observado numa parte qualquer do corpo. Quando o tumor se dá por crescimento do número de células, ele é chamado neoplasia - que pode ser benigna ou maligna. Ao contrário do câncer, que é neoplasia maligna, as neoplasias benignas têm seu crescimento de forma organizada, em geral lento, e apresenta limites bem nítidos. Elas tampouco invadem os tecidos vizinhos ou desenvolvem metástases. O lipoma e o mioma são exemplos de tumores benignos.

Quais as diferenças entre os tumores benigno e maligno?


Enquanto um é lento e sedentário, o outro é apressado e abelhudo. Entenda como mutações no DNA definem se o tumor é maligno ou benigno

O surgimento de tumores pode ter muitos causadores e é marcado por um crescimento anormal de células. Geralmente, eles são divididos em três categorias: os agentes biológicos, caso de bactérias e vírus, os agentes químicos, como o cigarro ou o contato com um produto tóxico, e os agentes físicos, a exemplo do excesso de exposição à luz solar.

Conheça agora a diferença entre tumores benignos e os malignos, que de fato ganham o nome de câncer.

BENIGNO


Tumores mais recorrentes

Lesões de pele, pólipos intestinais, fibromas de mama, de órgãos ginecológicos e de próstata.

1. Metamorfose vagarosa

Uma pequena mutação no código genético faz a célula se multiplicar mais do que deveria, dando origem a uma massa tumoral. Essa falha não chega a ser muito grave, uma vez que o desenvolvimento do tumor se dá por expansão e segue um ritmo mais lento.

2. Quase camufladas

A maioria dos tumores benignos fica restrita a uma cápsula fibrosa, que impede a propagação desordenada desse amontoado de células defeituosas. Formam-se, então, protuberâncias, mas que não guardam muita diferença em relação ao tecido sadio.

3. Rápido e preciso

Cirurgias costumam ser feitas para retirar o tumor. O médico o extrai junto a um pedaço do órgão não atingido em volta. Como ele não tem a capacidade de se espalhar, o tratamento é mais tranquilo e a operação resolve a maioria dos casos.

Fonte: INCA

Câncer não é uma deficiência de vitamina B17

O câncer é uma doença que pode causar muito sofrimento.

Tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias são árduos para os pacientes e nem sempre eficazes.

Além disso, a doença é um grande problema de saúde pública. o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estimou a ocorrência de 582 mil novos casos no Brasil, sendo que 60% são diagnosticados já em estágio avançado.

Assim, não é de se espantar que curas e tratamentos alternativos para o câncer sejam amplamente divulgados e procurados.

Nos últimos tempos blogs de medicina natural e usuários de redes sociais têm divulgado que a ‘vitamina B17’ pode tratar o câncer. Uma mensagem viralizada no Whatsapp vai mais longe e afirma que o câncer não é uma doença, mas apenas a consequência da deficiência da vitamina B17 .

O nome ‘vitamina B17’ é usado para se referir aos compostos amigdalina e laetrile. A amigdalina é uma substância que ocorre naturalmente em várias plantas e pode ser encontrada em maior concentração nos caroços de algumas frutas, como damascos, pêssegos e ameixas. Já ‘laetrile’ foi o nome dado à uma forma purificada da amigdalina, que ganhou popularidade na década de 1970 por seus supostos efeitos no tratamento do câncer.

O complexo vitamínico B inclui as vitaminas B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9 e B12. O complexo vitamínico B é um grupo de nutrientes que exercem importantes funções no organismo. 

Como são encontradas em vários tipos de alimentos, sua necessidade diária é suprimida com uma boa alimentação. 

Somente em circunstâncias excepcionais é indicado suplementação dessas vitaminas. O Laetrile (ou amigdalina ou vit. B17) é uma forma parcialmente sintética da amigdalina, uma substância vegetal encontrada em algumas nozes (amêndoas) e sementes de frutas (damasco e cereja). 

Embora seja nomeada de vit. B17 não se trata de uma vitamina. O Laetrile tem sido utilizado como agente anticancerígeno desde o século XIX. Ele é usado sozinho ou como parte de um programa de tratamento. Isso pode incluir seguir uma dieta específica, suplementos vitamínicos e enzimas pancreáticas. 

Embora estudos mais recentes tenham mostrado que o Laetrile pode matar células cancerígenas em certos tipos de câncer, não há evidências científicas confiáveis suficientes para afirmar que o Laetrile ou a amigdalina podem tratar o câncer. Apesar disso, ainda é promovido como um tratamento alternativo de câncer. 

A maioria dos sites ou revistas que promovem o Laetrile baseiam suas reivindicações em opiniões não fundamentadas e evidências anedotais. Não existem evidências científicas de que o Laetrile seja um tratamento eficaz para o câncer ou qualquer outra doença. A Biblioteca Cochrane publicou uma revisão sistemática em 2015. Isso significa que um grupo de especialistas reúne todas as evidências sobre um determinado assunto e analisa o conteúdo dos estudos para ver se há alguma evidência para apoiá-lo. 

Esta revisão apontou que os benefícios reivindicados do Laetrile não são apoiados por ensaios clínicos controlados. Ela também encontrou um risco de efeitos colaterais graves de envenenamento por cianeto após o Laetrile ou amigdalina, especialmente depois de tomá-lo por via oral. Ninguém pode vender Laetrile no Reino Unido ou na Europa. 

Apesar de encontramos facilmente ofertas na internet, no Brasil o uso da substância laetrile não é aprovado pela Anvisa, posição também adotada pela entidade regulatória americama FDA (Food and Drug Administration).

Mas será que amigdalina (ou ‘vitamina B17’) pode ser eficaz para tratar o câncer? E mais, será que o consumo dessa substância na forma de caroços de frutas ou suplementos é seguro?

O que diz a ciência:


Devido ao pico de popularidade dessa ‘terapia alternativa’ na década de 1970, um estudo clínico foi realizado e publicado em 1982 no “New England Journal of Medicine”. A conclusão foi de que a amigdalina (ou laetrile) não foi eficaz nem no tratamento do câncer, nem na melhora de sintomas ou da longevidade dos pacientes. Mais recentemente, em 2015, uma revisão abrangente da literatura científica pelo grupo Cochrane (analisando mais de 200 publicações) também não encontrou dados confiáveis que indiquem que esses compostos são úteis no combate ao câncer.

Além disso, ambos estudos alertam para os perigos do uso das duas substâncias, que são metabolizadas em cianeto, um composto altamente tóxico. Uma consulta do banco de dados de toxicologia do instituto americano NIH (TOXNET, National Institute of Health) mostra que vários casos de intoxicação, inclusive resultando em mortes, aconteceram devido à ingestão de amigdalin. Ainda segundo a World Health Organization (WHO), crianças são especialmente vulneráveis devido ao seu baixo peso corporal.


A maconha causa câncer de pulmão?

Uma ligação direta para o câncer de pulmão não foi encontrada, mas o uso prolongado da droga pode ter consequências para a saúde do pulmão, alertam os médicos.

No início de sua carreira operando em pacientes com câncer de pulmão, o Dr. Raja Flores sabia que a maioria era de fumantes de cigarros. Mas através dos anos, Flores, um cirurgião torácico do Mount Sinai Medical Center, em Nova York, percebeu um padrão surpreendente: alguns de seus pacientes nunca haviam fumado um cigarro de tabaco. Eles fumavam uma droga diferente: maconha . E eles desenvolveram uma forma muito mais agressiva de câncer de pulmão.

Inicialmente, Flores não considerou que poderia haver uma conexão entre a maconha e o câncer de pulmão. A pesquisa que relaciona fumar maconha com câncer foi escassa e amplamente inconclusiva. Mas como os números cresceram, Flores imaginou se ele estava vendo algum tipo de nova tendência sombria.

"Eu disse a mim mesmo: 'espere um minuto, aqui está outra pessoa na faixa dos 40 anos que nunca tocou em um cigarro e o câncer está em todo lugar", disse Flores à NBC News. "É tão ruim que não posso nem operar."

Flores reconhece que não há provas científicas de que fumar cannabis cause câncer de pulmão. Mas ele teme que a combinação de ampla legalização e comercialização dos benefícios potenciais à saúde da maconha esteja contribuindo para a crença de que a cannabis é uma droga totalmente benigna. 

De fato, uma pesquisa nacionalmente representativa de adultos norte-americanos publicada no verão passado revelou que quase um terço achava que fumar maconha poderia proteger a saúde de uma pessoa. E essa percepção errônea poderia levar ao desenvolvimento de cânceres de uso de maconha, mas não detectados pelos defensores da droga, acredita Flores.

Muitos norte-americanos tinham uma visão semelhante do tabaco antes que evidências acumulassem mostrando que o cigarro poderia causar câncer de pulmão, disse o pneumologista Dr. Panagis Galiatsatos, instrutor de cuidados intensivos da Johns Hopkins School of Medicine e diretor da clínica de tratamento de tabaco da Johns Hopkins Medicine.

Até que o número de casos de câncer de pulmão relacionados ao cigarro se acumulasse a um nível que ninguém poderia ignorar, havia até mesmo cientistas respeitados que rejeitaram alertas sobre os perigos potenciais associados ao fumo do tabaco, disse Galiatsatos.

Fonte: NBC News

Como novos testes podem ajudar a tratar câncer sem origem conhecida

Onde um câncer cresce primeiro no corpo desempenha um papel enorme na escolha de como tratá-lo. Mas para 2 em cada 100 cânceres diagnosticados no Reino Unido a cada ano, os médicos não conseguem encontrar o tumor original.

Esses casos raros são chamados de carcinoma de primário desconhecido (CUP). E eles representam um enorme desafio quando se trata de selecionar o tratamento.

“Os pacientes da CUP não desenvolvem sintomas até que o câncer já se espalhe”, explica a nutricionista Natalie Cook, especialista em câncer do Hospital Christie, em Manchester, e líder clínico do Centro de Medicina do Câncer Experimental de Manchester. "Muitos pacientes estão muito mal quando chegam até nós".

Desenvolver maneiras melhores de diagnosticar esses cânceres e entender seu comportamento é o primeiro passo para melhorar as opções de pacientes com CUP. Isso começa com o aproveitamento da quantidade limitada de tecido disponível.

Quando o CUP foi diagnosticado após uma biópsia inicial, a coleta de mais tecido para investigação adicional também pode ser muito invasiva. "Você não pode pedir a um paciente várias biópsias", diz John Symons, diretor da Fundação CUP 

Em vez disso, Symons acha que o futuro está na captura de células tumorais ou DNA cancerígeno que é derramado na corrente sanguínea do paciente. Este precioso material flutuando no sangue poderia conter a informação genética do tumor, potencialmente ajudando a decodificar em qual órgão ou tecido o câncer começou. E os pesquisadores acreditam que esses exames de sangue, ou "biópsias líquidas", podem ajudar a prever quão bem o tumor responderá. ao tratamento.

Um número crescente de pesquisas está usando esses exames de sangue em outros tipos de câncer, mas eles raramente foram aplicados ao CUP. 

"Biópsias líquidas são uma maneira de obter mais informações sobre o tumor de um paciente sem ter que fazer uma biópsia invasiva", diz Cook. "Como é apenas um exame de sangue, você também pode coletar amostras durante o tratamento para monitorar os pacientes".

Drogas contra o câncer de mama podem ajudar a tratar câncer de pulmão resistente

Uma classe de medicamentos usados ​​para tratar certos cânceres de mama poderia ajudar a combater cânceres de pulmão que se tornaram resistentes a terapias direcionadas, sugere um novo estudo em ratos do Instituto Francis Crick e do Instituto de Pesquisa do Câncer (ICR). 

Pesquisa, publicada na Cell Reports , descobriu que tumores de pulmão em camundongos causados ​​por mutações em um gene chamado EGFR encolheram significativamente quando uma proteína chamada p110α foi bloqueada.

Drogas para bloquear a p110α estão se mostrando promissoras em testes clínicos contra certos tipos de câncer de mama, então podem ser aprovadas para uso clínico em um futuro próximo. As novas descobertas sugerem que essas drogas poderiam potencialmente beneficiar pacientes com câncer de pulmão mutante ao EGFR, cujos tumores se tornaram resistentes ao tratamento .

"No momento, os pacientes com câncer de pulmão mutante ao EGFR recebem tratamentos direcionados que são muito eficazes nos primeiros anos", explica o líder do estudo, professor Julian Downward, que tem laboratórios no Crick e no ICR. "Estas drogas estão melhorando, mas infelizmente depois de alguns anos o câncer geralmente se torna resistente e começa a crescer e se espalhar novamente. A segunda linha de tratamento é atualmente a quimioterapia convencional, que não é direcionada e tem efeitos colaterais substanciais.

Fonte:  Medicalxpress

Como o tabagismo afeta seu corpo, reprodução e fertilidade

como afeta seu corpo
Fumar é a maior causa de óbitos evitáveis ​​na Inglaterra, representando mais de 80 mil mortes por ano. Um fumante em dois morrerá de uma doença relacionada ao tabagismo.

Se você pudesse ver o dano, você pararia.

Reprodução e fertilidade


Fumar pode causar impotência masculina, pois danifica os vasos sanguíneos que fornecem sangue ao pênis. Também pode danificar o esperma, reduzir a contagem de esperma e causar câncer testicular. Até 120.000 homens do Reino Unido em seus 20s e 30 são impotentes como resultado direto do tabagismo, e os homens que fumam têm menor contagem de esperma do que aqueles que não são fumantes.

Para as mulheres, fumar pode reduzir a fertilidade. Um estudo descobriu que os fumantes eram mais de três vezes mais propensos que os não fumantes a terem levado mais de um ano para conceber. O estudo estimou que a fertilidade das mulheres fumantes era 72% a dos não fumantes.

Fumar também aumenta seu risco de câncer cervical. As pessoas que fumam são menos capazes de se livrar da infecção por HPV do organismo, que pode se transformar em câncer.

Fumar enquanto está grávida pode levar ao aborto espontâneo, nascimento prematuro, nascimento fetal e doença, e aumenta o risco de morte do berço em pelo menos 25%.


Fonte: NHS

Bronquite, causas e sintomas para estar alerta

causas e sintomas
A bronquite é uma inflamação do revestimento de seus tubos brônquicos, que transportam ar para e de seus pulmões. As pessoas que têm bronquite muitas vezes tossem muco engrossado, que pode ser descolorido. A bronquite pode ser aguda ou crônica.
Muitas vezes, a partir de uma infecção respiratória fria ou outra, a bronquite aguda é muito comum. A bronquite crônica, uma condição mais séria, é uma irritação ou inflamação constante do revestimento dos bronquios, muitas vezes devido ao tabagismo.
A bronquite aguda, também chamada de resfriado torácico, geralmente melhora dentro de uma semana a 10 dias sem efeitos duradouros, embora a tosse possa permanecer por semanas.
No entanto, se você tem ataques repetidos de bronquite, você pode ter bronquite crônica, o que requer atenção médica. A bronquite crônica é uma das condições incluídas na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Sintomas

Para bronquite aguda ou bronquite crónica, os sinais e sintomas podem incluir:
  • Tosse
  • Produção de muco (escarro), que pode ser claro, branco, cinza amarelado ou cor verde - raramente, pode ser manchado de sangue
  • Fadiga
  • Falta de ar
  • Febre leve e calafrios
  • Desconforto no peito
Se você tem bronquite aguda, você pode ter sintomas de resfriado, como uma leve dor de cabeça ou dores no corpo. Embora estes sintomas geralmente melhorem em cerca de uma semana, você pode ter uma tosse persistente que persiste por várias semanas.
A bronquite crônica é definida como uma tosse produtiva que dura pelo menos três meses, com episódios recorrentes ocorrendo por pelo menos dois anos consecutivos.
Se você tem bronquite crônica, é provável que você tenha períodos em que a tosse ou outros sintomas pioram. Naqueles momentos, você pode ter uma infecção aguda em cima da bronquite crônica.

Quando consultar um médico

Consulte o seu médico se a tosse:
  • Dura mais de três semanas
  • Evita que você dorme
  • É acompanhado de febre superior a 38º C
  • Produz muco descolorido
  • Produz sangue
  • Está associado a sibilos ou falta de ar

Causas

A bronquite aguda geralmente é causada por vírus, tipicamente os mesmos vírus que causam resfriado e gripe (influenza). Os antibióticos não matam vírus, então esse tipo de medicamento não é útil na maioria dos casos de bronquite.
A causa mais comum de bronquite crônica é o consumo de cigarro. A poluição do ar e poeira ou gases tóxicos no ambiente ou no local de trabalho também podem contribuir para a condição.

Fatores de risco

Fatores que aumentam seu risco de bronquite incluem:
  • Fumaça de cigarro. As pessoas que fumam ou que vivem com um fumante correm maior risco de bronquite aguda e bronquite crônica.
  • Baixa resistência. Isso pode resultar de outra doença aguda, como um resfriado, ou de uma condição crônica que compromete seu sistema imunológico. Adultos mais velhos, infantes e crianças pequenas têm maior vulnerabilidade à infecção.
  • Exposição a irritantes no trabalho. Seu risco de desenvolver bronquite é maior se você trabalha em torno de certos irritantes pulmonares, como grãos ou têxteis, ou está exposto a fumaça química.
  • Refluxo gastrico. Conjuntos repetidos de azia severa podem irritar sua garganta e torná-lo mais propenso a desenvolver bronquite.

Complicações

Embora um único episódio de bronquite geralmente não seja motivo de preocupação, isso pode levar a pneumonia em algumas pessoas. Conjuntos repetidos de bronquite, no entanto, pode significar que você tem doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Prevenção

Para reduzir o risco de bronquite, siga estas dicas:
  • Evite a fumaça do cigarro. A fumaça do cigarro aumenta o risco de bronquite crônica.
  • Seja vacinado. Muitos casos de bronquite aguda resultam da gripe, um vírus. Obter uma vacina anual contra a gripe pode ajudar a proteger você contra a gripe. Você também pode querer considerar a vacinação que protege contra alguns tipos de pneumonia.
  • Lave suas mãos. Para reduzir o risco de contrair uma infecção viral, lave suas mãos com freqüência e tenha o hábito de usar desinfetantes de mão à base de álcool.
  • Use uma máscara cirúrgica. Se você tiver DPOC, você pode considerar usar uma máscara facial no trabalho se você estiver exposto a poeira ou fumaça, e quando você estiver entre multidões, como durante a viagem.
Fonte: Mayo Clinic

Câncer de pulmão vence a atriz Marilia Pera

Neste sábado (05/12), o câncer de pulmão nos tirou dos palcos (e da vida) a competente atriz Marília Pera, que bravamente enfrentou a doença nos últimos dois anos, a sua resiliência ( a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos) a dor e a agressividade deste tipo de câncer, mostram a capacidade extraordinária desta excepcional pessoa, que agora , ao baixar dos panos, deixa um legado inigualável.

pulmão
Novos estudos tentam melhor o diagnóstico e os exames para detectar precocemente o câncer de pulmão. Pesquisadores da Universidade de Boston ( BUSM-EUA) desenvolveram testes que permitirão que os pacientes com suspeita de câncer de pulmão serem submetido a cada vez  menos testes invasivos  para determinar se eles têm a doença. 

"Estamos vendo um aumento no número de lesões suspeitas de câncer de pulmão encontrados nas imagens de tórax de fumantes atuais e antigos. No passado, esses pacientes foram submetidos a testes invasivos quando os testes de broncoscopia tradicionais provaram serem inconclusivo,  disse o autor sênior Avi Spira, MD, MSc, professor de medicina, patologia e bioinformática em BUSM. 

Os pesquisadores descobriram que um biomarcador genômico pode determinar com precisão a probabilidade de uma lesão pulmonar ser maligna. Os resultados que aparecem em linha no New England Journal of Medicine são de dois grandes estudos, prospectivo, multicêntrico chamado Airway Epithelium Expressão Gênica no diagnóstico de câncer pulmonar (AEGIS) I e II. 

Estes resultados vão permitir aos médicos identificar com confiança pacientes que estão em baixa probabilidade de ter câncer de pulmão, assim, poupando-lhes a partir de procedimentos caros e arriscados. 

Embora o teste em si é simples, a ciência por trás é notável, acrescentou Spira. Os trabalhos anteriores por Spira descobriram que o padrão de atividade gênica em células que revestem o trato respiratório superior pode identificar o câncer que se desenvolve mais profundamente no pulmão. 

A capacidade para testar as alterações moleculares neste 'campo de lesão" nos permite descartar a doença mais cedo, sem procedimentos invasivos. Conceitualmente, isso pode ter implicações significativas para outras doenças. 


Estima-se que 250.000 pacientes (nos EUA) são submetidos a uma broncoscopia por suspeita de câncer de pulmão a cada ano com cerca de 40 por cento que produzem resultados não conclusivos. Isso pode levar a procedimentos invasivos, como biópsia de agulha transtorácica ou biópsia pulmonar cirúrgica que são arriscados e caros. 

"Em pacientes de risco intermediário com uma broncoscopia não conclusiva, o teste genômico é considerado para  a negativa de uma abordagem diagnóstica mais conservadora, e que poderia reduzir a testes invasivos desnecessários em pacientes sem câncer de pulmão. 

Esperamos melhorar o trabalho de diagnóstico para câncer de pulmão, reduzindo a ansiedade em pacientes , realizando menos procedimentos desnecessários e, finalmente, poupar recursos valiosos de saúde e dinheiro ", disse Spira.

Fonte : H-Insurance


Câncer de pulmão, mortes desnecessárias

O câncer é uma doença que manda avisos, indica a ocorrência e mostra que se escutar os sintomas, mudar comportamentos e tomar atitudes, ele vai vencer a batalha. Até porque é difícil vencer nossos próprios, quando eles são partes integrantes de nossa vida.

E esta semana, mais uma vez, uma pessoa querida nos deixou, vítima que foi de seu consumo de tabaco, como já escrevi no meu artigo : O câncer não vence antigos vicios e habitos :

"Não é folclore, nem papo de médico. Fumar e consumir bebida alcoólica são comprovadamente os principais fatores de risco para o desenvolvimento de tumores de cabeça e pescoço. Mesmo assim, a maioria dos pacientes com esse tipo câncer continua fazendo uso de álcool após receber o diagnóstico da doença. E quase metade deles também não consegue abandonar o vício do cigarro."

Segundo a patologista Thais Mauad, professora do Departamento de Patologia da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP), além de prejudicar diversos órgãos, o tabaco está associado a 90% dos casos de câncer de pulmão nos homens e 80% nas mulheres. Ou seja: se não fosse o cigarro, o tumor mais frequente no mundo não seria esse.

Instituto Nacional do Câncer (INCA) evidências na literatura mostram que pessoas que têm câncer de pulmão apresentam risco aumentado para o aparecimento de outros cânceres de pulmão e que irmãos, irmãs e filhos de pessoas que tiveram câncer de pulmão apresentam risco levemente aumentado para o desenvolvimento desse câncer. Entretanto, é difícil estabelecer o quanto desse maior risco decorre de fatores hereditários e o quanto é por conta do hábito de fumar.

Vamos prantear a morte e lamentar que, mais uma vez, a dupla câncer e tabagismo venceu, de novo.